Com o tema “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, Direito de Todos e Todas e Dever do Estado”, a 4ª Conferência Nacional da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (4ª CNSTT), acontecerá de 15 a 18 de dezembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília e terá a participação de 1.216 delegados.

 
Veja a programação da 4ª CNSTT:

 
15 de Dezembro de 2014
10h às 21h – Credenciamento de delegados titulares e convidados
12h às 13h30min - Almoço
14h às 17h – Plenária de Abertura: Aprovação do Regulamento
17h às 17h30min – Intervalo (Petit Four/Lanche) e Atividade Cultural
18h às 19h30min – Mesa Redonda: Desenvolvimento econômico, social e ambiental e seus reflexos na saúde do trabalhador e da trabalhadora.
19h30min às 20h30min – Solenidade de Abertura
20h30min – Coquetel
16 de Dezembro de 2014
09h às 18h – Credenciamento de delegados titulares e convidados
18h às 21h – Credenciamento de delegados suplentes em substituição aos delegados titulares
08h às 10h30min – Diálogos Temáticos
10h45min às 13h – Diálogos Transversais
13h às 14h30min - Almoço
14h30min às 18h30min – Trabalhos de Grupos
16h30min às 16h45min – Intervalo (Petit Four/Lanche)
19h às 21h – Jantar
17 de Dezembro de 2014
8h às 18h30min – Trabalhos de Grupos
12h às 13h30min – Almoço
15h às 15h15min – Intervalo (Petit Four/Lanche)
18h às 19h30min – Jantar
18 de Dezembro de 2014
8h às 18h30min – Plenária Final e Encerramento
12h às 13h30min – Almoço
15h às 15h15min – Intervalo (Petit Four/Lanche)
18h às 19h30min - Jantar
 

Fonte: CNS

A Anvisa publicou, na última terça-feira (09/12), a atualização da norma de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), revogando a RDC 249/05. A nova norma atualiza definições e requisitos de acordo com guias internacionais, como conceitos de material de partida, intermediário e data de reteste. Também foram harmonizadas disposições sobre Estabilidade com a legislação vigente.

 

Textos de outras resoluções também foram incorporados na nova Resolução da Diretoria Colegiada (RDC), como é o caso da RDC nº 57/2012 que tratava das BPF de IFAs obtidos por culturas de células/fermentação; e a RDC 14/2013 que tratava das BPF de IFAs de origem vegetal. Ambas constam nos capítulos XVIII e XIX da resolução atual.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

A Anvisa aprovou ontem, (09/12) duas iniciativas regulatórias para propor o banimento dos agrotóxicos Forato e Parationa Metílica. Os dois produtos fazem parte do grupo de agrotóxicos que vem passando por reavaliação da Anvisa para revisar os seus parâmetros de segurança. No processo de registro de agrotóxicos no Brasil, cabe à Anvisa avaliar o impacto destas substâncias sobre a saúde humana, tanto do trabalhador rural como do consumidor.

 

Por lei, o registro de agrotóxicos não tem data de validade, porém as reavaliações são feitas para rever os limites de segurança do produto diante de novas informações científicas sobre estas substâncias. A Anvisa já havia realizado consultas públicas com a indicação de banimentos destas duas substâncias anteriormente.

 

Trata-se de análises rigorosas que busca reunir todas as evidências e trabalhos científicos que apontem dados relevantes para a saúde humana.

 

Desde 2009, quando a Agência iniciou a reavaliação de 14 agrotóxicos existentes no país, quatro já foram banidos e outros dois sofreram alterações em seus limites e recomendações de uso. A iniciativa regulatória deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Ronald Ferreira fala que a unidade, mobilização e diálogo foram centrais para o enfrentamento da MP 653.



Em entrevista ao site da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos conta como foi o processo de luta contra a MP. Ele denunciou os interesses econômicos que levaram à sua edição e, em seguida, se materializaram de forma ainda mais forte no parecer do relator Manoel Júnior (PMDB/PB), amarrado em compromissos com financiadores da campanha, num exemplo claro do porque o Brasil precisa, urgentemente, de uma reforma política. Ronald ressalta, ainda, que a categoria se mobilizou como nunca em torno de três conceitos fundamentais, já trabalhados pela Fenafar há muitos anos: o da farmácia estabelecimento de saúde, do farmacêutico como profissional de saúde e do medicamento como insumo essencial para a garantia do direito à saúde. Entre as conquistas obtidas pela ação unitária da categoria e das suas entidades, além da perda da validade da MP, Ronald aponta: a própria mobilização dos farmacêuticos de Norte a Sul do Brasil. Leia a seguir.

 

Fenafar: Como foi construída a estratégia de luta das entidades contra a MP 653?

 

Ronald Ferreira dos Santos: A principal preocupação desde a edição da MP 653 era o fato de ela limitar uma das principais conquistas da lei 13.021: sobre a autoridade deste novo estabelecimento que ficou delineado na lei, que é a farmácia como estabelecimento de saúde e que a autoridade técnica é do farmacêutico. Ou seja, é o trabalho do farmacêutico que vai qualificar este novo estabelecimento. A medida provisória, preocupada com os rincões e preocupada com as micros e pequenas empresas, secundarizou esta questão central. Então a nossa preocupação desde o primeiro momento foi a de não permitir retrocessos e, para isso, fomos buscar os diálogos no Congresso Nacional.

O primeiro movimento realizado foi garantir que a presidência da comissão mista fosse ocupada por aliados da nossa luta. Isso envolveu um esforço de articulação bastante grande e, então conquistamos que a senadora Vanessa Grazziotin fosse a presidenta da comissão.

O segundo momento foi debater o máximo possível com os parlamentares e com a sociedade quais os riscos que estavam colocados pela MP 653. Isso foi feito durante as audiências públicas, ampliando o debate e deixando bastante claro o atraso que significaria a manutenção da medida provisória.

Tivemos um terceiro momento, que foi o debate em torno da proposta do relator. E que nos surpreendeu com uma proposta pior do que a própria medida provisória, trazendo uma série de contrabandos.

A partir daí, iniciamos um processo forte de diálogo com todos os setores, oposição e governo, para tentar construir um entendimento mínimo dos problemas colocados pela medida provisória e agravados pelo parecer do relator. Tentamos estabelecer negociação com o relator, apresentando para ele os itens que para nós eram inegociáveis e outros que era possível negociar. O que era inegociável: a questão da responsabilidade técnica que é do farmacêutico e é algo absolutamente inegociável, mas tentando tratar a questão das excessões. Foi esse o processo de negociação. Mas não foi possível ter um acordo com o relator.

Embora tenhamos conseguido avançar com a oposição e com o próprio governo, o relator não abriu mão. Convocamos, então, o máximo de manifestações para buscar derrubar o relatório ou fazer com que a medida provisória não prosperasse, perdendo o prazo.

 

Fenafar: O que explica esse relatório tão ruim do deputado Manoel Junior (PMDB/PB)?

 

Ronald: O problema da urgência da reforma política. Os mesmos interesses que convenceram a presidenta da República de editar essa medida provisória – traduzindo um lobby bastante grande feito pelo Ministério das micro e pequenas empresas –, esse mesmo poder econômico financiou inúmeros deputados para ver os seus interesses garantidos no Congresso Nacional. Então, o que foi o definidor neste processo foram os compromissos com os financiadores de campanha, literalmente. Foi exatamente isso que levou a esse processo de intransigência e dificuldade de sair com uma negociação em que a saúde, os farmacêuticos e a sociedade fossem vitoriosas. Então a estragética foi fazer caducar a medida provisória, que foi a forma de todos sairmos vitoriosos.
 

 

Fenafar: Como foi o envolvimento da categoria nesta luta? Houve uma adesão em massa dos farmacêuticos e farmacêuticas?

 


Ronald:Essa eu acho que foi a maior das conquistas. Nunca se viu na história da categoria farmacêutica um processo de mobilização em todos os cantos do Brasil como houve agora. A partir deste processo, a história vai ser diferente. Justamente porque diversos atores que não se mobilizaram antes, se mobilizaram agora em torno das três teses principais que nós [Fenafar] temos defendido ao longo do tempo. Que é a farmácia estabelecimento de saúde, o farmacêutico como um profissional de saúde e medicamento como um insumo essencial para garantia do direito à saúde. Essas três teses mobilizaram como nunca antes na história, em todos os cantos do Brasil. Essa luta é a nossa principal conquista, porque foi na prática concreta do enfrentamento ao poder econômico que houve essa mobilização de Norte a Sul do Brasil. Esse aprendizado, essa conquista é um dos patrimônios incalculáveis que conseguimos acumular neste processo.

 

Fenafar: Quais são agora, diante da perda de validade da MP, os desafios para a implantação da 13021?

 

Ronald: Temos falado bastante que não existe equilíbrio, ou se avança, ou se retrocede. Então, os próximos passos são em torno destas três teses principais. Ou seja, é nós buscarmos contratações na sociedade e na prática profissional que validem essas três teses: da farmácia estabelecimento de saúde, farmacêutico profissional de saúde, e o medicamento como insumo essencial. Elas precisão ser materializadas no processo de formação, de construção dos serviços, da inserção do farmacêutico, na valorização do profissional e nas agendas que o Fórum Nacional pela Valorização da Profissão Farmacêutica estabeleceu como prioridade, que são a questão do piso salarial, da jornada de trabalho e da inserção do farmacêutico no SUS. Essas lutas nos permitirão manter o processo na ofensiva e impedir que com certeza os poderesos lobbys que estão no congresso nacional voltem para tentar algum retrocesso.
 

 

Fenafar: Você acredita que poderá haver judicialização em torno da lei?

 

Ronald: Com certeza, a petição é livre. Inclusive as interpretações que alguns sindicatos patronais estão dando para a lei, completamente equivocadas, já sinalizam que nós não vamos ter menos luta, que nós vamos continuar tento mais luta e mais enfrentamento para garantir que se materialize a 13.021 da prática.
 

 

Fenafar: E no campo judicial o debate é ainda mais complicado e vai exigir ainda mais unidade da categoria e fortalecimento das entidades.

 

Ronald: Não tenho a menor dúvida. O Fórum Nacional já está buscando junto a renomados juristas um conjunto de pareceres e de análises jurídicas para dar o máximo de sustentação às conquistas que a 13.021 trouxe.
 

 

Fenafar: Você avalia que a Fenafar sai como desse processo?
 

Ronald: Muito fortalecida, porque ela teve um protagonismo bastante grande ao lado de outras entidades na liderança desse processo. Chamamos a mobilização e a unidade, apontando para a necessidade do enfrentamento em todas as frentes, nas ruas, no Congresso Nacional, no espaço do Conselho Nacional de Saúde, no espaço do diálogo com outras organizações da sociedade. Foi a Fenafar, junto com o Fórum, quem protagonizou a coordenção deste esforço nacional para o enfrentamento da MP.
 

Por Renata Mielli - jornalista
Publicado em 08/12/2014 no site da Fenafar

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