A Anvisa publicou no dia 11 de fevereiro o chamado para receber contribuições da sociedade em seis consultas públicas que tratam da Farmacopeia do Mercosul.

 

O prazo para encaminhar sugestões às consultas públicas (CP) é de trinta (30) dias contados a partir do dia 18 de fevereiro de 2015.

 

As propostas de normativas apresentadas nos textos das consultas pretendem harmonizar, entre outros temas, a monografia de vacinas para uso humano entre os estados partes do Mercosul.

 

Os textos irão compor a Farmacopeia Mercosul e substituirão os que estão hoje vigente e constam da quinta edição da Farmacopeia Brasileira.

 

Confira as consultas públicas :

Consulta Pública nº: CP 10/2015 / Assunto: Método Geral “Farmacopeia Mercosul: Espectrofotometria Infravermelho”

 

Consulta Pública nº: CP 11/2015 / Assunto: Monografia “Farmacopeia Mercosul: Vacinas para Uso Humano”


Consulta Pública nº: CP 12/2015 / Assunto: Método Geral “Farmacopeia Mercosul: Determinação de Água”

 

Consulta Pública nº: CP 13/2015 / Assunto: Método geral “Farmacopeia Mercosul: Métodos Gerais de Farmacognosia”


Consulta Pública nº: CP 14/2015 / Assunto: Método Geral “Farmacopeia Mercosul: Determinação de Perda por Dessecação”

 

Consulta Pública nº: CP 15/2015 / Assunto: Método Geral “Farmacopeia Mercosul: Determinação da Faixa ou Temperatura de Fusão”

 

As contribuições poderão ser enviadas para formulários específicos disponíveis nos endereços eletrônicos abaixo relacionados:



Método Geral “Farmacopeia Mercosul: Espectrofotometria Infravermelho”


Monografia “Farmacopeia Mercosul: Vacinas para Uso Humano”


Método Geral “Farmacopeia Mercosul: Determinação de Água”


Método geral “Farmacopeia Mercosul: Métodos Gerais de Farmacognosia”


Método Geral da Farmacopeia Mercosul: Determinação de Perda por Dessecação

Método Geral da Farmacopeia Mercosul: Determinação da Faixa ou Temperatura de Fusão

Fonte: Imprensa Anvisa

A partir de hoje (19), 70 planos de saúde de 11 operadoras estão suspensos por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O anúncio foi feito na semana passada diante de reclamações de usuários sobre questões como descumprimento de prazo de atendimento e negativa indevida de cobertura.

 

Dessas 11 operadoras, oito já tinham planos em suspensão no ciclo de monitoramento anterior; três não constam na última lista de suspensões e uma tem plano suspenso pela primeira vez. A suspensão, de acordo com a ANS, é preventiva e perdura por três meses. A estimativa é que a medida proteja cerca de 580 mil beneficiários.

 

Ao mesmo tempo, a ANS anunciou a reativação de 43 planos de saúde que estavam com a comercialização suspensa, pois houve comprovada melhora no atendimento ao cidadão nos últimos três meses.

 

Dados da agência indicam que há hoje no país 50,8 milhões de consumidores com planos de assistência médica e 21,4 milhões com planos exclusivamente odontológicos. Desde o início do programa de monitoramento, 1.043 planos de 143 operadoras já tiveram as vendas suspensas e 890 voltaram ao mercado após comprovar melhorias no atendimento.


Fonte: Agência Brasil

Assembleia Geral Extraordinária no dia 24/02/2015, terça-feira

 

Elaboração da pauta de reivindicações 2015

 

No próximo dia 24/02 (terça-feira), às 18h30, será realizada a Assembleia Geral dos Farmacêuticos que atuam na Indústria para elaboração da pauta de reivindicação do ano de 2015.

 

Convidamos os Farmacêuticos para participarem dessa importante atividade, em que iremos discutir pontos como remuneração, condições de trabalho, direitos e deveres dos profissionais.

 


Lembramos que a Assembleia é aberta a todos os Farmacêuticos do Estado, sindicalizados e não-sindicalizados e os avanços obtidos em nossa profissão são para beneficiar todos os profissionais.

 

Participe!


Divulgue com os colegas e faça parte de nossa luta para alcançar melhorias para nossa categoria!

 

Confira o edital:

SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS – SINFARMIG - com sede na Rua Tamóios, n° 462 – 12º andar, sala 1205 – Centro – Belo Horizonte/MG, com base territorial compreendida no Estado de Minas Gerais, convoca, na forma estatutária, todos os trabalhadores farmacêuticos associados e interessados que laboram em indústrias químicas, plásticas, farmacêuticas e cosméticos, na sua base territorial compreendida no Estado de Minas Gerais, para a Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 24/02/2015, em primeira convocação às 18:30h e, na falta de quórum mínimo estabelecido pelo Estatuto Social, trinta minutos depois, em segunda convocação, com qualquer número de presentes, para discussão e deliberação sobre a seguinte ordem do dia: a) Discussão e aprovação da pauta de reivindicações para renovação do instrumento normativo de trabalho com vigência a partir de 01/03/2015 a ser encaminhada ao Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos e Químicos para fins Industriais no Estado de Minas Gerais; b) autorizar a diretoria do SINFARMIG a empreender negociações e celebrar convenção coletiva de trabalho com a respectiva representação patronal; c) discussão e aprovação da taxa assistencial a favor do Sindicato Profissional; d) autorizar o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais a ajuizar dissídio coletivo se frustradas as negociações; e) outras deliberações conseqüentes. Belo Horizonte, 19 de fevereiro de 2015. Diretoria Executiva do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – SINFARMIG.

Para o humanista, a medicina é cada vez mais mercantilista, antiética, passa a 'ridícula' ilusão da juventude eterna e os médicos não tratam as pessoas – e sim partes delas


Em vez de abordagens multidisciplinares, medicina avançou para a micro especialização. E ficou cara


São Paulo – A  mercantilização de todas as dimensões da natureza e da vida, inclusive da saúde, que de direito universal e dever do estado está sendo alçada à condição de produto – como um carro, que compra quem pode – e o papel a que se presta a Ciência cada vez mais afinada com o lucro estiveram no centro da palestra O profissional humanitário.


Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, foi protagonista de uma concorrida palestra, parte do simpósio Programa Mais Médicos, Perspectivas e Opiniões, que a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realizou na semana passada para debater avanços e desafios do programa federal


Durante cerca de meia hora, no final da manhã da última quarta-feira (11), o teólogo, escritor e comentarista da Rádio Brasil Atual falou para professores, gestores, estudantes,agentes de saúde, usuários do SUS, médicos cubanos e de outras nacionalidades.



Convidado pela organização para falar sobre como deveria ser, ao seu ver, o "profissional humanitário", ele não poupou nem a incompetência do governo federal em comunicar o que considera ser talvez a melhor e mais revolucionária de suas ações: justamente o programa Mais Médicos.


Sua crítica dura, porém com ternura, abordou os "descaminhos" da ciência moderna, seu principal produto, a medicina, e seus subprodutos – entre eles, os médicos.
Acompanhe, a seguir, a transcrição dos principais pontos de sua reflexão:

Profissional mercantilista

O profissional humano não se antagoniza com o desumano. Desumano é o doutor Leandro Boldrini, do Rio Grande do Sul. Esse é um médico desumano porque se casou com uma mulher rica, teve um filho, essa mulher faleceu, ele ficou viúvo, se casou novamente e decidiu assassinar o filho de 11 anos para ficar com a herança que esse menino receberia da mãe. Esse é um profissional desumano. Talvez dos mais exemplares de até onde a nossa mentalidade neoliberal leva profissionais com nível superior a agir em função de interesses monetários. Um pai assassina o único filho, com a conivência da madrasta. Há agora na Justiça a desconfiança de que ele teria assassinado a mulher, que é muito mais rica que ele.


O profissional humano – ou humanizado – tem como polo antagônico não este desumano Boldrini, mas o profissional mercantilista. Ou seja, se fizermos um balanço dos três grandes períodos da história do ocidente – medieval, moderno e pós-moderno – veremos que o que caracteriza cada período é o seu paradigma; tudo gira em torno do seu paradigma, mesmo que a gente não tenha ideia da sua existência. Na idade média, era a religião; tudo girava em torno da religião, inclusive o diagnóstico das doenças. É coisa do pecado, do demônio; precisa de muita água benta, muita "benzeção".


Veio a modernidade e o paradigma se deslocou da religião para a razão e suas filhas diletas: a ciência e a tecnologia. Somos a última geração moderna. A cultura, os valores, são em decorrência de estarmos vivendo algo que nossos avós não viveram. Eles viveram mudanças; nós, algo mais profundo. A última geração que viveu algo como nós estamos vivendo foi de Leonardo Da Vinci (1452-1519), René Descartes (1596-1650), Nicolau Copérnico (1453-1543), Galileu Galilei (1564-1642), viveram o que estamos vivendo hoje: uma mudança de época. Qual será o paradigma do pós-moderno?

Submissão ao mercado


Ainda é cedo para saber. Mas o receio é que não seja a razão, nem a religião, e sim o mercado. A radical mercantilização de todas as dimensões da natureza e da vida. E aí entra o exercício da medicina. No século 20, ao se submeter a fins lucrativos, políticos, militares e racistas, sobretudo nas duas grandes guerras, a ciência se sujeitou a interesses antiéticos e desumanos e se separou do humanismo.


Permitiu o crescimento dessa mentalidade neoliberal, que é filha do capitalismo, de que a natureza, as relações, tudo está em função da obtenção privada do lucro. A ciência passou a ter um valor em si e isso trouxe consequências terríveis, desde o uso da energia nuclear na destruição de Hiroshima e Nagasaki até os agrotóxicos, talvez a causa do crescimento espantoso do câncer em nosso país.


Talvez estejamos ingerindo um nível muito superior que o nosso organismo suporta. Os transgênicos, cuja pesquisa não esta concluída, e outras pesquisas separadas de qualquer princípio ético e independente da consideração com a vida humana, desde que isso traga lucro.


Hoje enfrentamos algo mais preocupante: a retirada da saúde como direito universal. Esse produto da ciência, para mercadoria, um produto igual a um carro. Quem não tem dinheiro para comprar um carro, anda de ônibus. O carro é um produto, não um direito universal. O estado não precisa se preocupar que todos tenham um automóvel, como que tenha saúde e educação.

Me lembro de Zé Alencar (José Alencar, vice-presidente de Lula) dizendo na TV que tinha entrado num pet scan (aparelho de diagnóstico por imagem de última geração) no Sírio-Libanês... Até pensei que era pet de cachorro. “Quem dera que todo brasileiro pudesse entrar num pet scan”, disse ele. E eu fiquei pensando: que bom que todo brasileiro não precisasse de médico e hospital porque tem saneamento, educação.


O Padim Ciço (Padre Cícero Romão Batista) tem fama de santo porque ensinava a população a lavar a mão depois de defecar. E assim a mortalidade começou a ser drasticamente reduzida naquela região, por ensinar noções de higiene, e as crianças não morriam mais por bobagem.

Medicina que não trata

A medicina não trata as pessoas. O paciente diz ao médico: "Doutor, estou com 'uma puta' dor de barriga." O médico: "Vou te dar remédio para a dor de estômago, fantástico, mas tem como efeito colateral uma dorzinha de cabeça, mas vai curar a dor de barriga." No outro dia, o paciente vai a outro posto, reclama da dor de cabeça e recebe remédio que ataca o estômago... É como o dentista, que cuida de uma parte do dente. Antes, cuidava do lábio à garganta. Hoje, tem o da da gengiva, o da coroa...


A gente não trata das pessoas. É preciso criar uma cultura profissional para que a pessoa seja tratada na sua totalidade. É a chamada bioética holística, que deve adequar a pessoa no seu contexto. Texto, contexto, pretexto valem também pra saúde, assim como para a literatura. Quando se conhece a pessoa, o ambiente e contexto em que ela vive e as razões de seus problemas, fica mais fácil tratar.


Ou seja, é essa beleza que vocês (do Ministério da Saúde e do MEC) apresentaram aqui e que o governo não sabe comunicar... Eu fiquei aqui pensando "como o governo é ruim de comunicação”.


É muito ruim. E ainda paga para a televisão divulgar propaganda do governo sendo que pela Constituição o sistema radiotelevisivo na Brasil é propriedade do governo federal. Pode se entender um negócio desses? É concessão pública. O governo paga para divulgar informação de utilidade pública...

Mas voltando, há os agentes comunitários de saúde... Se a dona Maria ficar doente e tiver pouco tempo para ser atendida num consultório, vai ficar pior ao perceber o médico está olhando para a porta, para o próximo atendimento, para o relógio, porque precisa sair para almoçar, pegar o filho na escola.. E a dona Maria não vai poder contar o que precisava contar, como poderia contar para um agente de saúde.

Os agentes vão dar uma retaguarda tal que, quando a dona Maria entrar, mesmo que a consulta seja rápida, ela sabe que foi bem acolhida, tratada, porque o médico já sabia, pelos agentes, qual é o seu problema. Isso é que é fundamental.

Morte

O homem tem defeito de fabricação e prazo de validade – menos o Sarney. O fato é que colocamos a morte como antagonista da vida. E estamos criando uma nova síndrome, que é a 'síndrome do pânico da velhice'. Quando falo no aeroporto que sou velho, as pessoas se assustam. Tenho de falar que sou seminovo, como o carro. Porque nós 'clandestinizamos' a morte. Antigamente tinha choro, vela, fita amarela, luto, missa de sétimo dia, rito de passagem. Hoje a criança não vai ao velório, cremação, enterro de um avô, de um ente querido. O adulto, para ela, foi abduzido, sequestrado por um disco voador.

Ao colocarmos a morte como antagônica à vida, estamos colocando medo da velhice. A morte virou vergonha social. Precisamos integrar a morte à vida, à questão do limite da vida. Isso é humanizar a vida e a prática médica. Teremos então melhor saúde e vida. E não essa coisa ridícula que é tanta 'gente de 100 anos' fazendo de conta que tem 20.

Fonte: RBA – Cida de Oliveira / 18/02

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