O resultado do exame que vai confirmar ou descartar o primeiro caso de ebola no Brasil deve ser divulgado em até 24 horas pelo Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, a amostra já foi colhida e deve chegar nas próximas horas ao Instituto Evandro Chagas, no Pará.


Durante coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que o homem de 47 anos procedente da Guiné já passou por uma testagem para malária e o resultado foi negativo. Ele ressaltou que o Instituto Evandro Chagas é considerado uma referência internacional em febres hemorrágicas e trabalha com todos os preceitos máximos de segurança.


"Deveremos ter o resultado em até 24 horas. Se tivermos a liberação antes, imediatamente tornaremos público", disse. Chioro lembrou que o protocolo internacional para confirmação de ebola exige dois exames laboratoriais. Portanto, independentemente do primeiro resultado, uma segunda amostra será colhida 48 horas depois.


O ministro destacou que o ebola não é transmitido pelo ar, pela água ou por alimentos, apenas pelo contato direto com o sangue e fluidos corporais do paciente ou com superfícies contaminadas. Ainda segundo ele, durante o período de incubação, não há transmissão do vírus.

"As pessoas que viajaram ou que entraram em contato com ele antes do dia 8 não correm risco de ter contraído a doença", disse. Hoje, às 18h, uma nova coletiva será conduzida pela pasta para atualização das informações. A expectativa da própria pasta, entretanto, é que o resultado do exame ainda não tenha ficado pronto.

Fonte: Agência Brasil

Ao comentar o primeiro caso suspeito de ebola no Brasil, registrado no município de Cascavel (PR), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse hoje (10) que a situação está sob controle. "Todos os procedimentos realizados foram feitos em um tempo-resposta extremamente adequado e em cumprimento a todo os requisitos de protocolo."

 

As informações da pasta indicam que o homem de 47 anos, solteiro, saiu da Guiné no dia 18 de setembro sem referir contato com pessoas infectadas pelo ebola. No dia 19 de setembro, ele desembarcou no aeroporto de Guarulhos. Ontem (9), procurou atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Cascavel relatando febre, tosse e dor de garganta, sintomas iniciados na última quarta-feira (8) – 20 dias depois de sair da Guiné.

 

O último boletim médico indica que o estado geral de saúde do paciente é bom e que ele não apresenta febre ou qualquer outro sintoma, como hemorragia ou diarreia. Ele permanece em isolamento total.

 

Foram identificadas 64 pessoas que tiveram algum tipo de contato com o homem, sendo 60 delas na UPA de Cascavel e três que tiveram contato direto com o paciente. Dois casais hospedados na mesma residência em que o homem estava também estão sendo monitorados. Todas essas pessoas são consideradas de baixo risco, mas serão submetidas ao monitoramento de temperatura uma vez por dia durante 21 dias.

 

Fonte: Agência Brasil 

Segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE, a produção cresceu em agosto em dez de 14 regiões pesquisadas

 

São Paulo – O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, ao analisar dados divulgados ontem (8) pelo IBGE, avalia que o crescimento é "muito positivo" e é capaz de dar à indústria, a médio e longo prazos, os investimentos necessários para retomar uma atividade continuamente positiva. Para ele, o Rio Grande do Sul apresenta peculiaridades na "performance" industrial, com desempenho maior no setor agroindustrial.

 

De julho para agosto, a produção industrial cresceu em dez dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, com o segundo resultado positivo seguido. Os três estados que mais cresceram foram Rio Grande do Sul (4,2%), Goiás (3,3%) e Espírito Santo (3,2%). Na comparação com agosto do ano passado, o resultado ainda é negativo (-5,4%).

 

Outros locais que tiveram alta maior do que a média nacional, de 0,7%, foram Ceará (2,8%), Pernambuco (2,7%), Paraná (2,1%), Pará (2%) e São Paulo (0,8%). Além deles, completam a lista Santa Catarina (0,5%) e Minas Gerais (0,1%). Quatro locais registraram queda: Amazonas (-4,5%), a Bahia (-4,2%), o Rio de Janeiro (-1,6%) e a região Nordeste (-1,2%).

 

"São muito importantes esses resultados. O segundo mês consecutivo talvez esteja indicando uma retomada da atividade econômica, mas ela dependerá, em grande medida, da continuidade de políticas industriais e estímulos", afirma Clemente à Rádio Brasil Atual. Segundo ele, o crescimento da atividade industrial propicia uma demanda econômica, que cria mais emprego em outros setores.

 

Na comparação com agosto do ano passado, houve alta em apenas quatro locais, com destaque para o Espírito Santo (13,7%). Onze tiveram queda, sendo a maior delas observada no Paraná (-10,3%). No acumulado do ano, houve avanços em seis locais e queda em nove. No acumulado de 12 meses, sete locais tiveram crescimento e oito apresentaram recuo na produção industrial.

 

Reproduzido do site da Rede Brasil Atual  (com informações da Agência Brasil)

As doenças diarreicas agudas infecciosas e transmissíveis são provocadas por diferentes agentes enteropatógenos, sendo os principais as bactérias, os vírus e os protozoários. Os efeitos fisiológicos mais importantes são desidratação e desnutrição que dificultam o ganho de peso e altura nas crianças, e podem ocasionar retardo no intelecto infantil.

 

Com o objetivo de realizar uma análise de indicadores integrados de ambiente e saúde relativos aos fatores condicionantes da mortalidade por diarreia em crianças menores de um ano nas regiões brasileiras, a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pùblica (Ensp/Fiocruz) Sandra Hacon, em parceira com pesquisadores de outras instituições, desenvolveu o estudo Análise espacial de indicadores integrados determinantes da mortalidade por diarreia aguda em crianças menores de 1 ano em regiões geográficas.

 

O trabalho aponta que as regiões Norte e Nordeste apresentam taxas de mortalidade superiores a da Região Sul devido, principalmente, aos indicadores socioambientais relacionados à pobreza e ao saneamento básico. O estudo aponta que as regiões brasileiras mostram diferentes condições demográficas, econômicas, sociais, culturais e de saúde

 

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, ainda que a progressão da evolução clínica aguda e fatal do processo saúde-doença na população infantil seja determinada por múltiplas causas, a pobreza é um importante aspecto que prevê as condições de saúde na infância. A morbimortalidade por diarreia infantil está condicionada principalmente ao baixo nível socioeconômico da população, sendo um dos principais fatores que influencia as condições de saneamento básico precário e comportamento higiênico pessoal e doméstico insatisfatório. Aproximadamente 10,5 milhões de crianças menores de cinco anos morrem todo ano nos países mais pobres por doenças infecciosas e parasitárias, principalmente por pneumonia, diarreia, sarampo e Aids/HIV.

 

O estudo aponta que as regiões brasileiras mostram diferentes condições demográficas, econômicas, sociais, culturais e de saúde. A Região Norte tem a maior parte da Floresta Amazônica, tem a menor densidade populacional (3,9 pessoas por km2) e é a segunda região mais pobre do país, atrás do Nordeste, com elevada proporção de residências sem coleta de lixo e com esgotamento sanitário a céu aberto. No Brasil, apesar de os dados oficiais apontarem para a queda da mortalidade em menores de 5 anos, as regiões Norte e Nordeste concentram a maioria dos óbitos. As taxas de mortalidade por diarreia infantil mostram que os menores de 1 ano são os mais vulneráveis e as regiões Norte e Nordeste também lideram as taxas mais elevadas de óbito nesta faixa etária.

 

O estudo levou em consideração sete indicadores socioambientais, construídos a partir do banco de dados do Sistema do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de Recuperação Automática do Censo Demográfico de 2010. As informações de óbitos por diarreia em crianças menores de 1 ano e de nascidos vivos foram obtidos por meio das bases de dados dos Sistemas de Informação de Mortalidade e do Sistema de Informação de Nascidos Vivos do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Os resultados apontam que as microrregiões com maiores taxas de mortalidade por doença diarreica aguda em menores de um ano, em 2009, estão situadas nas regiões Norte e o Nordeste, que apresentaram, respectivamente, cinco e quatro vezes mais taxa de mortalidade por diarreia que a Região Sul.

A pesquisa destaca ainda que dentre os indicadores associados aos óbitos por diarreia infantil nas microrregiões brasileiras, o de extrema pobreza se destacou por obter correlação com todas as regiões, exceto a Sul. Para as microrregiões situadas no Norte e Nordeste, os principais indicadores foram os relacionados às condições sociais e demográficas e ao saneamento básico. Para as microrregiões situadas no Centro-Oeste e Sudeste, os indicadores sociodemográficos se mostraram significantes com os óbitos por diarreia infantil.

 

“A diarreia infantil se apresenta como um agravo que mostra a iniquidade em saúde no território brasileiro. As crianças menores de um ano residentes nas microrregiões localizadas nas regiões Norte e Nordeste são as mais expostas ao risco de óbito pela diarreia, pois nestes locais concentram-se os piores valores para os indicadores socioambientais analisados, principalmente no que diz respeito à pobreza e ao saneamento básico. Neste sentido, políticas públicas sociais, econômicas, ambientais, culturais e de saúde devem embasar-se no princípio de equidade para atender as diferentes necessidades locais de cada região”, apontaram os autores.

 

O artigo Análise espacial de indicadores integrados determinantes da mortalidade por diarreia aguda em crianças menores de 1 ano em regiões geográficas foi desenvolvido pela pesquisadora do Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Escola Nacional de Saúde Pública (Densp/Ensp) Sandra Hacon, em parceira com as pesquisadoras da Universidade do Estado de Mato Grosso, Helena Ferraz Bühler, Eliane Ignotti e Sandra Mara Alves da Silva Neves, e publicado na revista Ciência e Saúde Coletiva.

 

Fonte: Informe da Escola Nacional de Saúde Pública

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