Pela primeira vez na história recente da Farmácia brasileira, estiveram reunidos, em Brasília, nos dias 05 e 06 de fevereiro, representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), conselhos regionais, Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) e sindicatos filiados, e Federação Interestadual dos Farmacêuticos (Feifar) e sindicatos filiados, de todas as regiões do país. A plenária final aprovou a criação de um Fórum Nacional de Luta Pela Valorização Profissional.

 

Decidiu-se, por unanimidade, pela imediata instalação de um fórum permanente de âmbito nacional e fóruns estaduais e regionais de entidades farmacêuticas pela valorização profissional com os seguintes objetivos:

 

- Qualificação da intervenção farmacêutica na sociedade (técnica, política, assistencial);

- Aprovação dos PECs e PLs de interesse a profissão – inicialmente, com foco nos seguintes Projetos de Lei: substitutivo do deputado Ivan Valente; que trata da redução da jornada de trabalho para no máximo 30 horas; do piso salarial nacional e da inserção do farmacêutico no SUS;

- Ação conjunta com representantes de outras profissões da área da saúde em prol da carreira única no SUS;

- Articulação e fortalecimento das entidades para cumprimento de seu papel na valorização do farmacêutico;

- Articulação política das entidades para o desenvolvimento de ações integradas de valorização da profissão junto à sociedade.

 

Além dos objetivos, os representantes das entidades definiram que CFF, Fenafar, Feifar, Associação Brasileira de Educação Farmacêutica (ABEF) e Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia (Enefar) integram a coordenação do Fórum Nacional. Os fóruns estaduais estarão alinhados em relação aos objetivos e representatividade, visando à unidade de ações. Encontram-se em fase de consolidação as ações planejadas para cada um dos objetivos acima listados.

 

Para o Ronald Ferreira, com a realização desta reunião, “o presidente do CFF demonstra, de maneira concreta, seu compromisso de lutar pela união da categoria. O que mais importa não é o discurso, mas sim, a prática”, disse o presidente da Fenafar.

 

“Sinto-me feliz e realizado por todas as entidades convidadas terem atendido ao chamado do CFF. As diretrizes aprovadas demonstram a maturidade dos líderes da profissão e uma disposição de trabalharmos com espírito de união. O desafio agora é colocar esses objetivos em prática e mobilizar toda a categoria farmacêutica para que juntos alcancemos a concretização deste sonho”, completou o presidente do CFF, Walter Jorge João.  

Os diretores do Sinfarmig, Júnia Lelis e Rilke Novato Públio, respectivamente, diretora da Regional Sudeste da Fenafar e vice-presidente da Fenafar, estiveram presentes na reunião no DF.  Fonte: CFF

Publicado em 07/02/2014

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA
SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com base territorial compreendida no Estado de Minas Gerais, convoca, na forma estatutária, todos os trabalhadores farmacêuticos associados e interessados que laboram em Farmácias, Drogarias e Distribuidoras de Medicamentos para comparecerem à Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a realizar-se às 18:30 horas do dia 11/02/2014, na Sede do Sinfarmig à Rua Tamoios, nº 462, 12º andar, sala 1205, Centro, em Belo Horizonte/MG, sendo que a Assembleia Geral Extraordinária será instalada, em primeira convocação e, na falta de quórum mínimo estabelecido pelo Estatuto Social, trinta minutos depois, em segunda convocação, com qualquer número de presentes: para discussão e deliberação sobre a seguinte ordem do dia: a) Discussão e aprovação da pauta de reivindicações para renovação do instrumento normativo de trabalho com vigência a partir de 01/03/2014 a ser encaminhada à Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais – Fecomércio-MG e ao Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – SINCOFARMA-MG; b) autorizar a diretoria do SINFARMIG a empreender negociações e celebrar convenção coletiva de trabalho com as respectivas representações patronais; c) discussão e aprovação da taxa assistencial a favor do Sindicato Profissional; d) autorizar o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais a ajuizar dissídio coletivo se frustradas as negociações; e) discussão e deliberação sobre a transformação em assembleia permanente; f) outras deliberações conseqüentes. Belo Horizonte, 06 de fevereiro de 2014. Farmº Rilke Novato Públio - Diretor da Secretaria de Administração e Finanças do Sinfarmig.

Os medicamentos de origem vegetal representam uma fatia de 10% do mercado farmacêutico mundial, movimentando cerca de 20 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.

 

O setor cresce também 10% ao ano. No Brasil, o mercado de fitoterápicos mobiliza, em média, R$ 2 bilhões, um número pequeno diante do potencial deste segmento e da riqueza da flora nacional.

 

A pesquisadora de Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), Maria Behrens, falou sobre o  apresentou a palestra Da Planta ao Medicamento, realizada na Coleção Temática de Plantas Medicinais do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

 

O encontro reuniu profissionais do setor farmacêutico, principalmente interessados na área das plantas medicinais, como pesquisadores, médicos, estudantes, e atraiu visitantes do parque localizado na Zona Sul carioca.

 

Especialista no assunto, Maria Behrens falou sobre o uso de plantas medicinais no desenvolvimento de medicamentos e fitoterápicos. Ela abordou toda a cadeia produtiva, desde a identificação das espécies, passando por pesquisa e chegando até ao desenvolvimento.

 

“São quatro etapas relacionadas à P&D na área de produtos naturais: botânica, farmacêutica, ensaios biológicos e a etapa clínica”, explicou.

 

De acordo com a pesquisadora, os fitoterápicos são uma alternativa para diminuir o déficit da balança comercial brasileira no setor farmacêutico. Para isso, o país deve superar algumas dificuldades.

 

“Entre os pontos críticos, existe uma pequena quantidade de fitoterápicos no mercado farmacêutico; os produtos possuem baixo valor agregado devido à falta de status de medicamentos. Além disso, é elevado o custo de produção”, pontuou.

 

Maria Behrens disse, ainda, que outro problema é a falta de foco nas pesquisas. “Falta um direcionamento para o mercado produtivo. Atualmente, há poucas espécies brasileiras com derivado registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É necessário investir na pesquisa, envolvendo avaliação da eficácia e segurança de espécies medicinais nacionais”, ressaltou.

 

Além de todos esses pontos considerados críticos, Maria Behrens disse também que é necessário superar a resistência médica em prescrever esses produtos.

 

Outro aspecto que a pesquisadora destacou está relacionado às políticas públicas para plantas medicinais e fitoterápicos. Segundo ela, o Estado brasileiro tem procurado estimular a adoção desses produtos nos programas de saúde pública.

 

“Uma das ações é a criação da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus), que traz uma lista de plantas medicinais com potencial para gerar produtos”, explicou. A lista é composta por 71 plantas de interesse do Sistema Único de Saúde.

 

O objetivo é orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a elaboração da relação de fitoterápicos disponíveis para uso da população. Além disso, o Ministério da Saúde, por meio da Portaria 533, de 28/3/2012, estabeleceu um elenco de 12 fitoterápicos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) também do âmbito do SUS.

 

Com informações da Agência Fiocruz de Notícias (Alexandre Matos)
Publicada em 07/02/2014

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