Evento teve como objetivo refletir sobre a trajetória da C&T no Brasil e os desafios para a inovação em Saúde.

 

“O momento em que ocorre esta reunião é imperativo, tanto pelo período eleitoral que o país vive, como também pela perspectiva de preparação da 15° Conferência Nacional de Saúde, na qual será formulado um novo plano plurianual e uma nova política nacional de saúde, para a qual o Ministério da Saúde (MS) tem convocado a Fiocruz e a Abrasco a terem protagonismo e se envolverem fortemente neste processo”, comentou o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, sobre o seminário 20 anos de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde no Brasil. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS) e a Fundação, visa refletir sobre a trajetória construída e debater os rumos da C&T e inovação em saúde no país nos próximos anos. O evento terminou nesta sexta-feira (19/9).


“No sentido de pensar o que nós queremos para o nosso país, a Fiocruz aprovou em seu último congresso interno uma carta política [que pode ser lida aqui] que expressa de maneira sintética o que consideramos central para o Brasil na perspectiva da saúde, ciência e tecnologia. Muitos desses princípios são comungados com nossos parceiros da Abrasco, como a ideia força de que a saúde tem que estar no centro do modelo de desenvolvimento do país. A partir de uma melhor condução da área de saúde, poderemos fazer a sinergia entre direito, políticas sociais e desenvolvimento produtivo, que tanto interessa a população brasileira”, explicou Gadelha.
 

Na mesa de abertura do evento, que ocorreu nos dias 18 e 19 de setembro, também esteve presente o presidente da Abrasco e membro do CNS, Luís Eugenio Souza. “Nesses 20 anos muito se avançou: o Brasil formulou uma política nacional de C&T e inovação em saúde, mas é necessário pensar as perspectivas para as próximas duas décadas. É preciso reconhecer que as conquistas obtidas até então não estão asseguradas”, afirmou Souza. “O Brasil ainda tem um quadro de dependência internacional de importações de C&T que ainda não foi superado e precisa investir muito para garantir a sustentabilidade e a viabilidade da produção de insumos para o SUS. É uma questão de independência e soberania nacional”.
 

Souza ainda abordou a importância do evento, realizado 20 anos após a 1ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia em Saúde e dez anos depois da segunda. “Esse seminário surge com o principal objetivo de contribuir para desenhar o aprimoramento da política que leve de fato ao desenvolvimento de um complexo produtivo da saúde que seja forte e adequado, que produza as tecnologias necessárias para o quadro epidemiológico de nossa sociedade. Reunimos então pesquisadores, gestores e profissionais de saúde e não tenho dúvidas de que temos o melhor em termos de capacidade de formulação de políticas, de pesquisa e gestão de ciência e saúde para refletir sobre esse momento. Parabenizo a Fiocruz que rapidamente assumiu com empenho a organização do evento e reforça mais uma vez seu papel de vanguarda na área de ciência, tecnologia e inovação, acolhendo-nos para esse seminário”, destacou.
 

Representando a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do MS, o secretário Carlos Gadelha também compôs a mesa de abertura do seminário. “Tudo o que ocorreu nesses últimos 20 anos se deve muito a apropriação do tema da C&T e Inovação pelo campo da saúde pública: esse processo foi decisivo e teve uma âncora importante na Fiocruz, devido a seu papel estratégico”, apontou. “Devido a esse processo, a C&T entra com protagonismo na agenda prioritária do CNS e isto era impensável até pouco tempo atrás. O CNS assume, assim, a soberania do desenvolvimento da capacidade produtiva e do conhecimento como núcleo estratégico do SUS”. Carlos Gadelha também assinalou a importância da Abrasco nesse processo. “A Associação fez um documento em 2011 que elegeu algumas áreas estratégicas para a saúde e o campo da C&T apareceu como destaque”.

 
Sobre a relevância da área de C&T para a saúde, ele ressaltou ainda: “A C&T não pode mais ser uma área assessória ou complementar da política nacional de saúde. Ou assimilamos que a construção do SUS depende de um sistema de C&T dinâmico, soberano e capaz de se inserir no contexto assimétrico global, ou não teremos uma saúde pública nesse país. O Brasil deve ter a ousadia de colocar o eixo de C&T com centralidade para pensar um sistema de saúde que pretenda cumprir a Constituição Brasileira e, assim, ser universal, equânime e integral”.

 
O quarto e último integrante da mesa, o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Mittermayer Galvão, chamou atenção para alguns desafios a serem enfrentados no âmbito saúde no Brasil com a ajuda da C&T e inovação. “Na SBMT, uma das preocupações que nós temos é sobre as consequências da transição demográfica e o risco da reemergência de doenças endêmicas. Outro problema é o risco de algumas doenças crônico-degenerativas consequentes da transição etária. Talvez tenhamos que reestudar a epidemiologia de doenças endêmicas dentro do contexto de uma população com doenças crônico-degenerativas”, alertou.
 

Realizado no auditório da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), o seminário fez parte das atividades preparatórias para a 15ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorrerá em 2015, e teve quatro painéis: C&T - 20 Anos depois, Pesquisa em saúde no Brasil, Saúde, inovação e desenvolvimento: a perspectiva do Complexo Econômico-Industrial da Saúde e Rumo à 15ª Conferência Nacional de Saúde - uma agenda propositiva para o SUS.

 


Fonte: Fiocruz

A edição 56 do Brasil de Fato MG apresenta matéria especial sobre corrupção. Em 2012, 4.500 servidores foram afastados de seus cargos por envolvimento com o crime. Pesquisas mostram que prática é encontrada em todos os partidos, e especialista defende mudança do sistema político como alternativa para diminuir os números.


Confira, na página 7, posição dos candidatos ao Governo de Minas sobre o preço da energia e o que bombou na internet sobre as eleições.

 

Leia resenha do colunista Joaquim Vela, que nesta semana aborda o preconceito da nova minissérie da Rede Globo, “O Sexo e as Negas”.

 

Acompanhe o Guia do Eleitor Cidadão, que traz detalhes de como é composto e para que serve o Congresso Nacional.

 

Veja, na página 9, entrevista com o jornalista João Paulo Cunha, que analisa o cenário da cultural de Minas Gerais.

 

Leia também sobre processos movidos pela coligação Todos por Minas contra campanha do Sindicato dos Trabalhadores da Educação.

 

Essas e outras matérias neste link. 

 

A Anvisa lançou, ontem, (18), o Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos (Proveme) e o Projeto Monitoramento de Materiais de Uso em Saúde Comercializados no Brasil. Na cerimônia, estiveram presentes o Ministro da Saúde, Arthur Chioro, o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ( Pnud), Jorge Chediek, o Diretor do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), Eduardo Leal, além de todos os diretores da Agência.

O Proveme vai analisar, inicialmente, amostras mensais dos medicamentos do Aqui Tem Farmácia Popular e do Farmácia Popular. O Projeto Monitoramento de Materiais de Uso em Saúde Comercializados no Brasil irá monitorar uma vasta gama de produtos para saúde disponíveis no mercado, como implantes ortopédicos, próteses de mama e equipamentos para diagnósticos.

Durante a cerimônia, Arthur Chioro lembrou que esta uma reedição do  Proveme. “O Programa representa a qualificação de um esforço, que ganhou um outro patamar: sai de uma dimensão localizada e passa a uma dimensão sistêmica”, explicou.

Nesse início, a estimativa é que o Proveme analise cinco mil amostras em 18 meses. Os laboratórios serão remunerados por cada laudo apresentado por meio de uma parceria com o PNUD.

O segundo projeto irá monitorar cerca de três mil produtos 36 meses. Entre os parceiros, estão os laboratórios das universidades federais de Campina Grande, de Santa Catarina e de São Carlos, além do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e os serviços nacionais de Aprendizagem Industrial da Bahia e do Rio Grande do Sul.

As informações geradas pelos dois projetos serão registradas no Sistema de Gerenciamento de Amostras (SGAWeb), que  também foi lançado nesta quinta-feira. Nele, os laboratórios poderão registrar amostras recebidas, resultados de análises e laudos analíticos.

O sistema começou a ser desenvolvido em 2011 pelo INCQS, em parceria com a Anvisa. A intenção é que o SGAWeb seja utilizado por todos os laboratórios da rede de vigilância sanitária, incluindo os centrais, regionais, municipais e a rede credenciada. “Se dois ou três laboratórios analisarem amostras de lotes diferentes de produtos, a informação estará organizada dentro do sistema. Isso mudará o padrão de análise e terá grande valor para o sistema de vigilância nas áreas de pesquisa e de intervenção sanitária”, afirmou Barbano.

A Anvisa também inaugurou hoje o Centro de Gerenciamento de Informações sobre Emergências em Vigilância Sanitária (eVISA). A nova unidade da agência será um centro responsável pela organização dos processos de captação, monitoramento e resposta a emergências em vigilância sanitária.

O eVISA  foi inspirado na concepção da Rede Global de Alerta e Resposta para Emergências em Saúde Pública, constituída por centros instalados em vários países e na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra.

Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, além de avançar na agenda de proteção do cidadão e regulação do setor, as iniciativas apresentadas são importantes para a vigilância sanitária, principalmente para consolidação de um complexo industrial de saúde.

“São ferramentas importantíssimas na modernização dos processos administrativos. Essa é a agenda que o Brasil espera da Anvisa e de toda a rede comprometida com a agilização dos procedimentos, com a incorporação tecnológica, a concessão de registros e com o monitoramento. Podemos ganhar a agilidade que o Brasil precisa para competir e gerar empregos”, sintetizou Chioro.

Fonte: Imprensa Anvisa

Diretor do Departamento de Referência em Vírus do Reino Unido (VRD, na sigla em inglês) até 2013, o virologista David Brown vai atuar por dois anos como pesquisador visitante sênior no Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O cientista é um dos criadores de um método para diagnóstico do sarampo através da saliva e, nos últimos dez anos, trabalhou principalmente no enfrentamento de infecções novas e emergentes. No IOC, o foco de seu trabalho é a aplicação de novas técnicas de sequenciamento genético para estudar a transmissão das doenças virais. “Esse é um momento bastante empolgante na microbiologia voltada para a saúde pública, pois ainda estamos descobrindo as melhores formas de aplicar esta tecnologia, que pode impactar diretamente na nossa compreensão sobre a transmissão das doenças”, afirma o virologista. Reunindo diversos laboratórios, o departamento dirigido por Brown no Reino Unido é credenciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Centro Colaborador para Apoio Diagnóstico e Laboratorial. O órgão também é designado pela OMS como Laboratório de Referência Internacional na Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e atua junto à entidade como Laboratório Especializado Global em Sarampo, Rubéola e Resistência do HIV a Drogas Antirretrovirais. Confira a entrevista.

Nos últimos anos, temos ouvido falar bastante sobre vírus que ameaçam se espalhar pelo planeta. Tivemos o alerta da gripe aviária, vivemos pandemia de gripe A e agora o ebola tomou as manchetes dos jornais. Novos vírus estão surgindo com mais frequência?

David Brown: Sempre houve viroses emergentes. Na maioria das vezes, estas doenças são causadas por vírus de animais que conseguem ultrapassar a barreira das espécies e infectar seres humanos. O vírus do sarampo, por exemplo, parece ter surgido a partir da mutação de um vírus animal cerca de três a quatro mil anos atrás. Mais recentemente, temos o caso do HIV, que acreditamos ter se originado em macacos. Ou seja, isso aconteceu diversas vezes ao longo da história humana. No entanto, estas infecções realmente parecem ter se tornado mais comuns nos últimos 50 anos.


O que pode explicar este fenômeno?

Brown: Isto se deve principalmente à facilidade do estabelecimento da transmissão homem a homem devido ao aumento populacional e mudanças comportamentais. Por causa das pressões econômicas, há muitos locais no mundo onde as pessoas estão entrando nas florestas, seja para desenvolver agricultura ou para caçar animais selvagens. Isso aumenta a probabilidade de infecções por novos vírus. Além disso, é claro, hoje temos uma capacidade maior para identificar os agentes causadores das infecções.


Os novos vírus estão no foco do seu trabalho atual?

Brown: Nos últimos dez anos, venho trabalhando especificamente no desenvolvimento de respostas para infecções novas e emergentes. No Reino Unido, a preocupação com este assunto começou quando assistimos à emergência da doença do príon, chamada de encefalopatia espongiforme bovina [no Brasil, a patologia ficou popularmente conhecida como ‘mal da vaca louca’]. Esta doença atingiu o gado e, por sorte, houve apenas um pequeno número de casos humanos. A partir deste surto terrível, começamos a pensar sobre como responder a este tipo de incidente. Criamos uma plataforma, que reúne profissionais com conhecimento médico e veterinário e formuladores de políticas públicas dos departamentos de Saúde e Agricultura. Este grupo se encontra regularmente para identificar possíveis ameaças e estabelecer formas de enfrentá-las.


Como são detectadas as ameaças?

Brown: Nós revisamos a literatura biomédica para verificar se há doenças com que devemos nos preocupar e seguimos um método para avaliar o risco das infecções. Por exemplo, neste momento, fala-se muito sobre a epidemia de ebola no oeste da África. Nesta região, este vírus causa grande preocupação porque o sistema de saúde e a infraestrutura locais têm deficiências. No entanto, há muitos itens que devem ser considerados para avaliar o risco desta doença. O primeiro é qual a probabilidade de este vírus chegar a um determinado país. No Reino Unido, temos laços razoavelmente fortes com a África ocidental. Já no Brasil, pelo que eu sei, é raro receber viajantes desta região. Além disso, existem procedimentos estabelecidos na maioria dos sistemas de saúde ocidentais que podem controlar a propagação do ebola.


Considerando estes fatores, qual a sua avaliação sobre o risco do ebola no Reino Unido e no Brasil?

Brown: O ebola é um vírus que conhecemos desde meados dos anos 1970 e que já provocou muitos surtos. Na maioria das vezes, a doença foi contida com procedimentos tradicionais para o controle de infecções, ou seja, isolamento de pacientes infectados, uso de equipamentos de proteção pela equipe de saúde e acompanhamento das pessoas que tiveram contato com o doente. Desta vez, parece que o surto inicial no oeste da África não foi imediatamente identificado, e a doença se espalhou. Além das falhas de infraestrutura, esta região foi marcada por uma guerra civil e diversos conflitos nos últimos 30 anos. Há dificuldades de comunicação com a comunidade, que contribuem para a transmissão continuada da doença, assim como a falta de confiança no sistema de saúde. No entanto, não há nenhuma evidência de que o vírus tenha mudado, e os métodos tradicionais de controle da infecção devem funcionar. No Brasil ou na Europa, caso um paciente infectado seja identificado, ele deve ser adequadamente tratado e a doença, contida.


Como deve ser abordada a comunicação em uma situação de epidemia?

Brown: É preciso fornecer informações para as pessoas, de forma que elas entendam quais os riscos da doença e o que deve ser feito para prevenir sua disseminação. Este é um aspecto muito importante da resposta a infecções emergentes. Foi uma das coisas que aprendemos no Reino Unido após a epidemia de encefalopatia espongiforme bovina. Na época, o governo tentou assegurar às pessoas que não havia risco, mas é preciso considerar que as percepções sobre risco variam. Assim, é necessário apresentar os dados disponíveis. Todos se preocupam ao ver as fotos aterrorizantes dos pacientes infectados pelo ebola na África, mas creio que, no Brasil e na maioria dos países, as pessoas são perfeitamente capazes de entender as informações divulgadas.


Além da comunicação, o que mais é importante na reação a um novo vírus?

Brown: Embora as infecções variem, os padrões de resposta são muito similares. Basicamente, é preciso avaliar o risco, ter serviços clínicos que possam atender aos pacientes e controlar a transmissão, o que envolve diretamente a comunicação com a comunidade. Outro ponto chave é ter uma relação estabelecida entre cientistas e formuladores de políticas públicas, para que as medidas de controle tenham o embasamento científico adequado e todos possam falar com uma mesma voz. Nos últimos dez anos, estas foram as tarefas às quais mais me dediquei: participar e contribuir, no Reino Unido, neste grupo que se reúne regularmente para se preparar para enfrentar novas infecções e desenvolver abordagens padronizadas para responder de forma rápida e efetiva a elas.


Qual o foco do seu trabalho no IOC?

Brown: Estou colaborando com o Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo, concentrado principalmente no uso das novas técnicas disponíveis para estudar a transmissão destas infecções. Nos últimos anos, uma das tecnologias mais valiosas para a aplicação da microbiologia na saúde pública é a possibilidade de ler o código genético de vírus e bactérias. Há cerca de 15 anos, o sequenciamento do DNA era muito difícil e demorado, mas houve uma revolução nesta tecnologia. Hoje, com apenas uma máquina pode-se sequenciar o genoma completo de um vírus ou bactéria muito rapidamente. Há um grande potencial para os programas de saúde pública, porque podemos acompanhar a transmissão das doenças e identificar as linhagens mais agressivas dos vírus. A Fiocruz adquiriu recentemente seu primeiro equipamento deste tipo e estamos avaliando como introduzir essa linha de pesquisa de forma eficiente.


De que forma o sequenciamento do genoma dos vírus contribui para a saúde pública?

Brown: Podemos pensar no exemplo do sarampo. Como outros vírus, seu genoma apresenta pequenas variações em diversas partes do mundo. Geralmente, analisamos apenas uma parte do material genético destes vírus e isso não permite distinguir cepas similares. Mas as variações são identificadas pelo sequenciamento completo do genoma e podemos usar isso para determinar qual a relação entre as diferentes cepas do mesmo vírus. Desta forma, é possível descrever o padrão de infecção existente. A mesma tecnologia está disponível para bactérias e outros agentes infecciosos. Na minha opinião, esse é um momento bastante excitante na microbiologia voltada para a saúde pública, pois ainda estamos descobrindo as melhores formas de aplicar esta tecnologia, que pode impactar diretamente na nossa compreensão sobre a transmissão das doenças. É importante que instituições como a Fiocruz se organizem para ter uma liderança neste processo no Brasil.


Fonte: Agência Fiocruz de Notícias – Autor: Maíra Menezes

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