Nos dias 21 e 22 de março, em Brasília, foi realizado o Seminário Setorial com as Centrais Sindicais e Organizações Sociais para discutir a importância de implantar a Política Nacional de Saúde do Trabalhador do SUS; mobilizar os trabalhadores para participarem da 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, incluindo o tema na agenda sindical e governamental, mobilizando para as etapas macrorregionais e preparando os conselheiros que vão acompanhar as próximas etapas.


A Fenafar marcou presença no seminário, pois “considera fundamental os trabalhadores se apropriarem do SUS. E o processo da 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora é uma das oportunidades para esta construção!”, disse Débora Melecchi, diretora de Organização Sindical da Fenafar.


A diretora de Relações Internacionais da Fenafar, Gilda Almeida, também participou do Seminário e destacou que faz parte da agenda da classe trabalhadora para conquistar a valorização dos profissionais a luta por condições dignas de trabalho. "E isso passa por termos uma Política Nacional de Saúde do Trabalhador, daí a importância dos sindicatos, federações, centrais sindicais e de todo o movimentos social de se apropriarem dessa agenda. Esta é uma luta em defesa da saúde pública, em defesa do SUS", afirmou.


Mais informações da 4ª Conferência


A 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora –4ª CNSTT, convocada pela Portaria GM/MS nº. 2.808/12, tem como objetivo propor diretrizes para a implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.


A Conferência acontece em três etapas: macrorregionais, estaduais e nacional. As etapas macrorregionais já estão em andamento, e vão até 30 de maio, e as estaduais, até 30 de junho/14. Tais etapas irão subsidiar as discussões e deliberações para a etapa nacional.


O tema central da Conferência, “SAÚDE DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA, DIREITO DE TODOS E TODAS E DEVER DO ESTADO” irá orientar as discussões em todas as etapas, que ainda serão guiadas pelo Eixo Principal “A Implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora” e sub eixos:


I - O Desenvolvimento socioeconômico e seus Reflexos na Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora;


II - Fortalecer a Participação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, da Comunidade e do Controle Social nas Ações de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora;


III - Efetivação da Política Nacional de Saúde e do Trabalhador e da Trabalhadora, considerando os princípios da integralidade e intersetorialidade nas três esferas de governo; e


IV Financiamento da Política Nacional de Saúde do Trabalhador, nos municípios, estados e União.


O documento referencial, ponto de partida e foco principal das discussões, é o próprio texto da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, Portaria n° MS 1.823/2012.


Publicado originalmente por Redação da Fenafar em 24/03/2014

O Brasil é o principal mercado farmacêutico da América Latina e o sexto do mundo, movimentando cerca de US$ 28,5 bilhões em 2012, de acordo com dados do IMS Health. Apesar da posição de destaque, o país produz somente cerca de 1% do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) – substância responsável pelo efeito terapêutico do medicamento – em comparação ao total importado. O resultado é um déficit de US$ 2,4 bilhões neste segmento (dados de 2010). 


Visando conhecer o setor farmoquímico nacional, um grupo de pesquisadores da Fiocruz traçou um minucioso mapeamento das empresas, sua capacitação técnico-operacional e capacidade de investimento, além do diagnóstico para este segmento industrial. Os dados poderão ser utilizados para subsidiar o governo federal na implementação de políticas industriais que visem ao fortalecimento deste setor estratégico para a saúde pública.


O propósito da iniciativa foi atualizar o primeiro levantamento realizado pela Fundação, entre 2004 e 2007. Naquela ocasião, o objetivo foi verificar se o Brasil tinha condições de atender a demanda de IFAs para o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) produzir o antirretroviral Efavirenz, objeto do licenciamento compulsório em curso. A nova versão do trabalho, realizada entre 2011 e 2013 e intitulada Avaliação do setor produtivo farmoquímico nacional – capacitação tecnológica e produtiva, pode servir de base para respaldar uma série de ações governamentais, assim como ocorreu na primeira edição, sendo a principal uma política industrial para o setor, a fim de reduzir o déficit da balança comercial brasileira na área.


Recentemente, os resultados do segundo estudo foram apresentados pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Jorge Bermudez, em audiências públicas realizadas em Brasília, na Câmara dos Deputados e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com participação de empresários, gestores públicos, associações de classe e membros da academia. Dentre outros requisitos, este estudo avaliou questões como infraestrutura, recursos humanos, técnicos e financeiros e capacidade técnica. Constatou também que, enquanto a maior parte dos medicamentos consumidos no Brasil é fabricada em território nacional, apenas pequena parcela desses medicamentos é manufaturada com IFAs produzidos aqui. Fato que demonstra a fragilidade do parque industrial farmoquímico brasileiro.


Se a ideia é criar uma política industrial para o setor, é necessário conhecer sua real situação. De acordo com o farmacêutico Mário Pagotto, que participou das duas etapas do estudo, a primeira medida foi identificar o universo de empresas produtoras de fármacos no Brasil. Hoje, o país possui 36 indústrias farmoquímicas, aumento de 56% em relação a 2007, época em que apenas 23 empresas instaladas foram identificadas.


Neste cenário, permanecem os desafios a serem superados, como detectado no presente diagnóstico, ou seja,reativar a produção nacional de antibióticos (IFA), bem como consolidar o fabrico de IFAs de medicamentos para tratamento do câncer (anti-neoplásicos), investir no parque fabril para ampliar a produção de IFAs de medicamentos para o Sistema Nervoso Central (SNC), sistema cardiovascular e para doenças negligenciadas - aquelas que desproporcionalmente afetam as camadas mais pobres das populações, como a doença de Chagas ou a leishmaniose.“Em relação a princípios ativos para o SNC e cardiovasculares, há capacitação instalada para atender às especialidades, mas ainda falta ampliar este campo”, sugere Pagotto.


De acordo com os pesquisadores, para que isso ocorra, o Brasil terá de superar dificuldades apontadas pelo estudo, como captação de recursos, relacionamento com universidades, ausência de plantas farmoquímicas para a produção de antibióticos oriundos de processos biotecnológicos; presença de instalações sem certificação, limitação de escala de produção e baixa oferta de mão de obra especializada no setor farmoquímico,embora haja número suficiente de pós-graduados em áreas afins.


Política industrial
Coordenador da equipe em ambos os estudos, o assessor da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Jorge Costa, fala sobre os avanços do Brasil nesta área desde 2007. “Esse estudo contribuiu com subsídios às políticas públicas para o setor fármaco-químico como a Portaria Interministerial 128/2008 que permitiu a contratação de serviços para fornecimento de IFA aos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais; a licença compulsória para a produção do medicamento Efavirenz; a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) nº 57/2009, que estabeleceu o registro de IFAs para uma lista inicial de produtos estratégicos como antirretrovirais, anti-neoplásicos e  imunossupressores constantes na Instrução Normativa (IN) 15/2009; as Portarias do Ministério da Saúde 978/2008 e 1284/2010, que instituíram uma lista de produtos estratégicos para o SUS; e o decreto 7.713/2012 que estabeleceu a margem de preferência nas licitações para aquisição de fármacos e medicamentos. Essas medidas governamentais convergiram para o estabelecimento das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP)”, explica.


Segundo o pesquisador José Barros, que também integrou a equipe, apesar do cenário desafiador ainda a ser superado, esse é o melhor momento da farmoquímica nacional nos últimos 30 anos. “Isso porque, dentre outras ações, foram criadas as PDPs, que garantem o mercado para os fabricantes dos IFAs. Além disso, a atuação da Anvisa é fundamental, já que exige um produto de qualidade, o que obriga uma maior qualificação das 36 empresas fornecedoras”, ressalta Barros.


Se o crescimento do número de indústrias no setor de IFAs foi pequeno em relação a 2007, por outro lado a capacidade produtiva dos princípios ativos dobrou. “Isso se deve às compras públicas para fornecimento ao SUS. No entanto, as importações também aumentaram, ampliando, assim, o saldo negativo da balança comercial”, frisa o pesquisador. Barros informa que mesmo representando menos de 1% da produção em relação à quantidade importada, há disponibilidade para expansão. “O grande desafio é criar um mecanismo para estimular a indústria de medicamentos genéricos a comprar IFAs nacionais. Isenção de impostos e garantia de mercado são alguns estímulos, além do esforço das indústrias nacionais de produzirem os IFAs com um preço mais competitivo. O interesse político é fundamental e estratégico para isso”, recomenda Barros.

 

 

Fonte: (Alexandre Matos) – Agência Fiocruz de Notícias

A Agência Nacional de Saúde (ANS) determinou, hoje, 24/03, a apreensão e inutilização, em todo o país, do lote nº CE01204 do medicamento Hormotrop (somatropina), na apresentação de 12 UI, Pó Liofilizado Injetável. Segundo o fabricante do medicamento, o Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo, o lote citado, juntamente com lote nº 091196587 do diluente bacteriostático que o acompanha, não saiu de sua linha de produção, sendo, portanto, falsificados.


Também foi suspenso o lote 1312380 do medicamento Solução Fisiológica 0,9% - Equiplex Sistema Fechado, fabricado pela empresa Equiplex Indústria Farmacêutica e com validade até 06/2015. O lote apresentou resultado insatisfatório no ensaio de análise de aspecto, onde foi observado a presença de precipitado marrom em um dos frascos.


O lote nº R1201029 do medicamento Vaselina Líquida 100%, apresentação de 100 ml, fabricado pela empresa Indústria Farmacêutica Rioquímica e com validade até 03/2015 também foi suspenso por apresentar corpo estranho em um frasco lacrado do produto.


A agência também determinou a suspensão do lote 10911 do produto Australian Gold SPF 30 Plus Spray Gel, importado e distribuído pela empresa Frajo Internacional de Cosméticos S/A e com validade até 10/2015. A medida ocorreu após ser constatada a comercialização do lote com o prazo de validade alterado.


O saneante Álcool 92,8º Suprema, fabricado pela empresa Indústria, Comércio e Engarrafamento de Álcool Absoluto foi suspenso por não possuir registro junto a Anvisa. O fabricante também não apresenta Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE).


Já os lotes 74GM4875 e 74GM4876 do medicamento CPHD Bicarbonato de Sódio 8,4%, fabricado pela empresa Fresenius Kabi Brasil em dezembro de 2013 e com validade até dezembro de 2014, foram suspensos por conta do teor do medicamento estar abaixo do especificado.


Suspensões de publicidade

Os produtos Fruta Bio e Fruta Planta foram suspensos por não possuírem registro na Anvisa, terem procedência desconhecida e por estarem sendo anunciados como emagrecedores. Fica proibida a propaganda e publicidade dos citados produtos em todos os meios de comunicação, inclusive em páginas na Internet.


Também foi suspenso o produto Orme Aure (Elemento monoatômico orbitalmente rearranjado), gotas, 60 ml, fabricado ou importado por empresa desconhecida. A suspensão abrange a fabricação ou importação, distribuição, comércio, uso, propaganda e publicidade. O produto não possui registro na Anvisa e estava sendo divulgado como produto com indicação terapêutica antifúngico.


A agência suspendeu todas as propagandas que atribuam propriedades não estabelecidas pela Legislação Vigente, divulgadas em todo e qualquer tipo de mídia, relativas ao produto Vigor Force. O produto está registrado em uma categoria em que não é permitido o uso de alegações de propriedade funcional e/ou de saúde, levando em conta que tal divulgação induz o consumidor ao engano em relação a verdadeira natureza deste.



Insumos farmacêuticos

A Anvisa suspendeu a importação, distribuição e comércio do insumo farmacêutico rifampicina, bem como de outros princípios ativos farmacêuticos fabricados pela empresa Shenyang Antibiotic Manufacturer. A empresa fabricante apresentou condição insatisfatória às Boas Práticas de Fabricação. 


Fonte: Imprensa Anvisa

 

 

 

O Sinfarmig convoca todos os farmacêuticos que laboram em farmácias, drogarias e distribuidoras para a reunião de Negociação Coletiva - Campanha Salarial 2014 - com o Sincofarma-MG.

 

A reunião com o sindicato patronal acontecerá no dia 1º de abril, terça-feira, às 15h na sede da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio). O endereço é rua Curitiba  561, Centro, Belo Horizonte.
 

Farmacêutico: agora é hora de nos mobilizarmos!! Vamos em busca de mais conquistas!!

Venha participar e defender nossas propostas na Campanha Salarial 2014!  

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