Após várias reuniões entre o SINFARMIG e o sindicato patronal (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Estado de Minas Gerais - Sindhomg), foram concluídas as negociações coletivas de trabalho para vigência em 2014/2015 na segunda-feira, 15/09.
 
Ficou definido que os salários dos empregados abrangidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) serão reajustados a partir de 1º junho (data-base) de 2014, mediante aplicação do percentual de 6,0%. A CCT garante a manutenção das cláusulas já conquistadas nos anos anteriores. A Convenção 2014/2015 estará disponível no site do Sinfarmig assim que for homologada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
 
O reajuste de 6% será aplicado retroativamente ao mês de junho. As diferenças dos meses de junho e julho serão pagas com o salário corrigido de setembro e o reajuste aplicado ao salário de agosto será incorporado ao salário corrigido de outubro. 
 
“Consideramos que adiar mais essa negociação poderia impor mais prejuízo à categoria em função da dificuldade de diálogo com o Sindhomg. No ano passado, isso ocorreu quando o patronal arrastou as negociações durante meses impondo à categoria um reajuste injusto e defasado. Não houve correção referente à data-base e o aumento ficou restrito aos salários pagos a partir do mês de outubro de 2013”. A avaliação é da farmacêutica hospitalar Silvana Boson, diretora do Sinfarmig que esteve presente na reunião de negociações nesta segunda-feira.   
 
Patronal insiste na intransigência  
 
Segundo a diretora do Sinfarmig, Júnia Lelis, ampliar avanços nas negociações com o Sindhomg vem exigindo determinação e paciência dos farmacêuticos hospitalares e da diretoria do Sinfarmig visto que a diretoria do patronal optou por nunca comparecer às reuniões. “A tática é a de se fazerem-se representar por seu advogado que cumpre o papel de transmissor das decisões da diretoria”, explica.
 
Conforme Júnia, a mensagem é passada pelo assessor jurídico sempre com a ressalva de que não está autorizado a discutir nenhuma outro ponto apresentados pelos farmacêuticos na pauta de várias reivindicações da categoria. Como de praxe, o advogado limita-se a apresentar contrapropostas medíocres e sempre abaixo dos valores de correção da inflação do período. 
 
“Por causa dessa intransigência e da negativa em negociar do Sindhomg, o Sindicato dos Farmacêuticos buscou a intermediação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - para avançar nas negociações. A expectativa era de que mediação da SRTE nos ajudasse a colocar um ponto final nas negociações com  a celebração de um acordo justo e digno para os farmacêuticos hospitalares”, desabafa.
 
Reclamação registrada em ata
 
Diante das denúncias de recusa dos diretores do Sindhomg em negociarem com o Sindicato dos Farmacêuticos, a mediadora da SRTE, Alessandra Parreiras, fez constar na ata desta quarta reunião intermediada pelo MTE, a reclamação do Sinfarmig.
 
“(...) foi dada a palavra ao sindicato profissional, cujos representantes, após reunião em separado, informaram que assinarão a CCT 2014/2015 nas bases propostas pela entidade sindical econômica, embora insatisfeitos com a trajetória histórica das negociações, apelando, em especial, para que nos próximos anos haja diretor do sindicato patronal presente e a participante nas reuniões durante todo o processo negocial, o INPC seja o patamar mínimo para início das tratativas e seja considerada a importância, a responsabilidade, as atribuições, a necessidade de especialização e atualização permanente e os elevados custos que exigem essa qualificação, entre outros aspectos, que tornam os profissionais farmacêuticos merecedores de maior respeito e atenção por parte da entidade que representa seus empregadores”, diz a ata da reunião.
 
Imprensa Sinfarmig

 
O evento de Avaliação dos 10 anos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF), realizado em Belo Horizonte na sexta e no sábado (12 e13), reuniu importante  número de participantes muito interessados em contribuir com o encontro. O público se envolveu intensamente nos debates e reflexões. 
 
 
A diretora Sudeste da Fenafar e do Sinfarmig, Júnia Lelis, organizadora da PNAF/MG, ficou animada com os resultados. “Em Minas Gerais tivemos uma participação muito grande e diversificada e os colegas estão de parabéns pela adesão e pelo comprometimento. Espero que este diagnóstico feito traga reais avanços para a PNAF e melhore a qualidade de vida do povo brasileiro”.
 
 
A disposição do público de comparecer em bom número na manhã de sábado não deixou de surpreender a diretora da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Célia Chaves – “é muito bom ver esses “ficantes” que venceram a tendência do esvaziamento nesse sábado ensolarado”,  brincou a professora. 
 
 
Abertura
 
Na sexta-feira, o evento foi aberto pelo vice-presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos e diretor do Sinfarmig, Rilke Novato Públio que, após passar a palavra aos membros da mesa, reiterou a todos que a Oficina seria uma oportunidade diferenciada de analisar uma política nacional de saúde, uma vez que eventos como as conferências se incumbem de fazer propostas e não de avaliar avanços e desafios das políticas como era objetivo daquele encontro em Belo Horizonte. 
 
 
As Oficinas da PNAF estão sendo realizadas nas cinco regiões do Brasil e contemplarão 15 estados, a de Minas Gerais foi a sétima. O objetivo dos eventos é avaliar os 10 anos Política Nacional de Assistência Farmacêutica  fazendo uma interface com as demais políticas de saúde e com o controle social buscando identificar os avanços obtidos e os desafios. 
 
 
Em dezembro haverá uma grande oficina Nacional em Brasília na qual as avaliações das oficinas estaduais serão compiladas formando um material rico que servirá de orientação para os delegados que participaram da 15ª Conferência Nacional de Saúde em 2015. 
 
 
Após a abertura oficial do evento, a professora Célia Chaves fez um apanhado histórico do movimento que antecedeu a criação da PNAF como os congressos da Fenafar  e destacou pontos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica que, segundo ela, “muitas pessoas podiam não conhecer”. Ela enfatizou que a PNAF tem princípios que são os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser norteadora para as políticas para garantir intersetorialidade necessária à saúde.  
 
 
Os participantes foram distribuídos nos grupos: Gestão, Recursos Humanos, Financiamento, Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Acesso, este com o maior número de participantes.  Os presentes foram orientados a manifestarem suas avaliações sobre os resultados da PNAF de acordo com a própria percepção acerca do tema que escolheram para debater.
 
 
Assim como em outras Oficinas que vêm sendo realizadas no Brasil sobre a PNAF, em BH o maior número de participantes estava ligado ao segmento público da saúde, mas o segmento privado também teve representação, como uma farmacêutica de 23 anos contratada em seu primeiro emprego para uma grande rede de drogarias.
 
 
A profissional, que preferiu não se identificar, defende mais humanização para a assistência farmacêutica privada e acha que há ‘drogarias melhores e piores’, no sentido que algumas permitem um trabalho mais aprofundado do farmacêutico junto à clientela. “Quero experimentar essa vivência da drogaria. Pode ser que me frustre também”, admite, dizendo que se isso vier a acontecer, deverá buscar outro caminho na profissão.
 
Grupos 
 
 
O primeiro grupo a encerrar a discussão foi o da gestão, com segundo maior número de participantes.  “O gestor apareceu tanto como oportunidade como ameaça à Política Nacional de Assistência farmacêutica uma vez  que a atuação dele tanto pode ser positiva como comprometedora da política”, explicou a relatora Kelli Engler Dias. Também foram consideradas forças para a Gestão da PNAF os programas de AF dos estados e da União. Uma ameaça à Política, citada por vários integrantes do grupo, é a pressão da indústria farmacêutica fazendo prevalecer seus interesses sobre os da coletividade. Os recursos humanos, em termos de gestão, foram avaliados como deficientes, carecendo de capacitação, segundo os membros do grupo. 
 
 
“O financiamento foi elogiado como força ou considerado um impasse para o acesso à assistência farmacêutica, dependendo da experiência dos integrantes do grupo”, explicou o relator, Jans Bastos, farmacêutico e pesquisador. O descompasso entre as esferas de governo responsáveis pela gestão da AF (União, estado e municípios) foi apontado como dificultador do acesso e causa de burocracia. 
 
 
A Lei 13021, sancionada em agosto e que eleva o estabelecimento farmacêutico a prestador de serviços de saúde, foi considerada uma força capaz de promover mais acesso à AF, assim como os Programas Farmácia de Minas e Farmácia Popular do governo federal. A falta de capacitação ou a ausência de profissionais foram apontadas como uma fraqueza da PNAF, assim como uma oportunidade de melhorar o acesso,  o aumento do número de cursos de capacitação. A eleição de candidatos alinhados ou não com a PNAF foi considerada tanto oportunidade como ameaça ao acesso, conforme o relator.
 
 
Para o grupo que avaliou os Recursos Humanos, a PNAF vem se mostrando uma estratégia acertada porque possibilitou o aumento da demanda por serviços e a melhoria do acesso a esses serviços, impondo a necessidade de mais pessoal capacitado. 
 
 
“Eles constatam que a PNAF é fortalecedora do SUS como estratégia para garantir qualidade à saúde da população brasileira”, resumiu o oficineiro do grupo RH, Márcio Batista, presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Ceará.  Ele destacou que o grupo considera que a Política  trouxe a necessidade de contratar pessoal com a visão voltada para a assistência farmacêutica bem como a de educar esses profissionais continuamente para assegurar qualidade aos serviços e a manutenção de infraestrutura necessária à implantação da PNAF. 
 
 
Segundo Márcio, o grupo constatou que a PNAF pode ser fragilizada se ficar dependente do resultado de eleições dos governantes por isso a sugestão é de que se criem estratégias para o fortalecimento de ações, para que elas tenham continuidade. A terceirização é considerada ameaça porque precariza os serviços e tira a possibilidade de uma carreira de estado para os profissionais de saúde. “Isso leva a condições não decentes de trabalho”, conclui o farmacêutico.
 
 
Discutir o financiamento da Política Nacional de Assistência Farmacêutica não foi considerada uma tarefa das mais fáceis para quem optou por avaliar o tema. “Foi um grupo pequeno e tirando quem trabalha na área, os demais desconhecem como se dá a utilização dos recursos”, ponderou Lavínia Magalhães, outra oficineira convidada, vice-presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Ceará. 
 
 
De acordo com ela,  as possibilidades de se buscarem investimentos de fontes externas aos governos, como empresas e organismos de fomento internacionais foram citadas como oportunidade de financiamento da PNAF.  O Programa Farmácia Popular foi considerado positivo porque permitiu o financiamento do acesso e por outro lado, criticado “porque alguns entendem que esses recursos deveriam ser usados no financiamento do SUS”, detalha Lavínia. 
 
 
A falta de transparência na aplicação dos recursos foi considerada fraqueza assim como a carência de recursos para a estrutura da AF a exemplo de treinamento de pessoal.  
 
 
Assim como o grupo do Financiamento, o de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, mesmo com menor procura pelos participantes, debateu intensamente as percepções manifestadas por seus integrantes. “O ideal era que as pessoas viessem para a Oficina falar de sua percepção sobre o assunto a partir de sua vivência do assunto”, adiantou a oficineira Célia Chaves. Ela disse que o perfil dos dois grupos, financiamento e Desenvolvimento Científico e Tecnológico, será importante elemento de diagnóstico da PNAF a constar no relatório final sobre as oficinas. “É interessante saber por que a Política ainda não sensibilizou os pesquisadores das universidades públicas, por exemplo porque, como sabemos, hoje a imensa maioria da pesquisa científica realizada no país é fruto de investimento dos governos”, disse. 
 
 
Entre as críticas formuladas pelo grupo, que teve um representante da Fundação Ezequiel Dias (Funed), destacaram-se o pouco investimento em pesquisa voltada para a produção de insumos e medicamentos, assim como a dependência de matérias primas que impede a criação de condições para produção a custos menores. A dependência brasileira dos grandes laboratórios farmacêuticos também foi citada pelo grupo. 
 
 
Lei 13021/2014 – a luta continua
 
Após o encerramento do trabalho dos grupos, na sexta-feira, aconteceu uma roda de conversa sobre a Lei 13021. O vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato, destacou que a lei traz ganhos efetivos aos profissionais, mas sublinhou que esses avanços só vão se transformar em realidade com a disposição firme da categoria em continuar mobilizada. 
 
 
“A luta não acabou com a aprovação da Lei 13021”, disse a professora Célia Chaves, especialista em legislação farmacêutica. “Dezenas de projetos de leis foram feitos, entre 1973 e 1994, para tirar os farmacêuticos das farmácias. Estaremos sempre sendo ameaçados pelos interesses do mercado”, completou. O Projeto de Lei 8345, apresentado pela ex-senadora Marluce Pinto em 1994, ensejou o substitutivo ao PL pelo deputado Ivan Valente que tramitou durante 20 anos na Câmara até ser votado pelo Congresso neste ano, dando origem à Lei 13021/14.    
 
 

A Anvisa determinou, nesta terça-feira (16/09), a apreensão e inutilização, em todo o país, dos lotes CC21236 e CC21237, que se encontrem em estabelecimentos que não sejam órgãos públicos, do medicamento Hormotrop (somatropina), apresentação de 12 UI Pó Liófilo Injetável. A empresa detentora do registro do medicamento, o Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo Ltda., informou que existem unidades falsificadas do medicamento disponíveis no mercado, já que os lotes legítimos foram distribuídos apenas para órgãos públicos.
 
 
Também foi determinada a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso do produto Coletor de Perfuro-cortantes, fabricado e comercializado pela empresa JSM Indústria e Comércio de Produtos Manufaturados Ltda. A medida é por conta do produto estar sendo comercializado sem possuir o devido registro na Agência.
 
 
O produto Deslip (chytosan + associações)também foi suspenso. O produto não possui registro e a embalagem cita a empresa Fitobras – Indústria e Comércio de Produtos Fitoterápicos como fabricante, mas não informa o endereço da empresa. Além disso, o número do Cadastro Nacional de Pessoa Júridica (CNPJ) é inválido.
 
 
Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa
 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária disponibiliza um novo espaço para a discussão de temas referentes à segurança do paciente em serviços de saúde. A partir de hoje, 15, profissionais de saúde, pacientes, familiares e acompanhantes podem utilizar o site para notificar e obter esclarecimentos sobre eventos adversos em clínicas e hospitais. O site Segurança do Paciente pode ser acessado neste link.

 

 

Para os profissionais de saúde, o site disponibiliza alertas, publicações e um ambiente para divulgação de eventos científicos nacionais promovidos pelas  vigilâncias sanitárias de estados e municípios e pelas coordenações de Controle de Infecção Hospitalar. Ainda oferece um local específico para realizar as notificações de incidentes e eventos adversos, infecções relacionadas à assistência à saúde, agregados de casos e surtos em serviços de saúde.

 

Já para os cidadãos, o sistema disponibiliza material sobre o tema Pacientes pela Segurança do Paciente, além de um formulário para a notificação de problemas que ocorreram com o uso de produtos para a saúde, medicamentos, sangue e hemoderivados. Possibilita, também, a notificação de outros eventos que ocorreram durante à assistência à saúde em serviços de saúde, como quedas de pacientes, falhas durante as cirurgias e lesões de pele durante a internação.

 

Todas as informações notificadas pelos profissionais de saúde e pelo cidadão serão importantes para que o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária conheça a realidade nacional e possa traçar estratégias para a redução de falhas durante a assistência aos pacientes e contribua para melhoria da qualidade nos serviços de saúde brasileiros.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

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