Apesar das recomendações médicas, muitas pessoas com excesso de peso e problemas como hipertensão e diabetes relutam em incluir a prática de exercícios no seu dia a dia. No entanto, as evidências de benefícios da atividade física são cada vez maiores. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) mostrou que, mesmo sem restrições alimentares, o exercício físico regular de intensidade moderada pode reverter o aumento da pressão arterial e das taxas de colesterol e açúcar no sangue, assim como os prejuízos à circulação provocados por uma dieta rica em gordura. O estudo realizado com ratos, que são considerados um modelo experimental da chamada síndrome metabólica, foi publicado na revista Metabolic Syndrome and Related Disorders. Acesse a publicação aqui

 

A síndrome metabólica está associada à gordura abdominal, também chamada de visceral, porque fica situada em volta das vísceras, como o intestino e o fígado
 

 

Coordenador da pesquisa, o chefe do Laboratório de Investigação Cardiovascular do IOC, Eduardo Tibiriçá, explica que a síndrome metabólica é composta por um conjunto de alterações que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). Entre os principais problemas estão a hipertensão arterial; o aumento de moléculas gordurosas – chamadas de lipídios – no sangue, incluindo o colesterol; e intolerância à glicose ou resistência à insulina, o que corresponde a um estado de pré-diabetes. O pesquisador ressalta que o quadro está associado ao excesso de peso, mas não afeta apenas pessoas obesas. “A doença está associada à gordura abdominal, também chamada de visceral, porque fica situada em volta das vísceras, como o intestino e o fígado. Principalmente em homens, é comum encontrarmos indivíduos que não são muito gordos, mas têm a barriga protuberante. Estas pessoas podem ter síndrome metabólica”, esclarece o médico.

 

Um aspecto importante investigado na pesquisa foi o impacto da atividade física sobre o fluxo sanguíneo nos pequenos vasos que compõem a chamada microcirculação, responsável pela entrega de oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo. De acordo com Tibiriçá, a síndrome metabólica envolve uma redução do número total e da capacidade de dilatação destes vasos, o que dificulta o fluxo sanguíneo e pode contribuir para o aumento da pressão arterial. No estudo, foi verificado que, entre os ratos submetidos a uma rotina de exercícios, as alterações causadas pela obesidade sobre a microcirculação foram completamente revertidas. Além disso, os animais deixaram de ser hipertensos.

 

Durante a pesquisa, ratos com um quadro semelhante à síndrome metabólica foram submetidos a 12 semanas de atividade física, exercitando-se na esteira, uma hora por dia, cinco vezes por semana. Mesmo mantendo a dieta hipercalórica neste período, foi observada uma redução significativa do percentual de gordura corporal. Enquanto os animais sedentários com a mesma alimentação alcançaram 60% de gordura corporal, entre os ratos ativos esta taxa ficou em 40%, pouco acima dos 30% de gordura corporal verificados nos animais com alimentação saudável. Efeitos semelhantes foram observados sobre os níveis de glicose e insulina no sangue, que se tornaram parecidos com os de animais saudáveis.

 

Segundo Tibiriçá, os dados apontam efeitos positivos da atividade física mesmo na ausência de uma dieta equilibrada. “Esse resultado poderia ter sido ainda melhor com a mudança alimentar, mas, desta forma, ele nos permite avaliar algo que ocorre na realidade. Mesmo quando não conseguem manter a dieta recomendada, as pessoas podem realizar o exercício e obter benefícios”, ressalta. O pesquisador acrescenta ainda que, no caso da função vascular, a atividade física promove uma melhora independentemente da perda de peso. “O exercício aumenta o fluxo sanguíneo e leva à dilatação dos vasos da microcirculação. Com a prática regular, os efeitos de cada sessão vão se somando, gerando um benefício duradouro”, completa.

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

Farmacêuticos mineiros estão convidados a participar de evento preparatório para a 15ª Conferência Nacional de Saúde onde terão oportunidade de aprofundar discussão sobre principais questões da Assistência Farmacêutica  



Neste ano, os farmacêuticos mineiros terão mais uma rica oportunidade de se aprofundar no tema da Assistência Farmacêutica a tempo de chegarem afiados às etapas da 15ª Conferência Nacional de Saúde. Durante todo o dia 19 de junho, o Sinfarmig coordenará o Encontro Estadual de Farmacêuticos, promovido pela Federação Nacional dos Farmacêuticos, Escola Nacional dos Farmacêuticos e pelo próprio Sindicato como evento preparatório para as conferências municipais, estadual e a etapa nacional em Brasília. A 15ª Conferência Nacional de Saúde de 2015 tem como tema: “Saúde Pública de Qualidade para Cuidar Bem das Pessoas: Direito do Povo Brasileiro”. O evento é realizado de quatro em quatro anos e tem vários objetivos, entre eles o de reafirmar, impulsionar e efetivar princípios e diretrizes do SUS.
 


Será o momento em que os farmacêuticos poderão debater e definir, coletivamente, os pontos mais importantes da Assistência Farmacêutica que eles querem ver apresentados e defendidos nestes importantes espaços de debates com a sociedade e o poder público, nas três esferas de governo.
 


O Encontro Estadual de Farmacêuticos acontece alguns meses depois da Oficina da Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF) realizada em Belo Horizonte e o evento tem também o objetivo de recuperar os principais temas discutidos em setembro. “Vamos formular e debater as questões mais importantes surgidas na Oficina, como também examinar outros pontos trazidos pela Federação Nacional dos Farmacêuticos para apreciação e avaliação do público”, informa o diretor do Sinfarmig Rilke Novato Públio, também vice-presidente da Fenafar.



Rilke lembra que nos últimos anos o SUS vem sofrendo fortes ataques que têm produzido abalos, desde seus princípios basilares de universalidade e integralidade até chegar às tentativas e ações já executadas de terceirização de serviços.  



“A Assistência farmacêutica pública também não tem sido poupada desses ataques. Aliás, por lidar com grandes interesses financeiros, inclusive do capital internacional, e por ter grande demanda por parte da população, é preciso que a defesa de uma assistência farmacêutica pública de qualidade no SUS seja uma bandeira permanentemente defendida nas conferências. É fundamental  também que a Assistência Farmacêutica no setor privado (farmácias e drogarias, por exemplo) seja igualmente defendida com a mesma determinação pois, como é sabido, a maioria da população acessa os medicamentos pelo setor privado, custeando com recursos do próprio bolso e é exatamente neste setor que ainda permanecem os grandes desafios a serem superados como o acesso aos medicamentos não disponíveis na rede pública e a efetiva prestação da Assistência Farmacêutica com vistas à promoção do uso racional dos medicamentos”, ressalta o diretor.



A realização do Encontro Estadual pelo Sinfarmig, segundo ele, é importante devido ao envolvimento da entidade na mobilização dos farmacêuticos há muitos anos. “Falando especialmente de Assistência Farmacêutica, o Sinfarmig está envolvido com a mobilização da categoria sobre o tema desde os debates que antecederam a realização da I Conferência Nacional de Assistência Farmacêutica realizada em 2003 e também devido à experiência acumulada considerando nossa participação ao longo dos anos nas Conferências Municipais e Estaduais de Saúde” pontua.



O diretor reitera o convite aos colegas para participarem das conferências em suas localidades (regionais ou municipais) e, se possível, elegerem-se como delegados para a etapa estadual. “Em alguns municípios, geralmente os mais populosos, acontecem as conferências regionais ou distritais como etapas anteriores às suas  conferências municipais, assim é importante que os colegas fiquem atentos e participem nesta etapa como requisito para pleitearem participação na etapa municipal”, frisa.



Rilke salienta que as propostas validadas nas conferências regionais, municipais e estadual precisam ser conduzidas e defendidas até chegarem à instância nacional. “Muitas vezes, boas idéias relacionadas à Assistência Farmacêutica surgidas nas conferências preparatórias não chegam às Conferências Estadual e Nacional, porque não tem quem as conheça defenda e conduza nessas etapas posteriores”, observa a diretora do Sinfarmig, Júnia Vieira Lelis.



Vamos fazer juntos com a sociedade a defesa de uma assistência farmacêutica de qualidade, acessível a todos e na qual o trabalho do farmacêutico seja reconhecido, respeitado e valorizado!  



Serviço:

15ª Conferência Nacional de Saúde
Tema: “Saúde Pública de Qualidade para Cuidar Bem das Pessoas: Direito do Povo Brasileiro”
Etapa Municipal - 09 de abril a 15 de julho de 2015
Etapa Estadual e do Distrito Federal - 16 de julho a 30 de setembro de 2015
Etapa Nacional - 23 a 26 de novembro de 2015
Etapa de Monitoramento - a partir de 2016, as deliberações da 15ª Conferência Nacional de Saúde serão objeto de monitoramento pelas instâncias de controle social, em todas suas esferas, com vistas a acompanhar seus desdobramentos.



Eixos Temáticos
I - Direito à Saúde, Garantia de Acesso e Atenção de Qualidade
II - Participação social
III - Valorização do trabalho e da educação em saúde
IV - Financiamento do SUS e Relação Público-Privado
V - Gestão do SUS e Modelos de Atenção à Saúde
VI - Informação, Educação e Política de Comunicação do SUS
VII - Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS
VIII - Reformas democráticas e populares do Estado



Publicado originalmente no Jornal Princípio Ativo do Sinfarmig

FARMÁCIA, DROGARIA E DISTRIBUIDORA
 
Informamos que a terceira reunião de negociação coletiva com o sindicato patronal, Sincofarma-MG, foi remarcada para 24/04, próxima sexta-feira, às 10h.  
Quando houver reajuste salarial, o aumento será retroativo à data-base que é 1º de março.  
 
Serviço:
Reunião SINFARMIG - CCT 2015 (3ª reunião) de Farmácias, Drogarias e Distribuidoras
Data: 24/04/15 (sexta-feira)
Horário: 10h
Local: Fecomércio MG Rua Curitiba, 561 - 13º andar - Centro - BH/MG
 
 
INDÚSTRIA       
Data-base: 1º de março
Negociações encerradas
Acesse a Convenção Coletiva de Trabalho http://www.sinfarmig.org.br/media/2015.pdf
 
 
ANÁLISES CLÍNICAS
Data-base: 1º de maio
Assembleia Geral Extraordinária de Análises Clínicas para montar a pauta de reivindicações : 07/04/2015
A pauta de reivindicações, bem como o pedido de agendamento da primeira reunião de negociação coletiva de Análises Clínicas, foram protocolados no Sindilab.
 
 
FARMÁCIA HOSPITALAR
Data-base: 1º de junho
Assembleia Geral Extraordinária de Farmácia Hospitalar para montar a pauta de reivindicações: 28/04/2015
A reunião de negociações será agendada após a assembleia
 
 
Diretoria SINFARMIG
“Em defesa da saúde e da profissão farmacêutica"

O Diário Oficial da União publicou hoje (22) a Lei Orçamentária que estima a receita e fixa as despesas da União este ano. O Orçamento Geral da União de 2015 foi sancionado na segunda-feira (20) pela presidenta Dilma Rousseff. Agora, o governo tem 30 dias para definir o contingenciamento (bloqueio) de verbas para o resto do ano. Até lá, vale o decreto que limita os gastos discricionários (não obrigatórios) entre janeiro e abril aos montantes dos mesmos meses de 2013.

 

Foi mantida, no orçamento de 2015, a emenda do Congresso Nacional que aumenta, de R$ 289 milhões para R$ 867,5 milhões, o valor destinado ao Fundo Partidário. Foi mantida também ainda a alteração, aprovada pelas Câmara e pelo Senado, que permite que as emendas individuais dos novos parlamentares alcancem R$ 10 milhões por cada senador ou deputado.

 

A presidenta vetou a fixação de coeficientes de repasses para estados, Distrito Federal e municípios, destinados a incentivos às exportações. A presidenta Dilma justificou o veto com o argumento que se trata de matéria estranha à Lei Orçamentária, que deve conter apenas programação financeira relativa a auxílio estabelecido, cabendo ao governo federal, na observância do equilíbrio fiscal, a análise quanto à efetiva realização de repasses.

 

Outro veto diz respeito ao preechimento de vagas de cargos e funções vagos na Receita Federal e no Banco Central: na justificativa da presidenta Dilma Rousseff, criar e manter cargos e funções é prorrogativa do executivo.

 

O corte para o setor público – destinado a permitir que a meta de superávit primário (poupança para pagar os juros da dívida pública) seja alcançada – é 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) em 2015, o equivalente a R$ 66,3 bilhões. O governo já antecipou que fará um corte significativo para alcançar a meta, sem anunciar com exatidão o tamanho do contingenciamento .

 

A sanção da lei orçamentária  demorou: o Congresso Nacional aprovou a peça orçamentária somente no dia 17 de março. A proposta deveria ter sido votada no fim do ano passado para vigorar a partir de 1º de janeiro, mas por falta de acordo a votação foi adiada.

 

Pela lei, a receita total estimada nos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social é R$ 2,8 trilhões. No caso do Orçamento Fiscal, a lei prevê um montante de R$ 1,2 trilhão, excluída a receita do refinanciamento da dívida pública federal prevista em R$ 904 bilhões. No caso do Orçamento da Seguridade Social, o valor chega a R$ 693 bilhões.

 

* Matéria atualizada às 11h40 para inclusão de informações.

 

Fonte: Agência Brasil

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