O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta, no acumulado dos últimos 12 meses, de 9,57%. O resultado supera o índice dos 12 meses imediatamente anteriores, que foi 9,25%. A taxa foi o mais elevado resultado em 12 meses desde dezembro de 2003, quando atingiu 9,86%.

 

Prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, o IPCA-15 foi divulgado hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O IPCA-15 teve variação de 0,43% em agosto e ficou 0,16 ponto percentual abaixo da taxa de 0,59% de julho. Em relação aos meses de agosto, consistiu no índice mais elevado desde 2004, quando foi registrado o índice de 0,79%.

 

Com o resultado de agosto, o IPCA-15 fechou os primeiros oito meses do ano com variação de acumulada de 7,36%, acima do resultado do mesmo período do ano anterior, equivalente a 4,32%.

 

O IPCA-15 é calculado seguindo a mesma metodologia do IPCA, diferenciando-se entre si apenas pelo período de coleta. A coleta de preços para o cálculo do IPCA-15 é realizada em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionárias de serviços públicos e domicílios (para levantamento de aluguel e condomínio). O período de coleta de preços ocorre entre o dia 16 do mês anterior e o dia 15 do mês atual.

 

O IPCA-15 abrange famílias com rendimento mensal entre um e 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Distrito Federal e Goiânia.

 

O índice é utilizado para reajustes de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e serve como parâmetro para o cálculo do indicador Índice de Preços ao Consumidor Amplo - Série Especial (IPCA-E), divulgado trimestralmente pelo IBGE.   

 

Fonte: Agência Brasil – repórter Nielmar de Oliveira

Estão abertas as inscrições para a VIII International Society for Immunonutrition Conference, que ocorre de 16 a 18 de novembro de 2015 no Rio de Janeiro. O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) é o anfitrião do encontro, que acontece pela primeira vez no Brasil. Entre os principais temas serão abordados a relação entre micronutrientes e imunidade, o papel dos alimentos probióticos na resposta imune, a associação entre obesidade e problemas imunológicos e o impacto da nutrição sobre as doenças infecciosas. Além disso, no primeiro dia do encontro, será oferecido um curso sobre os aspectos básicos da imunonutrição.

 

A conferência é promovida pela International Society for Immunonutrition (Isin) com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da empresa Bayer. O evento faz parte do calendário científico de comemorações pelos 115 anos do IOC e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

“Tanto a desnutrição quanto a obesidade levam a disfunções imunológicas. Além disso, cada vez mais, entende-se que a microbiota intestinal influencia diretamente na resposta imune, o que aponta mais um papel central da alimentação. A imunotrição é uma área de pesquisa crescente, e a conferência será uma grande oportunidade para alunos e pesquisadores”, afirma o diretor do IOC, Wilson Savino, que é presidente do comitê organizador local do evento.

 

Aberta para estudantes, pesquisadores, médicos e demais profissionais da saúde, a conferência será realizada no Hotel Novo Mundo, no Flamengo, Zona Sul do Rio. As inscrições podem ser feitas no site do evento e a taxa é de US$ 150 para alunos e US$ 200 para os demais participantes.Até o dia 15 de setembro, os interessados também podem submeter resumos para apresentação oral ou de pôster no congresso. Serão aceitos apenas trabalhos originais, ainda não publicados em revistas ou outros eventos científicos. Mais informações e inscrições no site do evento e a submissão também pode ser feita online.

 

Fonte: Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)

Segundo a ministra Cármen Lúcia, é preciso dar visibilidade ao problema do preconceito

 

Rio de Janeiro – A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse que a magistratura brasileira é um dos órgãos da sociedade e, como outros, tem uma carga de preconceito grande contra a mulher. Para ela, não significa que não haja justiça nos casos julgados, mas reconheceu que o acesso é mais difícil.

 

“A maioria hoje de tribunais, inclusive tribunais superiores e, principalmente, estaduais é composta de homens. Enfim, nós vivemos em uma sociedade em que esta é luta para que a gente tenha realmente a igualdade entre homens e mulheres. Isso é em todos os meios, e não é só no Poder Judiciário. E digo também no Poder Judiciário, que é responsável por acabar com isso”, afirmou.

 

Segundo a ministra, é preciso dar visibilidade ao problema do preconceito. “O que é escondido e não vem a público, é como se fosse uma doença, e fica difícil de ser curada”.

 

Cármen Lúcia lembrou que em 8 de março, no Dia Internacional da Mulher, o papa Francisco fez um pronunciamento em que a Igreja Católica reconhece que para as mulheres foi reservado, historicamente, as sobras ideológicas. “Ou seja, quem dita as ideologias e, portanto, as práticas são os homens. Isso dito por um papa numa igreja em que não se admite a presença da mulher e o celibato é obrigatório. É um avanço grande para dar visibilidade”.

 

A ministra participou ontem (20) no Rio, 2º Seminário Internacional Violência de Gênero e Feminicídio, organizado pelo Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

 

A presidente do Fórum Permanente, a juíza auxiliar da presidência do tribunal, Adriana Ramos de Mello, destacou que o feminicídio é uma epidemia. Ela acrescentou que esse não é, especificamente, um fenômeno brasileiro e se repete em países da América Latina, Europa e nos Estados Unidos.

 

De acordo com a juíza, o seminário vai ser importante para a troca de informações, uma vez que terá a participação de juízas de outros países como a vice-presidente do Tribunal Constitucional da Espanha, ministra Adela Asua Batarrita. “São países, a maioria, que já tem legislação de feminicídio há algum tempo. No Brasil, a lei é recente, de março, então, nós estamos em um momento muito fértil de ouvir outras pessoas falando sobre o tema para a gente melhor aplicar a lei brasileira, que foi inspirada, obviamente, em outras legislações já existentes na América Latina”, disse.

 

Segundo a magistrada, o Brasil é o décimo sexto país a ter lei específica de feminicídio e, por isso, o tema ainda é novo para a sociedade. “O termo feminicídio, muitas pessoas não sabem do que se trata. É bom que haja esse esclarecimento. Não é só a morte de uma mulher, como o homicídio é a morte de um homem. É a morte de uma mulher, em razão dela ser mulher. O gênero feminino é uma motivação para o crime, por isso, tem esse nome”, explicou.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

Arthur Chioro afirmou hoje (21) considerar inadmissível a proporção de cesarianas realizadas no Brasil. Segundo ele, o país vive uma epidemia desse tipo de parto.

 

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo ministério, em parceira com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de 2013, 54,7% dos partos brasileiros são cesáreas, muito acima da recomendação de 15% da Organização Mundial de Saúde. Fora do Sistema Único de Saúde, a proporção chega a 88%.

 

"Precisamos reconhecer que vivemos uma epidemia de cesarianas", afirmou Chioro. Sobre os riscos de uma cesariana mal indicada, o ministro informou que o governo não está lidando com um problema simples. "É um problema de saúde pública extremamente grave."
O ministro afirmou que não se trata de criminalizar a cesariana, o médico ou a mulher no momento em que o parto é necessário.

 

Entretanto, esclareceu que a cesariana mal indicada traz 120 vezes mais riscos de prematuridade para a criança, aumenta em 24% o risco de mortalidade neonatal e aumenta em três vezes o risco de mortalidade materna.

 

Outro dado destacado pela pesquisa e pelo ministro revela que 53,5% das cesarianas realizadas no Brasil são marcadas com antecedência, antes que a mulher entre em trabalho de parto. Na rede particular de saúde, o percentual chega a 74,2%.

 

"O que se tem é um exagero. O que se tem é uma marcação inaceitável com antecedência, a fim de atender a outros interesses que não são os da natureza", acrescentou. "É inadmissível que tenhamos essa proporção."

 

Arthur Chioro disse que o momento é de profissionais, entidades médicas, universidades e o governo se apropriarem dos dados para planejar mudanças na organização e gestão dos serviços de saúde, inclusive dando mais multidisciplinaridade ao atendimento.

 

Fonte: Agência Brasil – repórter Vinícius Lisboa

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