Moção da CNTU ao Dr. Miguel Nicolelis - Confederação se congratula com o neurocientista pelo feito realizado na abertura da Copa 2014

 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) que representa cinco federações, 101 sindicatos de engenheiros, médicos, odontologistas, farmacêuticos, nutricionistas e economistas de uma base de cerca de 2 milhões de profissionais, aprovou uma moção de apoio e congratulações ao médico neurocientista brasileiro Dr. Miguel Nicolelis e a sua equipe pela iniciativa, inovação e protagonismo inéditos do Projeto Andar de Novo.
 

O projeto fez com que o voluntário Juliano Pinto, que tem paraplegia completa de tronco e membros inferiores, vestido com um exoesqueleto robótico (Exo BRA Santos Dumont 1) desse o pontapé inicial simbólico na bola do jogo inaugural da Copa 2014, em São Paulo. O feito reveste-se de significado profundo para a comunidade científica e tecnológica brasileira e para nosso desenvolvimento.
 

O Projeto Andar de Novo, síntese dinâmica de saberes da medicina, engenharia, psicologia, fisioterapia, enfermagem, automação, eletrônica, mecânica, mecatrônica, robótica, neurociência entre outros, abre um caminho novo para a inclusão de milhões de pessoas com deficiência no País e no mundo. A Copa, um dos maiores eventos de cultura da paz, transforma-se também, de forma inédita, no palco da ciência, tecnologia e inovação. Desenvolvido pela equipe de profissionais liderada pelo Dr. Miguel Nicolelis e apoiada por centros de pesquisas nacionais e internacionais, o projeto é um instrumento e exemplo poderoso para a integração de saberes, pessoas, povos e nações.
 

Assistida por mais de um bilhão de habitantes pelo mundo, esta demonstração pública de ousadia, vigor, força do conhecimento e da pesquisa, tem para o Brasil e para seus profissionais um significado simbólico especial. Estimula os poderes públicos e a sociedade a apostar no caminho da conquista de mais recursos, gestão democrática para a educação, saúde, ciência, tecnologia, inovação e na qualificação de milhões de pessoas como saída para o progresso social e o aumento da qualidade de vida da população.
 

A CNTU vê no Projeto Andar de Novo um exemplo singular da força e da solução criativa, que emana da integração dos saberes de diversas profissões. A CNTU acompanha este projeto e o apoia nos seus desdobramentos. O sucesso da equipe do colega Nicolelis é o sucesso da batalha pelo desenvolvimento com democracia num Brasil da diversidade, inclusão e solidariedade.
 

Fonte: Fenafar

A Anvisa determinou, nesta terça-feira (17/06), a suspensão da distribuição, comércio e uso do lote 005 do saneante Desinfetante para uso geral marca Candura, fabricado pela empresa Iplasa Indústria e Comércio de Produtos Domissanitários Ltda e com validade até 30/08/2014. A medida é por conta dos resultados insatisfatórios obtidos nos ensaio de determinação de pH e teor de tensoativo catiônico. A empresa não apresentou recurso ou requerimento de perícia de contraprova dentro do prazo legal e deverá promover o recolhimento do estoque existente no mercado.


A Agência interditou cautelarmente, pelo prazo de 90 dias, os lotes nº 45071 e nº 45072 do medicamento Comple B Comprimidos Revestidos, produzidos pela empresa Natulab Laboratório S.A. A medida é por conta dos resultados insatisfatórios obtidos nos ensaios de análise de rotulagem e aspecto dos comprimidos, onde apresentaram rachaduras e maior friabilidade. Ambos os lotes possuem validade até agosto de 2015.


Já os lotes 130857, 130608 e 130609 do medicamento Mebendazol 20 mg/mLsuspensão oral, produzidos pela empresa Mariol Industrial Ltda, foram suspensos por apresentar desvio de qualidade, especialmente relacionado à dificuldade de ressuspensão. O fabricante informou que já iniciou o recolhimento dos lotes.


Foi suspenso o lote 0909108 do medicamento Omeprazol 10mg, apresentação com 14 cápsulas. A empresa fabricante, o Laboratório Teuto Brasileiro S.A, informou que o medicamento apresenta cartonagens do Omeprazol 20mg.


A Agência determinou também a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso, em todo o país, dos produtos listados na tabela abaixo. Os produtos foram fabricados pela empresa Bio Carb Indústria Química Ltda e não estão regularizados na Anvisa.

 
DDVP 1000 inseticida 100CE (1000mL)
DDVP 500 inseticida 500CE (1000mL)
DDVP 500 inseticida 500CE (100mL)
Suprema Moluscicida à base de metaldeído (250g)
Suprema Moluscicida à base de metaldeído (15kg)
Atack Formigas – pronto uso (500mL)
Atack pó formicida (1kg)
Aldrex 400 – formicida pó rosa (500g)
Inseticida Premium Plus (cipermitrina) (1 kg)
Inseticida Pó Pulmax pronto uso (100g)
Inseticida Pó Pulmax pronto uso (250g)
Inseticida Pó Pulmax pronto uso – talqueira (100 g)


Fonte: Imprensa da Anvisa

A Copa do Mundo, além de reunir as melhores seleções de futebol do planeta para jogos em 12 cidades brasileiras, atraiu milhares de turistas de todos os continentes. O evento tem, de fato, a marca da integração e da sadia competição entre os povos, mas, por outro lado, resulta em um aspecto não tão saudável: é que os megaeventos aumentam a possibilidade de circulação de agentes infecciosos (vírus e bactérias) entre os países.


O aumento da circulação internacional de patógenos já é um fenômeno de nossos dias, impulsionado pela facilidade de mobilidade humana. Durante grandes eventos, esse fluxo é intensificado.


O médico do Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais e em Medicina de Viagem (Crie) da Fiocruz, Marcellus Costa, explica: “No passado, qualquer pessoa demorava 3 meses para fazer uma grande viagem e, se estivesse doente, manifestaria os sintomas durante o percurso. Com isso, as outras pessoas tomariam precauções para não se contaminarem. Atualmente, a pessoa cruza o oceano em um dia e só vai descobrir a doença depois de já estar há algum tempo no seu destino”.


Para evitar contaminações, Marcellus Costa dá algumas dicas para brasileiros e estrangeiros:

•    Lavar as mãos regularmente;
•    Manter as mãos higienizadas com álcool gel;
•    Ingerir apenas alimentos cozidos e que não estejam em exposição por muito tempo;
•    No caso de bebidas frias, preferir as manufaturadas (suco de caixa ou lata, água mineral, refrigerantes);
•    No caso de bebidas quentes, observar se vêm com alguma fumaça. Se vierem, podem ser consumidas, porque a temperatura é maior do que 60°C, o que é suficiente para matar a maioria dos agentes infecciosos;
•    Se for para regiões de malária ou com surto de dengue, lembrar de usar repelente;
•    Fazer sexo seguro sempre; e
•    Manter a carteira de vacinação em dia.


O especialista do Crie/Fiocruz informa que quem estiver com a carteira de vacinação desatualizada pode procurar os postos de saúde e pedir a atualização. Segundo ele, o cuidado deve ser maior entre pessoas que trabalham diretamente com o público, o que motivou a prefeitura do Rio a convidar taxistas e profissionais da rede hoteleira para vacinação.


Para informar sobre doenças prevalentes no Brasil e vacinas para prevení-las, a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) criou o Guia da saúde- viagens e grandes eventos com versões em português, inglês e espanhol especialmente voltado para viajantes. A publicação também inclui orientações sobre higiene e comportamentos saudáveis.


Visando orientar sobre a prática de sexo seguro, o Ministério da Saúde, em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids), lançou a campanha Projeta O Gol, de prevenção das DST/Aids durante a Copa. Entre as ações da campanha estão: a distribuição de 2 milhões de preservativos e panfletos com mensagems de prevenção nas cidades-sede; e a testagem rápida durante o período dos jogos.


Cuidados com a alimentação são outro item importante na prevenção de contaminações e intoxicação e, para facilitar a avaliação a respeito de estabelecimentos que servem refeições em cada uma das cidades-sede, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou uma categorização dos serviços de alimentação, com a criação de um selo para indicar a situação dos estabelecimentos em relação à qualidade.

Por Daniela Lessa /Portal Fiocruz

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) adquiriu o registro do  antilipidêmico atorvastatina cálcica nas concentrações 10mg e 20mg. O medicamento é usado para controle da elevação do colesterol.


Concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o registro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (10/6). Além de garantir o fornecimento do medicamento à população assistida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a produção da atorvastatina por Farmanguinhos representará a redução de custos para o Brasil.
 

A atorvastatina cálcica resulta de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o laboratório americano Pfizer e Farmanguinhos, assinada em junho do ano passado. A previsão é que a partir de 2016 o Instituto comece a produzir parte da demanda prevista para abastecimento da Rede SUS. Estima-se um total de 175 milhões de unidades farmacêuticas nos próximos cinco anos, sendo 35 milhões a cada ano.
 

Atualmente, o medicamento é financiado pelas Secretarias de Estado da Saúde, ou seja, a distribuição não é centralizada pelo Ministério da Saúde. A PDP permitirá a redução de custo do medicamento, já que Farmanguinhos passará a oferecer um produto mais barato às secretarias de saúde.
 

Em seis anos, produção pública atenderá a toda a demanda
 

Segundo o acordo, ao longo de cinco anos Farmanguinhos receberá da Pfizer a tecnologia para a produção deste importante medicamento. A parceria terá a participação ainda da Nortec Química S/A, que será a empresa responsável pela produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) usado na fabricação do medicamento. Esta é uma forma de fortalecer a indústria farmoquímica nacional, pelo fato de possibilitar a internalização de toda a cadeia produtiva do medicamento.
 

A transferência de tecnologia envolve um complexo processo, que passa por transmissão de conhecimento, tecnologia, utilização de novos equipamentos, treinamento de pessoal e assessoramento técnico. No desenho proposto pelo acordo, entre o 4º e 5º anos da PDP, respectivamente 2016 e 2017, Farmanguinhos produzirá 25% desta demanda e a Pfizer os outros 75%. A partir do 6º ano (2018), toda a demanda nacional sairá do parque fabril de Farmanguinhos, o Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM), localizado em Curicica, Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
 

Fonte: Fiocruz/ Por Alexandre Matos/Farmanguinhos
Publicado em 16/06/2014

Mais Artigos...