No dia 22/09, teve início em São Paulo o 5º Congresso Brasileiro Sobre o Uso Racional de Medicamentos, cujo tema central foi a segurança do paciente. A campanha pelo uso racional de medicamentos é prioridade da agenda nacional de Saúde, e faz parte das estratégias da Organização Mundial de Saúde (OMS). O diretor do Sinfarmig, Rilke Novato Públio, integrou a comissão organizadora do Congresso.

 

 
Por Leonardo Simões
 

 

Segundo o coordenador do programa Farmácia Popular do Brasil do Ministério da Saúde e membro do Comitê de Uso Racional de Medicamentos, Marco Aurélio Pereira, o tema ganhou força depois que o Comitê avaliou a necessidade de integrar a população nas atividades diárias dos profissionais.
 

 

“O Comitê verificou que os temas dos quatro primeiros congressos sempre foram voltados aos profissionais. Assim, entendeu que nesta edição o congresso deveria extrapolar, tendo a sociedade como parceira, levando a discussão do Uso Racional de Medicamentos para a população”, explica.

 

 
Abertura destaca papel do farmacêutico

 

 
A cerimônia de abertura do 5º URM contou com a presença do Ministro da Saúde, Arthur Chioro, da presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos, Silvana Nair Leite, do Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento, de Célia Chaves, representanto do Comitê pelo Uso Racional do Medicamento, entre outras autoridades da área da Saúde e Controle Social.

 

 
Ao relembrar das lutas do Comitê Nacional, Célia Chaves destacou importantes realizações, como o Prêmio Nacional de Incentivo à Promoção do Uso Racional de Medicamentos e o próprio Congresso. “A perspectiva de conquistar uma melhor qualidade de saúde para todos os brasileiros”, segundo Célia, é o motor do evento.

 

 
A presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos, Silvana Nair Leite, agradeceu todas as pessoas que “atenderam ao chamado para este que já um evento obrigatório de todos que se ocupam do uso dos medicamentos da nossa sociedade”.

 

 
Silvana reservou um agradecimento especial aos integrantes do Controle Social, que é a participação do cidadão na gestão pública, na fiscalização, no monitoramento e no controle das ações da administração pública. “A sua participação nas atividades desse Congresso certamente é um marco no que temos chamado de uso racional de medicamentos, e vai fazer a diferença”.

 

 
Para Silvana, os “tempos recentes não permitem continuar pensando sobre a saúde apenas pelos olhos dos profissionais”, uma vez que a participação da população adequa as políticas públicas às necessidades além dos olhos “técnicos”.

 

 
A integração entre profissionais e sociedade é a linha que costura a Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Em 2014, Silvana lembrou que a PNAF faz 10 anos, e exaltou as oficinas regionais sobre o tema, promovida pela Escola dos Farmacêuticos, em parceria com a Federação Nacional dos Farmacêuticos, e seus sindicatos parceiros.

 

 
“A PNAF estabelece a assistência farmacêutica como bem mais do que ter medicamentos nas prateleiras dos serviços de saúde. O medicamento ganha valor pelas ações dos profissionais, que com ele promovem a cura, o restabelecimento e o bem estar das pessoas”, destacou Silvana, que foi bastante aplaudida ao lembrar que “a assistência farmacêutica e assistência do farmacêutico são direitos do brasileiro, e assim precisam ser respeitados”.

 

 
O Ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou logo no início da sua fala, o papel do farmacêutico na Saúde. “A assistência farmacêutica integral tem sido nos últimos anos um foco de reflexão, no que se refere ao princípio da integralidade e da própria disponibilização dos medicamentos para a população”, disse.

 

 
Chioro louvou os esforços da PNAF, e ressaltou que o Ministério da Saúde já investiu 80 bilhões somente em assistência farmacêutica. “O Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF) foi um grande avanço”

 

 
“Outra questão importante é o programa de qualificação da assistência farmacêutica, do qual nos orgulhamos muito, porque tem sido muito importante para o desenvolvimento da farmácia”, lembrou Chioro ao divulgar os primeiros dados da pesquisa sobre acesso e utilização do uso racional de medicamentos no Brasil. Para ele, o levantamento “vai nos ajudar a aprofundar a diversidade do Brasil, e entender como fazer o processo de gestão singular, voltado para as necessidades de cada região.”

 

 
Em sua conclusão, o ministro apontou tópicos importantes que unem a assistência farmacêutica ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde, como “a qualidade e da eficiência dos medicamentos, onde é central o papel da vigilância sanitária no nosso sistema nacional”.

 

 
Para ele, o modo mais digno de resgatar a importância do SUS é diretamente ligada à atenção básica, e por isso “a assistência farmacêutica é uma direção imprescindível”, afirmou.
 

 

Oficinas afirmam compromisso com a segurança do paciente
 
Diretora de Imprensa e Divulgação do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, Priscila Vaultier, reconhece a importância do evento para o fortalecimento do sistema de saúde. "O congresso tem uma grande importância para a concretização de ações em busca do uso racional dos medicamentos visto que o resultado do mesmo é fruto da discussão sobre o tema entre os diversos atores responsáveis, profissionais das diversas áreas da saúde e usuários de medicamentos- o que o torna ímpar", disse.
 

Ao lado de Célia Chaves, do Comitê Nacional para o Uso Racional de Medicamentos e tesoureira da Federação Nacional dos Farmacêuticos, e da presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás, Lorena Baía, Priscila ministrou uma oficina voltada para a promoção do uso racional de medicamentos e a segurança do paciente para conselheiros de saúde, e lembrou da participação do Controle Social no fortalecimento da campanha. “O controle social é uma ferramenta da sociedade para propor e efetivar políticas públicas com resultados eficientes. O resultado da oficina, foi muito rico, trazendo respostas de como o controle social pode contribuir para a promoção do uso racional do medicamento e para que o Programa Nacional de segurança do paciente possa alcançar o sucesso desejado”.
 

O espaço do Anhembi ficou pequeno para as expectativas dos visitantes em colaborar com a campanha. Estudante de Farmácia da Universidade de São Paulo, Carlos Montenegro, concorda que a discussão do tema é primordial. “As pessoas hoje não se dão conta que remédio é uma coisa séria, não é um produto para você consumir sempre que quiser”.
 

Ele ainda lembrou que a aprovação da lei “Farmácia, estabelecimento de saúde” está diretamente ligada à promoção do uso racional de medicamentos, pois “favorece a posição do profissional como um gestor de saúde e profissional responsável por informar e formar a população a respeito da atenção básica de saúde”.
 

Mestrando pela Universidade Estadual de Maringá, Antônio Bonfim, participa do evento com o mesmo intuito. “É sempre bom ganhar mais conhecimento, o Congresso vai ajudar muito nisso”.
 


Fonte: Fenafar - publicado em 23/09/2014

Leia abaixo o depoimento do farmacêutico Leandro Farias, cuja luta o Sinfarmig apóia

 


Me chamo Leandro Farias, sou farmacêutico, tenho 25 anos e acabo de me tornar viúvo. Minha falecida esposa Ana Carolina Domingos Cassino, tinha 23 anos e também era farmacêutica. Ana veio a óbito por conta da demora por uma simples cirurgia de Laparoscopia para a retirada do apêndice, e com isso desenvolveu uma infecção generalizada e não resistiu. O caso gerou grande repercussão e comoção pública. Agora estou utilizando o caso como exemplo de luta contra o descaso na saúde desse país. Nessa semana, uma outra jovem em Belo Horizonte também morreu por conta de apendicite, em pleno 2014. Abaixo deixarei links das principais reportagens, link do abaixo-assinado que criei e peço ajuda para a divulgação, e o link para o meu facebook. Precisamos nos unir. Pagamos impostos e temos direito a saúde pública. Sabemos das dificuldades e migramos para o privado, e quando precisamos é essa total falta de respeito. Saúde não é comercio. Em breve estarei divulgando a próxima manifestação que ocorrerá no dia 18/10/2014 (Dia Nacional do Médico). Vamos à luta!
 

 

Atenciosamente,
 

 

Leandro Farias
Cel. (21) 99377-2159

 

 
Link Facebook
 
Link Jovem morta em Belo Horizonte

Link Abaixo-assinado

Link reportagens caso Ana Carolina

G1 -GLOBO

Rádio Globo 

Portal Fio Cruz

RJTV

CRF-RJ

Band

 

A Prefeitura Municipal de Recreio, na Zona da Mata, recebe inscrições – entre os dias 26 e 29/09 - para preenchimento de uma vaga temporária para farmacêutico.

O candidato aprovado deverá atender ao programa "Núcleo de Apoio à Saúde da Família", com salário de R$ 1.804,08, por jornada de 20 horas.

Interessados podem se inscrever na sede da prefeitura, localizada à rua Prefeito José Antônio, nº 126, no Centro, das 13h às 17h. A taxa é de R$ 150,00.

Mais informações no link:
http://www.diariomunicipal.com.br/amm-mg/materia/1616736

De amanhã (24) a 27 de setembro, a cidade maranhense de Alcântara recebe o seminário 'Promoção da Saúde, Integralidade da Atenção e Práticas De Cuidado nas Comunidades Remanescentes de Quilombos e o Controle Social'. Promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a prefeitura de Alcântara e outras instituições, o evento irá reunir cerca de 150 pessoas, entre lideranças quilombolas, gestores e profissionais de saúde para debater estratégias para a implementação de políticas de saúde para comunidades quilombolas.

Na programação do seminário estão previstas mesas redondas, palestras e rodas de conversa que irão discutir, entre outros temas, sobre o modo de fazer 'Saúde nos Quilombos'; prevenção das DST/AIDS e hepatites virais e outros agravos; a redução de situações de vulnerabilidade dessa população e o fortalecimento da participação das representações quilombolas nos espaços de controle social do Sistema Único de Saúde (SUS), como os conselhos de saúde e os comitês de equidade em saúde.

Os participantes também formarão grupos de trabalho para discutir a realidade e especificidades regionais. A ideia é identificar os principais problemas de saúde de cada grupo e também as potencialidades para resolução desses problemas a partir da própria comunidade. Ao final do evento, será elaborado documento com as principais proposições e encaminhamentos do seminário. Essas propostas serão entregues aos representantes do governo presentes no evento.

 

Ouvidoria Itinerante – Outra ferramenta para identificar os principais problemas de saúde e dificuldades de acesso aos serviços das comunidades quilombolas será a Ouvidoria Itinerante. Durante todo evento, técnicos do Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS (DOGES/SGEP) e pesquisadores do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade de Brasília (NESP/UnB) estarão ouvindo lideranças quilombolas e gestores sobre temas como acesso, qualidade de atendimento e participação social das comunidades quilombolas no SUS. Os resultados dessa escuta qualificada irão compor relatório com subsídios para os participantes da 15ª Conferência Nacional de Saúde que será realizada em 2015.

Políticas de equidade – A partir do diálogo entre os gestores e a sociedade civil, durante o seminário serão propostas ações locais para a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e também da Politica Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas. Estas duas políticas de equidade em saúde incluem entre suas diretrizes a garantia do acesso aos serviços de saúde de acordo com as necessidades e perfil epidemiológico de populações específicas como é o caso das comunidades quilombolas.

Além disso, o respeito e a valorização dos saberes e práticas tradicionais de saúde desse grupo populacional fazem parte dos objetivos dessas duas políticas, já que reconhecidamente as comunidade quilombolas tem atuado e contribuído no acolhimento e promoção da saúde da população negra.

Comunidades Quilombolas – O Brasil possui 2.394 Comunidades Remanescentes de Quilombos oficialmente reconhecidas, sendo o Nordeste a região com maior numero de comunidade num total de 1.483. O Maranhão é o estado que abriga o maior número de territórios quilombolas da região, com 43 comunidades reconhecidas.

O processo de reconhecimento dessas comunidades é feito pela Fundação Palmares, ligada ao Ministério da Cultura, responsável por formalizar a existência destas comunidades e fazer a regularização fundiária das áreas onde vivem. Para isso, além de apoio técnico, a Fundação Palmares concede título coletivo de posse das terras tradicionalmente ocupadas por descendentes de africanos escravizados que mantiveram suas tradições culturais, de subsistência e religiosas.


Fonte: Aedê Cadaxa / Agência Saúde

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