Desde o início de março, a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer do colo do útero, já está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 11 anos. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 4,94 milhões de meninas em 2015, que, junto com o grupo de adolescentes de 11 a 13 anos vacinadas no ano passado, podem ser a primeira geração praticamente livre do risco de morrer do câncer do colo do útero.

 

A meta é vacinar, em parceria com as secretarias estaduais e municipais da saúde, 80% do público-alvo. Os pais podem checar se o município onde residem realizará vacinação nas escolas. As secretarias municipais de saúde foram orientadas a programar a vacinação nas escolas públicas e privadas, que aplicarão a vacina por profissionais de saúde em ambiente seguro e adequado.

 

A administradora Luana Pinheiro Barbosa, mãe da Patrícia Pinheiro Barbosa Onghero, de nove anos, conta que a filha recebeu o aviso na escola sobre as novas datas de vacinação. “Os professores conversaram na escola com as alunas e ela veio me contar que ia ter vacinação. Criança nessa idade já sabe, vê na internet, na televisão. Ela chegou da escola bem feliz falando que quer tomar a vacina, porque ela sabe que é para prevenir de uma doença que ela pode pegar e tem que tomar pra se cuidar. Eu ainda não converso com ela sobre relações sexuais, mas ela sabe que é para prevenir de uma doença”, relata.

 

Caso a escola não esteja participando da estratégia de vacinação, a adolescente poderá receber a dose em uma das 36 mil salas de vacina da rede pública de saúde. Para tomar a vacina, basta apresentar o cartão de vacinação e o documento de identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção. A segunda deve ser tomada seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. Em 2015 serão vacinadas as meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, serão vacinadas as meninas que completam 9 anos de idade.

 

O vírus HPV é a principal causa do câncer do colo de útero, o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama e de cólon e reto. Por isso, a incorporação da vacina no calendário nacional tem o objetivo de prevenir o câncer do colo do útero. Com a disponibilização da vacina no SUS, espera-se a redução da incidência e da mortalidade por esta doença grave, que se caracteriza pelo crescimento anormal de células do colo do útero. Cerca de metade das mulheres diagnosticadas com câncer de colo do útero tem entre 35 e 55 anos de idade. Muitas provavelmente foram expostas ao HPV na adolescência ou na faixa dos 20 anos de idade.

 

“Se tivesse essa vacina na minha época, seria muito bom. Eu aprovo bastante o governo estar fazendo essa campanha, tanto nas escolas, como na televisão, panfleto, internet. Eu acho muito importante tudo que é voltado para saúde, melhora e cuidado”, afirma Luana Pinheiro.

 

Uma das novidades da campanha de vacinação de 2015 é a inclusão de 33,5 mil mulheres de 9 a 26 anos que vivem com HIV, e têm probabilidade cinco vezes maior de desenvolver câncer no colo do útero do que a população em geral. O número de mortes pela doença no país aumentou 28,6% em 10 anos, passando de 4.091 óbitos, em 2002, para 5.264, em 2012, de acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, publicação do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

É importante ressaltar que a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.

 

Fonte: Blog da Saúde / Ana Beatriz Magalhães

O Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon), vinculado à Faculdade de Medicina da UFMG, tem inscrições abertas até 31 de maio para cursos gratuitos, a distância, em Atenção Domiciliar em Saúde. São 3500 vagas.

 

A formação é destinada a profissionais com registro no Cadastro Nacional de Profissionais de Saúde (CNPS). Qualquer pessoa, entretanto, pode acessar as qualificações como visitante, sem fazer jus à declaração de conclusão.

 

As qualificações são fruto de parceria da UFMG com o Ministério da Saúde, por meio da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). São oferecidas três modalidades. Atenção domiciliar na rede de atenção básica à saúde (1.500 vagas) visa qualificar para o correto atendimento da pessoa em domicílio.

 

Princípios para o cuidado domiciliar por profissionais de nível superior (1.000 vagas) tem o objetivo de formar mão de obra capaz de atender às demandas de pacientes que exigem cuidados mais complexos, como o tratamento de feridas profundas e infecções.

 

Oxigenoterapia e Ventilação Mecânica em Atenção Domiciliar (1.000 vagas) pretende capacitar para assistência a pessoas com problemas respiratórios em casa.

 

As matrículas devem ser feitas no site do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon):

 

 

A qualificação deve ser concluída até 30 de junho. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-9936.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFMG

As doações de empresas de planos de saúde ajudaram a eleger 131 candidatos no Brasil em 2014, segundo o relatório de pesquisa “Representação política e interesses particulares na saúde”, realizado pelos professores Mário Scheffer e Lígia Bahia.
 

 

Depois das eleições, essas empresas se beneficiam de situações como subsídios públicos, vigilância leniente no setor e até cargos na Agência Nacional de Saúde (ANS), de acordo com o estudo.

 

 
Os autores são os professores Mário Scheffer, do departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e Lígia Bahia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

O relatório aponta que as doações de 2014 somaram R$ 54,9 milhões e ajudaram a eleger a presidente, três governadores, três senadores, 29 deputados federais e 24 deputados estaduais.

 

Outros 71 candidatos receberam doações, mas não se elegeram. Considerando apenas os eleitos, a maior fatia dos recursos foi para o PT (28,73%), seguido pelo PMDB (25, 01%) e pelo PSDB (22,04%).

 

A empresa Amil fez 48% das doações (R$ 26 milhões) dentre as empresas de saúde suplementar. O restante dos grandes volumes foi feito por Bradesco Saúde (R$ 14 milhões), Qualicorp (R$ 6 milhões) e Unimed (R$ 5 milhões). Houve ainda doações médias, entre R$ 150 mil e R$ 1 milhão, e pequenas, abaixo de R$ 75 mil.

 

Os pesquisadores identificam padrões nesses financiamentos. No caso da Amil, o apoio foi maior para a disputa presidencial, concentrando-se em partidos à frente de governos e em candidatos majoritários. A empresa doou a maior parte dos recursos (R$ 7 milhões) para a campanha de reeleição de Dilma Rousseff (PT). Também beneficiou a candidata à presidência Marina Silva (PSB) e os candidatos ao governo estadual de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB).

 

A empresa ainda doou diretamente a partidos que, por sua vez, repassaram recursos para campanhas individuais. O ponto em comum entre os parlamentares beneficiados é a atuação em políticas de saúde.

 

O apoio da Bradesco Saúde compôs as doações do Grupo Bradesco beneficiando candidatos de diferentes partidos. Segundo Scheffer e Bahia, os dados indicam apoio aos mais bem posicionados nas disputas eleitorais, independentemente do cargo, localização ou partido.

 

Já a Qualicorp também doou a maior parte dos recursos (R$ 4 milhões) à campanha de Dilma Rousseff, e uma porção menor ao Comitê Financeiro Nacional do PSDB. Essa distribuição é próxima da que foi usada nas eleições de 2010.

 

A Unimed beneficiou candidatos comprometidos com interesses de suas cooperativas, e que eram ligados a entidades médicas, porém sem apoiar a disputa por cargos majoritários.

 

Para Scheffer e Bahia, essa atuação “insere no cenário político interesses particulares que poderão, no mínimo, levar candidatos a cargos majoritários a postergar a efetivação de políticas públicas de saúde universais”.

 

O levantamento se baseou em dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e das 1047 operadoras médico-hospitalares registradas na ANS.
 

 

Como limitações do estudo, os autores informam que não foi possível identificar os beneficiários finais das chamadas “doações ocultas”, que são feitas aos comitês ou diretórios de partidos, formando um caixa único, que depois é repassado aos candidatos. Possíveis doações ilegais, o “caixa dois” das campanhas, também não são consideradas.

 

Interesses privados e públicos em jogo
O sistema de saúde suplementar foi beneficiado pelo crescimento econômico em anos recentes. Houve maior formalização do emprego – 80% dos clientes são de planos empresariais – e aumento da massa de salários, conforme analisam os autores.
 

 

Iniciativas governamentais também favoreceram o setor, como a permissão para venda de planos mais baratos, com cláusulas que possibilitam restringir a cobertura e dificultar a continuidade dos contratos. Idosos e pacientes com problemas graves e crônicos são os que mais sofrem com essas restrições.
 

 

Essas empresas são beneficiadas por recursos públicos na forma de linhas de crédito, de isenções fiscais e tributárias. Há ainda planos privados para servidores públicos – vitalícios, sem limite de cobertura para senadores e deputados federais.
 

 

As seguradoras também são favorecidas pela “dupla porta” de atendimento – quando pacientes de planos privados são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não há ressarcimento do sistema público.
 

 

Uma das situações relatadas pelos autores é a nomeação de representantes dos planos de saúde para cargos estratégicos da ANS. O atual diretor presidente da Qualicorp, Maurício Ceschin, por exemplo, foi diretor presidente da ANS de 2010 a 2012, órgão responsável por regular e fiscalizar o setor. Antes mesmo desse posto na agência, já havia estado no comando da empresa.
 

 

“A ‘captura’ da ANS pelo mercado, por meio da ocupação de cargos na agência, pode ser um dos fatores responsáveis pela fraca atuação e fiscalização do órgão regulador ou pela edição de normas favoráveis às empresas de planos de saúde”, afirmam os pesquisadores.
 

 

Reforma política e novos estudos
 

 

De acordo com os autores, os resultados do levantamento podem ajudar na discussão sobre a reforma política no país, já que o financiamento de campanhas eleitorais é um dos pontos mais polêmicos nesse debate.
 

 

Para os autores, o relatório também poderá contribuir para novos estudos sobre os efeitos dos lobbies e interesses particulares que formam a saúde suplementar e sua relação com o SUS.
 

 

Fonte: Viomundo / Reproduzido do site da Fenafar

Foi publicada na sexta-feira (6/3) a Consulta Pública da Anvisa para definir a regulamentação de advertência sanitária que ocupará trinta por cento da parte inferior da face frontal das embalagens de produtos fumígenos derivados do tabaco.

 

A medida é resultado da Lei 12.564/2011 e do Decreto 8.262/2014 que trouxe avanços na política brasileira de redução do tabagismo. De acordo com o texto do Decreto, a partir de 1º de janeiro de 2016 a embalagens dos produtos fumígenos deverão trazer uma advertência também na parte frontal, ocupando 30% da face do maço.

 

O prazo de contribuições para a proposta começar a valer neste sábado (7/3) e terá duração de 10 dias. Para participar basta acessar a página de Consultas Públicas da Anvisa. As contribuições devem ser enviadas pelo formulário eletrônico disponível na página eletrônica.

 

Clique aqui para participar

 

Fonte: Imprensa Anvisa

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