A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou o novo regulamento técnico referente a anorexígenos no País. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) que deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias normatiza o assunto após a publicação do Decreto Legislativo 273/2014, aprovado pelo Congresso Nacional em setembro. O Decreto invalida a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 52/2011, publicada pela Agência em outubro de 2011.


A RDC aprovada nesta terça-feira, (23/09), prevê que as empresas interessadas em comercializar medicamentos contendo mazindol, femproporex e anfepramona deverão requerer novo registro à Agência. A análise técnica dos pedidos levará em consideração a comprovação de eficácia e segurança dos produtos.


Segundo a norma, as farmácias só poderão manipular esses medicamentos quando houver algum produto registrado na Anvisa. Quando as substâncias tiverem registro, tanto o produto manipulado quanto o produto registrado passarão a ter o mesmo controle da sibutramina.


Já a produção industrial e a manipulação da sibutramina continuam permitidas. Porém, o regulamento mantém o mesmo controle já definido para a comercialização da substância, com retenção de receita, assinatura de termo de responsabilidade do prescritor e do termo de consentimento pós-informação por parte do usuário.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

Usar medicação com cautela não é uma lição nova para Luciane dos Santos, agente comunitária de Saúde da Clínica da Família, no Rio de Janeiro. Seu objetivo em participar do Congresso sobre o Uso Racional de Medicamentos é “ter mais conhecimento” para falar na linguagem do paciente. “Quero fazer meus pacientes entenderem que o uso racional de medicamentos não é importante só para ele, como para a família, e para a comunidade em geral”.
 

Seu objetivo em participar do Congresso sobre o Uso Racional de Medicamentos é “ter mais conhecimento” para falar na linguagem do paciente. “Quero fazer meus pacientes entenderem que o uso racional de medicamentos não é importante só para ele, como para a família, e para a comunidade em geral”.
 

Seu objetivo em participar do Congresso sobre o Uso Racional de Medicamentos é “ter mais conhecimento” para falar na linguagem do paciente. “Quero fazer meus pacientes entenderem que o uso racional de medicamentos não é importante só para ele, como para a família, e para a comunidade em geral”.

 

Falar a língua dos pacientes parece mais difícil do que se imagina. “Eu tenho uma usuária que toma 500 comprimidos por mês. Ela é viciada em remédio”. Mas, a voz firme e o expressivo sorriso de Luciane, entrega seu entusiasmo para levar adiante as lições aprendidas no congresso. “Todos os agentes comunitários do Brasil deveriam estar aqui”.


Diante da importância de formar e informar a população, a qualificação dos profissionais foi o leme das palestras do dia.

 
Moderadora da mesa de debates com o tema “ensino com visão multiprofissional”, a professora universitária e tesoureira da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Célia Chaves, destacou que os cursos de graduação ainda são deficientes em ofertas interdisciplinares. Segundo ela, onde acontece essa troca de experiência com mais força é na residência. “Existem no país inúmeras residências multiprofissionais da forma como a gente imagina. Mas, não basta juntar todo mundo, é preciso fazer os profissionais se integrarem, atuarem juntos”.

 
A trajetória da palestrante Viviane de Almeida Sarmento, é o melhor exemplo. Ela é odontóloga, pós-doutorada em Radiologia Odontológica e doutora em Estomatologia, e vice-coordenadora de uma residência clínica integrada com oito cursos diferentes. “É fundamental que os profissionais se conversem”, alerta Célia. O Uso Racional de Medicamentos tem muito a ganhar com esta ação. “Sem dúvida há o benefício quando há a formação do profissional com esse olhar”.

 
A estudante de farmácia de Mogi das Cruzes, Daniela Cristina, saiu da palestra encantada. “Foi muito sensacional ver um dentista mostrando as deficiências que um paciente tem, e a avaliação em conjunto do farmacêutico, do médico, do enfermeiro”.

 
Agora, ela tem uma “outra visão de como deve ser”. “Antes, o farmacêutico era muito individualizado, mas agora eu vejo que tudo se encaixa perfeitamente”.

 
Se as profissões na área da saúde se completam, a única mensagem que fica em evidência não é difícil de entender: a saúde carece de profissionais capacitados, aptos a entender as necessidades de cada paciente, conectando-os uns com os outros.

 
Fonte: Fenafar – Autor: Leonardo Simões

O Hospital das Clínicas da UFMG vai realizar, no dia 27 de setembro, sábado, a quinta edição da Caminhantes – Caminhada pelos Transplantes”, no Parque Municipal  de Belo Horizonte, das 8h às 11 horas. O evento  visa conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos, tecidos e medula óssea. A iniciativa vai contar com a participação de pacientes transplantados e na fila de espera do HC/UFMG, das equipes de transplantes do Hospital e demais profissionais, familiares dos pacientes e sociedade em geral.


A Caminhantes vai promover ações de saúde, como medição de pressão arterial, índice de massa corporal e orientação nutricional, além de oferecer  aos participantes atrações culturais, que serão divulgadas em breve. O evento é promovido pelo HC/UFMG, por meio das equipes de profissionais da saúde (médicos, nutricionistas, profissionais da enfermagem, terapeutas ocupacionais, psicólogos, entre outros) e viabilizado por meio de verbas de patrocínios de instituições públicas e privadas.

 

Fonte: HCUFMG

A partir de uma inicial e natural desconfiança ao uso de medicamentos genéricos no Brasil hoje se constata a disseminação do seu consumo

 

Por Paulo Yokota — Colunista de Carta Capital

 

A partir de uma inicial e natural desconfiança ao uso de medicamentos genéricos no Brasil hoje se constata a disseminação do seu consumo, tendo como base os mesmos princípios ativos dos medicamentos consagrados, sem o uso das marcas em que seus produtores investiram de forma pesada ao longo do tempo. A diferença dos preços e a constatação de que não havia mudanças na eficiência, acabaram por determinar que a suposição de haver melhor qualidade fosse simplesmente provocada pela publicidade.


Agora até nos Estados Unidos a Generic Pharmaceutical Association anuncia que no mínimo 14 medicamentos extremamente caros decorrentes da biotecnologia, que não contavam com rivais genéricos, passam a dispor com o que chamam imitações com preços mais baixos, de acordo com as autoridades regulamentadoras daquele país. Os medicamentos são regulados pela FDA - Food and Drug Administration para os norte-americanos, e os mais consagrados naquele país e conhecidos em muitos outros países são os Lipitor, para o colesterol e o Prozac, antidepressivo largamente consumidos no mundo.

 

Estima-se que a economia para os consumidores com o uso dos genéricos pode chegar a vinte e cinco bilhões de dólares até 2024, segundo notícia divulgada por Anna Edney num artigo publicado no site da Bloomberg. Uma cifra impressionante, que mostra o poder publicitário das empresas farmacêuticas. Ela informa que uma nova categoria de medicamentos com tratamento biotecnológico de células vivas que não podem ser copiadas precisamente já está estudada suficientemente, e que podem ser legalmente imitadas. Os especialistas acham que se forma no mundo o que estão denominando uma nova onda de similares nos medicamentos.

 

Alguns destes apresentam custos mais elevados do que as tradicionais drogas químicas, devido aos custosos testes requeridos pela FDA, mas o seu lançamento só têm sentido se custam 85% dos tradicionais, havendo muitos em que os seus preços apresentam queda de 30% ou mais.

 

O que os norte-americanos chamam de biossimilares apresenta algumas diferenças com os genéricos brasileiros que simplesmente utilizam os mesmos princípios ativos dos medicamentos mais conhecidos pelas suas marcas. Informam que o primeiro pedido para a produção destes medicamentos chegou em julho da Novartis com a versão do Neupogen que é uma droga contra o câncer da Amgen que vendeu US$ 1,4 bilhão só no ano passado. Espera-se a aprovação do pedido apresentado pelas autoridades locais para março próximo.

 

Informa-se que a FDA tem sido cuidadosa no exame do assunto, efetuando muitas reuniões com os laboratórios envolvidos, tanto os produtores tradicionais bem como os inovadores, com o exame dos efeitos destes similares sobre os pacientes, os quais foram desenvolvidos utilizando linhas de pesquisas científicas diferentes. As aprovações destes processos deverão ser demoradas.

 

A legislação norte-americana sobre o assunto teve avanços em 2010, mas os europeus já contam com estas facilidades desde 2006. Alguns dos medicamentos visados chegam a implicar em gastos anuais de 150 mil dólares para somente um paciente. Muitos destes produtos são citados no artigo da Bloomberg, com o nome de laboratórios consagrados como a Merck, Johnson & Johnson, Roche, Pfizer e outros. Podem ser encontrados clicando aqui.

 

Devido aos problemas de segurança estão sendo elaboradas orientações para todos, tanto de entidades regionais, envolvendo até a World Health Organization. Mas sempre estes remédios serão ministrados com orientações médicas.

 

Outra tendência que se observa no mundo, visando à redução dos custos relacionados com a saúde é a quebra de patentes para alguns medicamentos ou vacinas para enfrentar problemas de saúde pública. Os indianos estão entre os pioneiros nestas medidas que são importantes para os países emergentes e mais pobres. Também o Brasil vem procurando aproveitar estas possibilidades.

 

Estes problemas de saúde estão se tornando cruciais, tanto pelo aumento da população em países pobres como os da África, bem como a longevidade das populações em todo o mundo, que exigem dispêndios crescentes na manutenção da saúde.

 

Publicado em 22/09

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