Hoje, dia 05 de fevereiro, quando o Brasil comemora o Dia Nacional da Mamografia, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o mastologista mineiro João Henrique Pena Reis diz à Imprensa do Sinfarmig o que mais o preocupa em relação ao câncer de mama nesse momento. “O que acho mais preocupante hoje é a falta de consciência das mulheres que não estão exigindo o direito previsto por lei, de fazer a mamografia gratuitamente”, alerta.
Desde 2008, qualquer mulher, com idade a partir de 40 anos, pode exigir a realização do exame sem a necessidade de receita médica (Lei da Mamografia - 11.664). As informações sobre a oferta dos serviços de mamografia disponíveis no país são divergentes, conforme Reis. “Segundo o Governo Federal, a cobertura é de 70%, mas as sociedades de mastologia consideram que essa disponibilidade de mamógrafos esteja na casa dos 30%”, observa.
Sobre programa do governo do Estado que prevê ampla cobertura com a oferta de mamógrafos, inclusive com serviços itinerantes em todo território mineiro, o mastologista frisa que os resultados ainda não podem ser mensurados. “Há dois anos que o programa começou a ser implantado. Não dá para falar de resultados ainda, embora a gente veja essa iniciativa com esperança”.
A qualidade dos mamógrafos disponibilizados à população é outro ponto que deixa dúvidas para os profissionais de saúde. “Em Belo Horizonte, os serviços vieram sendo avaliados e as clínicas que não atendiam dentro do padrão de qualidade foram descredenciadas, mas no restante do estado não se pode garantir e o Governo precisa comprar serviços das clínicas particulares”, ressalta.
De acordo com Reis, a atenção das mulheres precisa ser grande já que os números indicam tendência crescente de incidência do câncer de mama. Em Minas Gerais, a proporção é de 55 casos por 100 mil mulheres a cada ano. A média nacional é de 52 casos por 100 mil mulheres.
A diferença a menor em âmbito nacional é explicada por um dos fatores comprovados para a ocorrência da doença em todo o mundo. O câncer de mama tem maior incidência entre mulheres com melhor padrão de vida, que tem poucos filhos, normalmente depois dos 30 anos. Assim, nas regiões onde as mulheres são mais pobres e têm maior número de partos, a doença aparece menos. O número maior de menstruações é explicado como um dos possíveis desencadeadores.
Mas como explica o médico, hoje a ciência atribui o desenvolvimento do câncer de mama a fatores combinados. Ter um, dois ou nenhum filho pode contribuir para o surgimento da doença, assim como o sedentarismo e as dietas hipercalóricas. “Sabe-se hoje que nossa dieta é 15% mais calórica do que há 40 anos”, registra o mastologista.
Contra os males do sedentarismo e das calorias em excesso, a recomendação é para que as mulheres se movimentem. Conforme Reis, já está provado que aquelas que fazem pelo menos três horas de exercício físico por semana reduzem as chances de câncer de mama em 30%.
Por fim, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia deixa um recado para as mulheres: “Que elas busquem os recursos para cuidarem da própria saúde em vez de se entregarem numa atitude passiva, esperando que esses recursos cheguem até elas”.
Para Reis, uma coisa que precisa mudar é o fato de elas só pensarem na possibilidade de ter um câncer de mama se alguém conhecido aparece com a doença: “Se a vizinha adoece é aí que as mulheres saem correndo à procura do médico”, finaliza.
05/02: ENTIDADES REUNIDAS EM BRASÍLIA ANALISAM CRIAÇÃO DE FÓRUM PERMANENTE PELA VALORIZAÇÃO DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA
Hoje e amanhã, 05 e 06/02, diretores de sindicatos de farmacêuticos de todo o Brasil se reúnem em Brasília, no Hotel San Marco, com representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Federação Interestadual dos Farmacêuticos (Feifar), conselheiros federais e diretores de todos os conselhos regionais de Farmácia do país. Os diretores Júnia Lelis e Rilke Novato Públio (também vice-presidente da Fenafar) representam o Sinfarmig.
Conforme o CFF, que convocou a reunião, os objetivos do encontro são: discutir a instituição de um fórum permanente de entidades pela valorização da profissão farmacêutica no Brasil e definir estratégias conjuntas para aprovação de projetos de lei de interesse da categoria.
Além da realização de oficinas, estão previstas as seguintes palestras:
Fenômeno da profissão: o desafio de ser de uma profissão
Palestrante: Maria Helena Machado - socióloga, organizadora do livro “Profissões de saúde: uma abordagem sociológica”; pesquisadora titular da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, e Coordenadora do NERHUS- Nucleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos em Saúde, e do ObservaRH-ENSP, da Rede de Observatórios de RH- MS/OPAS.
Redução da jornada de trabalho
Palestrante: Airton dos Santos - Coordenador de Atendimento Técnico e Sindical/Dieese.
Processo legislativo e histórico de tramitação dos PLs 113/2005; 5359/2009; PLS 62/2011
Palestrante: Jenner Jalne de Morais - Assessor parlamentar/CFF.
04/02: INCA REVELA QUEDA DO NÚMERO DE CASOS DE CÂNCER DE PULMÃO E COLO DE ÚTERO
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou, hoje, 04/02,levantamento com dados sobre a prevalência da doença no Brasil. Segundo o Inca, cerca de 1 milhão de novos casos devem ser diagnosticados neste ano e no próximo, O instituto confirmou, porém, que a prevenção e a detecção precoce fazem cair a incidência câncer de pulmão e de colo útero entre os brasileiros.
De acordo com o documento Estimativa 2014, o câncer de pulmão, que está diretamente relacionado ao tabagismo – cerca de 80% dos casos –, é o tipo mais frequente e letal na população mundial. No Brasil, no entanto, as taxas de incidência vêm se reduzindo – para este ano, estão previstos cerca de 27 mil novos casos, disse o diretor de Prevenção e Vigilância do Inca, Cláudio Noronha. “A experiência brasileira no controle do tabagismo mostra a redução da prevalência do fumo nos últimos 20 anos, que caiu pela metade. Isso modificou a ocorrência da doença”, acrescentou Noronha, que citou dados divulgados ontem , 03/02, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a existência de cerca de 2 milhões de casos de câncer de pulmão no mundo.
Com mais acesso a exames preventivos, as taxas de câncer de colo de útero na população feminina também caíram no Brasil, passando para risco de 15 casos em cada 100 mil habitantes. Com isso, essa variedade da doença deixa de ser a segunda mais prevalente entre as mulheres e troca de posição com o câncer colorretal, antes no terceiro lugar. Permanece como o mais frequente o câncer de mama.
De acordo com o Inca, a partir de agora, o país tem como desafio baixar as taxas de câncer de colo de útero na Região Norte, que tem a mais alta de taxa de prevalência no país, de 35 casos para 100 mil habitantes, na comparação com a média nacional, de 23,5 casos.
“Quando se identifica e se trata a lesão do HPV, é possível evitar que o câncer venha ocorrer na mulher, mas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste, têm grande importância as características das condições de saúde associadas à alta prevalência da infecção, decorrentes da prática da atividade sexual precoce não protegida e da falta de acesso a informações”, destacou Noronha.
Entre os homens, por região, o Inca destaca a frequência do câncer de próstata, o primeiroem número de casos, depois do câncer de pele e do de estômago, principalmente no Norte e no Nordeste. A doença, segundo Noronha, está ligada às condições de conservação precária de alimentos, como a “salga agressiva”, além de infecções causadas por problemas de saneamento.
O especialista informa que 70% dos casos de câncer são decorrentes de maus hábitos, como o fumo, a falta de exercícios físicos, a alimentação e o excesso de bebida alcoólicas. Para mudar de vida, ele recomenda que os pacientes procurem imediatamente um médico de sua preferência.
Fonte: Agência Brasil
04/02: PALESTRA SOBRE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA NO SÁBADO, 08/02
O Centro Universitário Una promove no próximo sábado, 08/02, entre 08h e 12h, o workshop Prescrição Farmacêutica de Medicamentos.
A palestra, com entrada franca, será ministrada pela professora Aline Mourão, coordenadora do curso de pós-graduação em Farmácia Clínica do Centro Universitário Una.
O endereço é avenida João Pinheiro, 515, sala 310. Outras informações pelo telefone (31) 8807-2463