À abertura da 7ª Jornada da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), na tarde de sexta-feira (12/12), no auditório do SEESP, na Capital paulista, o presidente da confederação, Murilo Celso de Campos Pinheiro, fez uma breve retrospectiva das ações da entidade em 2014, destacando, por exemplo, o debate realizado com ex-ministros e atual titular do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para a valorização desse órgão governamental, assim como vários eventos em defesa dos profissionais liberais.


 “A CNTU prova que caminha ao lado do povo brasileiro”, comemorou, ao mesmo tempo em que falou da criação de 15 novos departamentos da entidade que vão ajudar nessa política: alimentação saudável, bioética e direitos humanos, Brasil 2022, cidades e mobilidade, ciência e tecnologia e inovação, conjuntura econômica, cooperativismo, educação continuada, formação sindical, jovem profissional, meio ambiente e Amazônia, mulheres, qualidade na saúde pública, relações internacionais e valorização profissional.
 

Na sequência, a vice-presidente da entidade, Gilda Almeida, fez o lançamento da revista “A CNTU e a luta das mulheres”, que apresenta diretrizes para uma política de gênero no sindicalismo de profissionais universitários. Ela ressaltou que a publicação foi uma construção coletiva com a participação de “várias mãos de mulheres e homens” e pretende ajudar, inclusive, o debate na sociedade. E destacou: “Sem a mulher no campo do trabalho, da saúde e da política não é possível transformar essa sociedade para termos mais justiça e igualdade.”
 

Almeida lembrou que o trabalho, que culminou com a revista, começou na comemoração do dia 8 de março de 2013 quando foi constituído o Coletivo de Mulheres da entidade, da qual é coordenadora. “Consolidamos o compromisso da nossa entidade com a luta pela igualdade de gênero e pela emancipação feminina e o combate a todas as formas de violência e discriminação”, observou.
 

O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), presente à abertura, parabenizou toda trajetória recente da CNTU que, em tão pouco tempo de existência, deu contribuições valorosas aos grandes debates do País, desde energia, ciência e tecnologia, alimentação e meio ambiente, e conclamou aos profissionais liberais que constituem a entidade – engenheiros, economistas, farmacêuticos, odontologistas, nutricionistas e médicos – a ajudarem a pensar os grandes desafios do País em 2015. “Vamos ter um ano difícil em termos de reorganização da economia que a CNTU deve contribuir.” E apresentou uma sugestão para que a confederação se engaje numa campanha contra o desperdício no consumo de água, energia e alimentos. Jardim, todavia, disse que não estava reduzindo os problemas enfrentados, por exemplo, na crise dos recursos hídricos do Estado de São Paulo que precisam também de correções estruturais.
 

Participaram da mesa de abertura da 7ª Jornada CNTU: os presidentes das federações dos Odontologistas, José Ferreira Campos Sobrinho, dos Nutricionistas, Ernane Silveira Rosas, e do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo, Pedro Afonso Gomes e os diretores das federações dos farmacêuticos, Célia Chaves, e dos engenheiros, José Ailton Pacheco.

 

Fonte: CNTU
Publicado em 15/12/2014 no site da Fenafar

Mais de 1.500 pessoas devem participar das discussões da 4° Conferência Nacional da Saúde do Trabalhador entre hoje (15) e a próxima quinta-feira (18), em Brasília. Na pauta estão temas como o financiamento à saúde, a qualificação do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para acidentes de trabalho e a efetivação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. A última conferência ocorreu há nove anos, em 2005.

O coordenador-geral da conferência, Geordeci de Souza, disse que o Brasil é o quarto país onde mais morrem empregados em local de trabalho. Por isso, acrescentou, é preciso mobilizar os trabalhadores e a sociedade para as discussões sobre o tema.

A abertura da 4° Conferência Nacional da Saúde do Trabalhador será hoje, às 19h30. Entre os ítens que serão debatidos durante os quatro dias do encontro, Geordeci cita o debate sobre o fortalecimento da intersetorialidade entre os órgãos públicos que atendem o trabalhador acidentado, a perícia médica e o fator previdenciário.

“Temos alguns gargalos que é preciso solucionar. Quando o trabalhador se acidenta ele é atendido no SUS, se precisar de afastamento, irá para a Previdência Social e quem fiscaliza o local de trabalho é o Ministério do Trabalho. Isso envolve três ministérios e eles dialogam muito pouco criando situações que geram demora e gastos para os cofres públicos”, disse Geordeci acrescentando que a intenção é que a conferência contribua para acelerar as soluções.

A conferência discutirá propostas como incluir no currículo escolar o debate sobre a saúde do trabalhador e a rediscussão dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). Esses centros têm como atribuição implementar ações que melhorem as condições de trabalho e a qualidade de vida do profissional por meio da prevenção e da vigilância.

“Temos propostas para ampliar os Cerests e ter um por regional de saúde. Hoje temos 210 Cerests no Brasil e passaríamos a ter 467. Tem também a questão do financiamento que deve ser de acordo com a população economicamente ativa que está naquela região de abrangência do centro. Hoje eles recebem o mesmo valor. Precisamos, ainda, rever a gestão desses centros”, explicou Geordeci de Souza que é representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Conselho Nacional de Saúde.

Os participantes querem que a conferência ocorra a cada quatro anos, de acordo com o coordenador-geral. Ao final do encontro será produzido um documento com as propostas aprovadas que serão apresentadas aos gestores da área de saúde.

Fonte: Agência Brasil – Yara Aquino

Erradicado no fim da década de 1950, o mosquito Aedes aegypti pode ter sido reintroduzido no Brasil não apenas uma, mas duas vezes; seguindo caminhos diferentes em cada uma delas. A conclusão é de um estudo de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, publicado recentemente na revista científica Plos Neglected Tropical Diseases. Analisando a genética das populações do mosquito da dengue no país, os cientistas observaram que os insetos encontrados entre o Nordeste e o Sudeste parecem ser oriundos do Caribe. Já aqueles do Norte seriam originários de outra parte das Américas, na região compreendida entre a Venezuela e o sudeste dos Estados Unidos.

 


A pesquisa foi realizada a partir da análise de trechos específicos do DNA de cerca de 400 insetos capturados em 11 cidades brasileiras, das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, além de sua comparação com mais de 300 mosquitos de oito localidades estrangeiras. “Verificamos que os Aedes aegypti do Brasil estão divididos em dois grandes grupos genéticos e, pela comparação com mosquitos de outros países, identificamos as duas possíveis fontes de migração dos insetos para o país”, diz o geneticista Fernando Monteiro, um dos autores do estudo e pesquisador do Laboratório de Epidemiologia e Sistemática Molecular do IOC.

 

Colaborador e autor sênior do estudo, Jeffrey Powell, da Universidade de Yale, ressalta a importância de identificar as possíveis rotas de entrada do A. aegypti no Brasil, a partir de outros países. “No caso da Região Norte, parece provável que o movimento de pessoas e mercadorias por terra, em estradas ou ferrovias, levou à reintrodução dos mosquitos. Já no Sudeste, a maior chance é de que isso tenha ocorrido por meio do comércio por barco ou avião. Assim, se houver novas tentativas de erradicação, esses dados apontam caminhos para prevenir mais uma reintrodução desses insetos”, declara o cientista.

 


Conhecer a origem e a distribuição dos diferentes grupos de A. aegypti no Brasil é um dado relevante para estratégias de combate ao inseto. Também autora da pesquisa, a geneticista Renata Schama, do Laboratório de Biologia Computacional e Sistemas do IOC, lembra que a resistência a inseticidas é uma característica genética que pode se espalhar mais rapidamente dentro de um mesmo grupo de insetos. “Por exemplo, se mosquitos do nordeste desenvolverem resistência para um determinado produto, podemos imaginar que esta característica vai se disseminar logo até o sudeste, porque os Aedes aegypti destas duas regiões fazem parte de um grande grupo geneticamente próximo, dentro do qual provavelmente existe migração de mosquitos”, explica.

 

Fronteiras suscetíveis


Além de caracterizar as populações de A. aegypti do país, o estudo reforçou a hipótese de que a erradicação promovida no passado foi realmente eficiente. Segundo Monteiro, a possibilidade de uma eliminação incompleta, seguida pela expansão a partir de um pequeno número de insetos sobreviventes em refúgios, parece pouco provável a partir das características genéticas observadas nos insetos estudados. “Quando se realiza uma campanha de erradicação, muitos mosquitos são mortos e, consequentemente, a variabilidade genética das populações se reduz drasticamente. No Brasil, observamos um alto grau de variabilidade genética dentro de cada grupo de insetos, semelhante ao de países que nunca passaram por esse tipo de ação de controle”, afirma, acrescentando que a própria distribuição dos grupos de A. aegypti no Brasil também aponta para a reintrodução a partir de outros países. “Se os mosquitos tivessem sobrevivido em pequena quantidade em diferentes refúgios e depois se espalhado novamente, deveríamos encontrar um número maior de grupos genéticos – pobres em variabilidade – e não apenas duas grandes populações de insetos no país”, diz.

 

Iniciado em 1947, o programa para erradicar o Aedes aegypti no país foi declarado um sucesso pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1958. No entanto, nos anos 1970, os insetos voltaram a ser capturados em território brasileiro. Os especialistas acreditam que a reintrodução dos mosquitos ocorreu devido à diminuição das atividades de controle, que eram baseadas principalmente no uso de inseticidas. Na época, o foco do combate ao A. aegypti visava evitar os casos urbanos de febre amarela, que eram numerosos até a década de 1940. Embora a campanha tenha sido eficaz neste sentido, quando o vírus da dengue chegou ao Brasil, em 1982, encontrou um ambiente propício para a sua disseminação. Com os mosquitos transmissores espalhados por todo o território nacional, as epidemias da doença se tornaram frequentes.

 

Aedes: fácil proliferação

Segundo a OMS, cerca de 2,5 bilhões de pessoas – aproximadamente 40% da população do planeta – vivem hoje em áreas infestadas pelo Aedes, com risco de transmissão da dengue. Especialista em genética evolutiva, Powell avalia que, como espécie, o A. aegypti é altamente capaz de se espalhar e sobreviver. “Populações com alta variabilidade genética podem se adaptar a muitos tipos dehabitat, se alimentar de diversas formas, ser mais resistentes à seca ou a temperaturas extremas. Quanto mais variável geneticamente, mais difícil é controlar ou eliminar uma espécie. A resistência a inseticidas evolui mais rapidamente em populações com mais variação genética, assim como a capacidade de adaptação a mudanças climáticas”, afirma o cientista.

 

Atualmente, a disseminação da resistência aos inseticidas é um dos fatores que dificultam o combate ao mosquito e, de acordo com Renata, essa situação torna ainda mais importante o engajamento da população para evitar a proliferação do inseto. “O Aedes aegypti se espalhou pelo mundo e, em todos os países, a resistência aos inseticidas aumenta rapidamente. Quando um novo produto começa a ser utilizado, em seguida os mosquitos se tornam capazes de tolerá-lo. Por isso, o controle da dengue depende, hoje, basicamente da conscientização da população para eliminar os depósitos de água parada, que podem se tornar focos de reprodução do inseto”, destaca.

 

Além de transmitir os vírus da dengue e da febre amarela, o Aedes aegypti também é vetor do vírus causador da febre chikungunya. Comum na Ásia, a doença chegou ao Caribe no final do ano passado e já provoca epidemias na Bahia e no Amapá, com mais de 1,3 mil casos registrados no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

 

 

Clique aqui para acessar o estudo.

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias - Maíra Menezes

O Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Farmacêuticos, reunido nesta quinta-feira, 11 de dezembro, em Brasília, manifesta o seu mais profundo repúdio contra a manifestação criminosa do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) durante pronunciamento na Câmara dos Deputados realizado nesta terça-feira (09).

 
Para agredir a deputada Maria do Rosário (PT/RS), Bolsonaro afirmou: "só não te estupro porque você não merece". Sua atitude atacou não só a deputada, mas aviltou todas as brasileiras deste país. O estupro é um crime hediondo, previsto no artigo 213 do código penal brasileiro. É uma das maiores violências cometidas contra as mulheres, rechaçada por várias convenções internacionais de direitos humanos, das quais o Brasil é signatária.

 
A afirmação do parlamentar merece rechaço ainda maior por ter sido um discurso calculado, preparado, feito no pequeno expediente da Câmara, momento no qual os parlamentares ocupam o púlpito para abordar temas que consideram importantes para o país.

 
Com esse discurso, Bolsonaro tornou-se um réu confesso do crime de estupro. Sua atitude mancha o parlamento brasileiro e desperta a indignação de homens e mulheres.
 

Nós, farmacêuticos e farmacêuticas, que lutamos em defesa do direito à saúde, da dignidade humana, dos direitos fundamentais da pessoa, sejam os individuais e os coletivos, não podemos nos calar diante dessa manifestação nefasta de um político que representa posições que desrespeitam a democracia e o ser-humano.
 

Assim, o Conselho de Representantes da Fenafar repudia a atitude e se soma às demais organizações e pessoas que clamam pela cassação do mandato do deputado Jair Bolsonora.
 

Estupro é crime!
#Fora Bolsonaro.
 

Brasília, 12 de dezembro de 2014.
Conselho de Representantes da Fenafar

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