Um estudo detalhado do Substitutivo do deputado Ivan Valente (PSOL/SP) ao Projeto de Lei nº 4385/94, de autoria da ex-senadora Marluce Pinto (PMDB/RR) será realizado, ainda este mês, pelos integrantes do Fórum Nacional de Luta Pela Valorização Profissional e suas representações nos Estados. O objetivo é conhecer todos os aspectos e detalhes que, no PL, envolvem a atividade farmacêutica, e como a proposta pode ser atualizada, já que nesses quase 20 anos, a realidade sanitária do país mudou, as condições de trabalho do farmacêutico também mudaram, sem contar o número de leis relacionadas à saúde que foram criadas e, outras, revogadas.


Essa primeira estratégia foi definida na segunda-feira, 10/03, pelos coordenadores do Fórum, Walter Jorge João, Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF); Ronald Ferreira, Presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar); Alexandre Corrêa, Presidente da Federação Interestadual dos Farmacêuticos (Feifar); Larissa Alencar Rodrigues, representante da Executiva Nacional de Estudantes de Farmácia (Enefar); e Josélia Frade, Wellington Barros e Francisco Batista Júnior, organizadores da Reunião Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica, realizada em fevereiro.


Para os coordenadores do Fórum Nacional de Luta Pela Valorização Profissional, é importante que a categoria se una e ganhe, cada vez mais, força política. Os dirigentes das entidades explicam que é essencial que os parlamentares, como representantes do povo, saibam da importância da Farmácia. O texto apresentado pelo Deputado Ivan Valente é o Projeto que mais diz respeito à atividade farmacêutica, pois defende a farmácia como estabelecimento de saúde e coloca o farmacêutico como agente de transformação social.


Clique aqui para acessar a íntegra do Projeto. 


A próxima reunião do Fórum Nacional de Luta Pela Valorização Profissional será realizada no dia 25 de março, em Brasília. Na oportunidade, as estratégias de ação serão repassadas aos Fóruns Estaduais.


Fonte: Comunicação CFF

Informações detalhadas sobre mais de dez mil substâncias farmacêuticas comerciais podem ser acessadas, gratuitamente, pela internet. A Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica (Abiquifi) disponibilizou, no site da instituição, a 5ª edição do Dicionário de Substâncias Farmacêuticas Comerciais, que reúne registros como Denominação Comum Brasileira (DCB), Código de Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e número CAS (Chemical Abstracts Service).


De acordo com o Presidente Executivo da Associação, Onésimo Ázara Pereira, a compilação é inédita no mundo e revela mais de vinte anos de trabalho. “As outras edições foram publicadas em formato de livro, com cerca de oitocentas páginas e a um custo de mais de mil dólares o exemplar. Mas chegamos à conclusão de que esta obra deveria ser colocada à disposição da sociedade”, afirma.

Ainda segundo ele, o Dicionário poderá auxiliar os profissionais de vigilância sanitária, principalmente aqueles que trabalham com registro e fiscalizações em portos, aeroportos e fronteiras. “Irá ajudar na identificação da substância, já que basta digitar o nome dela e o verbete relacionado aparecerá na tela. Esses verbetes apresentam o nome correto do farmoquímico em português e inglês, indicam se o produto é controlado ou proibido pela Anvisa, demonstram a Nomenclatura do Valor Aduaneiro e Estatístico (NVE) da Receita Federal e a referência do produto na Denominação Comum Internacional (DCI ou INN)”, sintetiza.

O Dicionário está disponível em http://www.abiquifi.org.br/

Fonte: Imprensa Anvisa

A Associação Mineira de Farmacêuticos (AMF) está com inscrições abertas para monitores do Curso de Atenção Farmacêutica e Farmácia Clínica. Confira outras informações abaixo:    

 

PERÍODO DE INSCRIÇÃO:De 10 a 20 de março de 2014.


OBJETIVO: Facilitar o acesso a qualificação do profissional, tendo como contrapartida a colaboração do monitor no suporte operacional necessário para manter e aprimorar a qualidade do curso oferecido.


NÚMERO DE VAGAS: Serão oferecidas 2 vagas . O curso está sujeito à confirmação de sua data de início, podendo esta ser adiada, ou mesmo cancelada, em função de não ser atingido o número mínimo de inscritos para sua viabilização.

BENEFÍCIOS PARA O MONITOR: Bolsa de estudo, com desconto de 25 a 50% do valor da mensalidade.

REQUISITOS PARA A PARTICIPAÇÃO DO PROCESSO: Apenas poderão participar os alunos que estiverem inscritos nesse curso, com a matrícula paga e todos os documentos enviados para AMF até 17 de março de 2014.

 

Para mais informações, visite a página da AMF  

A organização não governamental Humane Society Internacional lançou ontem, 10/12, no Brasil, a campanha "Liberte-se da crueldade", para sensibilizar a população e pressionar o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) a proibir os testes de cosméticos em animais. Em reunião no próximo dia 20, o Concea  avaliará o pedido, feito em setembro pela ONG, que requereu o banimento desse tipo de teste do país.

A campanha da ONG americana foi lançada também em outros países onde o assunto está sendo discutido, como a China, a Nova Zelândia e os Estados Unidos. Toda a União Europeia já proibiu os testes e a venda de cosméticos testados em animais – os procedimentos científicos também não são mais permitidos na Índia e em Israel. No Brasil, São Paulo foi o primeiro estado a vetar testes de cosméticos em animais, em janeiro deste ano, e ainda é o único a adotar a medida.

"São testes são muito dolorosos. Testes de toxicidade não têm anestesiantes, causam muito sofrimento e têm problema de confiabilidade. É impossível saber o efeito dessa toxicidade a longo prazo em seres humanos, que podem viver até mais 60 ou 70 anos, testando [o produto] em um animal, que vive muito menos", disse o gerente da campanha, Helder Constantino.

As alternativas aos testes em animais são o uso de pele humana e pele sintética e a combinação de células humanas com modelos computacionais. No entanto, Helder reconhece que não há métodos alternativos para todos os tipos de teste de toxicidade, como os que garantem que os cosméticos não causarão problemas reprodutivos ou de má-formação fetal.

No caso das substâncias que apresentam tais riscos, é melhor não colocar o produto à venda, recomenda. "Se ainda não há métodos alternativos a esses, o melhor é não vender. Até porque há problemas de confiabilidade".

Em seu site, o Concea informa que não há substituição para todos os tipos de teste com animais e que, por isso, vem trabalhando para tomar uma decisão a respeito: "O conselho não pode, contudo, desconsiderar os sérios riscos ainda envolvidos na completa e imediata exclusão dos animais para fins científicos, no que se refere à segurança e à saúde da população no Brasil."

O conselho ressalta que a Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais para Fins Científicos e Didáticos determina que as propostas de utilização de animais devem considerar a substituição dos testes por métodos alternativos, além dos princípios de redução e refino dos procedimentos, para reduzir o sofrimento das cobaias.

Métodos alternativos aos testes em animais são registrados pelo Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos e promovidos e incentivados pela Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama), mas, para Helder, é preciso aumentar o investimento. "A Coreia do Sul já investiu US$ 200 milhões, e a União Europeia, 300 milhões de euros. Aqui o investimento é muito menor. O Brasil é um mercado importante e dinâmico na indústria de cosméticos, o terceiro do mundo, e pode assumir uma posição de liderança nesse tema."

A modelo Fernanda Tavares, um dos rostos da campanha, disse que é preciso sensibilizar as pessoas com a campanha, para que elas percebam que usam produtos que causaram sofrimento ao ser testados em animais. "É muito mais fácil as pessoas se sensibilizarem com os cosméticos do que com os medicamentos, porque não são produtos de que elas precisam para viver.”

Segundo a modelo, é só com mais informação que se vai percebendo a crueldade dos testes com animais. “Muitas vezes, são pessoas que amam os bichos [que usam tais cosméticos], mas que simplesmente não pararam para pensar no que estão fazendo por vaidade", acrescentou Fernanda, que é vegetariana e também se recusa a usar casacos de pele e couro de animais.

A campanha lançada nesta segunda-feira inclui um vídeo que será divulgado em redes sociais e terá o reforço de uma carta assinada por 700 cientistas que apoiam a proibição. O documento deve ser publicado ainda nesta semana.

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

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