No dia 22 de agosto, entre 18h30 e 20h, será realizada no Auditório do Sinfarmig: Rua dos Tamoios, 462, sala 1205, Centro – BH, a palestra: Farmacêutico - do conhecimento técnico a uma visão e atitude do gestor.

O palestrante é o professor doutor Lincoln Marcelo Lourenço Cardoso, do ICQT. Entrada Franca!

 

 

 

 
 
ATENÇÃO FARMACÊUTICOS
 
O SINFARMIG, em parceria com o Grupo IDEAL, sorteará uma Bolsa de Estudos Integral, incluindo material, para o cursinho preparatório para o concurso público de Fiscal Sanitário Municipal de Belo Horizonte - nível superior, Turma 1418 -,  que será realizado na Rua Juiz de Fora 231 A , Barro Preto, Belo Horizonte. 
 
 
Os interessados deverão encaminhar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. contendo nome, e-mail e telefone para contato.  Poderão concorrer ao sorteio os sindicalizados que estiverem em dia com o Sinfarmig.
 
 
O resultado do sorteio será no dia 11 de agosto. Participem!
 
 
Contatos www.grupoidealbr.com.br  (31) 3284-2021 – (31) 8797-0110

Com um grupo de mães e bebês, o Ministério da Saúde lançou hoje (7) a Campanha de Amamentação de 2014, cujo lema é "Amamentação: um ganho para a vida toda". O objetivo é estimular as mães a amamentarem seus filhos até 2 anos de idade ou mais, e a darem apenas leite materno até os 6 meses de vida dos bebês.
 
Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos seis anos o número de crianças alimentadas exclusivamente pela amamentação até os 6 meses subiu 10,2%. Em 2008, 41% das mães brasileiras só alimentavam seus filhos assim. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o leite materno pode reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos, mais do que pode ser evitado com vacinação ou saneamento básico.
 
O leite materno é o único alimento indicado para crianças até 6 meses, porque supre todas as necessidades da criança, inclusive de água. Além disso, o leite protege de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de possibilitar o fortalecimento dos vínculos entre a mãe e o bebê.
 
No lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltou também a importância da doação de leite materno para filhos de mães que não conseguem amamentar. O ministro frisou que a campanha pretende dialogar também com empregadores, para criar salas ou ambientes de apoio à amamentação. "A volta ao trabalho é um momento complicado e temos que apoiar as mães nessa hora", disse.
 
Para a manicure Raquel Ferreira, de 30 anos, amamentar a filha Nicoly de 1 ano e 3 meses, é um momento especial e único. "É um laço só nosso, um momento de troca de carinho, de amor".  Raquel diz que tem muito leite e vai amamentar até quando a filha não quiser mais. Além disso, a mãe doa leite excedente para bancos de leite.
 
A atriz Nívea Stelmann, que está amamentando a filha Bruna de 4 meses e amamentou Miguel até depois do primeiro ano de vida, é a madrinha da campanha. Nívea aconselha as mães que não conseguem amamentar a terem calma e pedirem ajuda. "No começo é difícil para todas e, se por acaso não conseguir, é preciso buscar o banco de leite".
 
A campanha faz parte da 22º Semana Mundial de Amamentação, comemorada em mais de 170 países no mundo.
 
 
Fonte: Agência Brasil

Na agricultura, bactérias causadoras de doenças em insetos (as chamadas bactérias entomopatogênicas) são utilizadas com frequência para a eliminação de pragas. Diferentemente dos inseticidas químicos, elas atuam de forma mais direcionada, agindo apenas contra determinadas espécies, e não representam risco para a saúde das pessoas. Por estes mesmos motivos, a estratégia é considerada uma possível arma também para o combate a insetos transmissores de doenças. No entanto, um estudo divulgado na revista científica Parasites and Vectors, sugere que essa abordagem pode ser contraindicada para enfrentar a leishmaniose. A pesquisa aponta que a presença do parasito Leishmania, causador da enfermidade, pode proteger os insetos transmissores da doença contra uma infecção bacteriana potencialmente letal. Os resultados, que pela primeira vez constataram que a infecção pela Leishmania pode ser vantajosa para o inseto, foram obtidos por cientistas das universidades de Lancaster e Liverpool, na Inglaterra, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e das universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e do Piauí (UFPI).   
 
 
“Nossa descoberta reforça a necessidade de cautela no desenvolvimento de estratégias de controle do vetor da leishmaniose. Ao utilizar uma bactéria para combater os insetos, pode-se favorecer aqueles que carregam o parasito. Assim, mesmo que o total de vetores diminua, o percentual de infectados vai crescer, aumentando a chance de disseminação da doença”, afirma o pesquisador Fernando Genta, do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos do IOC/Fiocruz e um dos autores do artigo.
 
 
No estudo, os pesquisadores utilizaram flebotomíneos da espécie Lutzomyia longipalpis, principal inseto responsável pela transmissão da leishmaniose visceral no país, além de atuar na transmissão da forma cutânea da doença. Um grupo desses insetos foi alimentado com sangue infectado pelo parasito Leishmania mexicana. Algum tempo depois, eles ingeriram uma solução contendo a bactéria Serratia marcescens, que possui alta letalidade para estes insetos. O segundo grupo recebeu apenas a solução com a bactéria. Comparando os dados, os cientistas verificaram que os flebotomíneos infectados pela Leishmania tiveram uma taxa de sobrevivência cinco vezes maior: 56% contra apenas 11% no grupo sem o parasito.
 
 
Ação probiótica
O coordenador da pesquisa, Rod Dillon, da Universidade de Lancaster, afirma que, uma vez estabelecida no intestino dos insetos, a Leishmania passa a atuar como os micro-organismos probióticos, conhecidos por regular a flora intestinal, beneficiando a saúde. “Nós estávamos avaliando o uso de bactérias para impedir a propagação da leishmaniose, mas verificamos que a Leishmania funciona como um tipo de probiótico e reduz a mortalidade dos insetos”, declara.
 
 
De acordo com Fernando, os resultados alteram a forma como os cientistas percebem a interação entre o parasito e o vetor. “A Leishmania sempre foi vista como um parasito que prejudica o flebotomíneo. As fêmeas infectadas põem menos ovos e têm dificuldade de se alimentar. Porém, esse pode ser um mal menor em comparação a uma situação em que o inseto esteja combatendo uma bactéria entomopatogênica”, avalia.
 
 
Do ponto de vista evolutivo, a proteção conferida aos insetos pela presença da Leishmania pode ser um estímulo para que uma parcela da população de flebotomíneos seja mais suscetível à infecção pelo parasito. “Em áreas endêmicas para leishmaniose, geralmente apenas 1% dos insetos são infectados. A longo prazo, esta característica pode ser interessante para o flebotomíneo, pois permite que a espécie sobreviva no caso de disseminação de uma bactéria entomopatogênica”, esclarece.
 
 
Casos são frequentes no Brasil
O Brasil é um dos seis países que concentram mais de 90% dos casos de leishmaniose no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta 1,3 milhão de pessoas anualmente, causando cerca de 30 mil mortes.  A forma mais frequente da patologia é a leishmaniose tegumentar americana, que provoca lesões na pele (leishmaniose cutânea) e, com menor frequência, nas mucosas do nariz e da boca (leishmaniose mucocutânea). Já o tipo mais grave da doença é a leishmaniose visceral – também conhecida como calazar –, que afeta os órgãos internos, especialmente o fígado, o baço, os gânglios linfáticos e a medula óssea.
 
 
A infecção pode ser causada por diferentes espécies de parasitos do gênero Leishmania. Além do homem, podem ser infectados animais silvestres e domésticos, sendo que os cães são os mais frequentemente envolvidos na propagação da doença. Os insetos transmissores (flebotomíneos) contraem o parasito ao sugar o sangue de bichos ou pessoas doentes e propagam a infecção ao picar outros indivíduos. Embora exista tratamento para a infecção humana, o parasito não é eliminado dos animais com medicamentos. Por isso, cães e outros bichos podem se tornar reservatórios do parasito e é recomendada a eutanásia dos animais diagnosticados.
 
 
Atualmente, não existem estratégias para combater os insetos transmissores da leishmaniose. Na forma adulta, os flebotomíneos medem cerca de 2 milímetros e encontrar suas larvas e pupas na natureza é muito difícil. Nas áreas endêmicas da doença, são indicadas medidas de proteção, como uso de repelentes, utilização de mosquiteiros e instalação de telas nas janelas, para evitar o contato com os insetos.
 
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

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