O Jornal Brasil de Fato desta semana discute os altos salários e benefícios dos juízes mineiros que, não satisfeitos, pedem mais auxílio em proposta realizada pelo Tribunal de Justiça. A edição traz também a opinião da população sobre o reajuste do salário mínimo e aborda o aumento de 45% no valor da taxa de lixo cobrada pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Veja ainda matéria sobre a realidade da educação mineira, que não condiz com os números divulgados pelo Governo de Minas em balanço no início do mês. Confira essas e outras matérias.

São Paulo – O calor intenso do verão, o aumento da transpiração e a baixa ingestão de água são os principais responsáveis pelo aumento do risco de formação dos cálculos renais, ou pedra nos rins. Mudar a alimentação e beber líquidos regularmente e observar a coloração da urina são algumas medidas que podem evitar o problema, explica Fábio Vicentini, urologista do Centro de Referência para a Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Segundo Vicentini, os casos de cálculo renal aumentam 30% nos períodos mais quentes do ano. Apesar de ter maior incidência nos homens, o especialista alerta que todos devem adotar as medidas para cuidar da saúde dos rins. “A dieta ideal inclui primordialmente o aumento da ingestão de líquidos – cerca de dois litros de água por dia e de sucos de frutas cítricas –, associado à diminuição do uso de sal nos alimentos. As refeições diárias devem conter mais verduras, legumes, frutas e saladas.”

É preciso ainda estar atento quanto ao consumo de frutos do mar, porque apresentam índice elevado de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais. Além disso, é recomendável reduzir as frituras e o consumo de carne vermelha no período de calor.

Segundo Vicentini, mais de 15% da população mundial apresenta cálculos renais e a maioria (85%) consegue expelir as pedras naturalmente, pela urina. “A maneira mais fácil de monitorar a hidratação ideal do corpo é observarmos a coloração da urina. Quanto mais transparente estiver, melhor. Se estiver com aparência amarelada e escura, é sinal de que o corpo precisa de mais líquidos para manter-se hidratado, longe dos cálculos renais”, disse.

 

Fonte: Agência Brasil

Está marcada para o dia 17 de janeiro, sexta-feira, às 11h, a reunião de negociações coletivas de Farmácia Hospitalar com intermediação da Secretaria Regional de Trabalho e Emprego (SRTE), entre Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) e Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde de Minas Gerais (Sindhomg). A reunião é aberta a todos os farmacêuticos. O endereço da SRTE é rua dos Tamoios, 596, Centro, BH.   

A intervenção do Ministério do Trabalho e Emprego foi solicitada pelo Sinfarmig na tentativa de avançar na pauta de reivindicações dos farmacêuticos para concluir o instrumento normativo de trabalho 2013.     


Ampliar avanços nas negociações com o Sindicato dos Hospitais Clínicas e Casas de Saúde do Estado de Minas Gerais (Sindhomg) vem exigindo determinação e paciência dos farmacêuticos hospitalares e da diretoria do Sinfarmig.

 

Durante todo o ano de 2013, diante das propostas de negociação feitas pelo Sinfarmig, a diretoria do Sindhomg optou por nunca comparecer às reuniões. A tática é a de se fazerem-se representar por sua advogada que cumpre o papel de transmissora das decisões da diretoria.

 

A mensagem é passada por ela, sempre, com a ressalva de que não está autorizada a discutir nenhuma outra reivindicação, entre os diversos pontos apresentados pelos farmacêuticos, limitando-se sempre a oferecer contrapropostas medíocres e sempre abaixo dos valores de correção da inflação do período. Assim foi durante todo o período de negociações do ano passado.  

 

Por causa da posição de intransigência e da negativa em negociar, por parte da diretoria do Sindhomg, o Sindicato dos Farmacêuticos buscou a intermediação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para avançar nas negociações referentes à data-base de 2013. A expectativa é de que mediação da SRTE ajude a colocar um ponto final nas negociações com  a celebração de um acordo justo e digno para os farmacêuticos hospitalares.

Folha de S.Paulo 10/01/2014

 

 

As reclamações de usuários de planos de saúde contra as operadoras tiveram aumento de 31% em 2013 na comparação com o ano anterior, segundo balanço da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) obtido pela Folha.

 

 

A agência reguladora registrou 102.232 reclamações no período, a maior parte referente a negativa de cobertura (72,4%). O segundo caso mais comum foi o de questionamentos sobre contratos e regulamentos (19,9%), seguido por contestações a respeito de mensalidades e reajustes (6,9%) e outros (0,8%).

 

 

O diretor-presidente da ANS, André Longo, afirma que a agência tem consolidado sua posição como mediadora de conflitos, o que resultou no maior número de reclamações registradas por ela.

 

 

"Conforme desempenhamos melhor esse papel, a tendência é que o consumidor procure mais a ANS, antes de recorrer, por exemplo, ao judiciário", afirma.

 

Em novembro, a agência suspendeu por três meses 150 planos de 41 operadoras pelo descumprimento de prazos e por negativas indevidas de cobertura assistencial.

PROBLEMÁTICO

 

Os consumidores também têm como opção buscar órgãos de defesa do consumidor. O último balanço do Procon-SP aponta aumento de 7% nas reclamações registradas no órgão contra operadoras durante o primeiro semestre de 2013 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 6.550 casos.

 

 

Selma do Amaral, diretora de atendimento do Procon-SP, diz que o aumento das reclamações mostra que apesar de regras mais rígidas, como a suspensão dos planos pela ANS, o setor continua sendo problemático.

 

 

"As ações [da agência] ainda não estão refletidas no número de reclamações, que continuam crescendo", diz. Para ela o mercado tem se adaptado às condições mais rígidas, mas encontra artifícios para burlar as normas.

 

"Antes os contratos não tinham tantas exigências, havia abusos, como limite de dias de internação. Hoje essas restrições não existem, mas são usadas outras estratégias, como burocracia excessiva na hora de liberar um procedimento. Muitos enfrentam uma via-crúcis".

 

Já Lígia Bahia, pesquisadora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), afirma que o cenário ocorre na esteira do crescimento de planos chamados de "falso coletivo".

 

Pelas regras da ANS, os planos coletivos por adesão feitos por intermédio, por exemplo, de sindicatos, não são submetidos aos limites de reajuste anuais impostos pela ANS, como ocorre com os individuais.

 

No ingresso do usuário, eles costumam sair mais baratos, mas podem ficar mais caros em poucos anos. Alguns possuem uma rede credenciada restrita, diz a especialista, o que faz com que seja "óbvio que haverá problemas de cobertura".

 

“Cobram pouco, mas não deveriam existir porque não conseguem ter uma rede credenciada eficiente para oferecer as coberturas previstas no contrato", afirma.

 

Na opinião da pesquisadora, a ampliação do rol de procedimentos que precisam ser oferecidos pelas operadoras de saúde, em vigor desde o início do mês, deve fazer com que mais pessoas reclamem. "Há uma certa ilusão na venda de planos de saúde. Como você pagando um plano de R$ 60 vai ter cobertura que dá direito, por exemplo, a um medicamento de R$ 40 mil? É impossível."

 

SERVIÇO

Para fazer uma reclamação sobre plano de saúde o usuário pode ligar para ANS (0800 701 9656) ou para o Procon (0800-377-6266)

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