BUENOS AIRES, 20 MAI (ANSA) - Os países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) devem defender a livre circulação de medicamentos genéricos durante a 65° Assembleia Anual da Organização Mundial de Saúde (OMS), informaram fontes do Ministério de Saúde da Argentina.


Um membro da delegação argentina que viajará a Genebra para o encontro, que terá início amanhã, explicou, em entrevista à ANSA, que estes medicamentos "não violam a propriedade intelectual e nossa obrigação é garantir a segurança dos pacientes e não proteger interesses comerciais".


Ainda segundo o funcionário argentino, o comércio mundial de remédios e a reforma institucional da OMS são considerados dois dos temas "sensíveis" que dominarão a agenda da reunião.


Desta forma, os países da região também irão propor a criação de um mecanismo de resolução dentro da OMS para que os países-membros tenham maior capacidade de decisão que as empresas farmacêuticas.


Ele destacou que a Unasul "tem uma voz única e uma posição comum sobre a necessidade de eliminar as travas aos genéricos que, como todo medicamento, devem demonstrar que são seguros, eficazes e de qualidade, além de, neste caso, que são mais baratos".


Fonte: Uol

Movimento em BH faz hoje desfile pela região central da cidade


No dia Dia Nacional da Luta Antimanicomial, entidades e movimento socais irão tomar as ruas de Belo Horizonte com lema "SUStentar a Diferença: Saúde não se Vende, Gente não se Prende”.

A concentração será na Praça da Liberdade às 14h, seguido de desfile das alas pelas avenidas João Pinheiro, Álvares Cabral, Afonso Pena e em seguida do Parque Municipal.

 

Medida reforça a campanha de que medicamento não é mercadoria

 


Nesta sexta-feira, 18, a saúde pública teve uma grande vitória no país. A presidenta Dilma Rousseff, atendendo os apelos dos movimentos em defesa da farmácia como estabelecimento de saúde e pelo uso racional do medicamento vetou o artigo 8º da MP 549/11 que previa a venda de medicamentos em supermercados e lojas de conveniência.

Ao fazê-lo, a presidenta reafirma os compromissos assumidos com a luta para que o Brasil tenha uma política de assistência farmacêutica e combater a visão de que medicamento é mercadoria.


Para o diretor de comunicação da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, que é membro do Conselho Nacional de Saúde, o veto da presidenta sinaliza à sociedade e ao Congresso - que aprovou a matéria - de que o governo brasileiro está comprometido com o debate da saúde e de um outro tipo de farmácia para o Brasil.


A Fenafar protagonizou durante as últimas semanas uma ampla mobilização junto ao governo para demonstrar o erro cometido pelo Senado e a necessidade de a presidenta vetar o projeto.

Essa é uma vitória da Federação e de todas as entidades e pessoas que se mobilizaram contra a venda indiscriminada de medicamentos.


Fonte: Fenafar

Frente mineira planeja ações informativas sobre os danos do projeto à saúde da população brasileira




Em mais uma reunião das entidades representativas das diversas profissões da área de saúde, que ocorreu ontem (16), Belo Horizonte, o projeto do Ato Médico foi massivamente debatido.


Reunidos no Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG), os profissionais traçaram as estratégias de comunicação para atingir os profissionais e estudantes de saúde, além da sociedade em geral, explicando o quão danoso será se o Ato Médico for aprovado da forma como está.

 

 

Atualmente, existe um abaixo assinado que pede o veto da Presidenta Dilma Rousseff ao texto do Ato Médico. Porém, até o momento pouco mais de 43 mil assinaturas foram recolhidas, em um universo de mais de 3 milhões de profissionais de saúde.


Tanto alarde se faz necessário devido às arbitrariedades do projeto, que dá aos médicos o direito exclusivo de fazer o diagnóstico das doenças e a respectiva prescrição terapêutica.


Um exemplo é a acupuntura, que segundo a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, somente poderá ser exercida por médicos, reforçando que somente eles podem diagnosticar e tratar os pacientes/usuários.


Assim, os outros profissionais da saúde estarão proibidos de atender seus pacientes, sem uma prescrição médica, acabando com o livre acesso da população aos serviços desses profissionais.


Os farmacêuticos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, assistentes sociais e outros terão suas profissões e atribuições esvaziadas e co-dependentes dos médicos.


O Ato Médico além de contrariar os princípios que regem o Sistema Único de Saúde (SUS) desrespeita o direito do indivíduo ser assistido de acordo com as suas necessidades, além de dificultar o atendimento na rede de saúde.


Tramitação


O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados Federais e o foco da mobilização agora são os Senadores, já que o texto ainda vai passar pelas comissões de Educação e de Assuntos Sociais antes de ir a Plenário.


Cada profissional deve, além de assinar o abaixo assinado, enviar e-mail aos seus representantes pedindo a revisão do projeto.


Minas Gerais é representado pelos senadores Aécio Neves (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), Clésio Andrade (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) e Zezé Perella (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).


Dia 30 de maio


Dia 30 de maio está previsto uma grande mobilização a Brasília/DF para pedir aos Senadores a revisão do texto, que camuflado de “regulamentação do exercício da Medicina” pretende tornar os outros profissionais de saúde meros secretários dos médicos.


Profissionais mobilizados

Participam dessa mobilizaão, além do SINFARMIG e do CRP-MG, o Conselho Regional Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG), o Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais (Psind-MG), o Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais (CRESS-MG), a Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais (Asussam-MG), entre outros.


>> Entidades reunidas para discutir o Ato Médico

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