A Anvisa determinou, nesta sexta-feira (13/9), a suspensão da distribuição, comércio e uso, de mais de 30 produtos sem registro no país.


A Agência também deu publicidade ao recolhimento voluntário de todos os lotes do medicamento Buprovil (Ibuprofeno) 20mg/ml, suspensão oral. A empresa fabricante (Multilab Ind. e Com. de Produtos Farmacêuticos) constatou, durante a validação de processo de fabricação, que alguns lotes do produto apresentaram teor de princípio ativo fora da especificação. A empresa deve recolher os produtos do mercado.

Foi divulgado ainda o recolhimento voluntário de todos os lotes do medicamento Poliginax óvulos, fabricado pela empresa Abbott. O medicamento apresentou resultado fora das especificações nos estudos de estabilidade.

A Anvisa suspendeu o produto Cartoon Box, fabricado pela empresa Cartoon Indústria e Comércio de Caixas de Papelão. A medida se deve pela constatação de irregularidades perante o que foi registrado na Agência e resultados insatisfatórios obtidos nos testes de perfuração e vazamento.

Cosméticos

A Agência também interditou cautelarmente o lote 0212 do produto Máscara Reconstrutora Catiônica, marca Lindorel, fabricado em setembro de 2012 pela empresa Le Pieri Cosmético e com validade até setembro de 2014. A interdição vale por 90 dias e se deve em virtude dos resultados insatisfatórios nos ensaios de rotulagem e teor de formaldeído.

Já o lote 081 do produto Restauração Instantânea pH 3,0 Kera-x, marca Agi Max, fabricado pela empresa RH Cosméticos em outubro de 2012 e com validade até outubro de 2014, também foi interditado cautelarmente por apresentar resultados insatisfatórios nos ensaios de rotulagem e teor de formaldeído.

(Reproduzido do site da Anvisa)

Folha de S. Paulo - 10/09/2013 - 02h24

DEBORAH BLUM
DO "NEW YORK TIMES"

Um rosa suave, um vermelho vivo e até um roxo cianótico --milhões de mulheres e meninas usam batom todos os dias. E não é só uma vez: aquelas mais preocupadas com o estilo retocam a cor dos lábios mais de 20 vezes por dia, segundo estudo recente. Mas será que elas não estão expostas também a metais tóxicos?

É sabido que a maioria dos batons contém traços de chumbo. Mas um novo estudo mostra que muitas marcas contêm outros metais, do cádmio ao alumínio. Agora, os especialistas questionam o que pode acontecer se esses metais forem absorvidos de forma diária.

"Isso importa porque há uma exposição de longo prazo", disse Katharine Hammond, da Universidade da Califórnia, principal autora da nova análise. "Não estamos tentando criar pânico. Estamos dizendo para não sermos complacentes, já que esses metais sabidamente afetam a saúde."

A questão chamou a atenção do público pela primeira vez em 2007, com um relatório da Campanha por Cosméticos Seguros a respeito da contaminação por chumbo em batons. A FDA (órgão federal dos EUA que regulamenta alimentos e drogas) publicou um segundo estudo em 2011, apontando traços de chumbo em 400 batons.

A FDA e as indústrias de cosméticos insistem que o nível médio de chumbo encontrado nas amostras, um pouco acima de uma parte por bilhão, não constitui um risco real ou excepcional para a saúde. "Os metais são onipresentes", disse Linda Loretz, toxicologista-chefe do Conselho de Produtos dos Cuidados Pessoais, uma associação setorial. "Essa é uma quantidade muito pequena, pequena demais para ser uma preocupação."

Mas o chumbo tende a se acumular no organismo, observou Sean Palfrey, diretor médico do programa de prevenção do envenenamento por chumbo do Centro Médico da Universidade de Boston. Ele também observou que o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA "admitiu no ano passado que nenhum nível de chumbo é realmente seguro".

Além do chumbo, o estudo de Hammond, publicado em maio na revista "Environmental Health Perspectives", detectou traços de cádmio, cobalto, alumínio, titânio, manganês, crômio, cobre e níquel em 24 marcas de brilho labial e em oito marcas de batom.

A concentração média de alumínio nos produtos labiais, por exemplo, chegou a 5.000 partes por milhão. O alumínio é acrescido aos batons como estabilizador, disse Loretz. "Ele impede que o batom escorra para fora do contorno da boca." O óxido de titânio é usado como alvejante, atenuando os vermelhos para que virem rosa. Ambos os usos são autorizados pela FDA. Mas todos os outros metais observados por Hammond são provavelmente contaminantes indesejados, segundo Loretz.

Por exemplo, os fabricantes usam glitter, microscópicos flocos de mica, uma formação mineral natural, para conferir brilho ao gloss labial. A mica geralmente contém metais como chumbo, manganês, crômio e alumínio. Há indicações de que batons de cores mais intensas possam conter uma carga metálica maior, por causa da contaminação nos pigmentos.

Alguns metais sem dúvida são absorvidos pelas mucosas, segundo Palfrey. Hammond recomenda que os consumidores usem o bom senso: para começar, não deixe as crianças brincarem com batons.

"Trate isso como algo perigoso, porque se elas comerem o batom estamos falando de um nível comparativamente grande de metais em um organismo pequeno."

Folha de S.Paulo - 11/09/2013 - 18h06


DE SÃO PAULO


Os ratinhos de laboratório devem começar a enfrentar concorrência pesada no "mercado de trabalho" das pesquisas científicas, se depender do trabalho liderado por uma bióloga do Instituto Butantan.

Mônica Lopes Ferreira, do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada --que pesquisa como venenos podem se tornar úteis em tratamentos médicos-- está liderando um programa para estimular a substituição, ao menos em parte dos estudos, dos camundongos pelo peixe paulistinha, também conhecido como "zebrafish".

Segundo a pesquisadora, especialista em imunologia, o paulistinha já é usado em trabalhos científicos há mais de 30 anos, mas, no país, poucos optam pelo peixe.
Uma das vantagens do paulistinha é a redução de custos. "Um camundongo custa R$ 8 por dia, enquanto que o 'zebra' custa R$ 0,60", diz Ferreira.

Outro ponto positivo das cobaias nadadoras é a rapidez da procriação. A pesquisadora diz que cada um dá de cem a 200 ovos por dia, enquanto os camundongos geram de 8 a 10 em dois meses. Além disso, o ovo do peixe leva só 72 horas para se tornar um embrião e, em três meses, chega à idade adulta.

O peixinho também é mais "compacto" e, por ter o corpo transparente, permite a observação de estruturas internas sem necessidade de sacrifício, diz Ferreira, que passou cerca de um ano preparando o local adequado para os "zebras", com temperatura e umidade corretas para o seu desenvolvimento.

Há dois meses, o criadouro está pronto, com capacidade para 1.500 peixes.
A bióloga conta que, em primeiro lugar, sua meta é usar os peixes em seus próprios trabalhos e publicar um primeiro artigo tendo-os como cobaia em um ano. Mas a ideia é expandir o emprego dos paulistinhas. Ela vem recebendo visitas de pesquisadores -a maioria de fora do Butantan- interessados no peixe.

"O mundo todo usa o zebra para pesquisa comportamental, teste de novas drogas, estudo de desenvolvimento embrionário. São publicados cerca de 2.000 estudos por ano com eles. O Brasil só publica 40. Dá para aumentar muito."

Mas o objetivo não é aposentar os camundongos de vez. "Muitos dos reagentes que a gente usa foram criados para os camundongos. Pesquisas em que é necessário produzir anticorpos também ainda precisam deles."

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com o Ministério da Saúde, representado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), já está organizando a 2ª edição do Curso de capacitação para a Gestão da Assistência Farmacêutica (EAD): Especialização, Aperfeiçoamento e Estudos de Aprofundamento para farmacêuticos atuantes no serviço público de saúde e farmacêuticos docentes de disciplinas em cursos de graduação em Farmácia.  Em breve, será publicado edital dispondo sobre a abertura de vagas e a seleção de estudantes.

As inscrições para o processo seletivo estão previstas para o período de 1º a 21 de outubro de 2013 e serão oferecidas 1.600 vagas. Das vagas ofertadas, 75% serão destinadas a farmacêuticos atuantes no serviço público de saúde e 25% para farmacêuticos que exerçam atividade docente em disciplinas de cursos de graduação em Farmácia reconhecidos pelo MEC ou pelo Conselho Estadual de Educação.

Treze polos regionais serão sedes dos encontros presenciais: Manaus (AM), São Luís (MA), Natal (RN), Salvador (BA), Vitória da Conquista (BA), Divinópolis (MG), Brasília (DF), Goiânia (GO), Fortaleza (CE), Ribeirão Preto (SP), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS).

O site – https://unasus.ufsc.br/gestaofarmaceutica, a partir de agora, estará divulgando todas as informações. Acompanhe, também, no Facebook: www.facebook.com/farmaciaEaD.

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