Do site da Federação Nacional dos Farnacêuticos / 06-02


Sou trabalhadora, sou mulher, sou farmacêutica, tenho direitos! Uma homenagem da Fenafar ao Dia Internacional da Mulher. Nas últimas décadas a mulher intensificou sua luta no combate à opressão e desigualdades a favor de sua emancipação econômica e social, e pelo direito ao trabalho. Com isto alcançou destaque político e social em relação aos homens. Estas ações devem-se, principalmente, aos movimentos feministas.


Ao inserir-se no mercado de trabalho, a mulher soma esta atividade aos seus múltiplos papéis de esposa, mãe e dona de casa – inerentes à função social antes ocupada – mas, agora, sua dedicação não é exclusiva ao lar. A mulher contemporânea, ao mesmo tempo em que é dona de casa, é também estudante e profissional realizando ainda, tarefas no meio social.


Em decorrência das condições precárias de trabalho e jornadas extenuantes, as trabalhadoras desenvolvem sintomas que podem levar ao adoecimento, como cansaço, stress, angústia, lesões por esforço repetitivo, dentre outros.


A diretoria da mulher da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), apoiada pelo Sinfarmig, frente a esta realidade, vem a público apresentar sua campanha 2014. A categoria farmacêutica é composta em torno de 70% por mulheres.


Mulheres trabalhadoras que enfrentam a diferenciação salarial quando comparado aos homens no mesmo cargo; que encontram dificuldades de ascensão profissional; têm enfrentado o impedimento de amamentar ou mesmo atender problemas de saúde dos seus filhos.


Sabemos que os avanços de direitos e a emancipação da mulher só será conquistada com o compromisso e o empenho de homens e mulheres trabalhadores, como a história nos prova ao longo do tempo. Afinal foi pelas operárias de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque que em 08/03/1857 tiveram coragem e fizeram uma greve. Reivindicando redução da jornada de trabalho, equiparação salarial e, acima de tudo, tratamento digno do trabalho. Mulheres trabalhadoras que morreram incendiadas na luta por uma sociedade igualitária.


Imbuídos dos dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e sabedores de que os movimentos sindicais e os movimentos sociais possuem a capacidade de transformar, de lutar por ideais e mudar realidades, a Federação Nacional dos Farmacêuticos e seus sindicatos filiados convidam toda a categoria farmacêutica e toda a população brasileira para se engajarem na luta para tornar realidade a igualdade de oportunidades através da produção de conhecimentos e reflexões sobre os fatores que determinam e perpetuam estas desigualdades, assim como as estratégias políticas e boas práticas que podem contribuir à sua superação.


Secretaria da Mulher da Fenafar 

A Anvisa e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) irão selecionar pesquisadores interessados em apresentar propostas para a realização do Censo Nacional dos Trabalhadores de Vigilância Sanitária - 2014. A Chamada CNPq/Anvisa 04/2014 foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (28/2).

 

A população do Censo Visa abrange todos os trabalhadores do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) nos níveis federal, estadual e municipal. Além do perfil profissional, o censo permitirá conhecer os processos de trabalho tanto desses trabalhadores quanto daqueles que atuam em laboratórios de saúde pública, em atividades de vigilância sanitária.

 

A realização do levantamento demandará uma intensa mobilização do SNVS. A expectativa é que os resultados do censo possam subsidiar a formulação de políticas para o desenvolvimento de recursos humanos do Sistema, além de proporcionar a comparação de dados com o último Censo dos Trabalhadores em Vigilância Sanitária, realizado em 2004.


A proposta aprovada será financiada no valor global estimado de R$ 2 milhões. As inscrições para a seleção podem ser feitas até o dia 22 de abril deste ano e a divulgação dos resultados está prevista para o dia 30 de maio. Já o início da contratação deve ocorrer a partir de 16 de junho.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Artigo destaca que cerca de 80% das doenças relacionadas ao trabalho são representados pela LER/DORT.

Todas as atividades econômicas, após a metade do século, foram literalmente atingidas pela doença. Diante da evolução tecnológica, o que marca é a acelerada automação dos processos de produção, não mais mecânica, mas eletroeletrônica, simbolizada agora por computadores. E foi assim que a LER deixou de ser uma doença restrita a um número pequeno de trabalhadores para se tornar um problema que assola inúmeras outras atividades, de modo a evidenciar um quadro de gravidade nacional dentro das relações laborais.

Cerca de 80 a 90% dos casos de doenças relacionadas ao trabalho, conhecidos nos últimos 10 anos, são representados pela LER/DORT, o que evidencia a gravidade e a abrangência do problema.

Segundo dados do INSS, as lesões por esforços repetitivos são a segunda causa de afastamento do trabalho no Brasil. Acometem homens e mulheres em idade produtiva e estão na maioria das vezes relacionados à organização do trabalho, como posturas inadequadas, movimentos repetitivos e fatores psicológicos. Os profissionais mais suscetíveis a desenvolver o DORT são: bancários, metalúrgicos, digitadores, operadores de linha de montagem, operadores de telemarketing, jornalistas e secretárias.

Dados de 2011 do Ministério da Previdência Social, informaram que o custo para o Brasil relacionado a acidentes e doenças de trabalho somado ao pagamento das aposentadorias e outras despesas, é maior que R$40 bilhões/ano.

Como se trata de um agravo silencioso em que os sintomas levam um tempo para surgirem, os profissionais acometidos ao procurar atendimento médico levam algum tempo para serem diagnosticados. Geralmente apresentam um quadro avançado porque os sintomas iniciais são quadros leves de dores, camuflando assim esse quadro com o uso de medicamentos.

A verdade é que a Saúde do Trabalhador carrega em si as contradições ocasionadas na relação capital e trabalho. As diferentes formas de precarização do trabalho e do crescimento dos acidentes e adoecimentos resultantes do trabalho e as necessidades, daí resultantes, são marcas históricas que sinalizam para a sociedade o lugar desse fenômeno, como produto das relações sociais da sociedade capitalista.

No caso específico da LER/DORT se dá devido à grande evolução do trabalho humano e às mudanças nas relações, ritmo e ambientes de trabalho. Como a introdução de processos automatizados, aumento do ritmo de trabalho, alta pressão para a execução das tarefas e atingimento de metas.
 
Mas é de conhecimento de todos que os movimentos sindicais e os movimentos sociais possuem a capacidade de transformar, de lutar por ideais e mudar realidades. Esse potencial de transformação é a base de todo processo de mobilização. A iniciativa de promover a participação das pessoas significa colocar nas mãos de muitos o poder de decidir o seu futuro que remete, essencialmente, para o desenvolvimento soberano e sustentável do país.

Precisamos compreender que somente com mobilização é que contribuiremos para a consolidar uma participação cidadã que age com um objetivo comum buscando resultados decididos e desejado por todos.

Nesta data de luta contra LER/DORT precisamos protestar contra os abusos das empresas e exigir melhores condições de trabalho. Precisamos reforçar as lutas contra a precarização do trabalho (contra o PL4330). Nos indignarmos diante da degradação e da precariedade das condições de trabalho e do adoecimento.

ENTENDA A DATA
Aproximadamente no fim da década de 70, o Brasil tomou ciência da doença, nesta época os computadores cada vez mais se faziam presentes nas empresas. A medida em que a automação chegava às atividades financeiras, surgiram os primeiros de casos de LER entre bancários, depois, fora à vez dos trabalhadores industriais, notadamente, na linha de montagem, quando então até os caixas de supermercados foram vitimados.

As lesões por esforços repetitivos foram primeiramente descritas como tenossitose ocupacional. Foram apresentados no XII Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, em 1973, casos de tenossitose em lavadeiras, limpadoras, engomadeiras, recomendando-se que fossem observadas pausas de trabalho daqueles que operavam intensamente com as mãos.

A partir de 1985 surgem publicações e debates sobre a associação entre tenossitose e o trabalho de digitação, que resultam na portaria 4.062, em 06 de agosto de 1987, pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, reconhecendo a tenossitose como doença do trabalho, fase em que as comunicações de acidentes de trabalho (CAT’s) concentravam-se especificamente na função de digitadores.

Durante a década de noventa, a situação se torna tão alarmante que a LER, junto à surdez passa a ser uma das doenças do trabalho mais notificadas no INSS.

Assim, no Brasil, a 1ª referência oficial a LER foi feita pela Previdência Social, com a terminologia tenossinovite do digitador, através da Portaria nº. 4062, 06/08/87.

Em 1992, a Secretaria de Estado de São Paulo, publicou a Resolução SS 197/92, já introduzindo, oficialmente, a terminologia lesões por esforços repetitivos (LER). No mesmo ano, a Secretaria de Estado do Trabalho e Ação Social e Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais publicaram a Resolução 245/92, baseada na Resolução SS 197/92, de São Paulo.

Em 1993, o INSS publicou sua nota técnica para avaliação de incapacidade para LER, baseada nas resoluções anteriormente citadas.

Em 1998, na revisão de sua Norma Técnica, a Previdência Social substituiu a sigla LER por DORT, sigla de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, por ser considerada uma síndrome complexa e englobar várias doenças, como tendinite, bursite e síndrome do ombro doloroso. As LER/DORT são responsáveis por lesões nos tendões, músculos, articulações e nervos.

Desde 2000, o último dia do mês de fevereiro é lembrado em vários países como o Dia Internacional de Conscientização sobre as LER/DORT. Trata-se de um marco de extrema relevância. Foi a primeira vez na história que uma doença profissional (LER) passou a ser considerada como questão de saúde pública mundial.

Débora  Melecchi é presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Rio Grande do Sul – Sindifarse Diretora de Organização Sindical da Fenafar Secretaria da Saúde CTBRS

 

 A diretora do Sinfarmig e farmacêutica da Unidade (primeira à direita), Christianne Jacome, participa da reinaguração. Na foto, também presente o vice-presidente do CRF-MG, Claudiney Ferreira (de terno escuro). Crédito: Samara Avelar - CRF/MG

 

Foi reinaugurada hoje, sexta-feira, 28, às 10h, a Farmácia Privativa de Medicamentos Especiais (Alto Custo) do Programa Farmácia de Minas. A unidade, que funcionava na avenida Brasil, mudou para a avenida do Contorno, 8495, no bairro Gutierrez, em Belo Horizonte.


A nova sede, coordenada pela farmacêutica Patrícia de Oliveira, possui instalações amplas, com almoxarifados maiores, 60 guichês de atendimento, ambientes climatizados e sala de espera com TV e assentos para 120 pessoas. A farmácia é especializada no atendimento de pacientes especiais como transplantados e portadores do Mal de Alzeimer.


“Com essa estrutura ampliada, podemos prestar um atendimento mais humanizado e de melhor qualidade aos pacientes”, explica a diretora do Sinfarmig, Christianne Jacome, que também é farmacêutica na unidade da Farmácia Privativa.


Entre os presentes na cerimônia de inauguração, estavam o secretário de estado de saúde, Alexandre Silveira, representantes e funcionários da Superintendência da Assistência Farmacêutica do Estado e representantes do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG).

 

Para mais informações, ligue para 155 

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