A Anvisa lança, nesta quinta-feira (18), dois programas de monitoramento da qualidade de medicamentos e produtos para saúde no Brasil.

 

O Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos (Proveme) vai analisar, inicialmente, amostras mensais dos medicamentos do Aqui Tem Farmácia Popular e Farmácia Popular. Já o Projeto Monitoramento de Materiais de Uso em Saúde Comercializados no Brasil irá monitorar produtos para saúde disponíveis no mercado, tais como implantes ortopédicos, implantes de mama e equipamentos.


As informações geradas no âmbito dos dois projetos serão registradas no sistema SGAWeb, que também será lançado nesta quinta-feira.  Nele, os laboratórios poderão registrar as amostras recebidas, os resultados de análises e laudos analíticos emitidos.

 

O sistema começou a ser desenvolvido em 2011 pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), em parceria com a Anvisa. O objetivo é que o SGAWeb seja utilizado por  todos os laboratórios que compõem a rede de laboratórios de vigilância sanitária, abrangendo os laboratórios centrais, regionais, municipais, além da rede credenciada.

Outro lançamento previsto para esta quinta é o Centro de Gerenciamento de Informações sobre Emergências em Vigilância Sanitária (eVISA). Este centro é uma nova unidade na Anvisa,  que organizará o processo de captação, monitoramento e resposta a emergências em vigilância sanitária. O eVISA  foi inspirado na concepção da Rede Global de Alerta e Resposta para Emergências em Saúde Pública, constituída por centros instalados em vários países e na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra, e que tiveram impulso com a implementação do Regulamento Sanitário Internacional.


Fonte: Imprensa Anvisa

“Já me senti culpada por achar que meus filhos mamaram pouco”. A frase, da administradora de empresas e mãe de cinco crianças, Tainah Nóbrega, reflete o resultado de uma pesquisa divulgada esta semana, que aponta que as mães brasileiras são as que se sentiriam mais culpadas caso não amamentassem seus bebês.

 

Realizada com mais de 13 mil mães e gestantes, em nove países (Brasil, China, França, Alemanha, Hungria, México, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos), a Pesquisa Global Lansinoh Sobre Amamentação 2014 fornece um olhar sobre as atitudes em torno do aleitamento materno, assim como o comportamento de amamentação entre as mães atuais.

 

Apesar de descortinar algumas diferenças culturais – como a forma de encarar a amamentação em público – no geral, há uma conformidade de atitudes em torno do aleitamento materno. “Ao mesmo tempo em que essa pesquisa destaca o que é diferente no mundo, ela também aponta o que é igual, demonstrando que a amamentação realmente é uma experiência universal”, opina Kevin Vyse-Peacock, CEO da Lansinoh Laboratories, Inc.
A culpa materna, de acordo com a pesquisa, não é exclusividade das brasileiras.

 

Apesar de terem ficado no topo da lista, com 93% das entrevistadas respondendo que sentiriam culpa caso não pudessem amamentar, a maioria das mães de 8 entre os 9 países também disseram que sim. Apenas na Alemanha, a maioria das mães afirmou que não se sentiria culpada (61%). No caso de Tainah, o tempo foi um ótimo aliado para minimizar o sentimento de culpa. “Achava que eu poderia ter insistido mais, apesar de todos terem mamado cerca de 10 meses. Mas hoje vejo claramente que cada um mamou o quanto quis, com livre demanda. E todos pararam do seu jeitinho, no seu tempo”.

 

Confira outros dados revelados pela pesquisa:

 

- A grande maioria das mães, em todos os países pesquisados, afirmaram que os benefícios da amamentação na saúde da criança são o principal motivo para que elas amamentem. No Brasil, 97% das entrevistadas escolheram esta opção e, apenas 4%, enxergam como mais importante a amamentação como uma forma de criar um laço especial com seus bebês.  

 

- No Brasil, não há porcentagem de mães que acreditam que a amamentação deva ser deixada de lado. Porém, 2% das mulheres afirmaram não ter amamentado nunca seus bebês. A maioria das brasileiras (41%) acreditam que um bebê deva ser amamentado por um período de 6 a 12 meses e 33% amamentaram por esse período.

 

- Acordar à noite para amamentar está entre as três principais dificuldades relatadas pelas entrevistadas dos nove países. Este é um problema para 44% das brasileiras entrevistadas. A dor associada com a amamentação (47%) e aprender a amamentar no início (33%) também são grandes desafios para as mães brasileiras.

 

- Para 20% das mães da Turquia, amamentar em público é errado, enquanto apenas 2% das brasileiras pensam da mesma maneira. Por outro lado, a amamentação em público é algo mais natural nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Brasil. Por aqui, 55% das mães acham que a amamentação em público é algo perfeitamente natural.

 

Fonte: Portal EBC – Autor: Bruna Ramos - 18.09.2014

“A farmácia como unidade de prestação de assistência farmacêutica e à saúde” é o tema da edição de 2014 do Prêmio Jayme Torres de Farmácia, realizado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). O prazo para envio de trabalho começa no dia 15 de setembro e segue até o dia 14 de novembro. O resultado será divulgado até o dia 5 de dezembro.
 
 
O Prêmio é concedido, anualmente, pelo CFF e foi criado como forma de incentivar a produção intelectual, no setor, por meio de artigos assinados por profissionais e estudantes de Farmácia de todo o país. O Jayme Torres contempla as categorias Profissional (para farmacêuticos), e Jovem Farmacêutico (para acadêmicos de Farmácia), e tem o objetivo de identificar, reconhecer e difundir experiências que melhorem as condições de saúde da comunidade.
 
 
A premiação será concedida aos dois primeiros classificados da categoria Farmacêutico e ao primeiro classificado da categoria Estudante de Farmácia. O primeiro classificado, da Categoria Farmacêutico, receberá R$ 6.000,00 (Seis mil reais), Certificado e Troféu; O segundo classificado receberá R$ 4.000,00 (Quatro mil reais), Certificado e Troféu; e o primeiro classificado da Categoria Estudante de Farmácia receberá R$ 4.000,00 (Quatro mil reais), Certificado e Troféu.
 
 
Acesse o edital completo em: 
http://www.cff.org.br/userfiles/file/noticias/PR%C3%8AMIO%20JAYME%20TORRES%202014%20-Edital,Regulamento%20-%20Modificado%202014.pdf 
 
 
Fonte: Comunicação CFF
 

JULIANA VINES – Folha de S.Paulo - 17/09
 
Os adoçantes artificiais podem ter zero calorias, mas estão longe de serem inofensivos, de acordo com um estudo publicado hoje na revista "Nature".
 
A pesquisa relaciona o uso das substâncias com um maior risco de desenvolver intolerância à glicose –quando o organismo não produz insulina suficiente–, considerada o primeiro estágio da diabete. E termina com uma afirmação polêmica: os adoçantes podem contribuir com o aumento da epidemia de obesidade e diabete -o que, a princípio, deveriam ajudar a combater.
 
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, fizeram uma série de testes com ratos e dois estudos em humanos.
 
Primeiro, dividiram os ratos em grupos: parte deles tomou algum tipo de adoçante (sacarina, aspartame ou sucralose) e outra parte água ou açúcar. Aqueles que tomaram adoçante desenvolveram intolerância à glicose.
 
Depois, para tentar descobrir por que isso acontecia, estudaram os efeitos das substâncias na flora intestinal dos animais.
 
"Decidimos testar essa hipótese porque vários estudos já relacionaram alterações na microbiota intestinal com distúrbios metabólicos, como obesidade e diabete", disse Eran Segal, um dos coordenadores do estudo, durante coletiva de imprensa.
 
Segundo ele, como boa parte dos adoçantes não é digerida é comum pensar que as substâncias são inertes para o organismo.
 
"Não é bem assim. Ao atravessar o estômago, elas encontram no intestino um imenso ecossistema de bactérias, que tem um papel muito importante na nossa saúde e pode metabolizar coisas que nosso organismo não metaboliza."
 
Só a sacarina foi testada nessa etapa e, de novo, a hipótese se confirmou. Os animais que ingeriram o adoçante tiveram alterações tanto na composição quanto na função da flora intestinal.
 
"Provamos isso de vários jeitos. Demos antibióticos aos animais como uma forma de reverter os efeitos dos adoçantes e fizemos 'transplante' de microbiota e essa transferência induziu a intolerância à glicose em animais que não ingeriram a substância", disse Eran Elinav, também coordenador do trabalho.
 
Ao analisar a composição da flora dos ratos que tomaram adoçante, os pesquisadores observaram que algumas bactérias tinham proliferado, enquanto outras estavam em menor número.
 
"Não investigamos por que isso acontece, mas acreditamos que as substâncias induzam uma vantagem competitiva em certos tipos de bactéria e isso desequilibra o ecossistema. Outra possibilidade é que os adoçantes sejam tóxicos para alguns micro-organismos", acrescenta Elinav.
 
Em humanos, os estudos foram menos detalhados, mas também envolveram várias etapas. Os pesquisadores analisaram os dados de consumo de adoçante e os indicadores de saúde de 381 voluntários não diabéticos que já participavam de uma pesquisa sobre nutrição. Em 172 deles, também fizeram avaliação da composição da flora intestinal.
 
Mais uma vez, encontraram uma relação direta entre o consumo das substâncias e a presença fatores ligados à síndrome metabólica, como sobrepeso e intolerância à glicose.
 
Por último, deram a sete voluntários, por sete dias, grandes doses de sacarina e observaram tanto uma piora na tolerância à glicose quanto alteração na flora intestinal em quatro das sete pessoas.
 
CAUSA E EFEITO
 
A parte experimental do estudo é bem completa, mas a parte com humanos é fraca", afirma Cintia Cercato, endocrinologista, diretora da Abeso (associação de estudo da obesidade). Para ela, o trabalho não prova que os adoçantes causam obesidade e diabete.
 
"Os voluntários faziam parte de um estudo nutricional, já devem ser pessoas com maior índice de obesidade e diabetes. É óbvio que obesos e diabéticos usam mais adoçante. É uma ferramenta útil que ajuda essas pessoas. Mas não existe aí uma relação de causa e efeito."
 
Cercato também critica o número de voluntários no segundo teste. "Sete é muito pouco. Esse resultado precisa ser replicado antes de condenarmos ou não os adoçantes", diz.
 
O mesmo opina a endocrinologista Maria Edna de Mello, pesquisadora do Hospital das Clínicas da USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Segundo ela, a relação entre consumo de adoçantes e flora intestinal é uma novidade do estudo e precisa ser mais investigada.
 
As especialistas também concordam que, apesar de seguros, os adoçantes devem ser usados só por quem precisa: pessoas com diabete ou sobrepeso. "Não deve ser usado de forma preventiva. Com indicação, ele é melhor que açúcar. Mas sem indicação é desnecessário", afirma Mello.

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