Nesta quinta-feira, 09/08, começam os debates do 7º Congresso da Fenafar, do 5º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica e do 3º Encontro Nacional dos Farmacêuticos no Controle Social da Saúde, em Florianópolis/SC.

Assista ao vivo: http://goo.gl/BHgAo

 

 



7º Congresso

A crise do Capital e os impactos no mundo do Trabalho


Nesta quinta-feira, os farmacêuticos presentes ao 7º Congresso da Fenafar iniciaram os debates do evento discutindo a profunda crise financeira que atinge os países da Europa e seus impactos no Brasil


por Renata Mielli, de Florianópolis


O vice-presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Nivaldo Santana, abriu sua participação alertando para a importância do movimento sindical compreender o contexto político internacional e nacional, e como os trabalhadores e trabalhadoras devem se posicionar neste cenário para contribuir com o avanço democrático, com a consolidação de direitos e avanço do desenvolvimento.

As 3 grandes crises


Nivaldo fez um resgate histórico das grandes crises do capitalismo. “A primeira, no início do Século XX, culminou na 1ª Guerra Mundial. A segunda foi marcada pela quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929 e, como a anterior, levou à 2ª Guerra Mundial, depois da qual o capitalismo se reestruturou.

A crise atual, de acordo com a análise de economistas renomados mundialmente, tem sido considerada a 3ª grande crise do capitalismo. Ela teve inicio em 2007 – com a bolha imobiliária nos Estados Unidos – e foi agravada em 2008 com a quebra de bancos e seguradoras, se propagando por outros países da Europa e hoje atinge todo o mundo”.


Outra característica desta crise, destacada pelo dirigente da CTB, é que ela teve um impacto maior nos países centrais do capitalismo e um efeito menor nos países periféricos. “Nos vivemos um período de transição econômica, no qual a pujança econômica internacional tem se movimentado para as regiões asiáticas”, constatou.


Um terceiro fator que distingue o cenário atual é que houve uma estatização da crise. “Para salvar o setor privado em falência, o Estado injetou bilhões nos bancos e multinacionais, gerando um endividamento público que quebrou os Estados soberanos, como na Grécia, Espanha e outros, e que teve como consequência a redução de investimentos públicos em áreas sociais, desemprego e diminuição de direitos trabalhistas”, disse Nivaldo.


Como sair do buraco?


E o que tem sido feito para superar a crise? Ai, de acordo com Nivaldo, está outra parcela dos problemas que estão levando vários países para o buraco. Para o sindicalista, “quem conduz os processos de recuperação dessa crise são os mesmos setores econômicos e sociais que a causaram e, estas pessoas têm como ideário econômico a cartilha neoliberal.

Daí, o “remédio” que eles têm dado para a crise é a “austeridade fiscal”, que além de não curar a doença a está agravando, porque o resultado dessa austeridade é mais demissão, arrocho salarial, retirada de direitos, desnacionalização da economia. Ou seja, um cardápio indigesto que está provocando um retrocesso sem precedentes na Europa”. E alertou: “está em curso na Europa um processo de desmonte do Estado de Bem-Estar Social”.


Então, as medidas que os grandes países capitalistas adotam são as três clássicas: os países ricos jogam a crise nas costas dos países mais pobres, jogam a crise nas costas dos trabalhadores – demitindo funcionários públicos, limitando o sistema previdenciário, arrochando salários – e a outra medida é a destruição de forças produtivas pela guerra. A guerra é um componente econômico do capitalismo para superar crises.


“Por isso, os trabalhadores em todos estes países têm ressaltado a necessidade de se construir uma agenda alternativa para superar a crise, que tenha no Estado um fator estragégico de indução de crescimento, com mais desenvolvimento econômico, distribuição de renda e redução de desigualdades e defendendo a soberania nacional.


Os impactos da crise no Brasil


O Brasil também está sofrendo com a crise. “Devemos ter um recuo do PIB neste ano, alguns economistas projetam algo em torno de 2%, apesar de estarmos vivendo uma alteração na política macroeconômica com redução na taxa de juros – que é uma das mais baixas do último período – o que amplia o crédito e estimula o setor produtivo” disse Nivaldo.

Para ele, apesar das várias medidas positivas que têm sido adotadas pelo governo, elas “são insuficientes e não compõem uma estratégia global de desenvolvimento para o Brasil, embora os níveis de emprego e renda ainda se mantenham estáveis, de forma localizada já estamos vendo alguns problemas”, destacou.


Outra coisa que preocupa o sindicalista é a mudança do perfil da economia do Brasil. “Em 1980, a produção industrial do Brasil era maior que a da China, Coréia, Indonésia e Tailândia juntos. Hoje, perdemos terreno, porque temos vivido um processo de desendustrialização, de reprimarização da economia.

Estamos exportando pouco valor agregado, nossa cesta de exportação é de produtos brutos, matérias-primas composta por commodities, o que cria uma vulnerabilidade estratégica. De outro lado, estamos importando produtos de maior valor agregado. Esse cenário gera uma distorção na economia”, explicou Nivaldo.


Mas, Nivaldo Santana acredita que o Brasil tem potencial para, a partir desta crise, engatar um processo de desenvolvimento e avanço, “a crise pode ser uma oportunidade para o país, para isso é preciso saber aproveitar as brechas, o que só pode ser feito com políticas firmes que revertam essa tendência à industrialização, que criem mais investimentos no mercado interno, ampliem a integração regional com países da América Latina.

Isso só será alcançado se o país reunir uma maioria política que tenha a convicção de que o caminho para superar a crise é impulsionar o desenvolvimento com justiça social”.

Fonte: Fenafar

Em parceria com o Grupo Ideal, o SINFARMIG irá sortear 01 bolsa integral para o curso "Aplicação de Injetáveis".


Para concorrer envie nome e telefone para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O sorteio será realizado no dia 14/08 (terça-feira), às 14h.


Lembramos que o sorteio é direcionado somente aos farmacêuticos sindicalizados.


Boa sorte!


Mais de R$ 8 milhões para pesquisas na área de saúde em Minas

Programa de Pesquisa para o SUS acaba de ser lançado


Investimento na qualificação estratégica da inovação e excelência na área de saúde. Essa é a proposta do edital PROGRAMA DE PESQUISA PARA O SUS (PPSUS) 2012 que acaba de ser lançado, chegando este ano à sua oitava edição.

O programa é fruto de uma parceria firmada entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG, o Ministério da Saúde (MS), e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais – SES/MG. Serão destinados mais de R$8 milhões para o desenvolvimento das propostas aprovadas.


Nesta edição os projetos deverão ter foco no aprimoramento das ações de atenção à saúde, inovação e qualidade da gestão, divididos em cinco linhas temáticas: Regionalização, Redes e Planejamento, Assistência, Recursos Humanos, Monitoramento e Avaliação, Financiamento. O edital é voltado para Entidades Científicas, Tecnológicas e de Inovação – ECTIs, localizadas no Estado de Minas Gerais e cadastradas na FAPEMIG.


O presidente da FAPEMIG, Mario Neto Borges, destaca a importância do diálogo direto com pesquisadores e instituições da área de saúde. “Considerando que os recursos do Programa são para financiar pesquisa em áreas prioritárias de atendimento à saúde no Estado, a iniciativa se reveste de importância crucial com vistas à alocação de recursos na busca de soluções de problemas de saúde pública específicos de Minas Gerais. Faz parte da política de Governo que as entidades se articulem”, diz.


As propostas devem ser encaminhadas pelo aplicativo AgilFAP, no endereço www.fapemig.br/agilfap, e ao DECIT/SCTIE/MS, por meio do formulário de propostas online, disponível na página do Ministério da Saúde, no endereço www.saude.gov.br/sisct. O recebimento dos projetos acontecerá até o dia 8 de outubro de 2012.


O edital pode ser conferido aqui. Outras informações pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..


Mais informações: http://goo.gl/sSqse
 

Fonte: Fapemig

Mais Artigos...