São Paulo – Nos próximos 15 anos, cerca de 250 mil pessoas devem morrer em consequência da poluição atmosférica, de acordo com dados da nova pesquisa de Poluição Atmosférica e Doenças Respiratórias, divulgada pela Universidade de São Paulo (USP).

 

Segundo a pesquisadora Mariana Matera Veras, existem diversos fatores de risco, porém, a poluição é o mais perigoso. “A poluição é um fator de risco maior do que o tabagismo, sedentarismo e o consumo excessivo de sódio”, afirmou em entrevista à TVT.

 

A pesquisa da USP mostra que a poluição pode ser devastadora para a saúde pois piora os sistemas cardiorrespiratórios, aumenta o risco de infarto, diminui a fertilidade entre homens e mulheres e prejudica o desenvolvimento dos bebês durante a gravidez. Hoje, a poluição faz mais vítimas do que o câncer de mama, a Aids e acidentes de trânsito. “Não existe nenhum método que possamos usar para evitar a exposição, ela é inevitável, porém, é possível prevenir diminuindo os níveis de poluentes.”

 

Os mais prejudicados pela poluição são crianças, idosos e pessoas que trabalham nas ruas. As cinco principais capitais do país gastam em média R$ 460 milhões por ano com tratamentos e internações decorrentes da poluição. Até 2030, um milhão de brasileiros devem ser internados, e esse número só será menor se a frota de carros nas ruas diminuir em grande escala, já que 90% da poluição é causada por veículos motorizados.

 

“Não existe nenhum método que possamos usar para evitar a exposição, ela é inevitável, porém, é possível prevenir diminuindo os níveis de poluentes”, explica. "Individualmente, a nossa missão é tentar diminuir o uso do automóvel e favorecer os meios de transporte coletivo", diz Mariana.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

O Brasil é uma potência mundial e os países vizinhos torcem para o seu sucesso, pois dependem dele para também se desenvolver, disse a escritora argentina Beatriz Sarlo, uma das principais atrações da 13ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Ela comparou ontem (2) as viagens que o escritor Mário de Andrade, o homenageado deste ano na Flip, fez no fim da década de 1920, relatadas em O Turista Aprendiz, e suas próprias viagens pela América Latina, na década de 1960, registradas no livro Viagens: da Amazônia às Malvinas.

Beatriz diz que, ao contrário do modernista, que era um etnógrafo e buscou retratar as manifestações culturais regionais, ela “era totalmente ignorante”. “Foi uma viagem de aprendizagem. Aprendi enquanto trabalhava. Eu não sabia nada de nada, imaginava que havia uma revolução na América Latina e que seríamos um povo unido e revolucionário.”


De acordo com ela, a revolução que se imaginava na época em que o continente estava tomado por ditaduras militares não ocorreu. Porém, muita coisa mudou e fez com que a América Latina se tornasse um continente viável atualmente.

Para Beatriz, a evolução do continente ocorre com uma grande potência no meio, que é o Brasil. "Todos rezam para que seja um país bem-sucedido, porque todos serão bem-sucedidos" junto com ele.

A escritora ressaltou que o Brasil é muito grande, é o "primo rico" do continente e se estabelece como potência mundial, apesar dos problemas. “Aqui há muita corrupção, mas no meu país também tem e não há ninguém preso por isso. Na Argentina, jamais um 'mão direita' do presidente vai para a cadeia. Houve mudanças muito importantes.”

Sobre literatura, Beatriz Sarlo afirmou que a crítica literária perdeu importância, que atualmente “não ajuda mais a vender livros”. Ela acrescentou que dificilmente a atual geração deixa algum clássico, tanto na literatura quanto na música.

“Para os jovens que estão entrando na escola hoje em dia, os clássicos são a cultura do passado, a ideia do que é clássico está em crise. Para os que são 15 anos mais jovens do que os que estão aqui, acho que nem temos clássicos da música pop. Na minha época, era muito claro que o clássico eram os Beatles", destacou.

Beatriz Sarlo participou da abertura da Flip na quarta-feira (1º), quando apresentou uma perspectiva das vanguardas latino-americanas das décadas de 1920 e 1930 . Neste sábado, a escritora volta à Tenda dos Autores, na mesa Turistas Aprendizes, para debater literatura de viagem com a portuguesa Alexandra Lucas Coelho, que cobriu, como correspondente do jornal Público, conflitos armados no México, Afeganistão, Iraque e Egito, além de ter passado um ano no Brasil, que resultou no livro Vai, Brasil, lançado no ano passado.

Fonte: Agência Brasil / Akemi Nitahara

Segundo a Agência, os prazos médios para a concessão de Autorizações de Funcionamento (AFE) e Autorização Especial (AE) para empresas, farmácias e drogarias caíram em mais de cinco meses nos últimos dois anos. “De acordo com o último levantamento realizado pela Anvisa, o prazo das autorizações – que em setembro de 2012 era de 210 dias – chegou a apenas 45 dias no início de 2015. O que equivale a uma redução de 165 dias. Atualmente, o prazo médio para qualquer tipo de petição relacionada às autorizações é de 45 dias”, informa a notícia publicada nesta sexta-feira, 03/06.

 

A redução dos tempos de análise, conforme a Anvisa,  seria resultado de uma série de ações adotadas nos últimos dois anos como a adoção de sistemas informatizados para as AFEs de farmácias e drogarias e a simplificação das regras para as demais empresas em uma única norma publicada no ano passado, a resolução RDC 16/2014.

 

A Agência informa que incorporou servidores do último concurso público o que teria  aumentado a capacidade da área de autorizações, assim como a implementação de uma alteração constante na Lei 9.782/1999 que agilizou os procedimentos. A simplificação da legislação, que agora dispensa a renovação para Autorização de Funcionamento e Autorização Especial teria, por sua vez, otimizado a força de trabalho da Anvisa nas atividades mais relevantes.

 

Com informações da Imprensa Anvisa

Senadores atenderam pedido da Confederação Nacional de Municípios. Para especialista, prorrogação devia ser acompanhada de planejamento para implementação da política

 

São Paulo – Os senadores aprovaram ontem (1º) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 425, de 2014, que adia novamente a data definitiva para os municípios se adaptarem à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305, de 2010) e fecharem os lixões. O primeiro prazo era agosto do ano passado, mas já havia sido adiado por um ano. A aprovação atendeu a um pedido da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), pois 3 mil municípios e o Distrito Federal ainda não conseguiram cumprir as determinações da política.

Segundo a Lei 12.305, todas as cidades devem substituir os lixões por aterros sanitários regulamentados. Estes devem contar com preparo no solo para evitar a contaminação do lençol freático, coleta do chorume que resulta da degradação do lixo e com a queima do gás metano para gerar energia elétrica Além disso, somente os rejeitos devem ser destinados aos aterros. Todo o material reciclável e orgânico deve ter outra destinação, adequada às suas características.

A proposta original previa um adiamento de dois anos ao fechamento dos lixões. No entanto, os senadores aprovaram uma emenda, apresentada pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), determinando prazos diferentes, de acordo com o tamanho da cidade. Para ele, é preciso considerar que o fechamento de um lixão depende de outras ações, como a coleta seletiva, a criação de aterros sanitários e áreas de transbordo, e a destinação de resíduos de construção civil.

As capitais e municípios de regiões metropolitanas terão prazo até 31 de julho de 2018 para acabar com os lixões. Os localizados em fronteiras e os que têm mais de 100 mil habitantes terão até o final de julho de 2019. As cidades que possuem entre 50 mil e 100 mil habitantes têm até 31 de julho de 2020. E até julho de 2021, os municípios com menos de 50 mil habitantes.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), relatora da proposta, defendeu a proposta sob argumento de que a maior parte dos municípios não conseguiu cumprir a determinação legal, por falta de quadros técnicos e carência de recursos financeiros. “A lei não foi realista ao prever um prazo exíguo para que os municípios, especialmente os menores e mais carentes, assumissem a responsabilidade por essa tarefa complexa e dispendiosa”, avaliou.

A arquiteta e coordenadora do grupo de trabalho de meio ambiente da Rede Nossa São Paulo, Nina Orlow, criticou a nova prorrogação para o fim dos lixões. Para ela, esse tempo “pode ser uma prorrogação pura e simples, sem nenhuma garantia de que sejam tomadas providências para que a política comece a ser efetivada”.

Para Vanessa, deveria ter sido feito e assinado um termo de ajustamento de conduta, no qual o Ministério Público, ou mesmo órgãos do governo federal, pactuassem com os outros atores as suas obrigações dentro de um tempo estabelecido. “E não apenas dar mais tempo”, concluiu.

Fonte: Rede Brasil Atual

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