O mercado farmacêutico movimentou R$ 85,35 bilhões em 2016 com vendas realizadas em drogarias, segundo levantamento divulgado na sexta-feira (20) pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), com dados da IMS Health.

A cifra é 13,1% superior ao montante registrado em 2015, quando as vendas de medicamentos no varejo somaram R$ 75,49 bilhões. Os valores não consideram descontos oferecidos pelas farmácias aos consumidores, ficando estabelecido como base o preço de lista de cada um dos medicamentos.

Hoje, 75% da produção da indústria farmacêutica chega ao consumidor por meio das redes de drogarias e farmácias de bairro. Os outros 25% são vendas dos laboratórios para o governo, hospitais e clínicas.

Em nota, a entidade explica que a variação no faturamento dos medicamentos com ou sem prescrição médica (OTC) foi a mesma. O destaque ficou para categoria de genéricos, que faturou 14,7% a mais em 2016 sobre um ano antes.

Ranking

De acordo com o levantamento da Interfarma, no ano passado as vendas de analgésicos não narcóticos e antipiréticos representaram 4,5% das vendas de medicamentos no varejo, ou pouco mais de R$ 3,8 bilhões. O montante equivale a uma alta de 15,5% na comparação com um ano antes.

No ano passado, farmacêuticas tiveram autorização do governo para aplicar um reajuste máximo de 12,5%, que entrou em vigor em 1º de abril. Foi a primeira vez que o aumento autorizado ficou acima da inflação acumulada no período, de cerca de 10%. Em 2015 o reajuste foi de 7,7%.

Ainda conforme a sondagem da Interfarma, a segunda classe terapêutica mais comercializada foi a de antidepressivos e estabilizadores de humor, totalizando R$ 3,5 bilhões. Esse tipo de medicamento representou 4% do mercado total e um crescimento 18,2%.

Segundo a assessoria de imprensa da entidade, parte desse acréscimo é resultado do reajuste médio - de 7,4% - nos preços de antidepressivos e estabilizadores. Vale mencionar que houve também alta nas vendas em volume, passando de 54 milhões de unidades em 2015 para 60 milhões de unidades no ano seguinte.

Em terceiro lugar, dentre os mais vendidos, estão os reguladores de colesterol e triglicerídeos (3,5%), seguidos dos antiulcerosos (3,4%%) e dos anti-hipertensivos (3,3%).

 

Fonte: CFF

Publicado em 23/01/17

 

 

 

Os serviços de saúde locais terão mais tratamentos classificados como Práticas Integrativas e Complementares (PICs) utilizando recursos federais. Foram incluídos, na última semana, outros procedimentos na lista de do Sistema Único de Saúde (SUS), que abrange recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais.

 

Os tratamentos novos são a arteterapia, meditação, musicoterapia, tratamento naturopático, sessão de tratamento osteopático, sessão de tratamento quiroprático e sessão de Reiki. A inclusão foi realizada por meio da Portaria N° 145/2017, publicada no Diário Oficial da União. 

 

Os procedimentos já são realizados por vários municípios brasileiros, segundo dados do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB), mas, com as inclusões, o Ministério da Saúde poderá acompanhar as ações realizadas em todo o país e, com essas informações, qualificar as ações de cuidado.

Além das inclusões, foram também renomeados procedimentos já inclusos no rol das PICS. O objetivo é facilitar a identificação, pelos gestores, dos procedimentos nos sistemas de informação do SUS. As novas nomenclaturas são para terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, oficina de massagem/automassagem, sessão de auriculoterapia, sessão de massoterapia, e tratamento termal/crenoterápico. 

Panorama 

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi criada em 2006 e instituiu no SUS abordagens de cuidado integral à população por meio de recursos terapêuticos, entre eles fitoterapia, acupuntura, homeopatia, medicina antroposofica e termalismo. 

 

Os serviços são oferecidos por iniciativa local, mas recebem financiamento do Ministério da Saúde por meio do Piso de Atenção Básica (PAB) de cada município. Em 2016, mais de 2 milhões de atendimentos utilizando praticas integrativas e complementares foram realizados nas unidades básicas de saúde, destes mais de 770 mil foram de Medicina Tradicional Chinesa, que inclui a acupuntura;  85 mil foram de Fitoterapia e  13 mil de Homeopatia. Mais de 926 mil foram de outras práticas integrativas que não tinha um código próprio para registro (que passam a ter com a publicação da portaria esta semana).

Atualmente, mais de 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares e a distribuição dos serviços está concentrada em 78% na atenção básica, principal porta de entrada do SUS, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar. Hoje, mais de 7.700 estabelecimentos de saúde ofertam alguma prática integrativa e complementar em saúde, o que representa cerca de 28% das unidades básicas de saúde. Os dados revelam ainda que as PICs estão presentes em quase 30% dos municípios brasileiros, distribuídos pelos 27 estados e Distrito Federal e estão presentes em 100% das capitais brasileiras. 

Desde a sua implantação, a procura e o acesso dos usuários do SUS a essas práticas integrativas tem crescido exponencialmente. Este movimento de crescimento deve-se a diversos fatores, entre eles o maior reconhecimento dessas práticas pelas evidências científicas e mesmo por sua efetividade pragmática facilmente verificável pelos beneficiados; o crescente número de profissionais capacitados e habilitados; o reconhecimento e a valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte destas práticas, sendo reconhecido inclusive pela Organização Mundial da Saúde, que incentiva os países a inserir estas práticas em seus sistemas de saúde, como tem feito o Brasil.

 

Fonte: Portal Saúde SSMG

Publicada em 23/01/17

 

 

 

O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – Sinfarmig parabeniza  todos os farmacêuticos neste Dia do Farmacêutico.  Trata-se de um profissional que exerce papel de grande importância ao disponibilizar seus conhecimentos em prol da saúde do cidadão. 

 

A categoria atuando em várias frentes desde a manipulação e dispensação de medicamentos, realizando exames laboratoriais, até nas indústrias de medicamentos, alimentos ou de cosméticos. Os farmacêuticos desenvolvem pesquisas científicas, exercendo a docência, a farmácia hospitalar, a farmácia homeopática e na saúde pública. Em qualquer atividade, o profissional contribui cotidianamente para tornar a vida das pessoas mais saudável, mais digna. 

 

Fonte: Assessora de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 19/01/17

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento específico Mevatyl® (tetraidrocanabinol (THC), 27 mg/mL + canabidiol (CBD), 25 mg/mL), canabinoides obtidos a partir da Cannabis sativa, na forma farmacêutica solução oral (spray). Este é o primeiro medicamento registrado no país à base de Cannabis Sativa. 

O novo medicamento Mevatyl®, registrado em outros países com o nome comercial Sativex®, é indicado para tratamento sintomático da espasticidade moderada a grave relacionada à esclerose múltipla. 

É destinado a pacientes adultos não responsivos a outros medicamentos antiespásticos e que demonstram melhoria clinicamente significativa dos sintomas relacionados à espasticidade durante um período inicial de tratamento com o Mevatyl®. 

O medicamento é destinado ao uso em adição à medicação antiespástica atual do paciente e está aprovado em outros 28 países, incluindo Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel.                                        

Mevatyl® não é indicado para o tratamento de epilepsia, pois o THC, uma de suas substâncias ativas, possui potencial de causar agravamento de crises epiléticas. Ele também não é recomendado para uso em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade devido à ausência de dados de segurança e eficácia para pacientes nesta faixa etária. 

Conforme dados de estudos clínicos realizados com Mevatyl® a ocorrência de dependência com o seu uso é improvável. Mevatyl® será comercializado com tarja preta em sua rotulagem e a sua dispensação ficará sujeita a prescrição médica por meio de notificação de receita A prevista na Portaria SVS/MS nº 344/1998 e de Termo de Consentimento Informado ao Paciente. 

O medicamento será fabricado por GW Pharma Limited – Reino Unido, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., de São Paulo (SP). 

 

O que é um medicamento específico?  

O termo “medicamento específico” aplica-se a produtos farmacêuticos, tecnicamente obtidos ou elaborados, com finalidade profilática, curativa ou paliativa não enquadrados nas categorias de medicamento novo, genérico, similar, biológico, fitoterápico ou notificado e cuja(s) substância(s) ativa(s), independente da natureza ou origem, não é passível de ensaio de bioequivalência, frente a um produto comparador. 

A resolução RDC 24/2011 define os produtos que se enquadram na categoria de medicamentos específicos e dentre eles estão os fitofármacos, caso do medicamento Mevatyl®. Os fitofármacos são substâncias purificadas e isoladas a partir de matéria-prima vegetal com estrutura química definida e atividade farmacológica. São empregados como ativos em medicamentos com propriedade profilática, paliativa ou curativa. Não são considerados fitofármacos compostos isolados que sofram qualquer etapa de semisíntese ou modificação de sua estrutura química. 

 

Fonte: Anvisa

Publicado em 17/01/17

 

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