Após se reunir com a CUT, Miguel Rossetto disse que, direitos como o seguro desemprego, salário mínimo, férias e aposentadoria são conquistas civilizatórias.

 

O ministro Miguel Rossetto, da Secretaria Geral da Presidência da República, reafirmou neste final de semana que direitos trabalhistas como seguro desemprego, salário mínimo, férias e aposentadoria, entre outros, são cláusulas pétreas e conquistas dos trabalhadores brasileiros. Na sexta-feira (23), Rossetto recebeu  do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, um convite para participar do lançamento do congresso nacional da entidade que será realizado no dia 5 de março, em Brasília.

 

Neste encontro também foi confirmada a data da nova reunião do governo federal com as centrais sindicais: será no dia 3 de fevereiro em São Paulo e na pauta estão as medidas provisórias sobre Previdência Social e Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Rossetto garantiu que o governo federal está aberto ao diálogo e neste encontro pretende escutar as opiniões e propostas das lideranças sindicais, que marcaram para a próxima quarta-feira (28) um dia nacional de luta em defesa do emprego e dos direitos trabalhistas.

 

Após a conversa com Vagner Freitas, Miguel Rossetto reafirmou o compromisso de preservar os direitos dos trabalhadores. “O seguro-desemprego é cláusula pétrea. Assim como o salário mínimo, jornada de trabalho, férias e aposentadoria fazem parte do núcleo duro dos direitos dos trabalhadores e representam conquistas civilizatórias”.

 

Segundo Rossetto, as medidas provisórias sobre Previdência Social e o FAT preservam  esses direitos e buscam responder às "grandes e positivas mudanças ocorridas no mercado de trabalho e na renda dos trabalhadores”. Nos últimos dez anos, assinalou, cerca de 30 milhões de pessoas passaram a fazer parte do sistema previdenciário e de proteção social, o salário mínimo, que é a base desse sistema, teve aumento real de 73% e a expectativa de vida dos brasileiros também melhorou.

 

Ainda na sexta-feira, Rossetto recebeu lideranças dos movimentos nacionais de luta pela moradia. Nesta reunião, o ministro garantiu o prosseguimento dos trabalhos da Mesa de Moradia, que reúne, sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência, representantes de movimentos nacionais de luta pela moradia e órgãos do governo federal como o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, a Secretaria de Patrimônio da União e o Ministério do Planejamento. Participaram da conversa representantes da Central de Movimentos Populares, Confederação Nacional das Associações de Moradores; Movimento Nacional de Luta pela Moradia e União Nacional por Moradia Popular.

 

Dia Nacional de Luta por Empregos e Direitos

 

A CUT, juntamente com as demais centrais sindicais e movimentos sociais, promove no dia 28 de janeiro, em todo o país, o Dia Nacional de Luta por Empregos e Direitos. A mobilização nacional tem como objetivo principal a garantia dos empregos, a manutenção e ampliação de direitos e impedir que a agenda derrotada nas eleições presidenciais de 2014 seja colocada em prática, com medidas que provoquem arrocho, recessão e desemprego.

 

As entidades organizadoras do Dia Nacional de Luta garantem que não permitirão que as conquistas sociais e trabalhistas dos últimos 12 anos sejam colocadas em risco por medidas de ajuste fiscal, a exemplo do que ocorreu em diversos países da Europa nos últimos anos.

 

Fonte: Carta Maior /  24/01

A epidemia, cujo primeiro caso aconteceu em dezembro de 2013 na Guiné Conakri, se expandiu ao resto do país e cruzou as fronteiras da Libéria e Serra Leoa, onde infectou perto de 22 mil pessoas e matou quase 9 mil


Genebra – A epidemia de ebola na África Ocidental demonstrou que o mundo não está preparado para fazer frente a emergências de saúde de alcance internacional, disse ontem (25) a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, que pediu a construção de novos sistemas de defesa. "O volátil mundo virológico sempre trará surpresas. Mas nunca mais o mundo deveria ser surpreendido sem preparação para fazer frente a uma ameaça virótica", afirmou.


"Peço a todos que usem a epidemia de ebola como uma oportunidade de construir um sistema de defesa mais forte para proteger a segurança sanitária global", acrescentou Margaret, em seu discurso perante o Comitê Executivo da instituição, que hoje se reúne de forma extraordinária para avaliar a epidemia de ebola em África Ocidental.


Uma epidemia cujo primeiro caso aconteceu em dezembro de 2013 na Guiné Conakri, e desde ali se expandiu ao resto do país, e cruzou as fronteiras da Libéria e Serra Leoa, onde infectou quase 22 mil pessoas e matou quase 9 mil.


É a terceira vez na história da OMS que o Comitê Executivo se reúne de forma extraordinária, e a primeira que faz para debater uma situação epidêmica.


A diretora-geral disse que são necessários programas nacionais e internacionais de preparação, e assumiu que a organização que dirige também deve fazer uma reforma para poder responder com eficácia e prontidão a uma situação similar.


"Na crise sobre a gripe pandêmica, já nos demos conta que o mundo não estava bem preparado. Agora com o ebola isso foi confirmado. A OMS sabe reagir bem aos surtos localizados, mas não a uma epidemia de alcance mundial", confessou.

De fato, Margaret assumiu minutos antes que a resposta ao ebola "tanto do mundo como da OMS tinha sido lenta demais", o que devia servir como lição para futuras emergências. Além disso, lamentou que não foi possível contar com remédios e nem vacinas para uma doença conhecida há 40 anos. "Necessitamos de planos de contingência mundiais de forma urgente."

O comitê é formado por 34 representantes dos Estados-membros e suas funções principais são assessorar ao organismo, assegurar que as decisões da Assembleia Mundial da Saúde sejam implementadas, e preparar a agenda de trabalho.


Durante a sessão de hoje, espera-se que o Comitê Executivo avalie o que foi realizado até agora para atalhar a epidemia, e formule recomendações para impulsionar medidas suplementares para acabar com o surto.


Além disso, espera-se que seja debatido sobre como poder reforçar as capacidades da OMS para poder responder de forma mais rápida e efetiva a emergências sanitárias como a do ebola.

Na sexta-feira, o diretor-geral adjunto encarregado da resposta ao ebola, Bruce Aylward, anunciou que ainda 50% das novas infecções provêm de cadeias de contágio desconhecidas, o que demonstra que há múltiplos focos sem controle.

Além disso, segue havendo transmissão intensa nas três capitais, onde o controle do contágio é muito mais difícil dada a quantidade e mobilidade das pessoas e o menor controle social.

Por sua parte, o enviado especial da ONU para o ebola, David Nabarro, que também discursou perante o comitê, reiterou que a ONU não conta com bilhões de dólares para poder continuar com os trabalhos de resposta nos próximos seis meses.

Fonte: Agência EFE – Reproduzido de Rede Brasil Atual

Declaração assinada por 26 grupos de representação popular estabelece eixos de luta para combater as medidas em favor do ajuste fiscal e o genocídio de jovens negros em periferias
São Paulo – Um grupo de 26 entidades políticas e sociais de esquerda no país divulgou ontem (22) uma declaração em apoio a reformas populares e contra a agenda conservadora que vem tomando conta do governo federal em favor do mercado financeiro, com elevação de juros e ajuste fiscal, e do agronegócio.

 

A declaração tem entre seus signatários o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

 

O documento propõe uma agenda de luta dos movimentos populares em torno de quatro eixos, que incluem a defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários, alvos no mês passado de duas MPs que reduziram as concessões de benefícios, como a regra que amplia de seis para 18 meses de trabalho o período mínimo para ter acesso ao seguro-desemprego; e o combate ao genocídio de jovens negros, pobres e periféricos.

 

Confira a íntegra do documento:

 

Declaração da Frente pelas Reformas Populares

São Paulo, 22 de janeiro de 2015

 

As organizações sociais e políticas que assinam esta declaração entendem que é urgente e necessária a construção de uma frente que coloque em pauta o tema das Reformas Populares no Brasil.

 

Esta frente terá o objetivo de concretizar uma ampla unidade para construir mobilizações que façam avançar a conquista de direitos sociais e bandeiras históricas da classe trabalhadora. Buscará também fazer a disputa de consciência e opinião na sociedade. Por sua própria natureza será uma frente com independência total em relação aos governos.

 

Neste momento, a proposta de ação da frente se organizará em torno de quatro grandes eixos:

 

1) Luta pelas Reformas Populares;

2) Enfrentamento das pautas da direita na sociedade, no Congresso, no Judiciário e nos Governos;

3) Contra os ataques aos direitos trabalhistas, previdenciários e investimentos sociais;

4) Contra a repressão às lutas sociais e o genocídio da juventude negra, pobre e periférica.

 

Num cenário de demissões, tentativas de redução salarial e cortes de direitos é preciso colocar em pauta o enfrentamento da política de ajuste fiscal do Governo Federal, dos Governos Estaduais e Prefeituras. Defendemos a imediata revogação das MPs 664 e 665/14, que representam ataques ao seguro-desemprego e pensões.

 

Chamamos também para a necessidade de enfrentar o aumento de tarifas de serviços e concessões públicas, como o transporte urbano, a energia elétrica e a água. Não aceitaremos que os trabalhadores paguem pela crise.

 

Neste sentido, a Frente adotará os seguintes encaminhamentos:

 

Construir conjuntamente o dia de lutas de 28/1 chamado pelas centrais sindicais;

 

Apoiar e construir lutas em relação ao ajuste fiscal e ataque a direitos sociais, o aumento das tarifas do transporte, a falta d’água, a criminalização das lutas sociais e o genocídio da juventude nas periferias;

 

Realizar mobilizações em torno do mote “Devolve Gilmar” visando imediato julgamento pelo STF da Ação da OAB contra o financiamento empresarial de campanhas eleitorais;

 

Apoiar as Jornadas pela Reforma Urbana e pela Reforma Agrária, em março;

 

Organizar um Dia Nacional de Lutas unificado, com indicativo entre março e maio.

 

Realizar um Seminário Nacional para avançar na plataforma e construção da Frente, com indicativo para 7/3.

 

Assinam:

 

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

 

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

 

Central Única dos Trabalhadores (CUT)

 

Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

 

Central de Movimentos Populares (CMP)

 

União Nacional dos Estudantes (UNE)

 

Coletivo Juntos

 

Coletivo Rua

 

Fora do Eixo

 

Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

 

União da Juventude Socialista (UJS)

 

Uneafro

 

Unegro

 

União Brasileira de Mulheres (UBM)

 

Igreja Povo de Deus em Movimento

 

Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras)

 

Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade

 

Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia

 

Movimento Nós da Sul

 

Movimento Popular por Moradia (MPM)

 

Coletivo Arrua

 

Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL)

 

Rede Ecumênica da Juventude (REJU)

 

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic)

 

Fórum Ecumênico ACT Aliança Brasil (FEACT)

 

Articulação Igrejas e Movimentos Populares

 

Fonte: Rede Brasil Atual

O Sinfarmig segue engajado nas comemorações do Dia do Farmacêutico. Na tarde de hoje (23), diretor do Sindicato faz palestra em evento comemorativo realizado ao longo de todo o dia no Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG).

 

Amanhã, 24 de janeiro, no Parque JK, em Belo Horizonte, diretores do Sindicato participam do evento promovido pela Associação dos Farmacêuticos Magistrais de MG – Anfarmag.

 

Na ocasião, serão distribuídos informativos sobre a Campanha de Assistência Farmacêutica à população quando também serão feitas  medição de glicose e checagem de pressão arterial. A ação deste sábado acontece com o objetivo de divulgar informações de utilidade pública mostrando a importância da profissão farmacêutica.

 

Amanhã à noite, a partir das 20h, será o momento de festejar o Dia do Farmacêutico e as importantes conquistas de 2014 com muita música e dança na confraternização promovida pelo Sinfarmig no salão nobre do CREA-MG.

 

Na próxima semana, no dia 28 de janeiro, quarta-feira, é hora de irmos para a rua  com as demais entidades farmacêuticas mineiras para panfletar na Praça Sete, centro de BH, em favor do uso racional de medicamentos.



A ação de rua também está associada à Lei 10.774/2014, aprovada no ano passado pela Câmara de Vereadores de BH e que cria, a partir deste ano, a Semana de Conscientização e de Combate à Automedicação no âmbito do Município de Belo Horizonte. 

 

Venha conosco e participe!   

Mais Artigos...