Folha de S.Paulo – 25/09


Proposta alternativa destinaria 15% da receita líquida da União para o setor, que teria ao menos R$ 35 bilhões a mais


Planalto pretende usar royalties do petróleo e emendas parlamentares para cumprir índice

 

DE BRASÍLIA

O Palácio do Planalto deu aval ontem à proposta em tramitação no Congresso que destina 15% da receita líquida da União para a saúde.


A previsão é que a regra geraria novos repasses de ao menos R$ 35 bilhões anuais para o setor, que hoje tem um orçamento de R$ 90 bilhões. A maior parte seria bancada com verba federal.


Trata-se de uma alternativa ao projeto de iniciativa popular que propõe destinar 10% da receita bruta da União para a saúde.

 

A Folha mostrou há duas semanas que o Planalto considera a proposta impagável, além de arriscada do ponto de vista jurídico, porque a receita bruta tem vinculações estabelecidas constitucionalmente, que não podem ser facilmente remanejadas.

 


A ideia de ampliar os repasses para a área, no entanto, passou a ganhar força no governo federal por se tratar de uma bandeira "das ruas", além de ser um potencial legado do ministro da Saúde Alexandre Padilha, provável candidato do PT ao governo de São Paulo.

 

Junto com o vice-presidente Michel Temer, o ministro encampou a proposta e fecharia no fim da noite de ontem, em reunião com os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM) e Humberto Costa (PT-PE), um texto final.

 

Para alcançar os 15% da receita líquida, o governo quer direcionar 50% das emendas parlamentares para a saúde, a partir de alterações no texto da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das emendas impositivas.

 

A PEC, antes vista com maus olhos pelo Planalto, é uma reivindicação do Congresso, pois obrigaria o Executivo a pagar projetos financiados pelas emendas parlamentares. No mês passado, a proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados e, agora em tramitação no Senado, poderá sofrer mudanças.

 

Também vão entrar no cálculo dos 15% os recursos dos royalties do petróleo destinados à saúde e gastos do governo com farmácia popular.

 

A Folha apurou que o governo estuda duas possibilidades para financiar a ideia. A primeira, da preferência do Planalto, é escalonar os reajustes até 2018. Nessa opção, o orçamento da saúde chegaria progressivamente a R$ 147 bilhões em 2018.

 

Na segunda opção, defendida por aliados no Congresso, a ideia é escalonar os valores pelos próximos três anos, com soma de R$ 34,8 bilhões a mais em recursos.
(TAI NALON)

 

Colaboraram GABRIELA GUERREIRO e MÁRCIO FALCÃO

CATEGORIA INCLUI ANALGÉSICOS E ANTITÉRMICOS; CFM CRITICA A RESOLUÇÃO

DE O ESTADO DE SÃO PAULO - 24/09

 

ALLAN NASCIMENTO - ESPECIAL PARA O ESTADO


A partir de quarta-feira, 25, Dia Internacional do Farmacêutico, profissionais da categoria em todo o País vão poder receitar medicamentos que não exigem prescrição médica, como alguns analgésicos e antitérmicos. A resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) será publicada nesta quarta-feira, 25, no Diário Oficial da União.


Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Pedro Menegasso, a medida vai formalizar o que já era um hábito de parte da população brasileira. "As farmácias já são obrigadas a ter um farmacêutico e esse auxílio já era dado informalmente."


A regulamentação foi aprovada pelo CFF nove dias depois de o Congresso Nacional aprovar os vetos feitos por Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico. A lei prevê que o ato de prescrever tratamentos não seja exclusivo para formados em Medicina.


Para o presidente do CRF-SP, a aprovação das mudanças poucos dias depois da aprovação dos vetos ao Ato Médico foi coincidência. "A decisão de prescrever medicamentos que não exigem receita médica não entra na área deles (dos médicos). Todo medicamento oferece riscos. O farmacêutico é o profissional que melhor pode orientar os pacientes, já que é nosso campo de estudo."


O Conselho Federal de Medicina (CFM) ainda não se pronunciou sobre a medida. O primeiro-secretário, Desiré Callegari, disse que "a lei que regulamenta a profissão do farmacêutico não prevê o diagnóstico de doenças e a prescrição de tratamentos". O CFM espera a publicação para tomar providências cabíveis.

Negociado reajuste de 7,5% para os farmacêuticos industriais
 


As negociações coletivas entre Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) e o Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos e Químicos para Fins Industriais  no Estado de Minas Gerais (Sindusfarq) resultaram em reajuste de 7,5%, com ganho real - acima da inflação do período -, para os farmacêuticos que laboram nas indústrias.


O reajuste será retroativo à  data-base do segmento da Indústria que é 1º de março de 2013.

Os profissionais que têm o cargo de Responsabilidade Técnica (RT) continuam com o adicional de 25% no salário.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ainda assegura aos Farmacêuticos o abono de 15 faltas por ano para participação em congressos, cursos e eventos da categoria.

A Convenção será assinada por ambos os sindicatos e depois enviada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para homologação.

A reunião entre os representantes das entidades foi realizada na sede do Sindusfarq, às 14h desta terça-feira, 24/09.

Estiveram presentes, representando o sindicato patronal, o presidente do Sindusfarq, Sr. Carlos Mário de Moraes, o representante da Gerência de Relações Trabalhistas da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sr. José Bustamante de Almeida e, representando o Sindicato profissional (Sinfarmig), os diretores Rilke Novato, Júnia Dark Vieira Lelis e o assessor jurídico Dr. Luciano Marcos.

No dia 30 de setembro, segunda-feira, às 14h, a Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte realiza plenária de conselheiras de saúde. Na pauta o debate: Os desafios da mulher no século XXI.

 

O Plenário Conselheiro Evaristo Garcia, onde será realizado o encontro, fica na Avenida Afonso Pena, 2336, 14º andar, Funcionários.

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