A luta das mulheres pelo fim de todas as formas de discriminação e violência conta com o apoio irrestrito da Fenafar - Federação Nacional dos Farmacêuticos. Neste ano, em que se renova o Congresso Nacional, governos de estados e a Presidência da República, a discussão sobre os meios para se garantir uma maior participação da mulher na política ganha centralidade.


Por Lia Almeida* e Ronald Ferreira dos Santos**

 


O Brasil ter eleito, pela primeira vez na sua história, uma mulher para ocupar o principal posto de representação do país, não pode e nem deve ser sinônimo de que esta luta chegou ao sem fim. Ao contrário, na mesma eleição que deu a vitória à Dilma Rousseff, reduziu-se a presença feminina no parlamento nacional e estadual.


A sub-representação da mulher na política é reflexo de principalmente dois fatores: preconceito e falta de condições efetivas para garantir a participação da mulher, que no seu dia a dia acumula tarefas e jornadas múltiplas (trabalho, cuidado com o lar e a família, educação).


O preconceito na forma de palavrão


O primeiro passo para se tratar uma doença é detectá-la. Isso vale também para o preconceito, uma chaga social que alimenta o atraso e impede o crescimento da sociedade. O que se ouviu na abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, quando a presidenta Dilma Rousseff foi xingada foi, também, uma manifestação deste preconceito.


O mito do homem cordial e de uma sociedade em que todos são iguais mascara o preconceito. No Brasil, segundo os que seguem esta tese, não há machismo, não há racismo. Mas ele existe e se não for tratado poderá crescer e alimentar a discriminação e o ódio. A Fenafar se solidariza com a presidenta Dilma Rousseff ao passo em que afirma que para que episódios como este não voltem a acontecer é necessário enfrentar um debate profundo no Brasil sobre suas raízes.


Reforma Política e Políticas Públicas


Garantir a presença das mulheres em postos de poder é fundamental para incentivar a discussão sobre o papel e o protagonismo da mulher na sociedade e, principalmente, para ampliar a existência de políticas públicas que elevem a qualidade de vida das pessoas.


Daí a importância de uma Reforma Política que democratize o Estado, que acabe com a influência direta do poder econômico sobre as eleições, aprovando o financiamento público das campanhas, e que implemente o sistema de listas alternadas para a eleição dos parlamentares, com a presença de 50% de mulheres.


Recentemente, realizou-se o Congresso da União Brasileira de Mulheres, que debateu vários destes temas e aprovou uma carta que sintetiza as principais reivindicações das mulheres. Políticas de mobilidade urbana, para diminuir os transtornos de deslocamento nas cidades, garantia de creches em horário extendidos para de fato permitir que as mulheres consigam trabalhar e deixar seus filhos sob os cuidados de uma instituição de ensino, fortalecer o Sistema Único de Saúde e a ampliação de seus equipamentos para de fato oferecer um serviço de qualidade à população estão entre as políticas públicas que merecem atenção do Estado e devem ser tratadas com prioridade no próximo período. Leia a Carta às Mulheres Brasileiras em http://ubmulheres.org.br/component/content/article/1-noticias/898-carta-mulheres-brasileiras-9-congresso.html


A Fenafar apóia todas estas reivindicações e entende que elas fazem parte de uma luta para construir um país com menos desigualdades e mais democracia. Por isso, nestas eleições, mais mulheres na política é uma bandeira avançada e justa.


 *Lia Almeida, diretora de mulheres da Fenafar e presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Paraná
**Ronald Ferreira dos Santos, presidente da Fenafar
Publicado no site da Fenafar em 24/06/2014

Segundo notícia publicada hoje (24) pelo Estadão, o governo federal vai anunciar, no segundo semestre, a abertura de crédito educativo para 25 mil alunos de mestrado e doutorado em faculdades particulares.

 

"O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) da pós, projeto que ganhou força nos debates internos do Ministério da Educação (MEC) nos dois últimos anos, é uma das apostas para ampliar o acesso, como ocorreu na graduação", informa a publicação.

O regime militar no Brasil, que começou com o golpe de 50 anos atrás e perdurou por duas décadas, atingiu também o mundo científico e deixou marcas na Fiocruz. Móveis atirados pela janela, perda de recursos, aumento dos índices de enfermidades como a doença de Chagas, malária e meningite, perda de milhares de peças do acervo de amostras biológicas, documentos queimados, pesquisadores cassados. Esses são alguns exemplos dos problemas vivenciados pelo Instituto Oswaldo Cruz – transformado em Fundação em 1970 – durante a ditadura, período turbulento que pôs em risco a legitimidade de uma instituição que já havia vencido uma série de batalhas no campo da saúde.


A ingerência governamental na instituição começou logo após o golpe civil-militar, com a indicação do médico Francisco de Paula Rocha Lagoa para a diretoria do Instituto Oswaldo Cruz, em 1964. Por determinação do General Castelo Branco, Lagoa substituiu o bacteriologista Joaquim Travassos da Rocha, que dirigia a instituição desde 1962.


Segundo a cientista social e pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Wanda Hamilton, os primeiros atritos aconteceram devido a divergências em relação à política científica e institucional do Instituto. “Enquanto alguns profissionais achavam que a maior parte dos recursos deveria ser destinada para a produção de vacinas, outros viam como prioridade o setor de pesquisa”. Com o golpe, recursos anteriormente destinados para pesquisas foram desviados para outros fins pela presidência, e os pesquisadores tiveram que buscar fontes alternativas, como a Fundação Ford, a Fundação Rockfeler e o CNPq. Porém, os pesquisadores continuaram a ser perseguidos e muitos laboratórios, como o de Hematologia, então coordenado por Walter Cruz, foram fechados por falta de financiamento. “Mesmo os recursos que vinham de fundações internacionais passaram a ser direcionados para alguns poucos projetos de pesquisa [os que eram de interesse da direção]. Isso deixou os laboratórios sem recursos para a manutenção da equipe e infraestrutura”.


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O Ministério da Saúde informou que a detecção do poliovírus selvagem tipo 1, causador da poliomielite, no sistema de esgoto do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), não tem qualquer relação com a vinda de turistas estrangeiros ao país para a Copa do Mundo nem ameaça a erradicação da doença no Brasil.


A assessoria de imprensa ressaltou que a coleta foi feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nos sistemas de esgoto sanitário do aeroporto em março deste ano – bem antes do início do mundial. O monitoramento, segundo a pasta, é considerado de rotina e precisa ser feito para garantir a não circulação do vírus no país.


“O Ministério da Saúde acompanha a situação epidemiológica da poliomielite no mundo e mantém o controle da erradicação da doença com coberturas vacinais superiores a 95%. Desde 1990, não há circulação de poliovírus selvagem da poliomielite no Brasil, resultado das políticas de prevenção e vigilância adotadas pelo governo federal”, informou.


O comunicado destacou que, embora a doença tenha sido erradicada do Brasil, alguns países continuam detectando casos de poliomielite, como Síria, Paquistão, Afeganistão, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Somália e Nigéria. “Esta situação levou a OMS a declarar emergência mundial para garantir a mobilização de recursos e apoio internacional capazes de garantir que a erradicação global da doença seja alcançada”, completou.



“É importante esclarecer que esse achado não significa qualquer mudança na situação epidemiológica do Brasil ou ameaça à eliminação da doença. O Ministério da Saúde reforça a importância de manutenção da cobertura vacinal adequada e da vigilância ativa para todos os municípios. Com o aumento dos deslocamentos internacionais, é esperado que pessoas portando agentes infecciosos presentes em outras partes do mundo circulem no Brasil.”


Fonte: Paula Laboissière - Agência Brasil

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