A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso dos lotes de todos os produtos fabricados pela empresa Triasil Indústria Química e Farmacêutica Ltda.

 

Inspeção detectou irregularidades na verificação de Boas Práticas de Fabricação. A empresa fabrica produtos de higiene, cosméticos e perfume.

 

A medida está na Resolução nº 1151, publicada nesta quinta-feira (16/4) no Diário Oficial da União (DOU).

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Em café da manhã organizado pela Fenafar, ontem, 15/04, tcom a presença de mais 23 deputados, foi relançada a Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica.
 

 

O café foi uma iniciativa da Fenafar, da deputada Alice Portugal, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica e do Conselho Federal de Farmácia. Alice Portugal destacou as vitórias já alcançadas pelo grupo como a aprovação da Lei Federal nº 13.021 que elevou a farmácia brasileira em estabelecimento de saúde. “Esta lei está em vigor e a prioridade da nossa Frente é fazer cumprir a lei, ou seja, a farmácia deixar de ser um simples comércio para ser a garantidora do uso racional de medicamento, da diminuição da automedicação, da garantia da orientação ao paciente de como deva utilizar o medicamento prescrito. Além disso, teremos grandes inserções no debate sobre a saúde pública brasileira, o seu subfinanciamento e a necessidade do farmacêutico estar na equipe multidisciplinar de saúde, como o Programa de Saúde da Família”, destacou a deputada.

 

Para o presidente da Fenafar, a Frente conseguiu resgatar o diálogo com o Congresso Nacional para discutir temas importantes para a categoria. “Quando nós trazemos para o Congresso Nacional a nossa luta por um piso salarial, alguns acreditam que é apenas uma luta corporativa, mas na verdade queremos dar o devido valor à contribuição que esse nosso ofício tem para o desenvolvimento do nosso país e da saúde do povo brasileiro”, enfatizou Ronald Ferreira dos Santos.

 

Durante o ato, a deputada Alice destacou ainda a importância de trabalhar pela pauta da categoria, como a aprovação do piso salarial nacional, que tem como valor base o equivalente a 10 salários mínimos, a luta pela redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, a inserção qualificada dos farmacêuticos no SUS, entre outras demandas.

 

O presidente do Conselho Federal de Farmácia aproveitou a oportunidade para destacar o trabalho realizado pela deputada Alice à frente do grupo. “Se houve um grande ganho para a sociedade e para os farmacêuticos, um avanço transformador dentro deste Congresso Nacional, foi a partir da criação da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica”, afirmou Walter Jorge João.

 

O Café da Manhã reuniu lideranças de sindicatos dos farmacêuticos de todo o país, vários diretores da Fenafar, conselheiros estaduais e federais de farmácia, 23 deputados e uma senadora e representantes do ministério da Saúde.

 

Entusiasmo e adesão

De acordo com o diretor do Sinfarmig e vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato Públio, a retomada da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica aconteceu com muito entusiasmo e grande adesão dos parlamentares. “Durante a reunião das entidades farmacêuticas, capitaneada por Fenafar e com apoio do CFF, foi reafirmada a necessidade do fortalecimento da Frente tendo em vista a importância do tema, tanto para os parlamentares que frequentemente produzem e votam projetos de lei na área, quanto para a população brasileira em geral”, diz o farmacêutico.

 

O diretor do Sinfarmig destacou a presença de parlamentares como a deputada e farmacêutica Alice Portugal (PC do B da Bahia), presidente da Frente, o médico sanitarista e deputado por Minas Gerais, Adelmo Leão e da senadora, também farmacêutica, Vanessa Grazziotim (PC do B do Amazonas) no evento da Câmara. “São pessoas que possivelmente farão parte da coordenação da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica e a fortalecerão com sua atuação parlamentar vigorosa”, frisou Rilke.        
 

Com informações da Fenafar e da Assessoria de Comunicação da Dep. Alice Portugal
Publicado em 15/03/2015

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje (16) no Diário Oficial da União determina a interdição cautelar do Lote 140916, com validade até agosto de 2016, do medicamento Mentelmin (mebendazol), de 20 miligramas por mililitro. A empresa detentora do registro do remédio é a Theodoro F. Sobral & Cia Ltda.

 

De acordo com a Anvisa, um laudo emitido pelo Instituto Adolpho Lutz apresentou resultado insatisfatório no ensaio de aspecto pelo fato de o medicamento não ter correspondido à definição de "forma farmacêutica suspensão” definida na Farmacopeia Brasileira. O remédio é de suspensão oral, uma forma de apresentação que, em repouso, deixa visível partículas misturadas no líquido ou depositadas no fundo do frasco.

 

A resolução entra em vigor a partir de hoje e vigora pelo prazo de 90 dias. A Agência Brasil entrou em contato com a empresa Theodoro F. Sobral & Cia Ltda. e aguarda um posicionamento.

 

Fonte: Agência Brasil

 “Uma monitora se aproximou e me informou que eu não podia amamentar lá, tentei discutir, mas fiquei constrangida e não sabia o que dizer para me defender, mesmo conhecendo casos similares. Senti-me suja e envergonhada por ter atraído a atenção das outras pessoas que estavam lá”. O relato é da modelo Priscila Bueno, mãe de Julieta, de 1 ano e 9 meses, e ocorreu quando ela visitava, em fevereiro do ano passado, uma exposição no Museu da Imagem e do Som, na capital paulista. Foram denúncias como essa que resultaram na aprovação de uma lei municipal, sancionada terça-feira (14), que estabelece multa aos estabelecimentos que proibirem ou causarem constrangimento à amamentação.

 

Em caso de descumprimento, estabelecimentos comerciais, culturais, recreativos ou de prestação de serviço estão sujeitos à multa de R$ 500. Isso ocorre independentemente de existirem áreas destinadas à amamentação. Em caso de reincidência, a multa é duplicada. O projeto de lei foi formulado em dezembro de 2013, um mês depois de ter sido registrado outro caso de constrangimento, desta vez no Serviço Social do Comércio (Sesc) Belenzinho. A turismóloga Geovana Cleres foi abordada por funcionários da unidade enquanto amamentava a filha. O fato gerou um mamaço, evento promovido no mesmo local em que o fato ocorreu, em que as mães amamentam os filhos e debatem a importância do aleitamento.

 

Para a integrante da organização não governamental Sempreviva Organização Feminista Maria Fernanda Marcelino, os valores machistas da sociedade tornam necessárias leis para situações que deveriam ser naturais. “Considerando que a amamentação é ato fundamental para a vida, é um absurdo que um espaço atue no sentido de proibir, constranger as mulheres que estão amamentando”. Ela avalia que isso tem relação com tentativas de confinar as mulheres no espaço privado. “Quando uma mulher sai de casa e tem filho pequeno, ela tem direito, portanto, ao espaço público e a amamentar seu filho onde quer que esteja”, defendeu.

 

Priscila conta que, após o constrangimento no Museu da Imagem e do Som, passou a ter medo de ser abordada novamente. “[Isso] faz com que a mulher se sinta inadequada por fazer algo natural e ela pode deixar de amamentar ou não respeitar a livre demanda [do bebê]. Em alguns casos, passar por uma situação humilhante dessas pode diminuir a produção de leite”, declarou ao comentar os prejuízos que esse tipo de prática pode provocar às mães e aos bebês. Ela critica esses estabelecimentos que veem a amamentação como um ato obsceno.

 

Maria Fernanda avalia que existe uma hipocrisia em relação à nudez na sociedade, em especial das mulheres. “Nas propagandas, na televisão, em qualquer horário, é possível ver mulheres nuas, então por que os seios de uma mulher amamentando incomodam? Por um lado, se explora o corpo feminino para a venda de produtos, e para algo que é natural, não se pode expor. É uma sociedade baseada na hipocrisia”, argumentou. Ela acrescenta que a lei, no caso de São Paulo, pode ajudar as mulheres a viverem a maternidade em equilíbrio com o mundo do trabalho e com a vida na sociedade.

 

É o que espera a babá Maria José dos Santos, de 39 anos, grávida de um menino. “Soube ontem que agora há essa lei. Eu nem sabia que tinha locais que faziam isso. Achei boa a lei. Não há nada demais em amamentar, é uma coisa que tinha que ser incentivada”, declarou. Mãe de primeira viagem, ela ainda tem dúvidas sobre a amamentação, mas não vacila em dizer que alimentará o filho sempre que necessário. “Na hora da fome, nem vou pensar em vergonha, em qualquer lugar vou amamentar.”

 

Por meio da assessoria de imprensa, o Museu da Imagem e do Som disse que a atitude do funcionário que abordou Priscila não condiz com o posicionamento da instituição. “Os colaboradores envolvidos passaram por novo treinamento para que o fato não ocorra novamente. Também reforçamos com os demais funcionários que mães que visitam o museu têm total liberdade de amamentar seus filhos no espaço expositivo”, acrescenta a nota.

O Sesc Belenzinho negou que tenha havido o episódio de impedimento ao aleitamento materno na unidade. "Esclarecemos que, na ocasião, apuramos o ocorrido e verificamos que se tratou de uma falha de comunicação por parte de uma funcionária ainda em fase de treinamento. Informação que foi corrigida, na sequência, por uma segunda funcionária”, diz o texto enviado pela assessoria de imprensa. A instituição ressaltou que o mamaço, promovido na unidade em 2013 foi acolhido e “transcorreu com tranquilidade no espaço de convivência”.

Fonte: Agência Brasil

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