Profissões representadas no debate: medicina, pscicologia, nutrição e farmácia



Discutir os pontos polêmicos do projeto de lei do “Ato Médico foi o desafio de alguns profissionais de saúde durante uma jornada acadêmica do curso de medicina da Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas), na noite de quinta-feira (13), em Belo Horizonte.

A convite da organização do evento, o diretor do SINFARMIG, Rilke Novato Públio, a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN9) e a diretora do Conselho Regional de Psicologia (CRP-MG) foram os palestrantes da atividade, levando as contribuições de cada profissão para enriquecer a discussão acerca do texto do projeto.

Com o tema “O Ato Médico e o Trabalho em Equipe, Rilke fez um breve histórico da profissão farmacêutica no Brasil, as legislações, atribuições dos profissionais e as constantes transformações ao longo dos anos que fizeram com que o farmacêutico se distanciasse de sua atividade fim – o medicamento.  

 


Farmº Rilke Novato fala sobre os absurdos que envolvem a publicidade medicamentos 



Sem questionar as atribuições de cada profissão, o farmacêutico preferiu tocar em assuntos que merecem reflexão sobre a saúde, principalmente por parte dos prescritorres – os médicos – como hipermedicalização, marketing da indústria farmacêutica e a criação de doenças.


Hipermedicalização da sociedade e o Mercado Farmacêutico Brasileiro


Em tom reflexivo, o farmacêutico apresentou números sobre a comercialização desenfreada de fármacos no país, mostrando que em 2011 foram comercializados R$ 53 bilhões em medicamentos, cerca de 2,32 bilhões de unidades, colocando o Brasil como o 6º maior mercado mundial de comércio de medicamentos.


Ainda sobre os absurdos da saúde brasileira, o diretor do SINFARMIG destacou que há no país 300 empresas farmacêuticas. Cerca de 371.000 médicos (dados de 2011, do Conselho Federal de Medicina), 82.204 farmacêuticos (dados de 2011, Conselho Federal de Farmácia), 431.996 leitos hospitalares (dados de 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mas ainda sim faltam médicos residentes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 455 municípios brasileiros.


Fabricação de doenças


Segundo o farmacêutico, não há como falar da indústria farmacêutica sem abordar as propagandas de medicamentos que prometem a cura ou alívio dos mais diversos sintomas do corpo humano. “Males como disteria do fuso-horário, transtorno bipolar do humor, transtorno disfórico pré-menstrual, transtorno de déficit de atenção, entre vários outros “transtornos” são utilizados como mote pelas empresas farmacêuticas para vender seus produtos, que na essência não mudam em nada o quadro dos usuários, e que a longo prazo, podem causar problemas”, destacou.


E as doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica?


Malária, doença de chagas, doenças do sono, leishmaniose, hanseníase, tuberculose, só para falar das que mais matam em todo o mundo, e que não são prioridades para as gigantes farmacêuticas que não investem em pesquisas. “Como podemos lidar com isso? Qual o papel dos médicos nessa negligência?”, desafiou.


Reconhecimento formal das profissões


Em sua mensagem final aos médicos e futuros médicos presentes, Rilke disse que os profissionais devem compartilhar conhecimento e sobre os receios das entidades médicas pela possível perda de especo ele questionou como isso seria possível quando há uma enorme carência de profissionais, em especial nos Estados da região norte e nordeste do país.

“Desde 1950 surgiram 10 novas profissões da saúde no Brasil, e devemos levar em conta essa profissionalização. Saúde envolve outros setores, como educação, moradia, transportes, todos eles integrados à saúde é que podem garantir a qualidade de vida da população. Devemos focar nosso conhecimento e energia em melhorar a saúde das pessoas”, concluiu.

 


Público alvo no debate: Médicos (docentes) e estudantes de medicina

Ainda que os gastos com saúde representem parcela semelhante das despesas de pobres e ricos, os mais pobres gastam mais com remédios e os mais ricos têm despesa maior com plano de saúde, mostram os dados da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


Do total gasto com saúde, o peso de medicamentos era de 74,2% entre os 40% mais pobres e só de 33,6% para aqueles que estavam no topo da pirâmide --os 10% mais ricos. Já o plano de saúde tinha participação de apenas 7% no orçamento daqueles na base dos rendimentos, contra 42,3% para os mais ricos.


Ao todo, as despesas com saúde representavam 7,2% do orçamento do brasileiro em 2008-2009, pouco acima dos 7% de 2002-2003 e num nível de despesa inferior a gastos com habitação, alimentação e transporte, por exemplo.


Em valor, os desembolsos médios com saúde ficaram em R$ 153,81 no país. A cifra no Sudeste chegou a R$ 198,89. No Norte e Nordeste, se situaram em R$ 82,22 e R$ 93,15, respectivamente.


Os dados mostram ainda que os remédios e os planos ganharam participação na "conta-saúde" entre 2002-2003 e 2008-2009, em detrimentos aos hospitais e aos médicos particulares e dentistas.


Segundo o IBGE, o peso dos remédios nas despesas subiu de 44,9% para 48,6% e o dos planos, de 25,9% para 29,8%. Proporcionalmente, a maior perda foi do item consulta e tratamento dentário --de 9,3% em 2002-2003 para 4,7% em 2008-2009.


De acordo com o IBGE, a difusão de planos de saúde e dentários fez cair o peso dos dentistas particulares.


CONDIÇÕES DO ENTORNO


O instituto investigou também as condições do entorno e constatou que 29% do lixo do país era separado. Desse total, porém, apenas 40% ia para o serviço de coleta seletiva. Ou seja, 60% do material era descartado como lixo comum.

Fonte: Folha de S. Paulo



Em parceria com o Grupo Ideal, o SINFARMIG irá sortear 01 bolsa integral para o curso preparatório Funed - Exercícios Comentados.

Farmacêuticos sindicalizados podem concorrer até o dia 17/09 (segunda-feira), enviando e-mail com nome e telefone para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..


O soretio será realizado no dia 17, às 16h. Boa sorte!



Com o apoio da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), o SINFARMG irá realizar no próximo dia 28 de setembro (sexta-feira), às 19h, a MESA REDONDA: DESAFIOS DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA.

A atividade terá a presença do presidente da Fenafar, Ronald Santos e de representante do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (DAF-MS), abordando os temas "Mercado Farmacêutico", "Política Nacional de Assistência Farmacêutica" e "Assistência Farmacêutica na Rede Pública".



O evento é gratuito e aberto a todos os profissionais. Iremos emitir certificado.



As inscrições serão feitas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (envie nome, telefone e área de atuação).

Vagas limitadas!


Mais info: (31) 3212-1157

Mais Artigos...