A Anvisa publicou, nesta terça-feira (20), edital para preenchimento do cargo de Gerente-Geral de Coordenação e Fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (GGCOF). As inscrições têm início nesta terça-feira, dia 20, e vão até o dia 25 de janeiro de 2015.


O Processo Seletivo será composto por duas fases. A primeira é a análise curricular. A segunda, apresentação de plano de trabalho e entrevista.


De acordo com o edital, o candidato deve ter, dentre outros requisitos, nível superior completo, experiência profissional em gestão de pessoas e em gestão no Sistema Único de Saúde (SUS).


Para se inscrever no Processo Seletivo, os candidatos deve preencher formulário eletrônico disponível no endereço
http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=19013, além de fazer o upload do currículo.


Fonte: Imprensa Anvisa

 

Em outra inserção na imprensa de hoje, também em comemoração ao Dia do Farmacêutico, o jornal O Tempo deu destaque a artigo escrito pelo diretor Rilke Novato Públio. Leia o texto na íntegra:

 

O Consumo de Medicamentos no Brasil - a tênue linha entre o remédio e o veneno

 

Os índices do crescimento do setor farmacêutico no Brasil demonstram de forma inequívoca a forte expansão do consumo de medicamentos no país.Mesmo com a desaceleração da nossa economia nos últimos anos, este setor caminha a passos largos. Entre 2007 e 2013, o Brasil saltou da décima para sexta colocação no mercado farmacêutico mundial e a estimativa é de que em 2017 o país chegue ao quarto lugar  ficando atrás somente de Estados Unidos, China e Japão. Em 2013, o faturamento do setor farmacêutico brasileiro foi da ordem de R$ 58 bilhões, um portentoso aumento de 140% em uma década.

 

Crescentes também têm sido os investimentos do setor público, na disponibilização de medicamentos nas farmácias das unidades  de saúde (hospitais e postos de saúde).  A evolução dos investimentos em medicamentos feitos pelo Ministério da Saúde aponta que em 2003 foram investidos 1,8 bilhões de reais e em 2013 esse valor saltou para R$11,88 bilhões.

 

O Brasil possui cerca de 80 mil farmácias, distribuídas sem critérios geográficos, demográficos ou epidemiológicos, com forte apelo mercantil. Pesquisas recentes apontam que o hábito de usar medicamentos sem a orientação de médicos e farmacêuticos  chega a índices alarmantes. Mais de 76% dos entrevistados  admitem se automedicarem com base em informações de propagandas e  “dicas” de amigos e vizinhos

 

Estudos  sobre a automedicação no Brasil apresentam os seguintes fatores como principais causas para o elevado índice de consumo de medicamentos: população não educada (desinformação), propaganda  excessiva e indutora, fiscalização sanitária  deficiente e dificuldade de acesso às consultas médicas  tanto no serviço público quanto na rede privada.  

O uso indiscriminado de medicamentos em nosso país tem levado a conseqüências preocupantes. Pesquisa sobre os principais agentes causadores de intoxicações humanas, feita pela Fundação Osvaldo Cruz, vem constatando que as intoxicações por medicamentos lideram o ranking das substâncias causadoras de intoxicações humanas, superando inclusive, produtos químicos e os pesticidas usados na agricultura.

 

Mas nem tudo está perdido. Em 20014, após 20 anos tramitando no Congresso Nacional, foi aprovada a Lei n. 13.021/2014 que dispõe que a farmácia é um estabelecimento de prestação de serviços de saúde e não mais um mero ponto comercial de medicamentos. Esta lei, prevê como obrigação do farmacêutico, acompanhar os pacientes que estão em tratamento medicamentoso, provendo-os com todas as informações necessárias e inclusive informando ao médico prescritor sobre reações adversas que possam comprometer o tratamento.

 

Neste dia 20 de janeiro, quando comemoramos o “Dia do Farmacêutico”, chamamos a atenção da sociedade brasileira para o antigo, mas sempre oportuno jargão: A informação é o melhor remédio e, quando o assunto é remédio, os farmacêuticos são os profissionais aptos para fornecer a informação mais segura.

Rilke Novato Públio
Farmacêutico; diretor do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais

O Sinfarmig marcou presença hoje no MGTV 1ª Edição da TV Globo, na coluna O que ser? O quadro semanal aborda como é a rotina das profissões para orientar os estudantes do ensino médio na escolha do curso universitário. O diretor Rilke Novato Públio foi um dos entrevistados a falar da carreira farmacêutica.

 

O curso de Ciências Biológicas abre a coluna que, em seguida, enfoca a Farmácia. Confira AQUI.

Os donos do Sítio Angelim, em São Fidélis, norte fluminense, Paulo Cezar Azevedo Girão e Marcelo Conceição Azevedo Girão, além do capataz da propriedade, Roberto Melo de Araújo, foram condenados por manter quatro pessoas sob condições de trabalho análogas à de escravidão por mais de 12 anos.

A decisão do juiz André de Magalhães Lenart Zilberkrein, da 1ª Vara Federal de Campos dos Goytacazes (RJ), na mesma região, atende a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), no município, e determina a prisão de Paulo Cezar por dez anos e seis meses; o filho dele, Marcelo Conceição, a cumprir pena de sete anos e seis meses; e o capataz foi condenado a sete anos de reclusão.

Na denúncia, o MPF indica que o pai contratou as vítimas com a promessa de salário mensal e que o filho o auxiliou na administração do sítio, além de atuar diretamente na exploração do trabalho escravo. O MPF aponta ainda que o capataz do sítio mantinha os trabalhadores sob controle, com ameaças e agressões físicas, caso tentassem fugir. A denúncia informa também que durante os 12 anos em que o crime foi praticado, as vítimas recebiam alimentação inadequada, dormiam em um quarto trancado e eram obrigadas a viver em condições subumanas.

O juiz determinou ainda o pagamento de multas, por Paulo Cezar Girão, no valor equivalente a 16 salários mínimos (R$ 12,608 mil); por Marcelo Girão, no valor de nove salários mínimos (R$ 7,092 mil); e por Roberto Araújo, em valor correspondente a oito salários mínimos (R$ 6,304 mil).

Para o procurador da República, Bruno de Almeida Ferraz, a condenação criminal representa um passo importante contra os crimes que atentam contra a dignidade e os direitos humanos. “Notadamente na região norte-fluminense, mais propícia ao desenvolvimento de trabalhos ligados à lavoura canavieira e que apresenta os maiores índices de trabalho escravo no Estado”, completou o procurador.

Fonte: Agência Brasil - Cristina Índio do Brasil

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