Está aberto o prazo de trinta dias para que a sociedade envie à Anvisa as sugestões ao texto da consulta pública que trata da exposição dos  medicamentos isentos de prescrição, no balcão das farmácias e drogarias.


A Consulta Pública 27/2012, publicada nesta sexta-feira (13/4), no Diário Oficial da União (DOU), permitirá que se elabore uma norma para regulamentar, entre outros aspectos, o posicionamento dos medicamentos livres de prescrição, em farmácias e drogarias.


O texto da   CP 27/2012 propõe, também, a revogação de uma instrução normativa da Anvisa, publicada em 2010, que trazia a relação dos medicamentos isentos de prescrição que poderiam permanecer ao alcance dos consumidores.


A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou a CP 27/2012 em reunião, na primeira semana de abril. Para acolher a consulta, os diretores analisaram o estudo apresentado pelo grupo de trabalho que avalia o marco regulatório dos medicamentos isentos de prescrição.


De acordo com os dados do grupo de trabalho, a resolução  que colocou os medicamentos isentos de prescrição atrás do balcão, a RDC 44/2009, não tem contribuído para reduzir o número de intoxicações. Segundo o mesmo parecer,  após aquela norma ter sido editada, observou-se, inclusive, uma maior concentração de mercado.


As sugestões à CP 27 podem ser encaminhadas por escrito para a sede da Agência, em Brasília (Setor de Indústria e Abastecimento - SIA, Trecho 5, Área Especial 57 - Brasília- DF, CEP 71.205-050), por email, no endereço  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou por fax: (61) 3462-5674.


Mais informações
: http://migre.me/8IB4u


Fonte: Anvisa

Famílias acostumadas a usar o Funchicórea, um dos mais populares remédios para bebês com cólica do país, estão se mobilizando para driblar o desaparecimento do produto das farmácias.


O motivo: o registro do Funchicórea, usada no Brasil há 72 anos, foi cancelado pela Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária).


O processo para cancelamento do registro está em andamento desde 2005, mas o Laboratório Melpoejo, fabricante do produto, conseguiu manter a autorização de produção e venda por meio de liminares. A decisão final foi publicada em 6 de fevereiro no “Diário Oficial da União”.


A Anvisa alega que o Melpoejo não apresentou comprovação de segurança e eficácia do produto para os fins relatados no rótulo (combate a prisão de ventre e cólicas de bebês durante os primeiros meses de vida).


Além disso, uma resolução da agência de 2004 determina que medicamentos fitoterápicos que contenham partes da planta (caso do Funchicórea) deveriam trocar sua matéria-prima por outros derivados - como o extrato da planta, por exemplo.


A fórmula do medicamento inclui folhas de chicória, raiz de ruibarbo e flores de funcho (erva-doce), além de sacarina, responsável por conferir o sabor doce ao remédio. Era comercializado na forma de pó para ser misturado na água ou no qual se mergulhava a chupeta.


Querido das vovós
 


“Não existe trabalho científico que comprove a eficácia, mas as vovós amam o produto”, diz Izaura Ramos Assumção, gastroenterologista pediátrica do Hospital Infantil Sabará.


“Acredito que funcione por placebo: tranquiliza a família, que tem a sensação de estar fazendo algo para o bebê, e a substância doce acalma a criança e tira o foco de atenção da dor”, acrescenta.


Nos principais grupos de discussão sobre maternidade na internet, pais compartilham informações sobre onde ainda é possível encontrar o produto e alternativas a ele.


“Consegui comprar em uma farmácia virtual de Brasília, que logo teve o estoque esgotado. Comprei quatro potes e dei um para a minha prima. O Funchicórea ajuda bem meus bebês, mas acredito que mais para acalmar do que para aliviar mesmo as cólicas”, conta a publicitária Marina Whitaker, 31, mãe de gêmeos de três meses, de São Paulo.


Uma representante comercial do Melpoejo no Paraná criou um perfil no Facebook para estimular as mães a pressionarem a Anvisa.


Na página, há informações sobre o produto, sobre como escrever à agência solicitando a volta do registro e onde ainda é possível encontrar o remédio. “Nesses dois meses, mais de cem mães já me procuraram para obter o remédio”, diz Teka Lopes, responsável pelo perfil.


A cólica do primeiro trimestre de vida é causada pela imaturidade do sistema digestivo do bebê - movimentos bruscos do intestino podem causar dor. O organismo também tem dificuldade para digerir a lactose (açúcar do leite), e as moléculas que chegam inteiras ao intestino grosso favorecem o aparecimento de gases.


“Os pais precisam saber que as cólicas são uma manifestação normal e esperada e que não existe trabalho científico sobre nenhum remédio contra esse problema. É preciso ter paciência em primeiro, segundo e terceiro lugar, porque isso passa”, diz Eliane Garcez, do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria.


Fabricante diz que ainda quer salvar produto


Diretores do Laboratório Melpoejo dizem não concordar com a resolução de 2004 da Anvisa e que, por isso, entraram com as liminares para manter o produto à venda.


De acordo com a empresa, não existe nenhum relato de problema causado pelo uso do fitoterápico.


“Pedimos a pesquisadores da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) que analisassem a troca da matéria-prima da planta para derivados. Os estudos mostraram que o extrato é ineficaz”, diz Henrique Thielmann, diretor-executivo da empresa.


“Nossos pleitos, questionamentos e recursos na Anvisa, bem como os jurídicos, continuam. Mas achamos por bem suspender a fabricação e distribuição do Funchicórea desde setembro de 2011, até que possamos ter o registro renovado. As pesquisas prosseguem”, diz.


Segundo o pesquisador Isac Almeida de Medeiros, farmacêutico e responsável pelos estudos com o Funchicórea na universidade, estão sendo feitos protocolos experimentais em animais. Ainda não há nenhum resultado preliminar. (JS)


Fonte: Jornal Pequeno

Fenafar lança campanha para mobilizar os farmacêuticos e farmacêuticas a enviarem uma mensagem aos senadores solicitando apoio para a aprovação do projeto que reduz a jornada de trabalho da categoria para 30 horas semanais, sem redução de salário. Na próxima quarta-feira, 18, a Federação realiza café da manhã com os senadores para discutir este e outros temas de interesse da categoria.

Para participar da mobilização é simples, basta clicar no link 30 horas eu apóio, (http://www.fenafar.org.br/portal/senadores.php) preencher o formulário com nome, e-mail e selecionar o seu estado, que a carta expondo os motivos que balizam a luta da categoria pela redução da jornada será enviada automaticamente a todos os senadores.

Para a presidente da Fenafar, Célia Chaves, a luta pela redução da jornada é uma das principais bandeiras da categoria. Ela se relaciona com a luta por condições mais dignas de trabalho e de vida para o farmacêutico, permitindo que o profissional exerça com mais qualidade seu trabalho e, consequentemente, oferecendo um atendimento melhor ao usuário. Também permite que o profissional possa ter tempo para aprimorar sua qualificação, com cursos de especialização, tempo para ter uma vida mais saudável.

Fonte: Fenafar

Entrevista com Defensores Públicos dos Estado de Minas Gerais, abordando a judicialização da saúde, em que usúarios do Sistema Único de Saúde (SUS) recorrem á Justiça para terem acesso a exames, procedimentos e medicamentos.


Fonte: Conselho Municipal de Saúde de BH (CMS-BH)


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