A Anvisa e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)  firmaram compromisso para que pesquisadores vinculados ao CNPq elaborem pareceres técnicos sobre resultados de ensaios pré-clínicos e clínicos.

 

O compromisso prevê que a contribuição do Conselho se dê nos casos considerados mais complexos e de maior relevância científica. O objetivo é subsidiar a tomada de decisão da Agência na verificação de comprovação de segurança e eficácia de novos medicamentos.

 

As análises técnicas dos pesquisadores serão conduzidas a partir de resultados de estudos pré-clínicos e clínicos de medicamentos de diversas especialidades terapêuticas, como a oncologia, a neurologia, a pneumologia, a cardiologia, a endocrinologia e a infectologia. Especialistas doutores vinculados a instituições de ensino superior ou de institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados sem fins lucrativos serão convidados a compor o Comitê de Análise Técnico-científica desses estudos.

 

A Anvisa trabalha em outras parcerias  para promover o compartilhamento, a transferência e a disseminação de conhecimento especializado em assuntos estratégicos para a Agência e de grande relevância para a população brasileira.

 

Fonte:  Imprensa Anvisa

Os impactos econômicos globais e os custos resultantes das consequências da violência física, psicológica e sexual contra crianças pode chegar US$ 7 trilhões ao ano – valor mais alto que o investimento necessário para prevenir a maior parte desses atos. A conclusão é de um estudo divulgado hoje (1º) pela ChildFund Alliance durante seminário internacional em Brasília.

 

Os dados mostram que até 50% das agressões sexuais em todo o mundo são cometidas contra meninas menores de 16 anos, e a estimativa é de que 1,8 milhão de crianças estão sujeitas à exploração sexual e ao comércio de imagens de abuso infantil.

 

No caso da violência física e psicológica, os números indicam que mais de 275 milhões de crianças em todo o mundo estão expostas ao problema dentro de casa, embora as limitações de notificações signifiquem que milhões a mais possam ser afetadas.

 

Outra estimativa do estudo é de que 5,4% das crianças do mundo estejam envolvidas em algum tipo de trabalho considerado perigoso – um total de 85,3 milhões de crianças e jovens com idades entre 5 e 17 anos atuam em setores como mineração, construção civil e agricultura.

 

O documento destaca que os custos globais anuais das piores formas de trabalho infantil são de aproximadamente US$ 97 bilhões, e aqueles resultantes da associação de crianças com forças e grupos armados podem chegar a US$ 144 milhões todos os anos.

 

Para o representante da ChilFund Alliance, Felipe Cala, os resultados obtidos pela pesquisa mostram que a prevenção à violência contra crianças compensa, mas que os gastos atuais em ações preventivas e de resposta permanecem baixos. Ele alerta que esse tipo de violência pode comprometer a capacidade de aprender e se socializar, além de quadros permanentes de ansiedade e depressão.

 

“Poucos governos estabelecem fundos específicos para esse tipo de intervenção e muitos admitem falta de recurso”, disse. “É preciso lembrar que a violência é um obstáculo para o desenvolvimento econômico”, completou.

 

Fonte: Agência Brasil / Paula Laboissière

Mulheres obesas têm 2,57 mais chances de ter câncer de mama, principalmente após a menopausa e idade média de 56 anos. A constatação é dos responsáveis por uma pesquisa feita com 190 pacientes de Salvador entre 2012 e 2014.

 

Elas foram separadas em dois grupos: o primeiro com 68 diagnosticadas com câncer de mama e no segundo 122 mulheres sem a doença. Ao comparar os dois grupos foi constatado que no primeiro havia mais casos de câncer (27,9%) do que no segundo (13,1%). Entre as obesas observou-se que 66,1% tinham câncer de mama e, entre as não obesas, 56,5%. A maioria das pacientes (70,8%) encontravam-se na menopausa.

 

Um dos coordenadores do estudo, Cesar Augusto Machado, da Sociedade Brasileira de Mastologia explicou que o critério de obesidade foi o índice de massa corpórea. O índice maior que 27,5 quilos por metro quadrado é superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

 

“A obesidade aumenta a doença cardiovascular por um estado inflamatório na mulher obesa e para o câncer de mama acreditamos que a linha seja parecida. Ou seja, o mesmo mecanismo que desencadeia as doenças cardiovasculares poderia desencadear o câncer de mama”, disse o pesquisador.

 

Pesquisas feitas em outros países indicam a relação, mas estudar a mulher brasileira é fundamental para se chegar a resultados mais confiáveis, destacou ele. “Há variações importantes nos resultados [de país para país] e acabamos tratando mal nossas pacientes por falta de pesquisa no Brasil.

 

Cesar Machado explicou a importância da pesquisa para aperfeiçoar a identificação do câncer de mama. Segundo ele, a foi comprovado que o índice de Gail – que avalia o risco de câncer de mama em uma mulher – não está adequado para a mulher brasileira.

 

“A etnia tem um impacto no cálculo matemático. O índice como está calibrado não serve para a mulher brasileira. Esse cálculo precisa ser alterado”, afirmou. Procedimentos como a mastectomia profilática e o tratamento com hormônio são indicados com base no índice de Gail, cujo cálculo matemático baseia-se nos valores de etnia dos Estados Unidos.

 

Fonte: Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego lançou hoje (1) plataforma online com informações sobre sobre emprego e rendimento nos municípios e no país. O órgão espera que o instrumento, ao fornecer balanços e análises sobre o mercado de trabalho formal, auxilie os gestores nas tomadas de decisões para implementação de políticas públicas de emprego.

 

A ferramenta disponibiliza as informações de forma organizada e possibilita que seja consultado o saldo de admissões e demissões nos municípios, a ocupação que mais admitiu ou demitiu durante período mensal e o estoque de empregos formais no mercado de trabalho.

 

De acordo com o secretário de políticas públicas de emprego do ministério, Giovanni Queiroz, a ferramenta facilita a tomada de decisões dos agentes envolvidos nas políticas públicas para o trabalho. "Sem informação, não podemos preparar ações de políticas de emprego", disse.

 

O painel foi desenvolvido no Observatório do Mercado de Trabalho do MTE, e ainda tem informações limitadas. Segundo Vinicius Lobo, do Observatório do Mercado de Trabalho, o Painel de Monitoramento será ampliado. "Nosso objetivo é torná-lo um instrumento de consulta o mais completo possível", disse Lobo.

 

Para abastecer a nova ferramenta, são utilizados dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Sistema de Registro de Empresas de Trabalho Temporário (Sirett) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), e pode ser acessado pelo portal do MTE, portal.mte.gov.br/mercadodetrabalho

 

Fonte: Agência Brasil

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