No Dia Mundial de Comate ao Câncer, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou hoje (4) que a doença registra, anualmente, 14 milhões de novos casos e 8 milhões de mortes em todo o mundo. A maioria das óbitos – cerca de 60% –, segundo os dados, são identificados na África, Ásia e na América do Sul.
“A OMS está trabalhando em conjunto com todos os países para construir soluções que reduzam as mortes prematuras provocadas pelo câncer por meio de um esforço global para diminuir em 25% as mortes prematuras provocadas por doenças crônicas não transmissíveis até 2025”, informou a OMS.
Análise feita pela organização mostra que o número de novos casos de câncer deve aumentar em 70%, nas próximas duas décadas, em todo o mundo, passando de 14 milhões para 22 milhões. Entre homens, os cinco tipos mais comuns da doença são pulmão, próstata, colorretal, estômago e fígado. Entre as mulheres, os principais tipos são mama, colorretal, pulmão, cérvix e estômago.
De acordo com a OMS, um terço das mortes por câncer são resultado de cinco riscos comportamentais e alimentares: alto índice de massa corporal, baixo consumo de frutas e verduras, falta de atividade física, uso do tabaco e consumo de álcool.
O tabaco aparece como o principal fator de risco para câncer, uma vez que responde por cerca de 30% das mortes pela doença e por 70% das mortes por câncer de pulmão em todo o mundo.
Fonte: Agência Brasil
04/02: AJUSTE FISCAL DEVE SER FEITO EM CIMA DAS GRANDES FORTUNAS
CUT e demais centrais endurecem e levam negociação das MPs para o Congresso
A CUT e as demais centrais sindicais decidiram levar para o Congresso Nacional a negociação sobre as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665 que restringem as regras para concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários. Os sindicalistas só aceitaram debater e alterar as medidas porque o governo se comprometeu a discutir a pauta da classe trabalhadora.
Como as MPs precisam ser aprovadas pelo Congresso, os sindicalistas propuseram ganhar tempo e fazer a negociação tripartite entre as centrais - centrais, governo e parlamentares.
"Já que o governo não quis revogar as MPs, inviabilizando a negociação bipartite (governo e centrais sindicais), mas se comprometeu a debater a nossa pauta, que inclui itens como alternativa ao fator previdenciário, redução de jornada para 40 horas sem redução de salário, redução dos juros e do superávit primário, o combate a terceirização e à rotatividade, decidimos discutir o conteúdo das medidas no âmbito do Congresso Nacional", disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.
No Congresso, além de negociar, vamos manter as nossas bases permanentemente mobilizadas para pressionar e fazer o enfrentamento. O ajuste fiscal não pode e não vai ser feito em cima dos/as trabalhadores/as. O dirigente disse, ainda, que a ideia é criar uma frente parlamentar formada por deputados e senadores comprometidos com os direitos dos trabalhadores. Segundo Vagner, apesar da negativa do governo em retirar as medidas, houve pontos positivos na reunião realizada nesta terça-feira (3), em São Paulo, entre os dirigentes sindicais e os ministros Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, Carlos Gabas, da Previdência Social, Nelson Barbosa, do Planejamento, e Manoel Dias, do Trabalho.
Para Vagner, são positivos o fato de o governo acenar com a possibilidade de mexer nos textos das MPs, fazer uma negociação tripartite e reconhecer que precisa adotar medidas para combater, em especial, a alta rotatividade da mão de obra.
"Os ministros entenderam que não vamos nos limitar, de maneira nenhuma, à agenda das MPs, com as quais não há acordo. Além dos itens da pauta da classe trabalhadora, que garantem direitos, queremos debater a taxação das grandes fortunas, a diminuição da sonegação fiscal, o aumento da alíquota de imposto de renda para quem ganha mais pagar mais e quem ganha menos pagar menos, o aumento da arrecadação do imposto territorial rural e sobre herança, entre outros itens".
Rossetto reafirmou que o governo "tem disposição real de negociação, para construir um espaço de diálogo para debater essa grande agenda de vocês". E, confirmando a disposição para o dialogo, o ministro adiantou que a CUT e as outras centrais estão convidadas a debater o Plano Plurianual que vai pensar o Brasil para o período de 2016 a 2019 e será liderado por Barbosa.
Vagner destacou que os sindicalistas estão preparados para participar, sugerir, colaborar, pensar o desenvolvimento do Brasil, com justiça e inclusão social e nada diferente disso. Ele cobrou mais transparência do governo, ao lembrar que na reunião anterior, em 19 de janeiro, enquanto as centrais se reuniam com os mesmos representantes do Executivo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciava em Brasília medidas sobre tributos. No conjunto, todas até agora se mostram medidas restritivas que "levam à recessão e ao desemprego". A discussão, diz o dirigente da CUT, deve ser em torno de propostas que aumentem a oferta de crédito e estimulem a atividade industrial, gerem emprego e melhorem a renda.
Fonte: CUT - Marize Muniz de Souza
04/02: DIA MUNDIAL DO CÂNCER - NUTRICIONISTA DO INCA DÁ DICAS DE PREVENÇÃO
O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) e União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) divulgam o tema "Qualidade de vida ao nosso alcance: Escolhas saudáveis para prevenir o câncer" para marcar a data de 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer.
A mudança de hábitos incentivada pela campanha, como optar pelo consumo de alimentos naturais, cessar o tabagismo, praticar atividades físicas regularmente, evitar exposição ao sol e substâncias cancerígenas e limitar o consumo de bebidas alcóolicas, é fundamental na prevenção do câncer.
Para lançar a campanha, o INCA e o Sesc promovem debate aberto ao público, das 10h às 13h, no Teatro Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro.
Conheça as possibilidades de escolhas saudáveis na alimentação e dicas de como prevenir o câncer na entrevista que o Blog da Saúde fez com o nutricionista Fábio Gomes, da Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer, do INCA.
Blog da Saúde: Qualquer tipo de câncer pode ser prevenido por meio da alimentação?
Fábio Gomes: Por enquanto a gente sabe de alguns. São muitos tipos de cânceres diferentes e o que sabemos é que alguns estão relacionados com a alimentação. O que não significa que os outros que não foram estudados não estejam relacionados, mas eles ainda não foram estudados. Ainda há poucos estudos que relacionam o câncer cerebral, por exemplo. A alimentação está relacionada com a maior carga e volume de casos de cânceres no Brasil. Não só os casos de câncer que estão relacionados com o próprio alimento, como o caminho pelo qual o alimento passa, que vai desde a boca até o reto. Mas, também, outros cânceres que não têm acesso direto ao caminho do alimento, como o câncer de mama e outros por meio da obesidade, que é um fator de risco para vários tipos de cânceres. Até, por exemplo, cânceres sanguíneos, leucemias e linfomas que podem estar relacionados à obesidade.
Blog da Saúde: De que forma a alimentação atua tanto na prevenção quanto para o aumento do risco de câncer?
Fábio Gomes: Há evidências muito claras de que carnes processadas e embutidas, como salsicha, linguiça, mortadela, blanquet de peru, que as pessoas veem como mais saudável, têm conservantes que, quando entram em contato com nosso suco digestivo no estômago, são transformadas em compostos cancerígenos e podem provocar modificações nas células do estômago e do intestino e fazem com que essas células se tornem células percussoras de câncer. Além disso, a forma de preparar as carnes também pode influenciar. Independente do tipo de carne, quando você frita ou põe ela em uma chapa ou grelha em altíssimas temperaturas, também há a formação de compostos cancerígenos que aumentam os riscos de câncer. Quando as pessoas vão comer carne, peixe ou frango, que comam de forma cozida ou assada no forno. Que são formas em que a temperatura não vai passar de 300ºC. Se você olhar a temperatura do seu forno, ela não passa de 250ºC. O sal também é um fator de risco, principalmente para câncer de estômago. Desta forma, há uma associação de risco para outros alimentos, como os industrializados, que, em geral, são adicionados de muito sal para durarem mais. O consumo excessivo de alimentos industrializados vai aumentar o risco de câncer, tanto pelo excesso de sal, mas, também, por aumentar o risco do desenvolvimento de obesidade. Então, indiretamente, produtos como biscoitos, sanduíches e lanches rápidos, promovem ganho de peso, porque possuem uma densidade energética grande. E isso provoca obesidade, que está ligada a vários tipos de câncer, como de vesícula biliar, esôfago, pâncreas, rins, então quando você deixa de consumir alimentos naturais e passa a comer alimentos industrializados, você aumenta o risco de desenvolvimento de câncer.
A parte positiva que a gente conhece são as frutas, legumes e verduras. Há estudos muito consistentes confirmando que elas ajudam a prevenir vários tipos de câncer com uma série de mecanismos. Entre eles, proteger e evitar que compostos cancerígenos cheguem até o nosso organismo e provoquem dano às células, alguns compostos destes alimentos podem também corrigir um defeito. Vamos supor que a primeira ação de proteção não foi possível, então, às vezes, acontece desses alimentos corrigirem um efeito que já foi causado, evitando a propagação de um câncer. A terceira forma dos compostos agirem é matando as células percussoras de câncer, promovendo uma morte seletiva. As frutas, verduras e legumes deixam as células saudáveis e matam as células que poderiam dar início a um câncer. Outros alimentos fundamentais são o feijão e as leguminosas, como grão de bico, lentilha e outros feijões, que no Brasil são encontrados em variedade muito grande, e podem prevenir o câncer de intestino. Valorizar a nossa identidade cultural, o nosso arroz com diferentes tipos de feijão, também é uma forma de se prevenir do câncer.
Blog da Saúde: Como seria um prato ideal e saudável?
Fábio Gomes: O prato varia muito de região para região, mas, como recomendação geral, a combinação do arroz e feijão tradicional ajuda muito. Se a gente tiver metade do nosso prato com legumes e verduras e ¼ de arroz com feijão e outro ¼ de alguma carne, peixe ou frango, de preferência o peixe, que é o prato básico encontrado na alimentação brasileira, a gente estaria se alimentando muito bem. E, claro, a gente pode variar o arroz com a farinha de mandioca, os legumes e verduras, combinando o salgado com doce, fazendo preparações com hortaliças e frutas, por exemplo, uma moqueca de peixe com arroz, sopas com carne ou sem carne, não só com legumes, mas com leguminosas como lentilha, grão de bico e feijão. O segredo é valorizar mais os alimentos de origem vegetal, menos os de origem animal e tirar do nosso dia a dia o máximo que a gente puder de alimentos industrializados, que são prontos para consumo ou prontos para aquecer.
Fonte: Blog da Saúde / Ana Beatriz Magalhães
04/02: EBOLA: APENAS 38% DOS RECURSOS PROMETIDOS FORAM ENTREGUES PARA COMBATER EPIDEMIA
Apenas pouco mais de um terço dos recursos prometidos para combater a epidemia de ebola na África Ocidental foram entregues, o que pode ter acelerado a propagação do vírus, segundo estudo publicado pelo British Medical Journal.
De acordo com a publicação, até 31 de dezembro de 2014, os doadores tinham prometido um total de US$ 2,89 bilhões para apoiar a ação internacional contra a epidemia. No entanto, apenas US$ 1,09 bilhão foram efetivamente pagos.
Segundo o estudo, os recursos entregues até o final do ano passado correspondiam a cerca de 38% do que havia sido prometido. O atraso, de acordo com o relatório, pode ter contribuído para a propagação do vírus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a cobrar mobilização mundial face à epidemia da doença no início de agosto de 2014, mas os primeiros US$ 500 milhões de ajuda só foram disponibilizados em meados de outubro, segundo o estudo.
A publicação assinala a necessidade de um mecanismo que permita um desembolso mais rápido de recursos para combater ameaças à saúde pública como o ebola.
Fonte: Agência Brasil