Categorias farmacêuticas unidas numa só direção
 

O momento político/econômico atual que afeta os trabalhadores e trabalhadoras e preocupa toda a sociedade atinge da mesma forma a categoria farmacêutica, que, em sua grande maioria, é composta por colegas empregados nos diversos segmentos de atuação da nossa profissão.
 

Estamos convencidos de que o trabalho a ser desenvolvido pelas entidades farmacêuticas (Sindicato, Conselho, Associações) nos estados pode contribuir sobremaneira para que os desafios a serem enfrentados possam ser superados.
 

Contando com a união destas entidades, trabalhando em uma mesma direção (avanços para a profissão e para os farmacêuticos), certamente estaremos em melhores condições para alcançar os objetivos almejados por todos.
 

Diante de qualquer processo eleitoral, como prevê o Estatuto do Sinfarmig, a instância máxima de deliberação da entidade é a Assembleia da categoria.
 

Portanto, para posicionar-se frente a toda e qualquer eleição, seria preciso o aval da maioria presente a uma Assembleia dando assim legitimidade para que a entidade se manifestasse a favor desta ou daquela candidatura ao pleito.
 

No entanto, em que pese a impossibilidade legal de manifestação pela candidatura A ou B para a atual disputa à Diretoria do CRF-MG, a diretoria do Sinfarmig vem a público manifestar a necessidade das ações conjuntas em prol da profissão e dos trabalhadores farmacêuticos.
 

Os desafios são enormes! A nossa unidade e disposição para enfrentá-los deverão ser maiores ainda!
 

Que vençam as melhores propostas e os maiores compromissos!

Seminários como este demonstram a vontade política e regulatória do Brasil em usar métodos alternativos ao uso de animais em ensaios clínicos. Com esta frase, a doutora Chantra Eskes, da Services & Consultation for Alternative Methods Limited (SeCAM), resumiu o que ocorreu no Seminário Sobre Internalização de Métodos Alternativos ao Uso de Animais. O evento, organizado pela Anvisa, reuniu diversos representantes de setores de medicamentos, cosméticos e saneantes para debater o tema nesta quarta-feira (16/9).

 

De acordo com Chantra, a primeira legislação sobre o assunto na Europa foi publicada há 30 anos. Ao longo desse período, países europeus puderam internalizar os métodos alternativos nas pesquisas clínicas. “Atualmente, existe uma vontade internacional muito grande de continuar com a aceitação dos métodos alternativos. Na Europa, se o método existir e for reconhecido, ele deve ser usado”, explicou.

 

O interesse internacional no tema também foi ressaltado pela representante da Junta de Governo do International Council of Laboratory Animal (Iclas), Ekaterina Rivera. Para ela, a cooperação internacional é uma ferramenta que deve ser utilizada para impulsionar a questão. “Mas é preciso destacar que há diferenças significativas entre os países, principalmente quanto à legislação. Na América Latina, por exemplo, só Brasil, México e Uruguai têm regulamentações com experimentação animal”, afirma.

 

A regulação brasileira foi destacada pela Gerente-Geral de Regulamentação e Boas Práticas Regulatórias da Anvisa, Cristina Marinho. Ela ressaltou que, em julho, a Agência anuiu os 17 métodos alternativos validados pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) nas petições para registros e controle de serviços e produtos sujeitos a vigilância sanitária. “O objetivo foi deixar claro para a sociedade a comunhão de esforços voltadas para este tema”, destacou.

 

Já a representante da Câmara de Métodos Alternativos do Concea, Lucile Winter, revelou que o desenvolvimento de novas tecnologias é crucial para a saúde humana. No entanto, é necessário observar a necessidade de capacitar pessoas e manter estruturas laboratoriais equipadas para garantir produtos seguros. “Até hoje, US$ 238 milhões foram injetados para o desenvolvimento desses métodos alternativos na Europa. Essa injeção de recursos humanos e monetários é essencial para que ocorra a substituição de métodos com qualidade e segurança do produto final”, sintetizou.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRP-MG) está com inscrições abertas para  concurso público. Há vagas em cadastro reserva para farmacêutico consultor  e farmacêutico fiscal. Os salários oferecidos são, respectivamente, R$ 5.591,92 e R$ 6.110,43.

 

As inscrições serão realizadas via Internet, no endereço eletrônico www.iq.org.br, até as 21 horas de 13 de outubro de 2015. A taxa de inscrição é de R$ 47,00.

Diante da crise política e econômica, a Fenafar aponta para a luta em defesa da democracia e dos direitos sociais. A defesa do SUS se insere neste contexto. O Presidente da Federação aponta que é preciso combater o golpismo da direita e, também, rejeitar as medidas que atentam contra os direitos sociais. A criação de uma Frente Nacional em Defesa do SUS é urgente diante dos ataques à saúde pública.
 

 

Em seu 8º Congresso, realizado a pouco mais de 1 mês, a Fenafar debateu a conjuntura nacional, destacando que a atual crise política e econômica tem vários condicionantes com destaque para três: os impactos da crise internacional; a ação golpista dos setores de oposição derrotados nas eleições de 2014, que tentam impor uma agenda neoliberal para a política econômica e antecipar o fim do governo; e o esgotamento do projeto político iniciado em 2003 com a eleição de Lula.
 

 

Para sair dos impasses e superar a crise, a Fenafar apontava que era preciso recompor à base social que garantiu a vitória da presidenta Dilma Rousseff a partir da retomada da agenda política consagrada nas urnas: mais mudanças e mais avanços, que se traduziam em ampliação dos direitos sociais, como educação, saúde e moradia; investimentos em infraestrutura e ampliação das políticas de redução das desigualdades.
 

 

Também, empreender um grande movimento social contra o golpismo e o avanço das forças conservadoras que, com o apoio da mídia, apostam no quanto pior melhor para desestabilizar o país, o governo e, assim, abreviar o mandato legítimo da atual presidenta.
 

 

“Toda esta análise do Congresso da Fenafar continua atual e as resoluções que aprovamos nos dão a orientação de como devemos atuar neste cenário político. Somos contra o golpismo da direita. E para combater essa onda conservadora o caminho é valorizar a soberania popular”, afirma o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos.
 

 

Entre as resoluções aprovadas, uma em particular (o item 32 de conjuntura nacional) não deixa dúvidas sobre como a Federação deve se posicionar diante da ofensiva dos setores de oposição que tentam abrir um processo de impedimento da presidenta da República: “Defender intransigentemente a democracia e a soberania do voto popular, repudiando tentativas de setores da sociedade, apoiados pela grande mídia, que querem impor o impeachment ao mandato da presidenta Dilma".
 

 

O presidente da Fenafar explica que “não há nada que implique a presidenta Dilma. E não se pode abreviar um governo eleito democraticamente pelas urnas em razão de problemas na economia, problemas sociais. Se fosse assim, como garantir a estabilidade das instituições? Além disso, que garantias temos de que abreviar um governo eleito pelo povo e substituí-lo por outro que não possuí legitimidade popular será a solução para a crise econômica e política?”, questiona Ronald.
 

 

Na sua avaliação, a resultante deste processo de golpe em curso no país pode ser exatamente a contrária. “Temo que possa haver um aprofundamento da crise política e uma intensificação da crise econômica. Não tenho dúvidas que a receita dos setores da oposição para superar o déficit no orçamento do governo federal será ainda mais perverso do que os ajustes divulgados pelo atual governo. A agenda da direita é a criação de taxas para a utilização dos serviços públicos de saúde, ou seja, acabar com o acesso gratuito para o SUS, é cortar ainda mais os recursos para a saúde, é acabar com a gratuidade das universidades públicas, é acabar com a política de conteúdo nacional para estimular a indústria brasileira e proteger a economia interna, é usar os royalties do pré-sal para fazer superávit primário e não para investir em melhorias na saúde e educação. Essa agenda não é a nossa. Sairemos às ruas para impedir esse grave retrocesso”, alerta Ronald Ferreira dos Santos.
 

 

Ajustes do atual governo não contemplam agenda dos movimentos sociais
 

 

Ser contra o golpismo da direita e defender o mandato da atual presidenta não pressupõe que a Fenafar apoie incondicionalmente todas as ações e medidas que vem sendo adotadas pelo atual governo.
 

 

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (14) um pacote econômico emergencial que pretende redefinir o orçamento para 2016 e enfrentar a crise econômica em curso. O objetivo é reduzir os gastos do governo em R$ 26 bilhões. “Infelizmente, o enxugamento dos gastos proposto atinge os trabalhadores, a classe média e os mais pobres, que deverão pagar a parte mais salgada da conta”, lamenta Ronald.


 
“Somos contra o sentido geral dos ajustes anunciados que, mais uma vez, atendem aos interesses dos grandes agentes econômicos do país. Há medidas muito ruins e que vamos lutar para que não sejam efetivadas. Entre elas, as que atingem os servidores e paralisam os concursos, além dos cortes anunciados na Saúde. Por outro lado, somos favoráveis as iniciativas que visem taxar a renda dos setores mais ricos da sociedade. Mas, estas medidas no ajuste apresentado ainda são tímidas diante do que poderiam ser, como a efetiva taxação das grandes fortunas e das grandes transações financeiras”, avalia o presidente da Fenafar.
 


Taxar fortunas é socialmente justo e economicamente eficiente
 


Uma das principais bandeira da Fenafar e do movimento social é a taxação das grandes fortunas. Atualmente o Brasil e um dos únicos países do mundo que não tem uma política para taxar os setores ricos da sociedade. Segundo estudo apresentado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) à Subcomissão Permanente de Avaliação do Sistema Tributário Nacional do Senado, na noite desta segunda (14), o governo poderia arrecadar cerca de R$ 43 bilhões ao ano, o suficiente para cobrir o rombo orçamentário previsto para 2016, se taxasse em 15%, via imposto de renda, os lucros e dividendos recebidos por acionistas de empresas.


 
Hoje, de acordo com legislação aprovada

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