30/08/2013 - 02h52 - Folha de S.Paulo

DÉBORA MISMETTI
EDITORA DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

Uma pesquisa publicada hoje pelo "British Medical Journal" pode amargar o café da manhã de muita gente: o consumo diário de um ou mais copos de suco de fruta eleva em até 21% o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

A doença, que é considerada uma epidemia mundial, afeta 347 milhões de pessoas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O estudo, liderado por Isao Muraki, da Escola Médica de Harvard (EUA), analisou dados de mais de 187 mil homens e mulheres acompanhados por 24 anos para saber se o consumo de diferentes tipos de fruta poderia influenciar positiva ou negativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Mais de 12 mil participantes (6,5%) receberam diagnóstico da doença durante o estudo. O diabetes tipo 2, diretamente relacionado à obesidade, é caracterizado pela resistência do corpo à ação da insulina, que controla os níveis de açúcar no sangue, ou pela produção insuficiente do hormônio.

Trabalhos anteriores já haviam tentado averiguar se o consumo de frutas poderia reduzir o risco de diabetes, mas, segundo os autores, não havia sido encontrada ligação forte entre uma coisa e outra.

Por isso eles decidiram analisar cada fruta separadamente. Mirtilo, uva e maçã, consumidos três vezes por semana, foram as frutas que mais diminuíram o risco de diabetes, em 26%, 12% e 7%, respectivamente.

Já o melão foi a única fruta cujo consumo esteve ligado a um aumento dos casos de diabetes. Os autores também notaram um aumento no risco de desenvolver a doença entre os que tomavam suco de fruta.

Segundo os cálculos do estudo, trocando os sucos por um consumo frequente de quaisquer frutas inteiras, o risco de diabetes cai 7%; a queda pode ser maior dependendo da escolha de cada um (de novo, uva e mirtilo deram os melhores resultados).

De acordo com Daniela Jobst, nutricionista funcional e membro do Instituto de Medicina Funcional dos EUA, a diferença de resultado entre as frutas tem a ver com seu índice glicêmico (potencial de cada uma de gerar "picos" na produção de insulina) mas, talvez principalmente, aos nutrientes que cada uma delas tem.

"O diabetes envolve um processo de estresse oxidativo, aumenta a quantidade de radicais livres. Frutas como mirtilo e uvas têm fitoquímicos antioxidantes."
O problema dos sucos é que, em relação à fruta inteira, eles têm muito menos fibras, o que eleva a velocidade da absorção do açúcar, gerando os picos que podem ser prejudiciais ao organismo.

Melhor eliminar o suco da dieta? "Não precisa. Dá para acrescentar fibras ao suco, para tornar a digestão mais lenta. Uma folha, como couve, ou grãos como linhaça e chia são boas opções."

No dia 02 de setembro, a partir das 16h, o diretor do Sinfarmig, Rilke Novato Públio, falará sobre Prescrição Farmacêutica na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A participação será durante o primeiro dia do Simpósio Acadêmico de Estudos Farmacêuticos que vai até o dia 06 de setembro. O tema do evento é “A prática na educação – essencial ao farmacêutico”.

A Faculdade de Farmácia da UFMG está localizada no Campus Pampulha - Avenida Antônio Carlos, 6627. 

Nos dias 03 e 05 de setembro, a diretora Junia Dark Vieira Lelis ministra palestra sobre Atribuições do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais para estudantes de graduação em Farmácia da Nova Faculdade, de Contagem. Segundo a diretora, a ação, já tradicional por parte do Sinfarmig junto aos estudantes, tem a finalidade de aproximar mais a instituição dos futuros profissionais.      

Na palestra, Júnia deverá falar sobre os serviços e competências do SINFARMIG, como representar a categoria farmacêutica, celebrar as convenções coletivas de trabalho, homologar rescisão de contrato de trabalho, conferência de documentos, além de orientar e direcionar os profissionais sobre o mercado de trabalho.

“Essa é uma oportunidade de falar aos futuros farmacêuticos sobre a importância do sindicato na luta pela valorização profissional e pelo trabalho decente, garantindo avanço aos direitos trabalhistas e defesa da profissão farmacêutica”, explica.

A diretora fará também breve histórico da atuação do SINFARMIG ao longo de seus 32 anos, as regionais distribuídas pelo interior do Estado e sobre o trabalho voluntário dos diretores. “As responsabilidades do profissional são crescentes e não podemos nos intimidar diante das dificuldades e cobranças do atual mercado”, destaca Júnia.

A Federação Nacional dos Farmacêuticos lança nota em apoio ao Programa Mais Médicos e em solidariedade aos profissionais estrangeiros que chegam ao Brasil.

 

Nota: O interesse público e a saúde do povo brasileiro merecem Mais Médicos

 

O Brasil tem desafios gigantescos para garantir o provimento de uma Saúde de qualidade para todos os brasileiros. Desafios históricos que precisam ser enfrentados com firmeza e determinação e que atingem não só o setor público, mas também o privado. Entre os vários problemas que o país precisa superar, três são os mais graves: o financiamento, a questão do trabalho e gestão.

 

Na dimensão do trabalho, muitas são as questões a serem enfrentadas: melhorar a formação dos vários profissionais de saúde do país, preparando-os para ter uma visão mais humanista dos serviços de saúde; oferecer aos profissionais de saúde um Plano de Cargos Carreiras e Salários que garanta uma condição digna de trabalho para todos; avançar na implementação das equipes multidisciplinares de saúde, reforçando o princípio do SUS e valorizando cada profissional – médico, enfermeiro, farmacêutico, psicólogos, fisioterapeutas e tantos outros profissionais – no atendimento à população.

 

Por isso, trazer profissionais estrangeiros para preencher vagas que não foram preenchidas por médicos brasileiros, com o intuito de garantir a presença deste profissional é um dever do Estado, uma vez que a Saúde é um direito de todos.

 

Neste sentido, a Fenafar reafirma seu apoio ao Programa Mais Médicos do governo federal. Estamos cientes do papel que cada profissional tem no atendimento, em particular na Atenção Básica. Sabemos que a carência de médicos em várias regiões do país, em particular as mais carentes – periferias das grandes cidades, cidades do interior, zona rural – causa graves problemas à população.

 

O Estado brasileiro a tomar esta iniciativa está cumprindo com seu papel e, vale salientar que tal medida não é uma invenção brasileira, muitos outros países têm programas semelhantes para garantir a oferta de médicos à população: Inglaterra, Austrália, Portugal, Canadá, Venezuela.

 

Os médicos que estão chegando ao país, vem em condições especiais, para atuar na atenção básica, e não irão disputar o “mercado” com os médicos brasileiros, como têm afirmado algumas entidades da categoria médica.

 

A Fenafar lamenta qualquer manifestação de xenofobia, hostilidade e preconceito contra profissionais que chegam ao Brasil para cuidar da saúde das pessoas. Como temos reafirmado em vários momentos, a bandeira do farmacêutico é a Saúde do Brasil e, por isso, toda e qualquer iniciativa que tenha como objetivo o interesse da população contará com o nosso apoio.

 

Por isso, a Fenafar conclama todos os farmacêuticos que atuam na Atenção Básica, com seus importantes saberes e fazeres na Assistência Farmacêutica, a darem sua contribuição e prestarem sua solidariedade aos médicos que aceitaram este importante desafio do Programa Mais Médicos, para que o objetivo seja cumprido. Como tem afirmado o próprio ministro da Saúde, o Programa Mais Médicos não vai resolver os problemas da Saúde no Brasil, é uma política emergencial e que visa garantir o direito constitucional das pessoas de ter assistência a saúde.

 

É com esta compreensão que apoiamos o programa e saudamos com calorosas boas-vindas todos os médicos estrangeiros que vão ajudar a fortalecer a Atenção Básica no Sistema Único de Saúde.

 

Federação Nacional dos Farmacêuticos – FENAFAR

Publicado em 28/08/2013

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