Diretor da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) encaminha ofício do Sinfarmig às unidades do Sine – iniciativa deve inibir divulgação de vagas com salário abaixo do piso

 

Diante de várias denúncias recebidas de profissionais, indicando que postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) do estado vêm divulgando vagas para farmacêutico no comércio varejista fora do piso estabelecido para a categoria, o sindicato enviou ofício à entidade requerendo providências.

 

No último dia 23, o diretor de política de emprego da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), responsável pelo Sine em Minas, Frederico de Sant’Anna Caetano Ribeiro, respondeu ao Sinfarmig por meio de ofício.

 

Segundo o diretor “o ofício 005/Sinfarmig foi encaminhado às unidades do Sine com o objetivo de dar ciência às mesmas sobre a Convenção Coletiva da categoria e possibilitar que  os atendentes orientem os empregadores nas próximas ofertas de vagas”.

Ato na Câmara dos Deputados reúne dezenas de organizações em defesa da Reforma Política Democrática. Fenafar esteve presente.

 
Muitos e breves depoimentos de compromisso com o projeto de iniciativa popular marcaram o ato público que as 106 entidades que congregam a Coalizão da Reforma Política Democrática e Eleições Limpas realizaram, na tarde de quarta-feira (25), na Câmara dos Deputados, em Brasília. Representantes das entidades e parlamentares falaram sobre a necessidade de aprovação de uma reforma política que afaste a influência do poder econômico e permita maior participação popular no processo eleitoral.

 
“Nós não somos donos da verdade, mas queremos contribuir com esse projeto, que queremos que seja o melhor para o Brasil. Essa proposta é apoiada por esta Coalizão bastante ampla, bastante significativa enquanto representante da sociedade brasileira e atende as necessidades da sociedade por um projeto de reforma política democrática”, afirmou.

 
Ao final do evento – após a fala dos muitos oradores – foi feita a proclamação de uma grande adesão ao projeto e apresentado o Manifesto em que a CNBB e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) posicionam-se a favor da democracia, com “a convicção de que acima das divergências políticas, naturais numa República, estão a ordem constitucional e a normalidade democrática”.
 

Quatro pilares
 
Todos os oradores falaram sobre os quatro pilares da proposta de reforma política considerados os mais importantes para alterar significativamente o sistema eleitoral vigente. São eles a exclusão do financiamento de empresas nas campanhas; a alternância de gênero nas listas de votação, com votação em dois turnos – em lista e em candidatos, e ampliação dos mecanismos de participação direta da sociedade.
 

O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), relator da comissão especial, se disse de acordo com todas as propostas do projeto como o financiamento e as listas preordenadas, mas criticou o que considera uma inovação no sistema eleitoral que seria a votação em dois turnos – na lista preordenada e em candidatos individuais.

 
Ele disse que “não há nada proibido na nossa relatoria, estamos abertos a todos os debates”, alertando que a proposta aprovada não será de A, B ou C, citando Lula, Aécio Neves ou PMDB, mas aquela que for capaz de conquistar os 3/5 dos votos necessários para aprovação de um Emenda Constitucional.

 
Dom Joaquim Mall, bispo da CNBB, que funcionou como mestre de cerimônia do ato público, anunciou que o relator convidou a Coalizão para participar da primeira audiência pública que será realizada pela comisão especial para discutir o tema com representantes de diversos segmentos da sociedade.
 

Ao final da fala do relator, um manifestante gritou a palavra de ordem: “Financiamento privado não, eu não abro mão”, seguido pela plateia e aplausos.
 

Fala da sociedade
 
Os representantes das diversas entidades presentes ao ato público falaram em defesa do projeto e da necessidade do parlamento ouvir a voz das ruas. O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, destacou que a doação de empresa à campanha eleitoral é a correia de transmissão que passa da economia para a política. Segundo ele, na esfera política, cada participação deve ter direitos iguais, mas com a doação empresarial essa igualdade democrática desaparece.
 

“O financiamento empresarial está na raiz de muitos casos de corrupção que tem ocorrido no Brasil, no plano federal, estadual e municípios. A empresa que financia não faz doação, está fazendo investimento, porque quer ter retorno na forma de atuação regulatória do Estado ou nas licitações”, disse Marcus Vinicius.
 

Ele falou sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a doação empresarial nas campanhas eleitorais que a OAB apresentou no Supremo Tribunal Federal (STF) que já tem o voto favorável de seis ministros “porque viola os princípios democráticos”, explicou Marcus Vinicius.
 

A fala do presidente da OAB foi seguida de aplausos e gritos de “Devolve Gilmar”, em referência ao fato do ministro do STF, Gilmar Mendes, ter pedido vistas do processo e não apresentar o voto, impedindo a continuação do julgamento.
 

Entre os demais depoimentos favoráveis, destacaram-se os das duas únicas mulheres na mesa do evento - a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, e da representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Adriana Borba, que defenderem uma reforma política que garanta a representatividade de segmentos importantes da sociedade, como mulheres, indígenas e negros no Parlamento.
 

O representante da CTB, Nivaldo Santana, falou sobre a importância da participação dos trabalhadores no legislativo. E lembrou que o financiamento empresarial de campanha é responsável pela diminuição da representação de trabalhadores no Parlamento. E declarou: “Estamos empenhados em sustentar a bandeira da reforma política com propostas da Coalização. O Brasil precisa de mais democracia, equilíbrio e justiça”.
 

Compromisso dos parlamentares
 
Após a fala dos representantes das entidades, foi a vez dos parlamentares se manifestaram sobre o projeto. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) foi a primeira a falar. Ela saudou a sociedade civil “que traz a Casa do Povo essa força para que seja aprovada a reforma política que representa a resposta desejada e defendida pelo sociedade.” Segundo ela, o ato público significa “um alento e esperança de que desta vez não fiquemos na elaboração de relatórios sem votações. Que (o projeto) possa ir a plenário e possa receber a decisão da maioria e se cumpra o imperativo histórico que é corrigir as distorções do nosso sistema eleitoral.”
 

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) destacou, em sua fala, que no debate sobre reforma política é importante deixar claro qual a reforma política que queremos e que ao adjetivar “reforma democrática e eleições limpas” é dado um recado claro para sociedade brasileira.
 

Ela criticou a PEC da comissão especial, destacando como dois pontos nocivos a liberação do financiamento privado de campanha e a adoção de mecanismo de restrição de representação dos partidos.
 

“Somos um partido (o PCdoB) de 93 anos e fomos vítimas de perseguição de governos autoritários, não será esse Congresso que fará isso agora (extinguir a legenda)”, declarou, admitindo que “estamos em um contexto político difícil, onde crescem vozes golpistas, tentativas de cassação de mandatos conquistados pelo voto, devemos destacar que precisamos de unidade , democracia e muita luta.”
 

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) confirmou as palavras de Jandira, declarando que “aPEC que dá início aos trabalhos da comissão é uma anti reforma política porque não muda o que é mais importante mudar - financiamento empresarial de campanha. Precisamos do oposto do que está na PEC.”
 

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), “seria estranho se não procurássemos uma frente ampla com os movimentos comprometidos com a luta do povo e em defesa da democracia. Foi assim que derrubamos a ditadura, superamos os governos neoliberais. Para salvaguardar os direitos do povo é que estamos nessa frente, defendendo o projeto da Coalização”, afirmou, provocando a grande mídia conservadora “a mostrar essa luta para esmerilhar e fazer brilhar a democracia brasileira.”
 

Plano de ação
 
O ex-deputado Aldo Arantes, representante da OAB na Coalizão, informou sobre o plano de mobilização da sociedade. Ele fez apelo aos deputados para conversar com a população para que a sociedade tenha clareza sobre a proposta da Coalizão e a PEC que deu origem aos trabalhos da comissão especial, apontada como uma anti-reforma, já que institucionaliza as doações de empresas nas campanhas eleitorais.
 

Ele disse ainda que será realizada uma semana de luta - de 22 a 29 de março – para conseguir um milhão e 500 mil assinaturas para o projeto de iniciativa popular e uma caminhada em Brasília para entrega das assinaturas, em data a ser definida. Ele pediu ainda aos parlamentares que incentivem as entidades e setores da sociedade a fazerem manifestos em defesa do projeto.

 

Leia aqui a íntegra do Manifesto em Defesa da Democracia

 

Fonte: Fenafar / Portal Vermelho
Publicado em 26/02/2015

Empresas farmacêuticas que quiserem registrar um medicamento clone terão a garantia de manutenção do preço já praticado no mercado. O anúncio de simplificação do processo de registro desse tipo de produto foi feito hoje (27) pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Os medicamentos clone são produtos da mesma linha de produção, mas que são apresentados ao consumidor de forma diferenciada.


A expectativa do governo é que a nova regra permita a redução de cerca de 25% na fila de pós-registro – fase em que a empresa já tem medicamentos e preços registrados na Anvisa e quer reclassificá-los, passando-os de medicamento não clone para clone. Atualmente, cerca de 60% da demanda da Gerência-Geral de Medicamentos da Anvisa está no pós-registro. Um terço dos pedidos (629) aguarda para serem registrados como clone.


“A medida beneficiará o setor, que terá o processo de registro acelerado, e o consumidor, que terá mais opções de marcas e preços disponíveis", informou a pasta.

Ainda de acordo com o ministério, a medida vem complementar resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa que autoriza que medicamentos, novos ou não, que têm comprovadamente a mesma matriz (princípios ativos, concentração, via de administração, posologia e indicação terapêutica) de uma droga já registrada e comercializada possam ser enquadrados como medicamento clone.

Fonte: Agência Brasil

A Anvisa determinou o recolhimento do lote B13L0640 do medicamentoMebendazol, 100 mg/5ml suspensão oral, da empresa Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.  O motivo foi a reprovação na análise de aspecto. Durante o teste, foi identificada a formação de grumos e sedimentos de difícil separação depois de agitar os fracos para o lote.

 

A empresa fabricante deve providenciar ainda o recolhimento do lote em questão.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

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