Números na capital expõem divergência na metodologia do Estado e da PBH


A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA) anunciou ontem que pelo menos cinco pessoas morreram em decorrência da Influenza A H1N1 (gripe suína) neste ano. Das vítimas, duas residiam na capital e as outras três eram do interior do Estado, e se tratavam em hospitais da cidade.


Na semana passada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou um balanço no qual constava um total de 21 óbitos em função da doença. No entanto, nenhum deles era de Belo Horizonte. Procurada, a SES confirmou apenas uma morte na capital e informou que normalmente contabiliza o dado levando em consideração o município onde o paciente residia e não onde ele procurou atendimento.


Mas em nota, a SMSA disse que duas das mortes já tinham sido anunciadas anteriormente. As outras três ocorreram no mês passado e foram confirmadas nesta semana pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), a partir das amostras coletadas das vítimas.


O primeiro óbito registrado na capital em julho se refere a uma mulher de 48 anos. Ela morava em Belo Horizonte e faleceu no dia 2, no Hospital Odilon Behrens, na região Noroeste. A segunda vítima da doença morreu no dia 13, no Hospital Eduardo de Menezes, na região Oeste.

A mulher, de 47 anos, era natural de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste do Estado. A terceira morte, registrada no dia 15, ocorreu no Hospital Risoleta Neves. Uma grávida, de 32 anos, saiu de Ribeirão das Neves para se tratar na capital.


Os outros dois casos que provocaram óbitos em Belo Horizonte, segundo a secretaria municipal, ocorreram em janeiro e em maio.

Vacinação


De acordo com a SMSA, Belo Horizonte ultrapassou a meta estipulada pelo Ministério da Saúde de vacinar 80% do público-alvo durante a campanha de vacinação deste ano, que teve início em 5 de maio.


Sul de MG tem mais casos


Em Minas, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) contabilizava até ontem 22 mortes por causa da Influenza A H1N1 (gripe suína). A última vítima anunciada foi justamente uma de Belo Horizonte, porém, a secretaria não soube dizer detalhes desse registro. A região Sul de Minas é a que apresenta a maior quantidade de óbitos (6) no Estado.


Entre os 22 mortos em Minas, 10 tinham entre 40 e 59 anos. Cinco pessoas tinham entre 20 e 39 anos e quatro, 60 anos ou mais. Três vítimas tinham entre 10 e 19 anos. Até o momento, 53 casos da doença foram confirmados em Minas. (JC)


Fonte: O Tempo

O cientista político Rudá Ricci acredita que os movimentos sindicais no Brasil atual remontam ao cenário do governo de João Goulart (1961-1964). "Quando Goulart foi presidente, o país legalizou muitos sindicatos, eles ganharam volume. Hoje, está acontecendo novamente, os sindicatos estão recebendo muita importância", avalia.


De acordo com ele, a política do governo Lula seguiu esta cartilha e a própria figura do ex-presidente propulsiona o número sindicalistas que tentam cargos eletivos, o que só aumenta a cada pleito. "Os sindicatos estão cada vez mais fortes politicamente, e nenhum governo consegue administrar sem o apoio dessa máquina sindical".


Na avaliação do especialista, o Brasil está caminhando para um cenário sindical semelhante ao europeu. "Lá, os sindicatos montam uma espécie de fórum que se chama Parlamento Sindical. Várias centrais se encontram para decidir o que querem do governo. Se a pauta não for seguida, todo primeiro ministro ou presidente terá problemas. No Brasil, estamos nos aproximando disso".


Partidos buscam trabalhadores

Não só os sindicalistas buscam ocupar cargos no Poder Público. Os partidos estão cada vez mais interessados no apoio dos trabalhadores. "Os partidos estão buscando cada vez mais assimilar seu projeto de governo aos sindicatos. Esses, por sua vez, ganham a possibilidade pautar os partidos. Se torna uma relação de interdependência", avalia o cientista político Rudá Ricci.


O crescimento das entidades de classe atraiu até o PSDB, que, historicamente, não tem ligação com os sindicatos. Em agosto do ano passado, o partido criou o PSDB Sindical, que tem a função de conseguir o apoio das organizações de trabalhadores.


Na época, o senador Aécio Neves articulou a saída do presidente da Força Sindical em Minas, Rogério Fernandes, do PDT outra legenda com forte ligação com sindicatos para o PSDB. Fernandes assumiu, então, a direção do braço sindical tucano em todo o Sudeste.


Neste ano, Rogério disputaria uma vaga de vereador, mas retirou a candidatura para articular, junto com outras centrais, apoio para Marcio Lacerda (PSB). "As lideranças do partido mostraram para a gente que pretendem fazer um governo com nossa participação. Ficamos satisfeitos em sermos uma aparelho da legenda", afirmou. (GR)


Fonte: O Tempo

Remédios antipsicóticos são receitados em quase uma em três visitas de crianças e adolescentes ao psiquiatra nos EUA. Na década de 90, só uma em 11 consultas acabava com uma prescrição de medicamento dessa classe. A comparação foi feita em um novo estudo publicado nesta semana na revista "Archives of General Psychiatry".


Os diagnósticos de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade respondem por boa parte do aumento nas receitas dos antipsicóticos, ainda que não haja medicamentos dessa classe aprovados nos EUA para tratar esse o problema.


"Eles são usados para esquizofrenia, transtorno bipolar e irritabilidade no autismo. Nenhuma é aprovada para deficit de atenção", afirmou Mark Olfson, autor principal da pesquisa e professor de psiquiatria clínica na Universidade Columbia, em Nova York.


De acordo com o trabalho, 90% das prescrições de antipsicóticos para crianças e adolescentes nas consultas entre 2005 e 2009 foram "off label": os remédios foram receitados para algo diferente do uso aprovado pela agência de vigilância sanitária americana (FDA). Apesar de o estudo não conseguir dizer se as receitas eram desnecessárias, a eficácia de antipsicóticos no tratamento de deficit de atenção e hiperatividade não é provada.


Esse remédios também já foram ligados a ganho de peso e diabetes. No ano passado, um estudo feito pela Universidade de Massachusetts mostrou que crianças usuárias de antipsicóticos tinham quatro vezes mais risco de desenvolver diabetes do que as que não usam.


Em setembro, um conselho da FDA levantou questões preocupantes sobre essas drogas e pediu à agência que monitorasse o ganho de peso e outros problemas metabólicos em crianças usuárias de antipsicóticos.


Alternativas


Para o estudo, Olfson e seus colegas usaram informações sobre quase 500 mil consultas médicas nos EUA entre 1993 e 2009. As receitas de antipsicóticos aumentaram em todas as faixas etárias, incluindo entre os adultos. Entre crianças e adolescentes, no entanto, o aumento foi mais rápido.


O número de crianças recebendo receitas de antipsicóticos aumentou de 0,24 a cada 100 pessoas entre 1993 e 1998 para 1,83 a cada 100 pessoas entre 2005 e 2009. Entre adolescentes, o número foi de 0,78 por 100 nos anos 90 para 3,76 em 100 na década de 2000. "Há poucas dúvidas sobre o fato de essas drogas estarem sendo mais receitadas para crianças do que antigamente", afirmou Olfson.


Esses números só representam os casos em que o atendimento aconteceu em um consultório, excluindo clínicas, centros comunitários e outros centros médicos. Os pesquisadores não sabem por quanto tempo as pessoas tomaram os remédios e se as receitas eram dadas para o mesmo paciente em sucessivas consultas.


O autor do estudo afirmou esperar que os pais façam mais perguntas sobre os antipsicóticos e sobre a possibilidade de outros tratamentos. Olfson disse que intervenções comportamentais podem controlar comportamentos agressivos das crianças, mas destaca que esse tipo de terapia é mais caro e leva mais tempo.


"Talvez, se isso estivesse mais disponível, não estaríamos vendo um uso tão grande de medicação."


Fonte: Folha de S. Paulo

Com uma mesa representativa composta por entidades do movimento farmacêutico, do movimento sindical, e de personalidades do Estado de Santa Catarina deu-se a abertura do 7º Congresso da Fenafar, do 5º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica e do 3º Encontro Nacional dos Farmacêuticos no Controle Social da Saúde, na noite desta quinta-feira, 09 de agosto


por Renata Mielli, de Florianópolis


Presentes no evento delegações dos Sindicatos de Farmacêuticos do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Além destas delegações, enviaram representação os sindicatos do Rio de Janeiro, Goiás, Roraima e Rio Grande do Norte e associações dos Farmacêuticos de Alagoas e do Maranhão.


Entre os convidados para a abertura estiveram presentes o Conselho Federal de Farmácia, representado por seu presidente Walter da Silva Jorge João, Nivaldo Santana da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Norberto Rech, gerente geral de medicamentos da Anvisa, representando também o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Fernanda Mazzini, presidenta do Sindicato dos Farmacêuticos de Santa Catarina, Hortência Tierling, presidenta do Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina, a deputada estadual Angela Albino representando a Assembleia Legislativa, Jamil Assereuy Filho, pró-reitor de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina, Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da CNTU – Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados, Ademir Valério Silva, presidente da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais – Anfarmag e Eric de Castro Tobaruela, coordenador de comunicação da Enefar – Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia.


Ao fazerem sua saudação, os convidados ressaltaram o importante papel que a Fenafar têm cumprido no cenário político, lutando em defesa do SUS e defendendo a valorização da profissão farmacêutica.


“O Conselho Federal de Farmácia vê a Fenafar como uma entidade altamente consolidada, comprometida com o SUS e com os profissionais de Saúde, e nós estamos aqui para demonstrar esse reconhecimento”, ressaltou Walter Jorge João, presidente do CFF. Ele ressaltou que “a profissão farmacêutica tem pressa, por isso, precisamos da união de nossas entidades para alcançarmos conquistas para a nossa profissão”.




O presidente da CNTU lembrou as importantes contribuições que a Fenafar tem dado aos debates da Confederação e a construção dos seminários que culmiram na plataforma por Um Brasil Inteligente. “É um orgulho para nós ter a Fenafar no nosso quadro de filiadas”, afirmou Murilo.


O representante da Enefar destacou a necessidade de se aprofundarem, cada vez mais, os laços entre o movimento sindical e o movimento estudantil. Quebrando o protocolo, iniciou sua saudação perguntando quantos dos presentes tinham participado do movimento estudantil quando estavam na universidade. A maioria da plateia levantou a mão mostrando, como constatou em seguida Eric de Castro, “a importância do movimento estudantil de farámcia para a construção da profissão farmacêutica e na luta pela defesa da saúde”.


“Eu represento os colegas que acreditam no fabrico do medicamento pelo processo magistral, eu acredito que nós estamos construindo uma farmácia de fato, aonde o profissional sai satisfeito pro ter desenvolvido o seu trabalho de forma mais humana. Não tenho dúvida que o farmacêutico é imprescindível e que ele é o profissional de saúde mais disponível para a população. Por isso, espero dar a minha contribuição para que a sociedade reconheça o conteúdo do trabalho que nós desenvolvemos”, disse Ademir Valério, presidente da Anfarmag.


A deputada Angela Albino fez referência a presença majoritária de mulheres na mesa de abertura, saudando a luta das mulheres em defesa da Saúde e da profissão farmacêutica. O diretor da Anvisa, também representando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também ressaltou a presença feminina “essas mulheres estão nesta mesa porque contribuiram para a construção de um pensamento avançado sobre a saúde no Brasil”.

Norberto Rech, que já presidiu a Fenafar, lembrou que os congressos da federação “não é só para a escolha de uma nova diretoria, mas um espaço para a articulação e elaboração de políticas para a nossa profissão. É no ambiente democrático da Fenafar que se construíram muitas das políticas de Assistência Farmacêutica em curso no nosso país”.


As duas anfitriãs do evento, Hortência Terling e Fernanda Mazzini destacaram a importância da realização do congresso da Fenafar em Santa Catarina e salientaram a necessidade de união dos sindicatos e de todas as entidades farmacêuticas na luta pela redução da jornada de trabalho e pelo piso salarial nacional.


A presidenta da Escola Nacional dos Farmacêuticos, Silvana Nair Leite, ressaltou a iniciativa em se realizar conjuntamente o Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica, o Encontro Nacional dos Farmacêuticos no Controle Social da Saúde e o Congresso da Fenafar. “Esses eventos conjuntos vem se constituindo num importante espaço de debate e elaboração de políticas”, afirmou. Ela chamou a atenção para a necessidade de “fazermos valer nossa participação no controle social para termos uma intervenção concreta na construção, execução e avaliação das políticas de saúde e é isso que estes eventos têm construído”, avaliou.


Encerrando a abertura do evento, a presidenta da Fenafar, Célia Chaves, disse que o tema deste 7º Congresso reflete a atuação dos farmacêuticos, que sempre lutaram para que “o Brasil construísse um sistema de saúde pública de qualidade”. Por isso, “o debate do papel do farmacêutico e a luta para que a sociedade nos reconheça como profissional de saúde estão indissociavelmente ligados a toda e qualquer iniciativa para valorizar o nosso trabalho”, afirmou.


Leia na íntegra o discurso da presidenta da Fenafar, Célia Chaves, na abertura do 7º Congresso.


Célia falou da crise econômica internacional e da necessidade de o governo adotar medidas ousadas para evitar que o país seja contaminado com a crise. “Estamos cientes de que, num mundo marcado por uma profunda crise econômica, é tarefa de primeira grandeza para o movimento sindical colocar no foco de todo debate político, econômico e social a centralidade do trabalho como fator preponderante para impulsionar o crescimento, dinamizar a economia e reduzir as desigualdades ou, pelo menos, evitar seu aprofundamento”.


A presidenta da Fenafar reafirmou o compromisso da entidade com a luta pela redução da jornada de trabalho, pela aprovação do piso salarial nacional e com a campanha para que a farmácia seja efetivamente transformada em um estabelecimento de saúde e, neste sentido, lamentou o retorno dos medicamentos isentos de prescrição para as gôndolas “o que impacta negativamente na luta para que a população faça um uso racional dos medicamentos”.


Ao final, desejou a todos um proveitoso congresso e também sublinhou que “é momento de definirmos estratégias de ações coletivas para alcançarmos essas conquistas. Precisamos de unidade entre sindicatos, federação, conselhos, estudantes, enfim, de todos os farmacêuticos para levarmos adiante estas lutas e colocá-las em outro patamar”.


Fonte: Fenafar

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