A Anvisa aprovou o registro de mais um genérico inédito, cuja substância ainda não tem concorrente no mercado. Somente no ano de 2015, a Anvisa já aprovou 12 novos medicamentos genéricos. Em 2014 foram registrados outros 23. Isso significa que os pacientes e médicos poderão ter novas opções de tratamento e a um custo mais acessível, pois os genéricos chegam ao mercado com um preço 35% menor que o preço de tabela dos medicamentos de referência.

 


Trata-se do genérico da substância cloridrato de trazodona, na forma farmacêutica comprimido, indicado no tratamento da depressão mental com ou sem episódios de ansiedade, na dor neurogênica (neuropatia diabética) e outros tipos de dores crônicas e no tratamento da Depressão Maior. O medicamento é um genérico inédito classificado como agente antidepressivo que age no sistema serotoninérgico cerebral, isto é, ele aumenta a concentração da substância serotonina cerebral levando a melhora do humor e dos sintomas relacionados a depressão.

 

 

A concessão dos registros significa que esse produto é cópia fiel de seu medicamento de referência e que possui eficácia e segurança comprovadas.

 

 

Fonte: Imprensa Anvisa

O Ministério da Saúde deve publicar esta semana as diretrizes terapêuticas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do transtorno bipolar. A forma mais grave da doença, considerada um transtorno afetivo, afeta cerca de 2 milhões de brasileiros.

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o novo protocolo vai unificar a atenção dada à doença em todo o país e, com isso, facilitar a identificação por médicos da atenção básica, que deverão encaminhar o paciente para o tratamento adequado, oferecido nos centros de Atenção Psicossocial.

A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa com o transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.

A publicação também deve trazer a incorporação de cinco medicamentos para o tratamento do transtorno bipolar. Clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona são remédios usados para outros fins na rede pública, mas que até o fim do semestre devem estar disponíveis para esse transtorno afetivo. A expectativa é que, em 2015, 270 mil pessoas sejam beneficiadas pelo tratamento. O investimento em medicamentos chegará a R$ 90 milhões este ano.

Segundo a professora de psiquiatria da Universidade de Brasília, Maria das Graças de Oliveira, a incorporação dos remédios deve ser comemorada, pois o tratamento é essencial para que o paciente tenha qualidade de vida. ”A falta desses medicamentos acaba fazendo com que os médicos prescrevam produtos mais antigos, menos específicos e que, portanto, têm mais efeitos colaterais.”

A especialista explica que não há cura para o transtorno bipolar, mas, se o paciente seguir o tratamento de forma adequada, pode passar anos sem apresentar crise. Ela alerta que muitos deixam de tomar os remédios quando se sentem bem, correndo o risco de ter uma crise mais forte depois desse intervalo.

Fonte: Agência Brasil

Desde o início de março, a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer do colo do útero, já está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 11 anos. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 4,94 milhões de meninas em 2015, que, junto com o grupo de adolescentes de 11 a 13 anos vacinadas no ano passado, podem ser a primeira geração praticamente livre do risco de morrer do câncer do colo do útero.

 

A meta é vacinar, em parceria com as secretarias estaduais e municipais da saúde, 80% do público-alvo. Os pais podem checar se o município onde residem realizará vacinação nas escolas. As secretarias municipais de saúde foram orientadas a programar a vacinação nas escolas públicas e privadas, que aplicarão a vacina por profissionais de saúde em ambiente seguro e adequado.

 

A administradora Luana Pinheiro Barbosa, mãe da Patrícia Pinheiro Barbosa Onghero, de nove anos, conta que a filha recebeu o aviso na escola sobre as novas datas de vacinação. “Os professores conversaram na escola com as alunas e ela veio me contar que ia ter vacinação. Criança nessa idade já sabe, vê na internet, na televisão. Ela chegou da escola bem feliz falando que quer tomar a vacina, porque ela sabe que é para prevenir de uma doença que ela pode pegar e tem que tomar pra se cuidar. Eu ainda não converso com ela sobre relações sexuais, mas ela sabe que é para prevenir de uma doença”, relata.

 

Caso a escola não esteja participando da estratégia de vacinação, a adolescente poderá receber a dose em uma das 36 mil salas de vacina da rede pública de saúde. Para tomar a vacina, basta apresentar o cartão de vacinação e o documento de identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção. A segunda deve ser tomada seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. Em 2015 serão vacinadas as meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, serão vacinadas as meninas que completam 9 anos de idade.

 

O vírus HPV é a principal causa do câncer do colo de útero, o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama e de cólon e reto. Por isso, a incorporação da vacina no calendário nacional tem o objetivo de prevenir o câncer do colo do útero. Com a disponibilização da vacina no SUS, espera-se a redução da incidência e da mortalidade por esta doença grave, que se caracteriza pelo crescimento anormal de células do colo do útero. Cerca de metade das mulheres diagnosticadas com câncer de colo do útero tem entre 35 e 55 anos de idade. Muitas provavelmente foram expostas ao HPV na adolescência ou na faixa dos 20 anos de idade.

 

“Se tivesse essa vacina na minha época, seria muito bom. Eu aprovo bastante o governo estar fazendo essa campanha, tanto nas escolas, como na televisão, panfleto, internet. Eu acho muito importante tudo que é voltado para saúde, melhora e cuidado”, afirma Luana Pinheiro.

 

Uma das novidades da campanha de vacinação de 2015 é a inclusão de 33,5 mil mulheres de 9 a 26 anos que vivem com HIV, e têm probabilidade cinco vezes maior de desenvolver câncer no colo do útero do que a população em geral. O número de mortes pela doença no país aumentou 28,6% em 10 anos, passando de 4.091 óbitos, em 2002, para 5.264, em 2012, de acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, publicação do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

É importante ressaltar que a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.

 

Fonte: Blog da Saúde / Ana Beatriz Magalhães

O Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon), vinculado à Faculdade de Medicina da UFMG, tem inscrições abertas até 31 de maio para cursos gratuitos, a distância, em Atenção Domiciliar em Saúde. São 3500 vagas.

 

A formação é destinada a profissionais com registro no Cadastro Nacional de Profissionais de Saúde (CNPS). Qualquer pessoa, entretanto, pode acessar as qualificações como visitante, sem fazer jus à declaração de conclusão.

 

As qualificações são fruto de parceria da UFMG com o Ministério da Saúde, por meio da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). São oferecidas três modalidades. Atenção domiciliar na rede de atenção básica à saúde (1.500 vagas) visa qualificar para o correto atendimento da pessoa em domicílio.

 

Princípios para o cuidado domiciliar por profissionais de nível superior (1.000 vagas) tem o objetivo de formar mão de obra capaz de atender às demandas de pacientes que exigem cuidados mais complexos, como o tratamento de feridas profundas e infecções.

 

Oxigenoterapia e Ventilação Mecânica em Atenção Domiciliar (1.000 vagas) pretende capacitar para assistência a pessoas com problemas respiratórios em casa.

 

As matrículas devem ser feitas no site do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon):

 

 

A qualificação deve ser concluída até 30 de junho. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-9936.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFMG

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