Contratações ilegais de farmacêuticos vêm aumentando o número de ações no Sinfarmig. Novas denúncias dão conta de que farmacêuticos estão sendo contratados nos hospitais fora das exigências legais.  Por determinação da Lei 13.021/2014, toda Farmácia Hospitalar deve ter um farmacêutico em tempo integral.  Essa determinação está prevista na Resolução nº 556/2011 do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e na Portaria nº 4.283/2010 do Ministério da Saúde.

A necessidade de um profissional em tempo integral nos hospitais também atende a exigências do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG), que prevê efetiva prestação de Assistência Farmacêutica nas farmácias hospitalares.

Desse modo, os hospitais passam a ter a obrigatoriedade de contratar mais farmacêuticos para cumprir as normas mundialmente reconhecidas para a promoção e assistência em saúde. Há um reconhecimento global de que o trabalho do farmacêutico é imprescindível ao bom resultado dos serviços de saúde prestados pelos hospitais.

 

Implantação da Jornada 12X36  

 

Sobre a jornada 12X36 é fundamental esclarecer que o hospital não é obrigado a contratar farmacêutico com a jornada 12x36. Porém, se optar por esta jornada deverá seguir o que determina a Justiça do Trabalho, Súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho, que diz que este tipo de jornada deve estar prevista em “Convenção Coletiva de Trabalho” (CCT) ou “Acordo Coletivo de Trabalho” (ACT).

Diante da intransigência do sindicato patronal nas negociações, este ano, ainda não houve acordo coletivo para os profissionais da Farmácia Hospitalar e, portanto, a jornada 12X36 não pôde ser incluída na Convenção Coletiva de Trabalho. Dessa forma, a implantação da jornada deve ser feita obrigatoriamente por meio de Acordo Coletivo de Trabalho.

A determinação da Justiça do Trabalho que exige a participação do Sindicato Profissional, o Sinfarmig, no caso dos farmacêuticos,  para a celebração do ACT, é justamente para evitar abusos contra o profissional de saúde. A Justiça tem conhecimento da pressão que o trabalhador enfrenta para negociar direta e individualmente com o patrão.

Entretanto, os abusos vêm sendo denunciados pelos farmacêuticos hospitalares, da capital e do interior. Muitos deles contam que suas jornadas de trabalho foram “transformadas” em 12X36 sem que tenha havido acordo entre o respectivo hospital e o Sinfarmig. Com isso, os hospitais querem cumprir as exigências da legislação, de ter assistência do farmacêutico em tempo integral sacrificando e desrespeitando o trabalhador e alterando unilateralmente a sua jornada de trabalho.   

Diante disso, o Sinfarmig reforça que os farmacêuticos devem denunciar a implantação da jornada 12X36 que está sendo feita sem a assinatura do ACT entre o hospital contratante e a entidade sindical. “O ACT negociado pelo Sinfarmig busca conquistar condições dignas de trabalho e remuneração para a categoria. Não devemos perder de vista que as exigências da legislação em vigor para os hospitais confirmam o reconhecimento e o valor do trabalho dos farmacêuticos hospitalares”.  Neste momento, o Sindicato está em negociação com alguns hospitais objetivando fechar o ACT com cada uma das unidades hospitalares.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 31/10/16 

 

 

 

 

Os editais de concursos públicos entre eles o da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Universidade Federal de Minas Gerais  (UFMG) e Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) com vagas para farmacêuticos tiveram destaque na pauta da reunião na manhã da última sexta-feira (28/10) entre o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG) e o Sinfarmig.

 

Após esclarecimentos dos assessores jurídicos das duas entidades, Daniela Duarte e Luciano Silva, respectivamente advogados do Conselho e da entidade sindical , ficou definido que a competência legal para ingressar com ações em juízo, representando os profissionais, é do Sindicato. Entretanto, o Sinfarmig vai contar com a cooperação técnica do Conselho em todos os processos que visam assegurar os direitos da categoria. 

 

Outro tema debatido foi a Assistência Farmacêutica pública, o programa “Farmácia de Todos”, a Assistência Farmacêutica nos hospitais além de propostas estratégicas para beneficiar e valorizar a categoria.

  

Ao final da reunião as duas entidades representativas dos farmacêuticos decidiram permanecer unidas e trabalhando conjuntamente pelo fortalecimento da profissão.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Foto: Divulgação CRF/MG

Publicada em 31/10/16

 

 

 

 

 

A #PEC241 ganhou novo número e virou #PEC55 no Senado Federal. A Proposta de Emenda Constitucional que prevê o congelamento dos investimentos na saúde e educação por 20 anos no Brasil tramita com intensa agenda para a sua aprovação. Aqueles brasileiros que discordarem da PEC e ainda desejarem pressionar os senadores podem resistir ligando ou enviando e-mail para cada parlamentar. Veja aqui a lista dos senadores em exercício:  http://migre.me/voc1w

#PEC55Não #SUSéDemocracia #CorteZero

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 31/10/16

 

 

 

 

Nesta quinta-feira, 27, as entidades que compõem o Fórum Nacional pela Valorização da Profissão Farmacêutico se reuniram em Brasília para mais uma reunião com o objetivo de unificar a ação das entidades em torno de uma agenda comum em prol da profissão. A Federação Nacional dos Farmacêuticos - Fenafar, uma das entidades do Fórum apresentou documento no qual lista algumas bandeiras e levanta preocupações para a luta da categoria em meio à turbulência política que vive o país.

 

Representando a Fenafar na mesa de abertura do evento, seu presidente, Ronald Ferreira dos Santos pontuou algumas destas preocupações. “Temos que refletir sobre o quanto mudou de qualidade o ambiente no qual se desenvolvem nossas propostas. Nós elencamos 4 ou 5 proposições entre elas as 30 horas [redução da jornada], o piso nacional, a carreira e a presença do farmacêutico do SUS. Mas nunca na história recente o debate sobre remuneração e jornada de trabalho teve um ataque tão severo por parte do setor patronal e seus representantes no legislativo. Propostas de 12 horas diárias, 80 horas semanais, negociado acima do legislado que vai liquidar todas as nossas conquistas, a suspensão dos processos da ultra atividade pelo ministro Gilmar Mendes – a regra até agora era que se não há convenção coletiva nova vale a anterior, a partir desta decisão isso deixa de valer. Isso desrespeita a nossa valorização”, destacou Ronald.

O presidente da Fenafar também chamou a atenção para uma das principais lutas do momento: contra a PEC 241. “Anteontem a Câmara aprovou em segundo turno o projeto que altera a Constituição e congela por 20 anos os gastos públicos. Essa proposta vai à contramão da luta que desenvolvemos pela ampliação dos recursos para a Saúde. Se o Senado aprovar essa PEC, a atuação do farmacêutico no SUS estará comprometida”, alertou.

Ele falou, também, que conquistas recentes da categoria também estão ameaçadas por este ambiente, como a lei 13.021 e conclamou as entidades e à categoria a fortalecerem a unidade. “Temos um grande volume de diferenças e conflitos na nossa categoria. Mas nós temos que aprender com a nossa história. A unidade da categoria em torno de propostas é significado de resistência e vitórias. Vamos continuar tendo nossas diferenças, mas a conjuntura nos exige unidade e ação política para que possamos localizar o que nos unifica para que fazer o enfrentamento e termos bandeiras para continuar aglutinando e nos unindo”.

Walter Jorge João, presidente do Conselho Federal de Farmácia, também salientou a importância de se mobilizar a categoria em torno de bandeiras unitárias e disse que de fato “todos têm dado sua contribuição e se mostrado verdadeiramente apaixonados pela nossa profissão farmacêutica”.

O presidente do CFF acha que há temas emergenciais que exigem resposta das entidades e da categoria e que é necessário definir uma agenda comum de luta para obter conquistas e impedir retrocessos.

Além de Ronald, participaram do encontro representando a Fenafar os diretores Fábio Basílio, Veridiana Ribeiro , Maruza Carlesso, Débora Melecchi e Lavínia Magalhães além de Renata Gonçalvez, diretora do Sinfar-SP, Maria José Tenório, do Sinfarpe e Wille Calazans presidente do Sinfar-MT e Lorena Baía, presidente do Sinfargo.

Leia abaixo a íntegra do documento apresentado pela Fenafar na Reunião do Fórum Nacional pela Valorização da Profissão Farmacêutica

 

Fenafar diz não ao retrocesso e reafirma luta pela valorização do profissional farmacêutico.

 

Somos mais de duzentos mil farmacêuticos no Brasil. Atuamos no Sistema Único de Saúde, em hospitais e clínicas privados, nas análises clínicas, em farmácias públicas e privadas, na vigilância sanitária, na indústria farmacêutica e em tantas outras áreas. A busca pela valorização da profissão farmacêutica é uma luta que envolve dezenas de particularidades, mas que tem um traço comum: somos profissionais voltados para a Saúde, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, nosso compromisso é com a vida e com o bem-estar da população.

A Fenafar, ao longo dos seus 42 anos, tem trabalhado intensamente para obter conquistas para toda a nossa categoria. Estamos presentes em lutas que vão desde a discussão da formação do farmacêutico até a defesa da democracia no Brasil. Sem a existência de instituições sólidas, sem o respeito à Constituição Federal, as lutas específicas dos farmacêuticos também ficam comprometidas.

Por isso, neste momento de crise pelo qual passa o Brasil, a Fenafar se soma à luta pelo respeito aos direitos consagrados na Constituição de 1988, em particular o direito à Saúde e o fortalecimento do SUS e contra o desmonte dos direitos trabalhistas. Se forem aprovadas as propostas de flexibilização da CLT, se prevalecer o negociado sobre o legislado, nossa categoria ficará ainda mais fragilizada, no que tange a valorização e direitos dos trabalhadores farmacêuticos.

Atualmente, são muitas as bandeiras específicas da profissão farmacêutica. Lutamos pela aprovação do projeto de lei que cria o Piso Salarial Nacional, lutamos pela redução da jornada semanal de trabalho para 30 horas, sem redução de salário, lutamos para garantir a plena incorporação do farmacêutico no Sistema Único de Saúde, com a realização de concursos voltados para a nossa categoria e com a estruturação da Assistência Farmacêutica nos serviços públicos e privados de saúde. Defendemos que haja um plano de carreira único que considere a valorização de trabalhadores de saúde, onde estão inseridos os farmacêuticos.

Nas farmácias, nossa luta é para garantir a plena aplicação da lei 13.021 e efetivar a presença do farmacêutico em tempo integral nas farmácias e garantir as condições adequadas para que possamos prestar os serviços de assistência farmacêutica previstos na lei.

Temos, ainda, nossa luta incansável para garantir que as negociações salariais, nas diversas áreas de atuação do farmacêutico, garantam não apenas ganhos reais de salário, mas incorporem e ampliem direitos que permitam ao profissional desenvolver seu trabalho num ambiente saudável, respeitando os parâmetros do trabalho decente preconizados pela Organização Internacional do Trabalho.

Se o foco do trabalho do profissional farmacêutico é promover saúde e o bem-estar para a população, o foco do trabalho da Federação Nacional dos Farmacêuticos e de seus sindicatos filiados é lutar para que o profissional farmacêutico exerça seu trabalho com dignidade.

Num momento de dificuldades, de avanço das forças conservadoras contra a Saúde, contra a Educação, contra o trabalho, a Fenafar reafirma seu compromisso de defesa da democracia, de lutar ao lado do movimento sindical contra os retrocessos, mas também de continuar persistindo para que, mesmo num ambiente adverso, possamos obter conquistas para a categoria. Para isso, conclamamos os farmacêuticos para mobilização e unidade.

Brasília, 27 de outubro de 2016

Federação Nacional dos Farmacêuticos

 

Fonte: Fenafar

Publicado em 28/10/16

 

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