Democratizar a comunicação é fundamental para superar o momento de crise econômica, política e social que o Brasil vive. Essa foi uma das constatações do debate de abertura da reunião do Conselho Deliberativo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), na sexta-feira (17/7), em São Paulo.

 

O debate “Democracia em tempos de ajuste: unidade contra o retrocesso e reafirmação dos direitos sociais” contou com a participação da coordenadora-geral do FNDC, Rosane Bertotti; do jornalista Luis Nassif (Jornal GGN); do representante da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé das Quadras; e do dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues.

 

Rosane Bertotti, que coordenou a mesa, iniciou sua fala destacando a importância de discutir a comunicação no momento de crise econômica, política e social que o país está vivendo. “Não tem como debater comunicação sem falar da conjuntura. A comunicação é estratégica para o avanço da sociedade brasileira e para aprofundar a democracia”, destacou.

 

Nos tempos em que a os trabalhadores correm sérios riscos de perdas de direitos e o país sofre a ameaça de um golpe institucional, o FNDC defende a comunicação na luta pela democracia. “Democratizar a comunicação é defender o Estado de direito e fortalecer a democracia”, afirma a coordenadora do Fórum.

 

O jornalista Luis Nassif citou exemplos de momentos históricos e da atualidade de como a mídia influencia a política pelo mundo. “A comunicação, que é monopolizada e oligopolizada, disputa um mercado de opinião. Ela passou a ser um agente de formação de opinião vinculado ao mercado político e financeiro”, afirma Nassif. “A imprensa não é um agente neutro, ela tem interesses comerciais e usa seu poder como instrumento de chantagem”, complementa o jornalista. “A mídia, histórica, é contrária aos avanços sociais”.

 

Nassif também cita as mudanças da comunicação com o aparecimento das novas tecnologias, como a internet, por exemplo. “Até pouco tempo só famílias tinham jornais grandes, que só se mantinham devido à influência política. Com a internet, esse modelo ruiu”, explica.

 

Para o representante da Cufa, Preto Zezé, a comunicação deve ser tema de debate em outras instâncias para “deixarmos de falarmos para nós mesmos”. “Há protagonismo nas periferias do país que passam longe de sindicatos e outras entidades da sociedade civil organizada. A pauta do movimento social não pode ser só a campanha salarial”, critica Zezé.

 

Zezé também destaca a importância da cultura na comunicação. “Quando se faz eventos culturais significa inserir os jovens nestes espaços de convivência para fortalecer relações e que não deixa de ser uma disputa de opinião, porque eles estão falando sobre tudo”, pondera.

 

“Precisamos entender porque a juventude, que são a geração Lula e Dilma, com acesso a bens de consumo, não está integrada nessa agenda de lutas do movimento social”, aponta. “Temos de ocupar os espaços e alcançar as redes das periferias, se não os conservadores e poderosos ocuparão”, finaliza Zezé.

 

Já João Paulo alerta sobre a importância de discutir a unidade de lutas em tempos de turbulência. “A vida real mostra que a organização do trabalho não é mais só na fábrica”, afirma. Para ele, a esquerda tem que unificar as pautas e listar prioridades para conseguir disputar a narrativa. “Precisamos nos comunicar com a sociedade, com a base, com a periferia”, sugere.

 

João Paulo mencionou que o movimento social e setores políticos costumam avaliar três cenários de ação política. “O primeiro é o neodesenvolvimentismo, que foi a base da última década, mas um modelo que, na minha opinião, está em crise. Tem o projeto que a esquerda vem sustentando desde a década de 1970, que é o democrático-popular, mas que perdeu muita força institucional, e há aqueles que defendem o ‘socialismo já’, mas que, sem grande mobilização social, pode cair no idealismo. Se a gente não conseguir encontrar ao menos uma meta-síntese entre essas três estratégias, vai ser difícil sair dessa crise”, observa.

 

O encontro, que terminou no sábado (18/7) e reuniu a direção nacional do FNDC, centrais sindicais, jornalistas, dirigentes sindicais e militantes, teve como objetivo debater estratégias para fortalecer a luta por uma comunicação democrática no país.

 

(Publicado no portal da FNDC)

Profissionais com ações e projetos inovadores implementados há pelo menos um ano em órgãos e entidades do governo federal podem se inscrever pela internet até 17 de agosto para a 20ª edição do Concurso Inovação na Gestão Pública Federal.

 

Com o objetivo de incentivar a implementação de práticas inovadoras de gestão em organizações do governo federal, disseminar soluções que sirvam de inspiração ou referência para outras instituições e valorizar servidores públicos, o concurso é promovido anualmente desde 1996 pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

 

Os primeiros lugares serão premiados com visitas técnicas internacionais em instituições apoiadoras do concurso, assinatura de um ano da Revista do Serviço Público (RSP), seleção de publicações da Enap, certificados para os integrantes das equipes, livro publicado pela Enap com os relatos das iniciativas, divulgação das práticas no Banco de Soluções e no Repositório Institucional da Enap e Selo Inovação para utilização em materiais de divulgação impressa ou eletrônica.

 

Mais informações podem ser obtidas no site do concurso:
http://inovacao.enap.gov.br/

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFMG

O município de Belo Horizonte realizou, entre os dias 16 e 18 de julho (quinta a sábado), a 13ª Conferência Muncipal de Saúde. As diretoras do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais, Simone Furtado e Júnia Lelis (foto abaixo) participaram do evento realizado no auditório da Faculdade de Minas (Faminas). Esta foi mais uma etapa preparatória para a 15ª Conferência Nacional de Saúde, evento quadrienal que acontecerá de 1º a 04 de dezembro, em Brasília, com o tema “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro”.

 

 

 

A 15ª Conferência Nacional de Saúde é o maior evento do país na área da Saúde, coordenado pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Saúde. Conforme a diretoria Júnia Lelis frisou, é nas Conferências que as coisas acontecem, por isso os farmacêuticos não poderiam deixar de participar. “Para darmos um exemplo: as bases para a criação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica foram estabelecidas na 8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986 e depois consolidada em 2004”, ressalta.

 

A diretora destacou que a 15ª Conferência está sendo chamada de Conferência da Inclusão.  Entre outros pontos que reforçam essa característica do evento nacional, ela menciona a paridade de gênero: “as mulheres devem representar metade dos delegados escolhidos na fase estadual. O Conselho Nacional de Saúde também estabeleceu para esta Conferência a paridade de segmentos - 50% de usuários, 25% de trabalhadores e 25% de gestores/prestadores”, esclarece, acrescentando que o objetivo visado pelos organizadores é garantir, entre os delegados, a presença de mais mulheres, idosos, jovens, população negra, LGBT, indígena, comunidades tradicionais, representatividade rural e urbana, pessoas com deficiências, patologias e necessidades especiais. Com isso, espera-se que o maior número possível de grupos minoritários se veja representado.

 

Pautada pelo caráter inclusivo e paritário proposto para o evento, a logomarca da 8ª Conferência Estadual de Saúde foi criada com o objetivo de ilustrar a importância da participação de todas as classes, povos e grupos da sociedade nas discussões sobre a saúde pública no Brasil. Também a marca estadual conversa com a nacional, que destaca a riqueza e diversidade cultural das regiões brasileiras.
 

 

Desde o primeiro semestre deste ano, por  todo o País, oito eixos temáticos norteiam e estimulam os conferencistas a debater: “Direito à saúde, garantia de acesso e atenção de qualidade”; “Participação e controle social”; “Valorização do trabalho e da educação em saúde”; “Financiamento do SUS e relacionamento público-privado”; “Gestão do SUS e modelos de atenção à saúde”; “Informação, educação e política de comunicação do SUS”, “Ciência, tecnologia e inovação no SUS” e “Reformas democráticas e populares do Estado”.

 

Sinfarmig segue rumo à 8ª Conferência Estadual de Saúde

 

A 8ª Conferência Estadual de Saúde, última etapa antes da nacional em Brasília, será realizada de 1º a 4 de setembro no Expominas, em Belo Horizonte, com a participação de cerca de 3 mil pessoas de todas as regiões do Estado. No evento realizado no final de semana em Belo Horizonte, saíram os delegados para a etapa estadual: 32 usuários, 16 gestores e 16 trabalhadores. A diretora Júnia Lelis, do Sinfarmig, representará a categoria farmacêutica mineira como delegada na etapa estadual.

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou hoje (20) a suspensão da publicidade que atribua alegações irregulares de propriedades funcionais ou de saúde de cinco produtos identificados como detox da marca Nutrigold.

 

Segundo a agência reguladora, propagandas dos produtos Detox Reduction Shake, Detox Platinum – Desintoxicante Biológico, Detox Matcha Shake, Detox Goji Shake e Detox Bronze de Verão, exibidas no site da fabricante traziam alegações de propriedades funcionais ou de saúde irregularmente.

 

Na portaria publicada hoje (20) no Diário Oficial da União, a Anvisa diz que não aprovou as seguintes informações: "reduz inchaço; promove perda de peso saudável com o efeito termogênico; disposição para atividades físicas; fibras que eliminam gorduras; aumenta a saciedade por mais tempo; reduz flacidez, rugas, celulites, estrias; regulação intestinal".

 

A Agência Brasil entrou em contato com a empresa e aguarda o pronunciamento sobre a suspensão da propaganda de seus produtos.

 

Fonte: Agência Brasil

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