O Fórum Mineiro de Saúde Mental convida para o I Seminário do Ateliê Intervalo de Redução de Danos -  Reforma psiquiátrica e Redução de danos: laço em defesa da vida.

 

Data: 21 de agosto de 2015 – sexta-feira

 

Local: Faculdade de Medicina da UFMG

 

Programação:

 

13h – Exposição de Artes Plásticas e Trabalhos dos Centros de Convivência  e Consultórios (Hall da Faculdade de Medicina da UFMG)

 

Mesa de Abertura

 

14h30 – Mesa redonda: Reforma Psiquiátrica e Redução de Danos: laço em defesa da vida
Expositores:
Professor Elisaldo Carlin (Cebrid/ Unifesp)
Professor Eduardo Vargas (Fafich-UFMG)
Professor Virgílio Mattos (CES São Gotardo)
Coordenadora: Fernanda Otoni Barros-Brisset
Secretário: Pedro Lopes Godinho Cançado

 

16h – Lançamento do Ateliê Redução de Danos
Expositores:
Giselle Amorin
Rosimeire Silva
Coordenadora: Cristiane Freitas Lima
Secretário: Thomas Santos Ulhoa



16h30: Cofee Break  (Suricato)

 

17h – Trem TamTam – apresentação musical


18h – Visita à exposição “Pássaros que vivem voando” do Centro de Convivência Arthur Bispo do Rosário

Em audiência pública promovida ontem (17) pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, especialistas assinalaram que um terço dos alimentos consumidos no dia a dia pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos. A análise foi feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com base em amostras coletadas nos 26 estados em 2011.



O debate sobre o vínculo entre agrotóxicos e doenças graves foi realizado na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul.



Os agrotóxicos usados na agricultura, no ambiente doméstico e em campanhas de saúde pública como inseticida estão associados a diversas doenças como o câncer, o mal de Parkinson e a depressão.



O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luiz Claudio Meirelles, alertou para a ingestão contínua de quantidades pequenas de agrotóxicos no dia-a-dia. "75% dos alimentos têm resíduos de agrotóxicos. A cada vez que você bota uma refeição na mesa, ela está ali com uma quantidade de resíduos enormes, e os estudos têm mostrado que chegam a 17 diferentes tipos de agrotóxicos para o qual a ciência sequer tem ferramental para dizer como é que isso vai funcionar para a vida."



Herbicidas banidos


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) alguns herbicidas banidos do mercado internacional ainda têm livre trânsito no País. É o caso do glifosato, usado no plantio da soja geneticamente modificada. Esse agrotóxico, que foi associado ao surgimento de câncer pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é o mais consumido no Brasil.



A pesquisadora do Inca, Márcia Sarpa, acredita que a Anvisa precisa reavaliar o teor nocivo de alguns agrotóxicos. Entre as medidas defendidas pelo instituto, ela cita proibir também no Brasil o uso de agrotóxicos que já são proibidos em outros países. “Se já são proibidos em outros países, porque jogar para a gente.” O Inca também propõe o fim dos subsídios públicos aos venenos e a implantação também nos municípios das vigilâncias em saúde dos trabalhadores expostos e da população.



Durante o debate, o deputado Zeca do PT (MS) afirmou que para enfraquecer o uso de herbicidas ilegais, a ideia é apresentar um projeto de lei na Câmara por intermédio da bancada do PT e do Núcleo Agrário, “que determine que a propriedade em que for encontrado produto agrotóxico contrabandeado, com componentes que sejam proibidos no Brasil, essa propriedade seja passível de ser desapropriada para efeitos de reforma agrária."



Para ser comercializado no Brasil, o agrotóxico deve passar pela análise da Anvisa, vinculada ao Ministério da Saúde, e também dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.



Fonte: Agência Câmara – Reportagem: Emanuelle Brasil

Por Cida de Oliveira, da Rede Brasil Atual

 

De acordo com WWF, falta de cultura de participação e de diálogo explicam o quadro; apoio a esses colegiados é uma das 22 prioridades do Conselho Nacional de Recursos Hídricos

 

A crise do abastecimento em SP resulta da negligência da gestão que ignora a adaptação a eventos extremos

 

São Paulo – Dos cerca de 200 comitês de bacia hidrográfica existentes no país, apenas 10% funcionam, têm câmaras técnicas, fazem reuniões periódicas registradas em atas e têm sites. A estimativa é do coordenador do programa Água para a Vida da organização WWF Brasil, o biólogo Glauco Kimura de Freitas.

 

"Esses comitês são o maior gargalo na gestão da água no país. São poucos os que funcionam, a maioria deles no Sudeste, Nordeste e Sul. Os motivos vão desde a falta da cultura de participação e diálogo até a falta de recursos para o próprio funcionamento. "Apenas em momentos como o atual, de crise no abastecimento, é que esses comitês ganham importância."

 

Colegiados do SNGRH compostos por usuários de água, organizações da sociedade civil e poder público, os comitês de bacia foram criados para aprovar plano de recursos hídricos da bacia; arbitrar conflitos pelo uso da água, em primeira instância administrativa; estabelecer mecanismos e sugerir os valores da cobrança pelo uso da água, entre outros.
Sua entidade executiva é a Agência de Bacia, a quem cabe manter atualizado o plano de bacias, auxiliar os trabalhos dos comitês e aplicar os recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água, entre outras funções técnicas de regulação e disciplinamento dos usos da água.

 

Ontem (17), o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) publicou no Diário Oficial da União resolução que estabelece 22 prioridades do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) que deverão nortear órgãos e entidades na elaboração dos planos plurianuais da União, estados e do Distrito Federal para os períodos entre 2016 e 2019.

 

Além do apoio à criação de novos Comitês de Bacia e ao fortalecimento dos já existentes, entre as prioridades estão a elaboração de planos de recursos hídricos, desenvolvimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SNIRH) e implementação dos sistemas estaduais de informação integrados ao SNIRH, a implementação da cobrança pelo uso da água nas bacias onde o instrumento for aprovado pelo Comitê de Bacia, o desenvolvimento dos mecanismos de pagamento por serviços ambientais voltados à conservação de águas e a avaliação e mapeamento de áreas vulneráveis a eventos extremos.

 

Outra prioridade destacada por Freitas é o fortalecimento de mecanismos de pagamento por serviços ambientais para a conservação das bacias. "Isso funcionou em Nova York, quando os gestores criaram um fundo para remunerar fazendeiros do cinturão verde em volta da região metropolitana para a preservação das nascentes. Com isso, a cidade não ficou sem água e ainda economizou com tratamento", lembra.

"No caso de São Paulo, o estado deveria fazer o mesmo. Em vez de repassar o custo para o cidadão, deveria criar um fundo semelhante", diz. Freitas lembra que a Agência Nacional de Águas, e não o governo paulista, deu início a um projeto de proteção das nascentes nas cidades de Extrema (MG) e Joanópolis e Nazaré Paulista (SP), regiões onde está a cabeceira do Sistema Cantareira, que abastece parte da Região Metropolitana de São Paulo. Participam produtores rurais, empresas locais e ONGs.

 

Mapa da crise

 

Depois de 18 anos da aprovação e construção da Política Nacional de Recursos Hídricos, permanece o desafio do fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Para a organização WWF Brasil, uma das estratégias para isso é reunir informações num observatório que possibilite sistematizar, analisar e disseminar projetos e diretrizes que tramitam no poder público federal, nas instituições financeiras e organismos multilaterais, cujas decisões possam afetar a qualidade ou quantidade de água, a vida das pessoas e o desempenho econômico do país.

 

"A ideia é construirmos um site para divulgar toda essa base de dados, um mapa com os instrumentos, responsáveis e políticas que estão saindo do papel", diz Glauco.  O projeto, porém, depende da captação de recursos.

O consumo habitual de café poderia aumentar as possibilidades de sobreviver ao câncer de intestino e proteger os pacientes de reincidências, informa estudo divulgado pela publicação britânica Journal of the Clinical Oncology.

 

Um grupo de cientistas descobriu que os pacientes que recebiam tratamento e que consumiam altas doses de café, quatro ou mais xícaras por dia, tinham cerca de 42% menos possibilidades de registrar reincidência da doença que aqueles que não consumiam a bebida. O estudo também mostrou como os pacientes que bebiam café tinham 33% menos possibilidades de morrer de câncer que os demais pacientes.

 

O médico Charles Fuchs, diretor do Centro de Câncer Gastrointestinal de Boston, nos Estados Unidos, afirmou ter comprovado que “os consumidores de café têm um risco menor de desenvolver câncer, além de que a sobrevivência e as possibilidades de cura aumentam consideravelmente”.

 

Apesar dos resultados do estudo, Fuchs mostrou-se cauteloso com os potenciais benefícios do café como tratamento alternativo para os doentes de câncer de intestino. “Se bebe café habitualmente e está sendo tratado de câncer do intestino, não deixe de beber, mas se não é um consumidor habitual e se pergunta se deve começar, primeiro consulte o seu médico”, declarou o pesquisador.

 

Ainda que seja a primeira vez que um estudo relaciona o consumo de café à redução do risco de reincidência de câncer, investigações prévias indicaram que a bebida poderia proteger contra vários tipos de tumores malignos, incluindo os melanomas, o câncer de fígado e o de próstata avançado.

 

Fonte: Agências Brasil e Lusa

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