A Anvisa determinou, nesta segunda-feira (10/11), a apreensão e inutilização do lote 1002 do cosmético Havellis Professional Extreme Restore Máscara Reconstrutora, frasco de 100 ml, de cor preta, que apresentem em sua rotulagem a expressão Aut. Func. Anvisa 2.02097-6. A empresa detentora do registro do produto, Timage Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda, desconhece a existência do lote citado, tratando-se, portanto, de uma falsificação.

 

A Agência também suspendeu a importação, distribuição, comercialização e uso das Luvas Cirúrgicas Estéreis(tamanhos 6,0; 6,5; 7,0; 7,5 e 8,0), marca Embramac, fabricados a partir de 23/4/2014 pela empresa Terang Nusa SDN BHD; importadas por Embramac – Empresa Brasileira de Materiais Cirúrgicos, Indústria, Comércio, Importação e Exportação Ltda. Foi constatado, durante uma auditoria na fábrica realizada em 23 e 24 de abril de 2014, que o método de esterilização utilizado está em desacordo com o que consta no cadastro do produto. A Anvisa também publicou o Alerta de Tecnovigilância nº 1429, que comunica o desvio de qualidade e determina que a detentora do registro recolha os produtos fabricados a partir da data da auditoria na empresa.

 

Foi determinada também a interdição cautelar, pelo prazo de 90 dias, do lote 01700514 (validade: 01/10/2015) do Shampoo Marroquina Força e Brilho Step 2, marca BEAUTY HAIR, fabricado por Luso 1 Comércio e Indústria de Cosméticos Ltda. O lote apresentou resultado insatisfatório no ensaio de determinação de pH.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Medicamentos prescritos por médicos para tratamento de dor podem conter ópio e criar dependência. A Organização lançou uma nova diretriz para reduzir alto número de mortes.
Quase 70 mil pessoas morrem todos os anos por overdose de substâncias opiáceas – como a morfina, heroína ou analgésicos como a oxicodona. Preocupada com esta questão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou na terça-feira (04) novas diretrizes para promover a redução desse índice de mortalidade.

 

“Em todo o mundo, estima-se que 69 mil pessoas morram de overdose opiácea todos os anos”, informou a OMS. “Esse número tem aumentado nos últimos anos, parcialmente relacionado ao aumento do uso de opiáceos no controle de dores crônicas”.

 

Só nos Estados Unidos, em 2010, estima-se que 16.651 pessoas morreram devido à prescrição de remédios preparados com ópio. De acordo com a OMS, apenas 10% das cerca de 15 milhões de pessoas que sofrem de dependência opiácea recebem tratamento. A maioria das pessoas dependentes de opiáceos usa substâncias cultivadas de maneira ilícita ou heroína manufaturada, mas um número cada vez mais usa medicamentos prescritos com opiáceos. Nos últimos 10 anos, o seu uso aumentou na gestão de dores crônicas não relacionadas ao câncer, como a dor lombar.

 

Para reverter esse quadro, as diretrizes recomendam o acesso do econômico medicamento naloxona às pessoas mais inclinadas a experienciar uma overdose opiácea e o treinamento de sua administração para a ressuscitação de pacientes. O naloxona é capaz de reverter completamente os efeitos da overdose opiácea e prevenir mortes por abusos de substâncias derivadas do ópio.

 

“Uma pequisa recente nos Estados Unidos mostrou que a distribuição de aproximadamente 50 mil kits de naloxona através de programas locais de prevenção de overdose opiácea reverteram mais de 10 mil overdoses”, disse a Organização. Desde 2011, a política de prover naloxona para as pessoas em risco já está em vigor na Escócia, bem como em várias juridições nos Estados Unidos. A Irlanda já anunciou essa medida como política nacional.

 

Em 2012, o Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) pediu à OMS, em colaboração com o Escritório sobre Drogas e Crime (UNODC), para prover conselhos e orientação baseados em evidência científica na prevenção de mortalidade da overdose de drogas, em particular da overdose opiácea.

 

Fonte: ONU Brasil

As dores no peito, o desconforto no estômago e dor no braço esquerdo foram alguns dos diferentes sinais que o aposentado Wagner dos Santos, de 59 anos, teve em cinco infartos agudos do miocárdio (IAM). O infarto agudo do miocárdio é primeira causa de mortes no país, de acordo com a base de dados do DATASUS, do Ministério da Saúde, que registra cerca de 100 mil óbitos anuais devidos à doença.

Mesmo sem histórico familiar de casos, Wagner sofreu os infartos entre os anos 2000 e 2013 e aprendeu a monitorar os possíveis sintomas da doença crônica. No primeiro susto parou de fumar, mudou para uma dieta com baixo teor de gorduras e deu início à prática de atividades físicas. Hoje, cerca de um ano após último incidente, o aposentado mantém apenas a dieta e não se exercita mais.

Os fatores de risco para o IAM podem ser divididos em fatores modificáveis e não modificáveis, a depender se o fator pode ser alterado ou não pelo indivíduo. Os principais fatores não modificáveis são a idade, a raça, o sexo e o histórico familiar. As características de idade avançada, homens, raça negra e história familiar de doenças cardiovasculares aumentam o risco de forma relevante. Os fatores modificáveis mais importantes são a alimentação desequilibrada rica em gorduras, carboidratos, sal e alimentos processados, o uso de álcool, de cigarro e de outras drogas, as situações recorrentes de estresse e o sedentarismo. Estes últimos se somam com os fatores não modificáveis, aumentando (ou diminuindo, se forem bem controlados) o risco do indivíduo apresentar um IAM no futuro.

A dor torácica é o principal sintoma associado ao IAM, que é descrito como uma dor súbita, sobre o esterno (osso localizado no meio do peito), constante e constritiva, que pode ou não se irradiar para várias partes do corpo, como a mandíbula, costas, pescoço e braços, especialmente a face interna do braço esquerdo, e falta de ar. Quando ocorre na pessoa idosa, o IAM nem sempre se apresenta a dor constritiva típica, em virtude da menor resposta dos neurotransmissores que acontece no período de envelhecimento, podendo assim passar despercebido.

A dor do IAM se deve à redução de fluxo sanguíneo ocasionado pelo estreitamento ou obstrução de uma artéria do coração, impedindo que oxigênio chegue em quantidade adequada para as células cardíacas. Esse estreitamento se dá pelo acúmulo de gordura por dentro na artéria ou pela impactação (“entupimento”) de um êmbolo. A dor pode ser confundida com sintomas corriqueiros como má digestão, dor muscular, tensões, dentre outros. A redução do fluxo sanguíneo também pode ser resultante de choque, uso de drogas estimulantes, tumores ou hemorragias.

Vale lembrar que, na angina, o suprimento de sangue é reduzido da mesma maneira que no IAM, mas se diferencia deste último porque não há morte das células do coração. A angina pode ser precipitada por um esforço físico ou uma emoção mais intensa e geralmente melhora em um curto período com o repouso e o uso de medicamentos específicos.

Em todos os casos de infarto que teve, Wagner recebeu atendimento de urgência, sendo encaminhado ao hospital e permanecendo por alguns dias na UTI. “Sempre recebi atendimento tempestivo, fiquei dois dias na UTI e depois começo a seguir a dieta e os exercícios.”, conta. É importante ressaltar que os hábitos saudáveis devem ser mantidos ao longo de toda vida, para se proteger de novos eventos.

O atendimento imediato ao paciente aumenta as chances de sobrevivência e uma recuperação com um mínimo de sequelas. Para isso, é fundamental que, perante um quadro suspeito de IAM, o indivíduo acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou procure imediatamente uma Unidade de Saúde ou Unidade de Pronto Atendimento. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo de alguns fatores, como por exemplo a extensão e a área do coração acometida.

SAMU - Este ano, as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) passaram a contar com medicamentos trombolíticos, que podem diminuir em até 17% o número de mortes por infarto agudo do miocárdio.


Fonte: Blog da Saúde / Coordenação Nacional de Saúde dos Homens / Coordenação Geral de Atenção as Pessoas com Doenças Crônicas

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