A Anvisa atualizou o Regulamento Técnico de Boas Práticas para os Serviços de Alimentação. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 52/2014, de 29 de setembro de 2014, ampliou a abrangência da norma anteriormente vigente, a RDC nº 216/2004. Com isso, as boas práticas de  serviços de alimentação passam a valer, também, nos serviços de saúde. A atualização manteve excluído do regulamento os lactários, terapia de nutrição enteral e bancos de leite humano.

 

De acordo com a Gerente de Regulamentação e Controle Sanitário em Serviços de Saúde da Anvisa, Maria Angela da Paz, a nova regra preenche uma lacuna regulatória e orienta as fiscalizações feitas pelas vigilâncias sanitárias do País. “Com a experiência da aplicação do regulamento, constatou-se que a RDC nº 216/2004 é aplicável aos serviços de saúde, não havendo a necessidade de elaborar um novo regulamento e sim apenas ampliar seu âmbito de aplicação”, explica.

 

Segundo ela, os serviços devem garantir que os alimentos fornecidos sejam adequados e seguros para o consumo. Com isso, é possível consequências prejudiciais decorrentes de doenças e danos à saúde humana. “Essas consequências podem ser ainda mais negativas quando o consumidor é um usuário de um estabelecimento assistencial de saúde. Portanto, é essencial que exista uma diretriz bem estabelecida, por meio de um regulamento técnico, para garantir a higiene dos alimentos fornecidos por estes serviços”, sintetiza a Gerente.

 

Fonte:  Imprensa da Anvisa

Os diretores do Sinfarmig, Júnia Lelis e Rilke Novato Públio, participaram da 4ª Reunião do Fórum Estadual Permanente de Luta pela Valorização da Profissão, realizada na sede do Conselho Regional de Farmácia (CRF-MG) no dia 06 de outubro.

 

Representantes das entidades presentes: Sinfarmig, CRF-MG e Associação Mineira de Farmacêuticos (AMF) discutiram e aprovaram a realização de uma atividade conjunta que priorize a divulgação do Fórum entre os profissionais farmacêuticos.  

 

A Lei 13021 também deverá ser enfatizada por meio de uma comunicação mais direta e sistematizada visando o esclarecimento sobre as novas atribuições previstas para os profissionais. A atividade  deverá acontecer no mês de novembro. 

 

 

 

Imprensa Sinfarmig / Crédito foto: Comunicação CRF-MG

Os debates sobre a Lei 13.021/2014 – que estipula novas regras de funcionamento para as farmácias e que entrou em vigor no último dia 25 de setembro - continuam mobilizando profissionais e estudantes.

“Os estudantes estão animados com a perspectiva de ampliação do mercado de trabalho que a nova Lei deve trazer”, destaca o diretor do Sinfarmig, Rilke Novato Públio. Ele participou de encontro com cerca de 40 alunos do 7º período da Faculdade de Farmácia da UFMG no dia 02/10, a convite da professora de Deontologia e Legislação Farmacêutica, Micheline Rosa Silveira.


O objetivo da reunião era discutir os impactos da nova Lei para a profissão. Rilke lembra que a expectativa de expansão do mercado de trabalho é consistente uma vez que um dos principais pontos da legislação é a exigência de que o farmacêutico assuma a implementação dos serviços de acompanhamento farmacoterapêutico dos cidadãos nas farmácias e drogarias.

“Na prática, o farmacêutico deixa de ser o profissional apenas do medicamento para atuar na prestação de um serviço de saúde mais amplo que inclui o tratamento medicamentoso, explica.”

Segundo Rilke, os estudantes se mostraram perplexos com a determinação da Medida Provisória 653, editada juntamente com a sanção da Lei 13021 em agosto - que dispensa a contratação do farmacêutico em municípios onde não haja profissional graduado, com isso permitindo a contratação de técnicos em Farmácia. Esse ponto da MP 653 reedita trecho da Lei 5591/73 que a nova Lei se propôs a modernizar e atualizar.  “Os alunos, como nós profissionais, se perguntam se haverá algum município onde não resida um profissional farmacêutico”.
                

Unidades de Assistência à Saúde

A Lei 13021, sancionada em agosto pela presidente Dilma Rousseff, transforma farmácias e drogarias em unidades de assistência à saúde. Pelas novas regras é obrigatória a presença permanente de um farmacêutico, tecnicamente habilitado e exclusivo, durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento.

 
No caso de micro e pequenas empresas, porém, a exigência está pelo menos temporariamente suspensa, por disposição da Medida Provisória 653/2014. A MP foi publicada no mesmo dia da Lei 13.021 e vale por 60 dias, renováveis por mais 60 dias.
 

A Lei 13.021 permite ao farmacêutico, após avaliar o paciente, prescrever medicamentos isentos de receita médica. O proprietário não pode desautorizar o farmacêutico, pois o profissional é o responsável pelo estabelecimento, fornecimento dos produtos e autorização e licenciamento nos órgãos competentes. As regras também são aplicadas à indústria farmacêutica.
 

Outra função que cabe ao farmacêutico, pelo texto, é notificar aos profissionais de saúde, aos órgãos sanitários competentes e ao laboratório industrial os efeitos colaterais, as reações adversas, as intoxicações, voluntárias ou não e a dependência de medicamentos, entre outros pontos.
 

As farmácias também poderão dispor, para atendimento imediato à população, de vacinas e soros que atendam o perfil epidemiológico da região demográfica, além de garantir assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS).

 
O projeto da regulamentação das farmácias (PLS 41/1993), que tramitou mais de 20 anos no Congresso, foi aprovado pelo Plenário do Senado em julho. A relatora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que também é farmacêutica, destacou que a proposta foi apoiada pelo Conselho Federal de Farmácia. "O medicamento é importante, mas a população também precisa do farmacêutico presente", defendeu a senadora durante a votação.
 

Assessoria de Imprensa Sinfarmig com informações da Agência Senado

Debate na internet examina até quarta-feira (8) propostas para salvar vidas de crianças e adolescentes negros.  Segundo o mais  recente relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, de 2012, o Brasil fica em sexto lugar entre os países que registram grande número de vítimas de homicídios envolvendo jovens (negros, em maioria) com até 19 anos.

 

As discussões online serão feitas entre pessoas que se cadastrarem gratuitamente no fórum Juventude e Violência, no site www.mobilizadores.org.br. De acordo com a coordenadora-geral da Rede Mobilizadores, Gleyse Peiter, pensar solução em defesa da vida é o objetivo do fórum. “Se a gente continuar em um ritmo continuado de extermínio da população jovem, principalmente de negros, teremos diminuída essa camada na população”, frisou.

 

Gleyse lembra que a pesquisa Mapa da Violência 2014, mostrou que a vitimização de negros é bem maior que a de brancos. Segundo o estudo, morreram proporcionalmente 146,5% mais negros do que brancos no Brasil em 2012, em situações como homicídios, acidentes de trânsito ou suicídio.

 

O autor do mapa, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso),  disse que pessoas brancas morrem menos de homicídio porque vivem em áreas mais beneficiadas por políticas de segurança e têm mais acesso à segurança privada. “Assim, os negros são excluídos duplamente – pelo Estado e em razão do seu baixo poder aquisitivo”, diz o texto.

 

Em agosto, parentes de jovens mortos nas comunidades do Rio fizeram manifestação em Manguinhos, na zona norte.  Lá, o estudante negro Paulo Ricardo Pinho de Menezes, 17 anos,  irmão do Paulo Roberto, morto em 17 de outubro do ano passado, disse que há indignação com os abusos cometidos pelas forças de segurança nas comunidades.

 

“Assim não dá para ficar, quase todo mês morre um. E só jovem que não tem nada [que] ver, eu mesmo quase fui morto com o Jonathan, os policiais começaram a dar tiro no meio da rua”, contou.

 

Jonathan de Oliveira de Lima foi morto em 14 de maio, em confronto com a polícia após uma manifestação, também em Manguinhos. A mãe dele, Ana Paula Gomes de Oliveira, lembra que quando o papa Francisco visitou a comunidade, no dia 25 de julho do ano passado, os moradores estenderam uma faixa com fotos de jovens mortos nas comunidades.

 

“O objetivo desse evento [manifestação] é dar um basta na morte de tantos jovens negros nas comunidades”, disse a mãe do jovem, à época.

 

Cerca  de 38 mil pessoas estão cadastradas para participar da discussão no fórum Juventude e Violência. No site, está disponível a pesquisa Mapa da Violência 2014.

 

Fonte: Agência Brasil

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