Os mais de 20 mil farmacêuticos mineiros já contam com seu Fórum Estadual de Luta pela Valorização Profissional. Ele foi criado ontem (01/04) com a aprovação de entidades representativas dos profissionais: Associação Mineira dos Farmacêuticos Homeopatas (AMFH), Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais, seção Minas Gerais (Anfarmag-MG), Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG), Diretório Acadêmico da Faculdade de Farmácia da UFMG (DAFAFAR) e Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig).


Na reunião de constituição do Fórum, os presentes destacaram pontos que têm repercussão na valorização do profissional, tanto pela sociedade como pelo mercado de trabalho. 


O grupo constatou a necessidade de se fazer um levantamento aprofundado da qualidade do ensino de graduação, contemplando análise das disciplinas e cargas horárias, assim como do aparato técnico oferecido pelas faculdades para formação e qualificação profissional. A ideia é mobilizar os demais fóruns estaduais e o Fórum Nacional de Luta pela Valorização Profissional para que juntos, encampem um movimento pela qualidade do ensino de Farmácia no país. 


Profissionais da Farmácia Homeopática se mostraram preocupados com o encolhimento do setor. A diretora da AMFH, Thaís Novaes, observou que entre 1998 e 2003, esse segmento cresceu 100% no Brasil, mas, entre 2010 e 2012, a evolução foi negativa, de -2%. “Isso é preocupante se a função precípua do farmacêutico é fazer medicamentos”, disse, enfatizando que 90% dos municípios mineiros não contam com assistência da farmácia homeopática.


Maior aproximação do farmacêutico com a sociedade também foi defendida como uma medida importante para a valorização profissional. “O farmacêutico deve ir ao encontro da população, ele está longe dela”, destacou a diretora do Sinfarmig, Waldirce Souza. O diretor do CRF-MG, Marcos Luiz de Carvalho disse que ao buscar a população, o farmacêutico resgata o lado humanista, inerente às profissões da área de saúde. “Precisamos ter orgulho da profissão”, frisou.        


Na próxima reunião, marcada para 28 de abril, na sede do Sinfarmig, o Fórum Estadual fará um estudo da proposta de Sub-Emenda Aglutinativa ao substitutivo do Projeto de Lei 4385/94 (autoria do deputado Ivan Valente), que trata da Farmácia como Estabelecimento de Saúde. 


No dia 25 de março, o texto recebeu modificações das entidades que compõem o Fórum Nacional. Será dessa Sub-Emenda Aglutinativa que os integrantes do Fórum Estadual tomarão conhecimento na próxima reunião. 


Segundo o diretor do Sinfarmig Rilke Novato, que também é vice-presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), entidade integrante do Fórum Nacional, o conhecimento do teor da Emenda servirá para que as entidades mineiras se inteirem das demandas da profissão que serão levadas para apreciação dos parlamentares.


Os membros do Fórum vão estudar formas de acionarem os deputados e senadores com a finalidade de sensibilizá-los sobre o PL da Farmácia como Estabelecimento de Saúde.   

Ex-ministros da Saúde abordam os 25 anos do SUS, seus principais desafios e perspectivas para o futuro.


Para comemorar os 25 anos da Constituição Cidadã e os 25 do Sistema Único de Saúde (SUS), o Portal da Inovação em Saúde entrevistou ministros da saúde protagonistas na construção da política de saúde, considerada como a mais inclusiva do Estado Brasileiro. Adib Jatene, José Serra, Humberto Costa, Saraiva Felipe, Agenor Álvares e José Gomes Temporão fazem um balanço dos 25 anos do Sistema de Saúde brasileiro e elencam os desafios e perspectivas para o futuro.


O subfinanciamento, especialmente a redução da contribuição setorial do governo federal, é apontada como um grande obstáculo para a ampliação do acesso e melhoria na qualidade dos serviços ofertados. “Não tenho dúvidas de que o problema do SUS é o financiamento. O pessoal que maneja o SUS tem muita experiência (…) mas não tem recurso. Nós queremos fazer um Estado de Bem Estar Social, como tem em alguns países da Europa, investindo U$S 440 per capita ano. Isso é impossível, falta dinheiro”, defende Jatene. O ministro Agenor Álvares faz uma ressalva sobre a necessidade de corrigir outras questões previamente ao aporte financeiro. “A gente tem que discutir primeiro a questão da força de trabalho, a gestão do sistema e a administração localizada das unidades de saúde. Sem isso a população não vai sentir a diferença no atendimento, mesmo com mais dinheiro”, afirma.


A defesa do SUS pela população brasileira é apontada pelos entrevistados como um importante mecanismo para reverter o quadro de subfinanciamento setorial e fortalecer politicamente o SUS. “Ele pode ser melhorado se a própria população cobrar. O que nós vemos o tempo inteiro pelos meios de comunicação é a apresentação de problemas, de situações, de dificuldades, então, isso vai construindo uma visão equivocada do SUS”, defende Humberto Costa.


José Serra ressalta que os problemas do SUS são resultado do seu próprio sucesso. Para ele, quando o SUS amplia a cobertura, por meio do Programa Saúde da Família, aumenta também a demanda para o sistema. Ele ressalta algumas distorções políticas, como o loteamento de cargos e a gestão equivocada das unidades, como pontos a serem superados. “A gestão pública com as regras, as limitações, as licitações, complica (…) Ao contrário de ser um fator que ajuda, ela convalida as irregularidades”, diz. José Serra defende um SUS forte para todos. “Eu vejo muitas vezes que tem propostas como dar só o básico pelo SUS e alguns outros atendimentos a classe média tem que pagar, na verdade você não consegue operacionalizar, não tem uma fronteira clara (…) a contribuição que o governo federal faz ao SUS tem que ser ampliada”, acredita.


Para o ministro Humberto Costa, os 25 anos do SUS possibilitam um momento de reflexão sobre alguns princípios e diretrizes. Para ele, “nós precisamos deixar mais claro o que de fato é o princípio da integralidade (…). Países que tem sistemas públicos como o nosso, como o Canadá, a Inglaterra, não há acesso irrestrito a tudo. Há um delineamento do que é que o sistema público pode oferecer até mesmo para não gerar essas condições de iniquidade”, pontua. Humberto Costa também defende a criação de uma Lei de Responsabilidade Sanitária para deixar claras as responsabilidades dos gestores das três esferas de governo, mas também concorda que existe subfinanciamento e que a esfera federal precisa alocar mais recursos na saúde. Saraiva Felipe mostra preocupação com a situação dos municípios e propugna maior responsabilidade da esfera federal com as ações em saúde na ponta. “Com a redução do financiamento federal, os municípios estão sobrecarregados, investindo quase 30% do orçamento na saúde”, diz.


A necessidade de se rediscutir a relação entre o público e o privado é ponto de convergência entre os entrevistados. Para o ministro Temporão, “o setor suplementar brasileiro é uma espécie de parasita do setor público. Existem interrelações, conflitos de interesse, superposições que podem e devem ser solucionados”, aponta. O ministro Agenor Álvares defende a contínua discussão com o setor suplementar. “Os problemas que o setor suplementar não consegue resolver, que ele não jogue para o setor público como se fosse culpa do setor público (…) e em muitas situações o cidadão vai orientado de como ingressar em ações judiciais pra conseguir. Não sou contra ação judicial (…) a ação judicial no regime democrático é perfeitamente normal e é um direito, mas eu acho que quando você induz isso para diminuir o seu custo, isso eu considero como crime que lesa a humanidade”, critica.


Para Adib Jatene, o crescimento do setor suplementar está na ineficiência do SUS. “O setor suplementar não é suplementar. Esse que é o aspecto. Para ser suplementar você deveria ter o sistema de saúde funcionando no mesmo nível, aí seria suplementar. O sistema público funciona num nível muito inferior. O sistema chamado suplementar gasta mais ou menos U$S 1.400 per capita ano e o sistema público U$S 440. Para que o sistema suplementar progrida é preciso que o sistema público não funcione”, resume.


Temporão enumera três cenários para o SUS. “Um mais cético, de que na verdade nós vamos ter uma situação de manutenção da situação atual. O SUS atendendo 70% da população e o setor privado numa dinâmica de crescimento lento, porém gradual. Uma perspectiva mais pessimista, de que poderia haver uma grande aceleração do setor privado, com a qual eu não acredito. E uma otimista, como diria o Carlos Gentile de Mello, que quem trabalha com saúde pública é um otimista incorrigível”, cita se posicionando no último cenário. Para Adib Jatene, “o financiamento do SUS será recomposto. É questão de tempo”, diz engrossando a corrente otimista.


Fonte: SUS BRASIL
Publicado em 31/03/2014 e reproduzido do site da Fenafar em 01/04

A Anvisa determinou hoje, 1º/04, a suspensão da distribuição, comercialização e uso dos lotes C203361R, C203361R1, C203765R1, C203763R, C203361R4 (amostra grátis) e C203361R5 (amostra grátis) do medicamento Queopine (hemifumarato de quetiapina).


A empresa Glaxo Smithkline Brasil, fabricante do medicamento, comunicou que as embalagens dos lotes apresentaram bulas trocadas não relacionadas ao medicamento.


Também foi suspenso o lote 74GE1784 do produto Glicose 5%, 500ml, solução injetável, fabricado pela empresa Fresenius Kabi Brasil em 05/2013 e com validade até 04/2015.


 A medida é por conta do resultado insatisfatório no ensaio de aspecto, onde foi constatado a presença de um corpo estranho dentro de uma amostra do lote.


Fonte: Imprensa Anvisa

A Anvisa publicou hoje (31) a resolução RDC 14/2014 que define limites de tolerância para matérias estranhas em alimentos e bebidas. As matérias estranhas são qualquer material que não faz parte da composição do alimento e que podem estar associado a condições inadequadas de produção, manipulação, armazenamento ou distribuição.


A nova norma define dois tipos de matérias estranhas, as que indicam risco à saúde e as que não apresentam riscos, mas demonstram falhas no processo de produção, manipulação ou armazenamento. Até o momento, não existiam limites de tolerância claros para as matérias consideradas prejudiciais à saúde, cabendo a fiscalização avaliar caso a caso a situação de risco. Todos os limites estabelecidos referem-se a fragmentos microscópicos que podem estar presente no processo de produção do alimento, mas que não podem ser totalmente eliminados mesmo com a adoção das boas práticas.


Para o diretor de Regulação da Anvisa, Renato Porto, a norma traz segurança para a população e para a indústria de alimentos, já os limites estabelecidos são seguros do ponto de vista da saúde e baseados nos métodos de produção de alimentos no Brasil. “Definimos um padrão que está entre os mais rígidos do mundo, se compararmos com países que são referência na regulação de alimentos”, explica Porto.


A resolução considera características tipicas de determinados alimentos que podem dificultar uma ausência total de matérias estranhas. É o exemplo da canela, extraída da casca de uma árvore e que pode eventualmente carregar fragmentos de insetos. Em todos os casos, o método de processamento do produto e limites da norma garante a segurança dos usuários.


A resolução RDC 14/2014 traz uma tabela com os limites de matérias estranhas para cada tipo de alimentos tratado na norma.


Fonte: Imprensa Anvisa

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