Representantes das centrais sindicais do país iniciaram, pouco depois das 11h da manhã desta segunda (02) manifestação em frente à sede da Superintendência Regional do Trabalho, na rua Martins Fontes, no centro da cidade de São Paulo, em protesto contra as mudanças no sistema de benefícios previdenciários. Cerca de 300 sindicalistas estão presentes, segundo a Polícia Militar. Já na avaliação das centrais, o número é o dobro disso.

 

Por volta das 10h30, eles passaram a ocupar as duas faixas da pista, impedindo a circulação de veículos no trecho entre a Rua Álvaro de Carvalho e a esquina da Rua Major Quedinho, provocando morosidade no trânsito.

 

Com bandeiras, balões infláveis e discursos em palaque improvisado, os sindicalistas dizem que os trabalhadores estão descontentes com o teor das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que entraram em vigor hoje (2). Os textos determinam novas regras para acesso a benefícios previdenciários como abono salarial, seguro-desemprego e auxílio-doença. No caso do abono salarial e do seguro-desemprego, as medidas provisórias estendem a carência para que os trabalhadores tenham direito ao benefício. No caso de auxílio-doença, o prazo estabelecido para que as empresas assumam o pagamento do salário (antes do INSS), passa de 15 para 30 dias.

 

Para o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, as mudanças previstas nas MPs são “injustas e recessivas”. Ele disse que os segmentos de trabalhadores que apresentam alta rotatividade, como o comércio e a construção civil, são os mais prejudicados: muitos trabalhadores não conseguiram atingir o prazo de 18 meses de permanência no emprego, prazo mínimo exigido para acesso ao seguro-desemprego.

 

“O dinheiro obtido com o seguro-desemprego e o abono salarial vai para a compra da comida, do arroz, do feijão [e outras necessidades básicas] e não para a compra de ações ou títulos do mercado financeiro”, disse Nobre. Segundo ele, enquanto quem compra carro popular paga o Imposto Sobre a Propriedade do Veículo (IPVA), os que compram lancha ou helicóptero ficam isentos do tributo.

 

O líder sindical informou que, esta semana, a CUT e outras centrais vão dialogar com os líderes partidários da Câmara e do Senado para tentar derrubar as MPs. Os sindicalistas esperam que, passado o prazo de validade das MPs, as medidas percam o efeito.

 

Já o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que mais de 8 milhões de trabalhadores que teriam direito ao seguro-desemprego ficarão de fora do benefício. “São completamente injustas essas medidas, o governo alega distorção no sistema e para corrigir tem de taxar, isso é errado. Há outras medidas, [que podem ser adotadas no lugar delas, por exemplo,] taxação de grandes fortunas, taxação sobre remessas de lucros.”

 

Fonte: Agência Brasil

Está marcada para dia 18 de março, quarta-feira, às 15 horas, a primeira reunião de negociação coletiva para discutir a pauta de reivindicações dos farmacêuticos que laboram em farmácias, drogarias e distribuidoras.

 

A reunião entre farmacêuticos e representantes do Sincofarma/MG acontecerá na sede da Federação do Comércio de Minas Gerais que fica localizada na rua Curitiba 561, centro de Belo Horizonte.

 

Campanha teve início no final de janeiro

 

O Sinfarmig realizou, neste ano de 2015, diversas assembleias referentes à campanha salarial de Farmácias, Drogarias e Distribuidoras.

 

No dia 27/01, demos início à campanha salarial 2015 e fizemos a primeira assembleia em Belo Horizonte  além de Varginha, Divinópolis, Montes Claros, Uberlândia e Ipatinga para que o processo de construção da pauta fosse democrático e todos os farmacêuticos mineiros pudessem contribuir. Nós também acolhemos dezenas de e-mails enviados pelos farmacêuticos ao Sinfarmig com sugestões de pauta.

 

A pauta construída pelos farmacêuticos foi revisada pela assessoria jurídica e protocolada no dia 23 de fevereiro no Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Minas Gerais - Sincofarma Minas.

 

Ao todo, a pauta contém 40 cláusulas, entre as principais reivindicações estão o reajuste com base no INPC/IBGE, piso salarial fixado em R$3.500,00 (carga horária de 40h semanais), R$3.850,00 (carga horária de 44h semanais) e melhorias nas cláusulas sociais.

 

Vale lembrar que estamos no momento mais importante da campanha e por isso conclamamos toda a categoria a participar conosco das reuniões de negociação. A sua participação nas reuniões é fundamental para avançarmos e garantirmos nossos direitos e conquistarmos uma Convenção Coletiva mais justa e digna.

 

Ao fazer a entrega do documento aos empregadores, o Sinfarmig reiterou o pedido de urgência para a marcação da primeira reunião no que foi atendido.

 

Fique atento às nossas divulgações. Qualquer novidade será divulgada no site www.sinfarmig.org.br

 

Participe conosco!!!

Diretor da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) encaminha ofício do Sinfarmig às unidades do Sine – iniciativa deve inibir divulgação de vagas com salário abaixo do piso

 

Diante de várias denúncias recebidas de profissionais, indicando que postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) do estado vêm divulgando vagas para farmacêutico no comércio varejista fora do piso estabelecido para a categoria, o sindicato enviou ofício à entidade requerendo providências.

 

No último dia 23, o diretor de política de emprego da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), responsável pelo Sine em Minas, Frederico de Sant’Anna Caetano Ribeiro, respondeu ao Sinfarmig por meio de ofício.

 

Segundo o diretor “o ofício 005/Sinfarmig foi encaminhado às unidades do Sine com o objetivo de dar ciência às mesmas sobre a Convenção Coletiva da categoria e possibilitar que  os atendentes orientem os empregadores nas próximas ofertas de vagas”.

Ato na Câmara dos Deputados reúne dezenas de organizações em defesa da Reforma Política Democrática. Fenafar esteve presente.

 
Muitos e breves depoimentos de compromisso com o projeto de iniciativa popular marcaram o ato público que as 106 entidades que congregam a Coalizão da Reforma Política Democrática e Eleições Limpas realizaram, na tarde de quarta-feira (25), na Câmara dos Deputados, em Brasília. Representantes das entidades e parlamentares falaram sobre a necessidade de aprovação de uma reforma política que afaste a influência do poder econômico e permita maior participação popular no processo eleitoral.

 
“Nós não somos donos da verdade, mas queremos contribuir com esse projeto, que queremos que seja o melhor para o Brasil. Essa proposta é apoiada por esta Coalizão bastante ampla, bastante significativa enquanto representante da sociedade brasileira e atende as necessidades da sociedade por um projeto de reforma política democrática”, afirmou.

 
Ao final do evento – após a fala dos muitos oradores – foi feita a proclamação de uma grande adesão ao projeto e apresentado o Manifesto em que a CNBB e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) posicionam-se a favor da democracia, com “a convicção de que acima das divergências políticas, naturais numa República, estão a ordem constitucional e a normalidade democrática”.
 

Quatro pilares
 
Todos os oradores falaram sobre os quatro pilares da proposta de reforma política considerados os mais importantes para alterar significativamente o sistema eleitoral vigente. São eles a exclusão do financiamento de empresas nas campanhas; a alternância de gênero nas listas de votação, com votação em dois turnos – em lista e em candidatos, e ampliação dos mecanismos de participação direta da sociedade.
 

O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), relator da comissão especial, se disse de acordo com todas as propostas do projeto como o financiamento e as listas preordenadas, mas criticou o que considera uma inovação no sistema eleitoral que seria a votação em dois turnos – na lista preordenada e em candidatos individuais.

 
Ele disse que “não há nada proibido na nossa relatoria, estamos abertos a todos os debates”, alertando que a proposta aprovada não será de A, B ou C, citando Lula, Aécio Neves ou PMDB, mas aquela que for capaz de conquistar os 3/5 dos votos necessários para aprovação de um Emenda Constitucional.

 
Dom Joaquim Mall, bispo da CNBB, que funcionou como mestre de cerimônia do ato público, anunciou que o relator convidou a Coalizão para participar da primeira audiência pública que será realizada pela comisão especial para discutir o tema com representantes de diversos segmentos da sociedade.
 

Ao final da fala do relator, um manifestante gritou a palavra de ordem: “Financiamento privado não, eu não abro mão”, seguido pela plateia e aplausos.
 

Fala da sociedade
 
Os representantes das diversas entidades presentes ao ato público falaram em defesa do projeto e da necessidade do parlamento ouvir a voz das ruas. O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, destacou que a doação de empresa à campanha eleitoral é a correia de transmissão que passa da economia para a política. Segundo ele, na esfera política, cada participação deve ter direitos iguais, mas com a doação empresarial essa igualdade democrática desaparece.
 

“O financiamento empresarial está na raiz de muitos casos de corrupção que tem ocorrido no Brasil, no plano federal, estadual e municípios. A empresa que financia não faz doação, está fazendo investimento, porque quer ter retorno na forma de atuação regulatória do Estado ou nas licitações”, disse Marcus Vinicius.
 

Ele falou sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a doação empresarial nas campanhas eleitorais que a OAB apresentou no Supremo Tribunal Federal (STF) que já tem o voto favorável de seis ministros “porque viola os princípios democráticos”, explicou Marcus Vinicius.
 

A fala do presidente da OAB foi seguida de aplausos e gritos de “Devolve Gilmar”, em referência ao fato do ministro do STF, Gilmar Mendes, ter pedido vistas do processo e não apresentar o voto, impedindo a continuação do julgamento.
 

Entre os demais depoimentos favoráveis, destacaram-se os das duas únicas mulheres na mesa do evento - a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, e da representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Adriana Borba, que defenderem uma reforma política que garanta a representatividade de segmentos importantes da sociedade, como mulheres, indígenas e negros no Parlamento.
 

O representante da CTB, Nivaldo Santana, falou sobre a importância da participação dos trabalhadores no legislativo. E lembrou que o financiamento empresarial de campanha é responsável pela diminuição da representação de trabalhadores no Parlamento. E declarou: “Estamos empenhados em sustentar a bandeira da reforma política com propostas da Coalização. O Brasil precisa de mais democracia, equilíbrio e justiça”.
 

Compromisso dos parlamentares
 
Após a fala dos representantes das entidades, foi a vez dos parlamentares se manifestaram sobre o projeto. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) foi a primeira a falar. Ela saudou a sociedade civil “que traz a Casa do Povo essa força para que seja aprovada a reforma política que representa a resposta desejada e defendida pelo sociedade.” Segundo ela, o ato público significa “um alento e esperança de que desta vez não fiquemos na elaboração de relatórios sem votações. Que (o projeto) possa ir a plenário e possa receber a decisão da maioria e se cumpra o imperativo histórico que é corrigir as distorções do nosso sistema eleitoral.”
 

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) destacou, em sua fala, que no debate sobre reforma política é importante deixar claro qual a reforma política que queremos e que ao adjetivar “reforma democrática e eleições limpas” é dado um recado claro para sociedade brasileira.
 

Ela criticou a PEC da comissão especial, destacando como dois pontos nocivos a liberação do financiamento privado de campanha e a adoção de mecanismo de restrição de representação dos partidos.
 

“Somos um partido (o PCdoB) de 93 anos e fomos vítimas de perseguição de governos autoritários, não será esse Congresso que fará isso agora (extinguir a legenda)”, declarou, admitindo que “estamos em um contexto político difícil, onde crescem vozes golpistas, tentativas de cassação de mandatos conquistados pelo voto, devemos destacar que precisamos de unidade , democracia e muita luta.”
 

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) confirmou as palavras de Jandira, declarando que “aPEC que dá início aos trabalhos da comissão é uma anti reforma política porque não muda o que é mais importante mudar - financiamento empresarial de campanha. Precisamos do oposto do que está na PEC.”
 

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), “seria estranho se não procurássemos uma frente ampla com os movimentos comprometidos com a luta do povo e em defesa da democracia. Foi assim que derrubamos a ditadura, superamos os governos neoliberais. Para salvaguardar os direitos do povo é que estamos nessa frente, defendendo o projeto da Coalização”, afirmou, provocando a grande mídia conservadora “a mostrar essa luta para esmerilhar e fazer brilhar a democracia brasileira.”
 

Plano de ação
 
O ex-deputado Aldo Arantes, representante da OAB na Coalizão, informou sobre o plano de mobilização da sociedade. Ele fez apelo aos deputados para conversar com a população para que a sociedade tenha clareza sobre a proposta da Coalizão e a PEC que deu origem aos trabalhos da comissão especial, apontada como uma anti-reforma, já que institucionaliza as doações de empresas nas campanhas eleitorais.
 

Ele disse ainda que será realizada uma semana de luta - de 22 a 29 de março – para conseguir um milhão e 500 mil assinaturas para o projeto de iniciativa popular e uma caminhada em Brasília para entrega das assinaturas, em data a ser definida. Ele pediu ainda aos parlamentares que incentivem as entidades e setores da sociedade a fazerem manifestos em defesa do projeto.

 

Leia aqui a íntegra do Manifesto em Defesa da Democracia

 

Fonte: Fenafar / Portal Vermelho
Publicado em 26/02/2015

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