Quase 70% das crianças com menos de 2 anos de idade comiam biscoitos, bolachas ou bolo e 32,3% tomavam refrigerante ou suco artificial, em 2013, informa a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada hoje (21), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Metade das que tinham nove meses ou mais estava em aleitamento materno de modo complementar. Foram consultados 64 mil domicílios no estudo, feito em parceira com o Ministério da Saúde.

 

Cerca de 76% das crianças com menos de 1 ano de idade tomaram pelo menos três doses da vacina tetravalente - que imuniza contra tétano, difteria, coqueluche e meningite. O percentual indica que - um em cada quatro bebês com menos de 1 ano - não foi imunizado para essas doenças. A Região Sul registrou imunização mais elevada do que a média nacional (85,3%) e a área rural teve proporção superior à urbana (83,3% e 74,3% respectivamente).

 

A primeira consulta médica após o nascimento deve ser feita no período de até sete dias, como recomenda o Ministério da Saúde. No entanto, apenas 28,7% das crianças com menos de 2 anos foram consultadas pela primeira vez antes do oitavo dia após o nascimento. As unidades básicas de saúde foram os locais mais frequentes de atendimento (46,5%), seguidas de unidades particulares (26,4%) e hospitais públicos ou ambulatórios (16%).

 

Os testes do pezinho, da orelhinha e do olhinho para detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas foram realizados pela maioria dos bebês menores de 2 anos no país. Cerca de 71% das crianças nessa faixa etária fizeram o teste do pezinho em 2013. Já o teste da orelhinha foi feito em 56% dessa população no primeiro mês de vida. Cerca de 51% dos bebês com menos de 2 anos fizeram o teste do reflexo vermelho – do olhinho.

 

Fonte: Agência Brasil – Repórter Flavia Villela 

Cerca de 60% das mulheres brasileiras entre 50 e 69 anos de idade fizeram mamografia em 2013. Esse e outros dados sobre a saúde da mulher estão na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa foi feita em parceria com o Ministério da Saúde para ampliar o conhecimento sobre as características de saúde das brasileiras, que são maioria na população (51,9%) e as principais usuárias dos serviços de saúde.

 

Os dados são relativos a mamografias feitas até dois anos antes da pesquisa e revelam que a realização do exame – para detectar câncer de mama – foi mais frequente entre mulheres brancas (66,2%) do que pretas (54,2%) e pardas (52,9%) e mais frequente entre aquelas com ensino superior completo (80,9%), do que entre mulheres sem instrução ou com ensino fundamental completo (50,9%).

 

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ruffo de Freitas Junior, o acesso ao exame melhorou muito no país nos últimos anos, mas ainda está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é 70% das mulheres nessa faixa etária fazerem a mamografia periodicamente.

 

“Além disso, a qualidade do exame é fundamental. Com o Programa Nacional de Mamografia funcionando na maioria das cidades, tenho certeza que nossos índices de mortalidade vão cair nos próximos anos”, disse Freitas Junior, ao destacar a importância do acesso ao tratamento adequado do câncer de mama em todo o território nacional. “Acredito que com tudo isso em um futuro próximo estaremos ao lado de países como Estados Unidos e Inglaterra, mostrando redução da mortalidade por câncer de mama, que ainda é alta no Brasil”, disse.

 

O Norte foi a região com menor percentual de mulheres que fizeram o exame (38,7%), seguido pelo Nordeste (47,9%), Centro-Oeste (55,6%), Sul (64,5%) e Sudeste (67,9%). Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o terceiro mais frequente em mulheres no Brasil e responde por 22% dos casos novos a cada ano.

 

Papanicolau

 

A pesquisa do IBGE entrevistou as mulheres também sobre o exame papanicolau, que detecta o câncer de colo do útero. Quase 80% das brasileiras entre 25 e 64 anos fizeram o exame nos três anos anteriores à pesquisa. Os maiores percentuais estão nas regiões Sul (83%), Sudeste (81,1%) e Centro-Oeste (80,9%), que apresentaram percentuais acima da média nacional. No Norte, a taxa foi 75,5% e no Nordeste, 75,1%. Dentre o grupo que nunca fez o exame, 45,6% declararam não achar necessário, 20,7% nunca haviam sido orientadas para fazer o papanicolau e 9,7% declararam ter vergonha de fazê-lo.

 

Aborto e gravidez

 

Quase 70% das brasileiras entre 18 e 49 anos ficaram grávidas alguma vez na vida e a idade média da primeira gravidez é 21anos. Os dados mostram que quanto menor o grau de instrução, mais precoce foi a primeira gravidez. Nas regiões Norte e Nordeste, mais de 72% das mulheres na faixa etária avaliada já haviam engravidado, enquanto na Região Sudeste esse indicador era 66,1%.

 

O acompanhamento médico da gestante e do bebê, o pré-natal, foi feito em 97,3% das brasileiras grávidas em 2013 e 97,7% fizeram pelo menos uma ultrassonografia ao longo da gestação. Quase 65% fizeram exame de sangue para sífilis e 88,8% para HIV. Cerca de 45% das mulheres fizeram parto normal. O percentual mais elevado foi verificado na Região Norte (59,8%) e entre mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (65,3%). Das mulheres que fizeram cesariana, 53,5% marcaram com antecedência a data do parto ainda no período pré-natal. A pesquisa avaliou os partos feitos entre janeiro de 2012 e julho de 2013.

 

Pouco mais de 2% das mulheres na faixa etária avaliada relataram ter provocado um aborto. Desse grupo, aproximadamente 61% relataram que faziam uso de métodos contraceptivos. O aborto provocado foi mais frequente entre as mulheres com menor grau de instrução (2,8%) e mulheres pretas (3,5%). No recorte regional, a Região Sul registrou o menor percentual (1%) de aborto provocado e a Região Nordeste (3%), o maior.

 

De acordo com o estudo, cerca de 15% das entrevistadas disseram ter sofrido aborto espontâneo em 2013. O percentual maior (21,1%) foi verificado entre as mulheres sem instrução ou com ensino fundamental completo. Entre as mulheres com superior completo, 11,7% sofreram aborto espontâneo.

 

Obesidade

 

A pesquisa constatou também que o aumento da obesidade no país afetou principalmente as mulheres: uma em cada quatro brasileiras (24,4%) com mais de 18 anos é obesa. A média nacional é 20,8% e entre os homens o índice cai para 16,8%.

 

Em dez anos, a obesidade entre as mulheres com mais de 20 anos passou de 14% em 2003 – segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares –, para 25,2% em 2013, aumento de 11,2 pontos percentuais. Já entre os homens, o crescimento foi menor: 8,2 pontos percentuais (de 9,3% para 17,5%).

 

O acúmulo de gordura abdominal também é mais frequente no sexo feminino, atingindo 52,1% das mulheres e 21,8% dos homens. O oposto ocorre em relação a hipertensão arterial, que é mais comum entre os homens (25,3%) do que entre as mulheres (19,5%), atingindo 22,3% da população.

 

A dona de casa carioca Maria Clara Souza, 30 anos, engordou dez quilos nos últimos três anos e está fazendo acompanhamento médico para emagrecer. “Depois que meu filho nasceu, parei de fazer exercício e descuidei da dieta”, disse. “A verdade é que sai mais barato e prático comer porcaria industrial do que fazer uma comidinha saudável”, acrescenta.

 

Fonte: Agência Brasil – Repórter Flávia Vilela

 

 

21/08: ANVISA IRÁ REAVALIAR GLIFOSATO E OUTROS QUATRO AGROTÓXICOS UTILIZADOS NO PAÍS

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, nesta quinta-feira (20/8), o início da reavaliação toxicológica de cinco ingredientes ativos de agrotóxicos utilizados no Brasil: glifosato, lactofen, abamectina, carbofurano e thiran.

 

Por lei, o registro de agrotóxicos não tem data de validade, porém as reavaliações são feitas para rever os limites de segurança do produto diante de novas informações científicas sobre estas substâncias. No processo de registro de agrotóxicos no Brasil, cabe à Anvisa avaliar o impacto destas substâncias sobre a saúde humana, tanto do trabalhador rural como do consumidor.

 

O próximo passo é a publicação de consultas públicas sobre as substâncias analisadas, para que os interessados possam enviar contribuições à Anvisa. Como resultado das avaliações, a Agência pode decidir por manter o registro sem alterações, solicitar alterações na formulação, dose ou método de aplicação, restringir a produção ou uso e até cancelar ou suspender o registro do agrotóxico no país.

 

Saiba mais sobre as substâncias que serão reavaliadas:

 

Glifosato

Herbicida de largo espectro, de classe toxicológica IV (pouco tóxico), na atualidade, possui os maiores volumes de produção dentre todos os herbicidas.  É utilizado na agricultura, na silvicultura, em áreas urbanas e domésticas. Seu uso tem aumentado consideravelmente com o desenvolvimento de variedades de culturas geneticamente modificados resistentes a ele.

 

O glifosato foi classificado recentemente pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer(IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS), como provável carcinógeno em humanos .

 

Lactofen

Herbicida de Classe III (medianamente tóxico), é utilizado em aplicações de pós-emergência das plantas infestantes na cultura de soja.

 

Abamectina

Acaricida, inseticida e nematicida de Classe I (extremamente tóxico).  É utilizado na aplicação foliar nas culturas de algodão, batata, café, cebola, citros, coco, cravo, crisântemo, ervilha, feijão, feijão-vagem, figo, maçã, mamão, manga, melancia, melão, morango, pepino, pêra, pêssego, pimentão, rosa, soja, tomate, uva e em bulbilhos de alho. Usado também no tratamento industrial de mudas de cana-de-açúcar e em sementes de algodão, cebola, cenoura, melão, milho, tomate e soja, e aplicado em solo na cultura de tomate.

 

Carbofurano

Inseticida, cupinicida, acaricida e nematicida de Classe I (extremamente tóxico). Aplicado no solo nas culturas de algodão, amendoim, arroz, banana, batata, café, cana-de-açúcar, cenoura, feijão, fumo, milho, repolho, tomate e trigo. Utilizado ainda em sementes de algodão, arroz, feijão, milho e trigo.

 

Thiram:

Fungicida de Classe II (altamente tóxico). Utilizado no tratamento de sementes de algodão, amendoim, arroz, aveia, cevada, ervilha, feijão, milho, pastagens, soja, sorgo e trigo e no solo na cultura de batata.

 

Fonte:  Imprensa Anvisa

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