
25/04: AGENDADA ÚLTIMA REUNIÃO COM O SINCOFARMA

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Entre os dias 03 e 05 de maio acontece em Brasília o V Fórum Nacional de Educação Farmacêtuica, com o tema “Avançar para Transformar”. O V FNEF é uma atividade promovida pela Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico - Abenfar com o apoio do Ministério da Saúde/OPAS. O evento destina-se aos docentes, discentes, profissionais de saúde, e todos aqueles interessados no debate, reflexão e enfrentamento dos desafios da transformação no processo formador do farmacêutico.
Apresenta um conjunto de atividades que visam refletir sobre o atual processo de formação e avaliação nas diferentes vertentes científicas e sociais que atenda aos necessários avanços do sistema de saúde no Brasil, tendo como foco principal a formação e a avaliação do ensino farmacêutico.
Durante V FNEF, haverá ainda uma mostra de trabalhos científicos e relatos de experiências em formato pôsteres, que ficarão expostos em área de convivência, permitindo a socialização dos conhecimentos e o avanço nas discussões acerca do Ensino Farmacêutico no Brasil.
Inscrições
Para realizar sua inscrição, acesse o formulário e preencha seus dados indicando qual a categoria (Sócio em dia com a ABENFAR, Não-sócio ou Estudante). Os sócios ou pessoas que desejam se associar, podem realizar o pagamento da anuidade 2013 clicando aqui.
O número de vagas é limitado e as mesmas serão preenchidas de acordo com a ordem de recebimento da ficha de inscrição e a categoria do participante. Após o envio do formulário, você receberá um email confirmando sua inscrição (sujeita a disponibilidade de vagas).
Ao ter a inscrição confirmada, você deve realizar um depósito ou transferência identificado (nome ou CPF) do valor referente a sua categoria:
Valores:
Não sócio da ABENFAR - R$200,00
Sócio em dia com a ABENFAR - R$100,00
Estudantes - R$50,00
Conta para depósito:
Banco do Brasil (001)
Agência: 4445-8
Conta: 9750-0
Favorecido: Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico/ABENFAR
O comprovante de depósito deve ser apresentado no ato do credenciamento no evento. O valor da inscrição e/ou da anuidade da ABENFAR poderão ser pagos no evento.
Dúvidas: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
ATENÇÃO: O aceite de resumos para a IV Mostra ABENFAR fica condicionado a inscrição de pelo menos um dois autores ou, em casos de grupos formais, 1/3 dos autores. Veja mais informações aqui.
por Guilherme Amorim
O consumo indiscriminado de medicamentos é um problema mundial de saúde pública. Somente no Brasil, são consumidos, diariamente, 90 milhões de comprimidos analgésicos.
O que você faz quando está com uma dor de cabeça ou diante de uma reação alérgica? E ao sentir os efeitos da má digestão ou mesmo ao perceber o corpo manifestar um desconforto muscular? Não seria incomum responder a isso com naturalidade: “Ora, vou à farmácia e compro um analgésico, um antialérgico e antiácido para o estômago”. Exemplos, aparentemente simples, mas que retratam uma prática muito comum no Brasil: o hábito da automedicação.
Hoje, a quantidade de remédios consumidos pela população brasileira está na ordem dos milhões. Para que se tenha uma ideia, são consumidos diariamente no país mais de 90 milhões de comprimidos analgésicos, como a aspirina, por exemplo. Em todo o mundo, são 216 milhões de drágeas desse mesmo medicamento, por dia. Tal exemplo, que foi apresentado pela Revista Ciência Hoje, refere-se apenas a um tipo específico de analgésico, o que revela o quanto o uso de medicamentos é, de fato, abusivo em todo o planeta.
O uso indiscriminado de medicamentos já motivou até mesmo a Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes da Organização das Nações Unidas (Jife/ONU), a declarar, em 2010, a situação como um problema mundial. Também pudera: o número de viciados em remédios ultrapassa o de dependentes de outras drogas (cocaína, heroína e ecstasy, por exemplo), dados da própria Junta.
Nesse contexto, ficam alguns questionamentos: por que esse hábito é tão frequente? Existem formas de controlar esse consumo desregrado? Até que ponto o acesso facilitado a esses medicamentos contribui para que sejam comprados de forma corriqueira, natural?
Com ou sem receita?
Em 2010, entrou em vigor, no Brasil, uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que determinou, por exemplo, a retenção de receita para a compra de antibióticos, visando à redução do uso indiscriminado e desregrado do medicamento.
A medida, que incomodou no início, já é vista pela população, atualmente, como uma forma proteção à saúde pública, uma vez que direcionou melhor o consumo e também conteve a formação das chamadas 'superbactérias', isto é, bactérias patogênicas que se fortalecem após o uso incorreto dos remédios antimicrobianos.
Apesar disso, ainda é fácil o acesso a outros medicamentos, como aqueles utilizados para gripes e resfriados, dores de cabeça e musculares, cólicas, todos tidos como problemas de menor gravidade. O sociólogo Levindo Costa, 35, por exemplo, acredita que a forma como são disponibilizados os remédios fora do balcão nas grandes farmácias contribui para maior consumo. No entanto, não se considera um cliente estimulado pela facilidade. "Meu consumismo não chega a tanto", pondera Costa, que faz uso de remédios para gripe e reações alérgicas.
De acordo com a farmacêutica e diretora da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Célia Chaves, a classificação de um medicamento nas categorias de isento da prescrição, sujeito à apresentação de receita e de sujeito à retenção de receita depende da avaliação do risco que este produto pode apresentar quando consumido pela população.
De qualquer forma, lembra Célia, todos os medicamentos, quer sejam tarjados ou não, podem apresentar risco se não forem utilizados da maneira e dose corretas, ou usados em momentos inadequados e por pessoas erradas. "Permitir que o acesso a qualquer tipo de medicamento ocorra de forma não qualificada, ou seja, sem a possibilidade de, no mínimo, orientação do profissional farmacêutico, sempre que necessário, pode contribuir para seu uso de forma irracional", afirma.
Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa, a prescrição é uma forma de demonstrar que uma pessoa passou por uma avaliação profissional e, por isso, está recebendo o tratamento adequado. Em resposta ao Canal Minas Saúde, o órgão afirmou: "Qualquer medicamento traz riscos ao organismo. Uma política de uso racional destes produtos deve ser feita em consonância com uma política de acesso que permita às pessoas ter o tratamento adequado".
Com foco na adoção de hábitos mais regrados de consumo de remédios, a Anvisa publicou, no dia 11, a Portaria nº 668/2013. Na oportunidade, foi anunciada a composição de uma Força de Trabalho, criada para propor medidas para estimular o uso racional dos medicamentos no país.
O grupo terá 30 participantes, entre representantes da indústria farmacêutica, do mercado varejista de medicamentos, conselhos profissionais, associações médicas, sindicatos, universidades, entre outros. A proposta de criar a Força de Trabalho surgiu no início do ano, para ampliar os cuidados com relação à exigência da receita médica para obtenção de medicamentos em farmácias e drogarias.
A ideia de maior controle para a venda até mesmo dos medicamentos ditos ‘mais simples’ é vista com desconfiança pelo sociólogo Levindo Costa. "Para alguns medicamentos, como aspirinas e outros analgésicos, o uso de receitas tornaria sua compra muito burocrática", afirma. Mesmo reconhecendo a prática corrente de automedicação no Brasil, o sociólogo argumenta: "Seria um tanto inusitado marcar uma consulta médica apenas para se obter uma receita para um remédio que teria como único objetivo ajudar no tratamento de uma ressaca ou enxaqueca simples", conclui.
Vale lembrar que, no Brasil e no mundo, a automedicação e a falta de critérios para dispensação dos remédios nos estabelecimentos são um problema inclusive para a cadeia de vigilância sobre a produção e utilização de medicamentos. Por isso mesmo, a Anvisa espera conseguir, com a Força de Trabalho, mobilizar os representantes da sociedade para formular ações concretas sobre o tema.
Problemas para o organismo
Outro ponto a ser observado é que o uso abusivo pode sobrecarregar o fígado, órgão do corpo humano responsável pela sintetização de inúmeras substâncias. Muitos remédios que consumimos se valem das funções metabólicas do fígado, que processa e sintetiza inclusive as toxinas.
Assim, se uma pessoa abusa dos medicamentos, acaba por expor seu fígado a lesões e até mesmo a um quadro de hepatite medicamentosa, uma grave infecção no órgão causada por hipersensibilidade. E há que se refletir: se um órgão tão importante para as funções vitais do ser humano é prejudicado, o que dizer dos reflexos para a saúde como um tudo?
Produtos de conveniência
A Assessoria de Imprensa da Anvisa reforça que o comércio farmacêutico está regido por lei e o espectro de produtos que podem ser comercializados já foi definido com base nas características que devem estar presentes em uma farmácia ou drogaria. “O foco deste estabelecimento é dispensar medicamentos e serviços farmacêuticos com qualidade, por isso a lei brasileira trata estes locais de forma diferente do comércio em geral”, aponta o órgão.
Embora antigo, um artigo disponibilizado na rede, de autoria do diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, e do especialista em Políticas Públicas e Gestão Estratégica da Saúde, Gustavo Henrique Trindade da Silva, põe em debate, entre outros tópicos, justamente a venda de mercadorias nas grandes redes de farmácia que não estão associadas a uma vida saudável ou mesmo à área de saúde (sorvetes, refrigerantes e bijuterias, por exemplo).
Como informa a farmacêutica e diretora da Fenafar, Célia Chaves, a Federação Nacional dos Farmacêuticos tem se empenhado, nos últimos anos, para desenvolver uma intensa campanha para transformar a farmácia em um estabelecimento de saúde, e não meramente um estabelecimento comercial. Neste sentido, “toda prática comercial que seja considerada alheia ao estabelecimento farmacêutico não contribui para a caracterização que lutamos para conquistar. E isto não se restringe aos produtos que não contribuam para uma vida saudável, abrange todo e qualquer produto que não se enquadre em produtos para saúde", sinaliza.
Por sua vez, a Assessoria de Imprensa da Anvisa deixa claro que, embora alguns pontos da norma ainda tenham que ser resolvidos judicialmente, o órgão entende que, do ponto de vista da saúde, “a legislação brasileira e as normatizações da Agência já deram estes limites e definições para o comércio farmacêutico”.
Fonte: Canal Minas Saúde
Publicado em 25/04/2013
Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados nesta terça-feira (23), apontam 2,3 milhões de mortes, por ano, que têm algum tipo de ligação com a atividade que o trabalhador exerce. No relatório A Prevenção das Enfermidades Profissionais, cerca de 2 milhões de mortes são devido ao desenvolvimento de enfermidades e 321 mil são resultado de acidentes – cerca de uma morte por acidente para cada seis mortes por doença.
No Brasil, de acordo com o último acompanhamento mensal de benefícios da Previdência, de fevereiro de 2013, o pagamento do benefício por acidente de trabalho e do auxílio-doença segue uma dinâmica semelhante. A cada sete benefícios concedidos por afastamento por doença relacionada ao trabalho, um é pago por acidente.
De acordo com a organização, estima-se, anualmente, o surgimento de mais de 160 milhões de casos de doenças relacionadas ao trabalho. Isso significa que 2% da população mundial, em média, por ano, é acometida por algum tipo de enfermidade devido à atividade que exerce profissionalmente. Entre as doenças que mais geram mortes de trabalhadores estão as que afetam pulmão, músculos e ossos e os transtornos mentais.
As doenças laborais, ou enfermidades profissionais, segundo nomenclatura da OIT, são os males contraídos como resultado da exposição do trabalhador a algum fator de risco relacionado à atividade que exerce. O reconhecimento da origem laboral requer que se estabeleça uma relação causal entre a doença e a exposição do trabalhador a determinados agentes perigosos no local de trabalho.
No Brasil, a estimativa da OIT é a de que mais de 6,6 milhões de trabalhadores estejam expostos a partículas de pó de sílica (matéria-prima do vidro e um dos componentes do cimento), por exemplo, o que leva a pneumoconiose, gerada pela inalação de poeira - resultando em falta de ar, redução da elasticidade do tecido pulmonar e possível falência respiratória. Essa doença é uma das que mais preocupa a organização, por ser frequente em países em desenvolvimento, onde o setor industrial está em expansão e as áreas de saúde e trabalho ainda em frágil articulação.
As doenças musculoesqueléticas são outro alvo de atenção da OIT. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 10% dos casos de incapacidade por perda de movimentos ligadas ao trabalho são problemas em nervos, tendões, músculos e estruturas de suporte do corpo, como a coluna.
No que diz respeito aos transtornos mentais, no Brasil, por exemplo, dos 166,4 mil auxílios-doença concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cerca de 15,2 mil são por problemas mentais ou comportamentais. A depressão está no topo, com mais de 5,5 mil casos, entre episódios depressivos ou transtorno recorrente.
A ausência de prevenção adequada contra essas doenças, que podem levar à morte, tem efeitos negativos sobre os trabalhadores, as famílias e, especialmente, os sistemas previdenciários, informou o relatório da OIT. Estima-se que, por causa dessa situação, sejam gerados no mundo encargos financeiros de cerca de US$ 2,8 trilhões anuais, aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial (que supera US$ 70 trilhões, segundo dados do Banco Mundial).
Para a OIT, a solução passa pela adoção de medidas de prevenção, levando em conta desafios recentes, resultantes de novas tecnologias e mudanças sociais no mundo do trabalho. A organização mencionou, no relatório, um sistema de registro e notificação que integre seguridade e saúde; a gestão e a avaliação de riscos; a melhora da colaboração entre as instituições para que haja prevenção das enfermidades profissionais por meio da atuação dos profissionais de inspeção do trabalho – sobretudo em setores perigosos, como a mineração, a construção civil e a agricultura –; o fortalecimento do sistema de indenizações; e a intensificação do diálogo entre governos, trabalhadores e empregadores.
Fonte: Agência Brasil, Carolina Sarres
Publicado em 24/04/2013