Às vésperas da eleição presidencial, a diretoria da Federação Nacional dos Farmacêuticos se reuniu em São Paulo para fazer uma avaliação da conjuntura política e preparar ações da entidade para fortalecer as lutas da categoria.
 


Por Renata Mielli
 

 

Na manhã desta sexta-feira (26), o jornalista Umberto Martins, assessor da CTB, fez uma exposição inicial para avaliar a atual situação política nacional e internacional, já que como ele sublinhou “há uma interligação muito grande entre o que está em curso no Brasil e em outros países”.
 

 

AL: Um novo arranjo geopolítico fora da ordem imperialista
 

 

“Desde a eleição de Chavez, em 1998, houve uma mudança no cenário político na América Latina que começa com a rejeição da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), com a criação da ALBA, Celac e UnaSUL, que são projetos de integração latino-americana que estão muito distantes da hegemonia norte-americana, mas os EUA estão atuando para quebrar esse projeto e recolocar o continente sob o seu domínio”.

 

 
Martins destaca que os Estados Unidos estão empenhados em recuperar a sua hegemonia, num momento de decadência econômica dos EUA e principalmente diante da ascensão da China e dos BRIC's – com a criação do Banco de Desenvolvimento e um fundo de reserva que são iniciativas alternativas aos EUA e ao Banco Mundial.
 

 

Nesse contexto, as três eleições que ocorrem neste final de 2014 na América Latina (Brasil, Uruguai e Bolívia) são estratégicas e podem definir a continuidade de um projeto soberano e integracionista na América Latina ou uma derrota desse projeto, dando fôlego para os Estados Unidos se reposicionar estrategicamente no continente. “Uma derrota destas forças progressistas que trabalharam por essa integração soberana pode impor um retrocesso na região. E vale destacar que a campanha dos candidatos de direita em todos esses países criticam as políticas de integração e pregam a reaproximação dos EUA.

 

 
Disputa entre dois projetos no Brasil

 

“No Brasil a questão eleitoral coloca em disputa estes dois projetos, que são distintos nesta dimensão internacional, com a direita vinculada a este projeto imperialista. De um lado Dilma, que tem um projeto baseado numa relação mais democrática com os movimentos sociais e que interrompeu o processo de reformas neoliberais que vinham do governo anterior. Apesar de não ter conseguido enfrentar, ainda, as questões estruturais, mas houve avanços importantes. Do outro lado há Aécio Neves e Marina Silva, que representam os interesses do grande capital e dos setores conservadores no país”.O jornalista mostrou como as propostas de Aécio e Marina atentam contra os interesses dos trabalhadores, defendendo a terceirização, e sinalizam para uma política de ajuste fiscal que não é possível ser feita sem cortes drásticos nas áreas sociais

 

 
A democracia burguesa se transforma em farsa

 

 
Umberto Martins também denunciou o atual sistema eleitoral, que baseado no financiamento privado empresarial das campanhas gera uma perigosa distorção política. “Os gastos com atual campanha eleitoral estão estimados em 73 bilhões de reais. É muito dinheiro. Este sistema transforma a democracia burguesa em uma farsa e isso gera uma apatia com as eleições e com a própria democracia. O empresário não investe sem nada sem retorno. E, a consequência disso é que temos as instituições dominadas pelo poder econômico. Por isso é preciso combater o financiamento privado de campanha. Precisamos de uma Reforma Política que acabe com isso”, afirmou.
 

 

Outro tema fundamental para que a democracia no país avance é lutar pela democratização da mídia. “Os grandes veículos privados de comunicação incentivam a criminalização dos movimentos sociais, e é atrave's da mídia que o neoliberalismo mantém a sua hegemonia política e ideológica. Isso ficou evidente nas manifestações de junho, quando a mídia tentou dominar a pauta, criticando os partidos e a política”, lembrou Umberto.

 

 
Durante o debate, vários diretores destacaram que é fundamental fortalecer a mobilização do movimento social para impulsionar o governo no sentido mais democrático e progressista.
 

 

O vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato, destacou que “a Fenafar, como entidade sindical, tem que lutar para evitar retrocessos ao movimento sindical e ao país. Não podemos nos enganar com discursos demagógicos como o da candidata Marina Silva, que diz querer governar com os melhores, como se os melhores fossem seres imparciais e só querem o melhor para o país. As pessoas têm lado. E o lado que a Marina escolheu é o dos banqueiros e do grande capital”.

 

 
O presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, destacou que no âmbito internacional “a crise de 2008 não foi superada”, daí o forte movimento dos Estados Unidos para tentar impor derrotas na América Latina. “Temos que mostrar claramente que, no Brasil, a candidatura que representa o avanço é a de Dilma Rousseff. Hoje, o movimento sindical está mobilizado em torno da campanha “Nem que a vaca tussa!” para impedir retrocessos trabalhistas no Brasil. Também temos que divulgar mais amplamente a Carta de Ouro Preto, que são a base das nossas posições para que o Brasil avance.
 

 

Enfrentar a mídia e a terceirização
 
Vários diretores colocaram como prioritária a luta pela democratização da mídia como instrumento indispensável para poder desobstruir o debate público e, assim, permitir que outras pautas de interesse dos trabalhadores avancem.

 

 
“A mídia claramente é contra a reforma política. Não deu nenhum cartaz para o plebiscito pela Constituinte Exclusiva que coletou 7,7 milhões de votos. Pelo contrário, quando tocam no assunto é para se colocarem contra o financiamento público de campanha, dizendo que este dinheiro sairia do bolso da população e que esse dinheiro deveria ir para saúde, educação. Por isso, penso que temos que lutar primeiramente pela reforma da mídia, porque enquanto tivermos essa mídia manipuladora não vamos conseguir ter mudanças mais democráticas no Brasil”, avalia Caroline Junckes, diretora Regional Sul da Fenafar.

 

 
Marusa Carlesso, secretária geral da Fenafar, concorda e citou uma exposição do consultor João Guilherme Vargas Neto. “Ele avaliou, durante um debate ontem, que as reformas estruturais do país não vão avançar se não houver a democratização da mídia. Senão nossas lutas serão barradas pela ação da mídia”.
 

 

Muitos também ressaltaram as dificuldades de se construir avanços, principalmente que dependam do Congresso Nacional. “Como viabilizar uma reforma política ou uma reforma da mídia com este Congresso Nacional que temos?”, questionou o suplente da diretoria Dalmare Anderson? Cecilia Motta, diretora regional Norte, lembrou da composição desfavorável, com poucos deputados e senadores que defendem os interesses dos trabalhadores. Eliane Simões, diretora regional Nordeste, também ressaltou esta dificuldade, colocando que as vezes até parlamentares do campo popular acabam tendo dificuldades de atuar em defesa dos interesses sociais.
 

 

A primeira secretária Veridiana Ribeiro destacou que muitos dos avanços pelos quais os trabalhadores lutam não conseguem se efetivar porque o movimento sindical e social precisa se colocar mais na rua, lutando e se mobilizando. Débora Melecchi, diretoria de organização sindical, disse que é fundamental que o movimento sindical se envolva mais diretamente nas reformas estruturantes do país e também, pautar de forma mais efetiva a denúncia da terceirização dos serviços.
 

 

Fonte: Fenafar - Publicado em 26/09/2014

Milhares de vacinas experimentais contra o vírus ébola, desenvolvidas pelas companhias britânica GSK e norte-americana NewLink Genetics, deverão estar disponíveis no início de 2015, informou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).


“A GSK deverá ter 10 mil doses disponíveis no início do próximo ano”, informou Marie-Paule Kieny, subdiretora-geral da OMS, em entrevista hoje (26) em Genebra.

A NewLink Genetics, que doou cerca de mil doses à OMS, deverá dispor de alguns milhares mais de vacinas nos próximos meses”, acrescentou a subdiretora.

No que se refere ao soro ZMapp, que não passou por ensaios clínicos mas foi administrado a muitas pessoas infectadas pelo vírus, os estoques estão esgotados no mundo inteiro.

“Algumas centenas de doses” do soro, de acordo com Marie-Paule, deverão estar disponíveis até o fim do ano, mas não serão suficientes para ter grande impacto sobre a epidemia.

Não existe uma vacina ou tratamento específico homologado contra o ébola.

A OMS autorizou neste mês a utilização de terapias à base de sangue, como os soros convalescentes, nos países afetados.

“A transfusão de sangue foi iniciada em pequena escala”, disse Kieny, lembrando que a OMS espera que o número de transfusões aumente no início do próximo ano.

“A mobilização vai permitir o desenvolvimento de vacinas e medicamentos promissores", destacou. Para ela, ninguém sabe ainda se dará resultado.

A representante da OMS acrescentou que o problema principal não é a falta de medicamentos na atual crise. “O problema principal é a fragilidade dos sistemas de saúde”.

O ébola, altamente contagioso, já deixou quase 3 mil mortos e mais de 6 mil pessoas estão infectadas, sobretudo na Guiné-Conacri, Libéria e em Serra Leoa.


A OMS advertiu que a epidemia está em uma espiral de "crescimento explosivo” e poderia, na ausência de reforços significativos dos recursos utilizados, contaminar 20 mil pessoas até novembro.

Fonte: Agência Lusa

A Anvisa determinou, nesta sexta-feira (26/09), a suspensão da distribuição, comércio e uso, em todo o país, de todos os lotes do medicamento Alumimax (Hidróxido de Alumínio) 60 mg/ml, suspensão oral. A empresa fabricante, Natulab Laboratório S.A., comunicou o recolhimento voluntário do medicamento após não identificar as causas do odor alterado do medicamento citado.

 


Também foi suspenso a distribuição, comercialização e uso dos lotes DEHR 006 e DEHR 007 do cosmético Loção Oleosa – Ácidos Graxos Essencias (Age) com Vitamina A – E, Deriva- Rivka. Ambos os lotes, fabricados pela empresa Hadassah Cosméticos Ltda, apresentaram resultados insatisfatórios no ensaio de aspecto, onde se constatou cor amarela mais clara que o padrão e precipitado de cor amarelo escuro e turvo.

 

 

O produto Ideal Shampoo para limpeza, fabricado por empresa desconhecida, também foi suspenso. A medida foi determinada após a comprovação de que o produto estava sendo fabricado e comercializado sem possuir registro ou notificação na Anvisa.

 

 

A Agência também suspendeu todas as publicidades que atribuam propriedades terapêuticas ao alimento de marca Pontencil Masculino. O produto, distribuído pela empresa Brascom Home Telemarketing Ltda – Me, estava sendo divulgado irregularmente, por meio de Internet, com alegações que contrariam o registro na Anvisa e podem induzir o consumidor ao erro em relação a verdadeira natureza do produto.

 

 

Interdição cautelar

 

Foi interditado cautelarmente, pelo prazo de 90 dias, o lote AR 877 do medicamento Carbamazepina 200mg, comprimido, fabricado por Sanval Comércio e Indústria Ltda. A medida é por causa do resultado insatisfatório obtido no ensaio de dissolução.

 

 

Todas as determinações acima foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e podem ser conferidas clicando aqui.

 

 

Fonte:  Assessoria de Imprensa da Anvisa

Prezados colegas farmacêuticos  



A Convenção Coletiva de Trabalho de Farmácia Hospitalar, Clínicas e Casas de Saúde - vigência 2014/2015 - foi homologada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e encontra-se disponível para consulta no site do Sinfarmig, neste link.

 

Reiteramos que, conforme estabelece a CCT , o reajuste de 6% será aplicado retroativamente a 1º de junho  data-base  de Farmácia Hospitalar.

 

As diferenças dos meses de junho e julho serão pagas com o salário corrigido de setembro e o reajuste aplicado ao salário de agosto será incorporado ao salário corrigido de outubro.

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