A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (7), sem vetos, a lei complementar que estabelece o Simples Nacional, mais conhecido como Supersimples – sistema de tributação diferenciado para as micro e pequenas empresas que unifica oito impostos em um único boleto e reduz a carga tributária. Com a atualização da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, cerca de 450 mil empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões poderão ser beneficiadas. Além disso, o Supersimples permite o ingresso de 142 atividades da área de serviços em um novo regime de tributação.
 
O Supersimples estabelece como critério de adesão o porte e o faturamento da empresa, em vez da atividade exercida. Antes, não podiam participar empresas prestadoras de serviços decorrentes de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, entre outras. Agora, profissionais como médicos, advogados, jornalistas e várias atividades do setor de serviços passarão a ser contemplados.
 
Com a aprovação do Simples há, ainda, garantia de entrada única e processo integrado para simplificar a abertura e o fechamento de empresas. O governo pretende ainda, com a criação de um Cadastro Único Nacional, diminuir processos burocráticos aos quais os empresários brasileiros tinham de se submeter.
 
Além disso, será possível dar mais eficiência e velocidade ao processo de abertura e fechamento de empresas e, por meio de um sistema informatizado, será possível garantir a execução de processo único de registro e legalização. Dessa forma, empresas de qualquer porte poderão conseguir, em prazo reduzido, a legalização completa do negócio.
 
“Chamo esse projeto de universalização do Simples”, resumiu a presidenta Dilma Rousseff. “Fica claro que sancionamos o projeto com a incorporação de todas as categorias ao Simples. Agora profissionais como advogados, corretores e fisioterapeutas estão abarcados pela lei, não havendo veto [ao projeto].”
 
Dilma disse que a questão da micro e pequena empresa sempre foi uma das principais preocupações de seu governo, por se tratar de um segmento da economia “que é responsável pela realização de um sonho para as pessoas: ter um negócio e ser o próprio patrão”, disse. “Nossos microempreendedores trarão efeitos muito positivos sobre a sociedade e sobre a economia, nos ajudando a criar o país que todos almejamos, que é o de sermos um país de classe média”, disse a presidenta.
 
“Quando há vontade e uma adequada definição de rumos, boas mudanças acontecem. Isso exige estratégia e prática do diálogo visando à construção de consensos. Foi a única aprovação dessa legislatura por unanimidade. Por isso, podemos dizer que a lei assinada hoje é fruto de um entendimento sobre o que é melhor para o Brasil”, acrescentou.
 
De acordo com o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, o novo Simples “é o embrião da reforma tributária”. Durante a cerimônia de sanção no Palácio do Planalto, Afif lembrou da forma consensual como a matéria foi aprovada pelo Congresso Nacional, o que, segundo ele, demonstra a relevância e a aceitação do tema no país.
 
Afif argumenta que o novo Simples apenas colocou “o óbvio” em prática. “Mas é fundamental dar sequência a essa prática do óbvio”, disse ao lembrar que em 90 dias estarão prontos os estudos que pretendem rever as tabelas do Simples. O documento final desse estudo será um Projeto de Lei de autoria do Executivo, que será apresentado ao Congresso Nacional. "Vamos montar a proposta de lei a quatro mãos para aperfeiçoar ainda mais o sistema”, disse Afif.
 
“O Brasil dos brasileiros está melhor do que o Brasil dos economistas. É exatamente esse subterrâneo que está trabalhando na geração de renda. A micro e pequena empresa responde pelo aumento de renda e emprego, e facilitou a vida. Já já seremos 9 milhões de unidades de negócios. Se cada um puder gerar um emprego, serão 9 milhões de empregos. Isso impacta em 28% na taxa de emprego privado e no lucro familiar de 36 milhões de pessoas”, disse o ministro.
 
O ministro destacou que a lei também prevê a criação do cadastro único das pequenas empresas que entrará em vigor a partir do ano que vem. “[O Supersimples] instituiu o nosso sonho, que é o Cadastro Nacional Único que começa a vigorar a partir de março de 2015 e acaba com a inscrição estadual e municipal.”
 
A nova lei, observou o ministro, também irá possibilitar a redução do prazo para abertura das pequenas empresas, dos atuais 107 dias, para cinco dias. “Vamos ficar entre os 30 melhores países que descomplicam a vida dos seus cidadãos”, disse Afif. “Se hoje é difícil abrir uma empresa, fechar é impossível. Temos milhões de CNPJ inativos. Vamos baixar na hora [o CNPJ]. A lei nos dá esse poder. Desvincula débito fiscal de débito da empresa”, acrescentou.
 
Diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Eduardo Barretto lembrou que essa é a quinta reforma do sistema tributário que “melhora o país”. “As micro e pequenas empresas são responsáveis por 27% do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro; por 52% de todos os empregos com carteira assinada; e por 40% da massa salarial do país. Portanto não há desenvolvimento nesse país se não incluirmos as micro e pequenas empresas na agenda decisiva para o Brasil, visando à competitividade”, argumentou.
 
Os micro e pequenos empresários interessados em aderir ao Supersimples podem obter mais informações no site do Sebrae.
 
Fonte: Agência Brasil

As empresas fabricantes de medicamentos e/ou insumos farmacêuticos localizadas no Brasil têm até o dia 8 de setembro para responder e enviar à Anvisa um formulário com informações relacionadas à complexidade de instalações, processos e produtos, bem como, a relevância de tais produtos para Sistema Único de Saúde.  
 
 
Tais dados serão utilizados como subsídios para tomada de decisões do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) no planejamento das Inspeções Sanitárias, associado ao histórico do cumprimento das boas práticas de fabricação. 
 
 
A decisão foi publicada no dia 24 de julho, por meio do Edital de Requerimento de Informação nº 1/2014. A coleta de informações se dará por meio de preenchimento de formulários eletrônicos. Os estabelecimentos que executem as duas atividades de fabricação elencadas devem preencher os dois formulários.
 
 
Confira o Edital de Requerimento de Informação nº 1 no Diário Oficial da União (DOU) em:
 
http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/servlet/INPDFViewer?jornal=3&pagina=116&data=24/07/2014&captchafield=firistAccess
 
 
Fonte: Gerência-Geral de Inspeção Sanitária (GGINP/SUINP/Anvisa)

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou hoje (6) projeto que prorroga a política de valorização do salário mínimo até 2019. A política em vigor, que prevê ganhos reais acima da inflação, só terá vigência até 2015.
 
Para o relator da proposta na comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), a medida garantirá a continuidade do processo, beneficiando importantes segmentos sociais.
 
Pelo texto, as diretrizes para a política de valorização do salário mínimo serão estendidas de 2016 a 2019, com base no reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e, a título de aumento real, na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
 
A expectativa é que as aposentadorias com valores acima do salário mínimo também tenham ganho real garantido. De acordo com uma emenda apresentada na CAS , o cálculo desse reajuste será feito com base na concessão da variação acumulada do INPC observada no ano anterior, somada à variação do crescimento das remunerações dos empregados informadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações da Previdência Social (GFIP) verificada no penúltimo ano anterior ao da concessão do aumento real dos benefícios previdenciários.
 
A matéria segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde terá decisão terminativa. Com isso, se o texto for aprovado, vai direto para a Câmara, a menos que haja recurso para votação no plenário do Senado.
 
Fonte: Agência Brasil (Karine Melo)

Médicos brasileiros que trabalham na África contam as dificuldades do tratamento e falam sobre o risco da doença chegar no Brasil.
 
Os Estados Unidos anunciaram o envio de 50 especialistas em saúde pública a países africanos que estão sofrendo com o vírus ebola. O surto de ebola que está atingindo a África atualmente é o mais devastador de todos os tempos. Já matou centenas de pessoas.
 
Conheça a luta dos médicos para salvar vidas em um cenário de extrema dificuldade. E saiba também se o Brasil está preparado para o caso de o vírus ebola aparecer no país.
 
O ritual de gente protegida e desinfecção no enterro das vítimas de ebola é um choque na cultura local, mas essencial. Os funerais no oeste da África envolvem as famílias beijando e tocando os corpos por horas seguidas. E assim uma comunidade inteira era contaminada, a partir de um morto.
 
 
Pior epidemia de ebola já registrada
Esta é a pior epidemia de ebola já registrada, tanto em número de casos quanto em mortes.
Começou em fevereiro, no interior da Guiné, matando 346 pessoas. Em dois meses, atingiu a capital, Conacri.
 
Em maio, a epidemia chegou a Serra Leoa, deixando 252 mortos.
Em meados de junho, o vírus se espalhou para a Libéria e matou 227 pessoas.
No mês seguinte, julho, foi a vez da Nigéria anunciar o primeiro doente. Já existem casos não confirmados em Gana, Mali e na Costa do Marfim.
 
 
Cientistas acreditam que o vírus viva nos morcegos da fruta
O vírus ebola foi descoberto apenas nos anos 70, nas florestas da África. Os cientistas acreditam que o vírus viva nos morcegos da fruta, que ocupam as cavernas da região. Nele o vírus não provoca doença. Mas uma fruta meio comida por um morcego e encontrada por outro animal pode dar início à epidemia.
Primatas são muito vulneráveis. Em apenas uma epidemia, mais de cinco mil gorilas morreram. Humanos contraem o vírus ao comer frutas ou caça contaminadas, ou ao manipular um animal morto.
 
 
 
Vírus passa de uma pessoa para outra entrando pelas mucosas
O vírus passa de uma pessoa para outra, entrando pelas mucosas, como os olhos, por exemplo. Por isso os médicos usam tanta proteção.
Em uma vila no interior da Guiné, durante um mês, a médica brasileira Raquel Esteves Soeiro esteve na linha de frente do combate à doença. Todos os médicos e enfermeiros usam roupas de proteção de borracha, cobrem até os olhos.
“Nenhuma parte do corpo fica exposta. E a gente ainda põe um avental na frente, porque se por acaso o paciente que estiver internado tiver vomitando ou tiver diarreia e a gente tiver esse contato com secreção vai ficar ali no avental não vai chegar nem no macacão de borracha.”, explica a média Raquel Esteves Soeiro, do Médicos Sem Fronteiras.  
A cada entrada e saída, um rito. Tudo é desinfectado com cloro. São quase cinco minutos só para tirar a roupa de proteção de maneira adequada.
Hoje, a maior parte dos doentes é atendida pela organização Médicos Sem Fronteiras. O brasileiro Paulo Reis está em Serra Leoa, onde a epidemia está mais forte hoje.
“A situação é muito grave. Muitas pessoas contaminadas, a doença está se espalhando. É uma doença que está destruindo muitas famílias. E isso demanda muitos recursos por parte da nossa organização.”, lamenta o médico Paulo Reis, do Médicos Sem Fronteiras.
 
 
Médicos africanos também foram infectados
Esta semana a situação ficou ainda mais grave. O governo de Serra Leoa decretou estado de calamidade. Por telefone, o brasileiro desabafou: “Um projeto normal, mesmo que você veja muitas pessoas morrendo em uma emergência, a maioria sobrevive. O ebola, infelizmente, a maioria não sobrevive”, diz Paulo Reis.
Por falta de material e treinamento, muitos médicos africanos também foram infectados.
“Está mais complicado. Agora a gente está com um problema, alguns funcionários da saúde do governo ficaram doentes também, então eles estão fechando o centro deles. Então basicamente está mais complicado. Agora o único centro é o nosso. Então, as coisas não estão indo muito bem por enquanto”, conta o médico Paulo Reis.
A Organização Mundial de Saúde fez um alerta para o agravamento da epidemia.
O risco é no mundo todo, um passageiro assintomático que viaje carregando o vírus. Mas isso não significa que haverá epidemia.
 
 
Infectologista fala sobre o risco do ebola chegar ao Brasil
 
Fantástico: O ebola vai chegar ao Brasil?
Otília Lupi, infectologista: Tem uma chance grande da gente ter casos e certamente a gente vai investigar casos suspeitos.
 
Fantástico: Qual é o risco que nós temos que isso se torne uma epidemia grave como está nesses países Serra Leoa, Guiné e Libéria?
Otília Lupi: Muito pequena. Praticamente nenhum. A gente não precisa ficar tão assustado assim. Está fora do controle em uma pequena região de muito difícil controle na verdade de qualquer doença. Esse é apenas mais uma.
Esta semana os Estados Unidos mandaram buscar um médico e uma missionária americanos, que foram infectados tratando pacientes na África e já estavam bastante doentes.
 
Médicos garantem que o Brasil está preparado para evitar epidemia
Cuidados por médicos protegidos, os americanos levam o ebola para o país, sabendo que podem impedir que o vírus se espalhe. O Brasil também está preparado para evitar uma epidemia, garantem os médicos da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio.
Nossa rede de prevenção e contenção de epidemias que está entre as melhores do mundo.
 
Fantástico: A gente precisa ter medo de ebola?
Otília Lupi: A gente deve ter muito respeito. A gente deve se preparar com muita seriedade, porque certamente vai ser o desafio de lidar com o medo da população como um todo. Porque tem todo um imaginário por trás disso. Mas a gente tem que saber também que a gente tem uma estrutura que é capaz de vencer esse desafio.
Um mito é que o contágio acontece pelo ar.
 
Fantástico: Se eu estivesse contaminada com o vírus, eu poderia só na conversa passar esse vírus para você?
Otília Lupi: Na verdade, não. Não é assim. Precisa realmente um contato. Nesses países até se aboliu o hábito de se abraçar as pessoas, de se beijar.
“É um vírus bem contagioso, ele pega por secreção, então é vômito, diarreia, suor, sangue, lágrima”, diz Raquel.
 
Sintomas parecidos com a gripe ou dengue hemorrágica
O ebola começa com sintomas parecidos com a gripe ou dengue hemorrágica: dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza, febre alta, dor de garganta. Em seguida vem vômitos, diarreia, coceiras e manchas no corpo. Fígado e rins são afetados. Nos casos mais graves, há hemorragia, tanto nos órgãos internos como sangramento pelo nariz e pela gengiva. Quanto mais avançada a doença, maior a concentração de vírus e mais fácil o contágio.
Não há remédio contra o vírus que atinge igualmente adultos e crianças.
“Essa foi a parte mais difícil. Porque a criança se ela é suspeita, a mãe não pode entrar com ela, ela pode se contaminar”, diz Raquel.
 
 
Diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura
Como numa gripe, o diagnóstico precoce e cuidados básicos como manter o paciente hidratado e alimentado, aumentam muito as chances de cura. Na epidemia de 1995, no antigo Zaire, a mortalidade era de 90%. Hoje está em 56%.
“Não é sempre que o paciente vai conseguir sair vivo do centro de tratamento. Então quando a gente pode dar uma alta, é uma alegria”, conta Raquel.
O adolescente recebe a notícia de que está curado. Antes da alta tem um banho de água clorada e roupa nova. A velha será queimada. 
“E aí fica sempre alguém da equipe esperando do lado de fora, do centro de tratamento, para poder abraçar esse paciente e mostrar que ele não é mais contagioso, que ele não vai mais contaminar ninguém, para ele não ficar estigmatizado pela comunidade”, explica Raquel.
Antes de ir embora, um rapaz é treinado para ser agente de saúde. A cura o deixou imune a esse vírus. É como ele estivesse vacinado. A felicidade do rapaz é distribuída em acenos na chegada à vila. O atestado de alta é exibido com orgulho. Afinal, ele enfrentou a morte, e venceu.
 
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

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