A Anvisa determinou a suspensão do Gloss redutor de volume de frisagem gradativa para cabelos louros com manchas ou descoloridos da empresa Devintex Cosméticos Ltda.

 

Além de não possuir registro na Agência, o cosmético apresentou resultado insatisfatório no ensaio de determinação de pH, segundo o Laudo de Análise 4742.1P.0/2013, emitido pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, (INCQS).

 

Com a suspensão, a empresa deve promover o recolhimento do produto existente no mercado.

 

A medida está na Resolução 2.640/2015 publicada nesta segunda-feira (21/9) no Diário Oficial da União (DOU).

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Por Amanda de Sá e César Guerra Chevrand / Agência Fiocruz de Notícias

 

Discutir os possíveis cenários para o setor Saúde a médio e longo prazo no país é o desafio do seminário Brasil Saúde Amanhã: horizontes para os próximos 20 anos, que teve início nesta quinta-feira (17/9), no campus da Fundação Oswaldo Cruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O evento, que continua nesta sexta (18), reúne os pesquisadores que compõem o grupo multidisciplinar de pesquisa da rede Brasil Saúde Amanhã, resultado da parceria da Fiocruz com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), o Ministério da Saúde e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
 

 

Na abertura do seminário, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, destacou a importância da iniciativa para prospectar o futuro em um cenário móvel de 20 anos e pensar a Saúde como um fator decisivo para o desenvolvimento do país. “Com o Brasil Saúde Amanhã, nós atendemos a necessidade de estruturar de maneira permanente uma rede de pessoas e instituições para pensar o futuro do Brasil e instruir a ação política. A Fiocruz é uma instituição estratégica do Estado brasileiro para a área da Saúde e uma de nossas missões é justamente ajudar o Ministério da Saúde a projetar a longo prazo”, disse Gadelha.

 

Diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS (DEMAS), da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira reafirmou a importância do projeto para municiar os administradores do Sistema Único de Saúde. “Os gestores do Ministério da Saúde precisam se apropriar daquilo que está sendo produzido por esses pesquisadores”, afirmou.

 

Vice-diretor de Informação e Comunicação do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Rodrigo Murtinho enfatizou as dificuldades que a atual conjuntura traz para a área social. “Um projeto como esse só é possível diante de um Estado que possa pensar e executar políticas sociais amplas. Dentro de um Estado Mínimo, um projeto desse não tem sentido”, assinalou Murtinho.

 

Primeiro painel

 

Moderadora do painel Saúde: Equidade, Acesso e Regionalização, a vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, Nísia Trindade, iniciou os debates reforçando a necessidade de pensar o Brasil Saúde Amanhã como uma ação programática do Estado brasileiro. “Não existe um programa dessa natureza sem a visão de uma construção política permanente envolvendo os estudiosos, a comunidade, o Conselho Nacional de Saúde e os demais atores envolvidos. A Saúde é mais do que um setor. É uma perspectiva para nós pensarmos o Brasil do futuro”, disse Nísia Trindade.

 

Coordenador executivo da rede Brasil Saúde Amanhã, o pesquisador do Icict/Fiocruz José Carvalho de Noronha apresentou alguns estudos sobre acesso e uso do sistema de saúde no país, com ênfase na organização da atenção à Saúde. Entre os trabalhados citados, estão pesquisas sobre a distribuição de recursos físicos no país, o mapeamento de frequência e fluxo das internações nos municípios brasileiros, a área de influência para procedimentos de alta complexidade, os fluxos assistenciais de internação para pacientes de planos de saúde e a definição de estimativas de custos para módulos assistenciais.

 

“O projeto começou cinco anos atrás e nós estamos agora refletindo sobre os rumos que vamos tomar. Nós trabalhamos com horizontes móveis de vinte anos. A primeira etapa era 2030 porque era o nosso ponto de partida. A ideia é acompanhar a variação da situação econômica e das inovações tecnológicas para aguçar a nossa capacidade de perceber as alterações no presente que terão impacto decisivo nas condições futuras do sistema de saúde brasileiro e das condições de saúde do povo brasileiro ”, explicou Noronha.
Em seguida, a pesquisadora da Fiocruz, Laís Dias, abordou a necessidade de autonomia para produção do conhecimento científico e tecnológico. “O desafio principal para a consolidação do SUS é um desafio político.” Em sua apresentação, Laís, que faz parte do grupo de pesquisa de inovação em saúde da Fiocruz, foi firme ao defender também que sem a internalização da agenda de ciência e tecnologia na saúde, permaneceremos com desafios insuperáveis para a consolidação do SUS. “A tecnologia, inovação e produção em saúde possuem um forte impacto para o Sistema Único de Saúde. As inovações, sejam elas sociais ou tecnológicas, não são neutras e impactam a dinâmica do Sistema, bem com a falta da autonomia na produção tecnológica da saúde”, afirmou.

 

Para a pesquisadora, se defendemos um sistema democrático e universal então devemos pensar em como implementar mudanças para que ele se sustente. “Os estudos sobre inovação nos serviços de saúde têm se multiplicado, mas a base do conhecimento nessa área ainda não é suficiente para dar conta dos desafios”, opinou. Laís criticou ainda o crescimento da mentalidade de consumo da saúde e a certeza da qualidade e eficiência da saúde associada às tecnologias modernas. “Tanto no Brasil quanto no mundo, essa cultura de consumo da saúde está presente, sem se questionar os impactos desse acesso sobre as desigualdades geradas no Sistema”, comentou.

 

No contexto dos desafios políticos para o SUS, Luciana Dias, pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), falou sobre a regionalização e suas relações com os processos de conformação de redes de atenção à saúde, destacando a grande diversidade regional, no que diz respeito à condução da política de saúde no território nacional. Conforme explicou Luciana, a regionalização na saúde envolve a definição de recortes regionais para planejamento e organização de ações e serviços de saúde e a criação e/ou fortalecimento de autoridades sanitárias e estruturas de gestão regional. “A regionalização se expressa na trajetória de conformação e reformas de sistemas públicos de saúde com o objetivo de promover o uso mais eficiente dos recursos no território, ampliar o acesso e melhorar a qualidade da atenção”, destacou Luciana.

 

No Brasil, segundo a pesquisadora, a regionalização do sistema público de saúde é um fenômeno complexo, condicionado por diversos fatores, como: desigualdade e diversidade territorial, abrangência e distintas lógicas territoriais de atuação do Estado na saúde, multiplicidade de atores envolvidos no financiamento, gestão e prestação da atenção à saúde e múltiplas escalas regionais configuradas pela distribuição da oferta, uso de serviços, atuação e acordo político dos atores regionais.  “No contexto atual, o que podemos observar no Brasil são regiões caracterizadas por intensa concentração populacional, de atividades econômicas e de serviços sociais versus regiões de rarefeita densidade demográfica, baixo dinamismo econômico e importantes desigualdades regionais que demarcam e dividem o país”, disse.

 

Já no que diz respeito à ação governamental na ‘região de saúde’ no SUS, Luciana afirma que essa ação não está relacionada a uma única autoridade sanitária ou estrutura de gestão regional, expressando assim forte interdependência federativa na constituição de redes de atenção à saúde e representando diferentes projetos, capacidades e governabilidades entre esferas governamentais que atuam na região. “A região também expressa multiplicidade de agentes (governamentais e não governamentais; públicos e privados) envolvidos na condução da política de saúde”, apontou a pesquisadora.

 

Alcides Miranda, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), baseou sua apresentação em uma prospecção estratégica da saúde até 2030, identificando possíveis variáveis que alterariam este cenário. Entre as variáveis observadas pelo professor, o financiamento do setor público, o processo de trabalho, a lei de responsabilidade fiscal, a entrada de capital estrangeiro, as inovações de estratégias institucionais ou sociais e a modelagem da atenção, poderiam, de acordo com ele, deslocar a saúde para outro cenário. Alcides fez uma análise retrospectiva de séries históricas de dados provenientes do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) nos períodos de dezembro de 2005 a 2014. A partir destas análises, o professor propôs dois possíveis cenários: o empresariamento mercantil agenciado pelo Estado sob a égide do Direito Privado e o empresariamento mercantil subsidiado pelo Estado.

 

“O primeiro diz respeito ao incremento de serviços qualificados como públicos sob a égide do Direito Privado e de serviços privados complementares e suplementares ao SUS (conveniados e contratados), com ‘universalidade básica’ e ‘padrões de integralidade’ em redes assistenciais temáticas e segmentação com ênfase em assistência biomédica, sob contratação procedimental e governança operativa”, explicou. Já o segundo, de acordo com o professor, aponta um predomínio de serviços privados com fins lucrativos e suplementares ao SUS, fragmentação com ênfase em assistência biomédica, com governança operativa e contratação procedimental. Além destes cenários, Alcides concluiu sua apresentação apontando um cenário alternativo, mais próximo dos princípios do SUS: a Integração estatal sob a égide do Direito Público, a partir da Universalidade com Atenção Integral à Saúde em redes regionalizadas, sob governança constitutiva e diretiva com regulação estatal e controle social.

Entidade esteve presente no III Congresso de Direito Sindical promovido pela OAB. No evento foram discutidos temas como direito de greve, negociação coletiva, liberdade sindical e outros.
 

 

 

Entre os dias 10 e 11 de setembro, aconteceu em Belo Horizonte o III Congresso de Direito Sindical. O evento, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reuniu centenas de dirigentes sindicais, assessores jurídicos, advogados, operadores e personalidades do meio jurídico para debater assuntos relacionados ao mundo sindical e aos trabalhadores. Dentre os temas em pauta, a terceirização, a ameaça aos direitos sociais provocada pela crise financeira, negociação coletiva, liberdade e autonomia sindical.

 

 

A Fenafar esteve presente no encontro representada por sua diretora de Assuntos Jurídicos, Isabela Sobrinho, por seus assessores jurídicos Leocir Rosa e Leandro de Arantes Basso. Também estiveram presentes as presidentes dos sindicatos dos farmacêuticos do Espírito Santo e Santa Catarina, Maruza Carlesso e Fernanda Mazzini. De Minas Gerais participaram os diretores do Sinfarmig e da Fenafar Rilke Novato e Júnia Lelis. O diretor do Sinfarmig Sebastião Fortunato de Faria Filho também compareceu ao Congressso. 
 

 

A pertinência dos temas e a excelente qualidade dos debates foi a tônica de todo o evento. Um preciso diagnóstico sobre o quadro de ataques às organizações sindicais e aos direitos sociais, assegurados pela Constituição Federal (CF) e pelos tratados e convenções internacionais dos quais o Brasil é signatário, apontou desafios e sugeriu caminhos para a atuação do movimento sindical.
 

 

Vale destacar os debates sobre o direito de greve, onde houve ampla defesa dos sindicatos e trabalhadores que têm sido penalizados pelos tribunais com multa e desconto de salário por fazerem uso deste instrumento legal. “O Direito de greve nunca virá como uma concessão pelo poder público. Sua história é envolta de sangue, suor e assassinato. É uma ação de resistência e união para o bem comum”, afirmou o advogado Cezar Britto, ex-presidente da OAB e palestrante da Mesa.
 

 

O direito de greve é assegurado pelo Art. 9° da CF, mas tem sido negligenciado pela indevida ingerência do Ministério Público do Trabalho (MPT) com os seus sistemáticos dissídios de greve. Também, pela Justiça do Trabalho que tem tido como regra declarar os movimentos grevistas como abusivos, adotando os seus interditos proibitórios e exigência de percentual de trabalhadores que não podem aderir à greve, nas chamadas atividades essenciais, quase nunca inferior a 80%, chegando ao inimaginável percentual de 100%, na greve dos metroviários de São Paulo, no ano de 2014.
 

 

A discussão também abordou a criminalização que a mídia impõe aos movimentos grevistas e ao movimento sindical. Cezar Britto disse que existe uma impune e sistemática prática antissindical dos empresários, a serviço de quem se posta à grande imprensa. O que leva a uma falta de solidariedade da sociedade e a reprodução acrítica dessa criminalização, sem se preocupar com a justeza e a relevância de suas reivindicações.
 

 

Para exemplificar os ataques que os sindicatos têm sofrido, José Carlos Arouca- Desembargador aposentado do TRT da 2ª Região, cidade de São Paulo, terminou a sua palestra afirmando que: “Durante a ditadura militar, os sindicatos fugiam do Dops, hoje, fogem do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho”.
 

 

Também houve mesas sobre as negociações coletivas; sobre o alcance da Súmula N. 277, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que assegura a ultratividade das normas coletivas; da exigência de comum acordo para a instauração de dissídio coletivo de natureza econômica; da prevalência do negociado sobre o legislado, entre outros temas.
 

 

Fonte: Redação da Fenafar com informações da OAB e sindicatos
Publicado em 18/09/2015

Nesta semana foram enviados ofícios às prefeituras de Campanha, Juiz de Fora, Naque, Oratórios, Orizânia,  Patos de Minas,  São José da Lapa e Ubaporanga

 

O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – Sinfarmig -  tem atuado incansavelmente junto aos gestores públicos municipais em defesa de mais e melhores empregos para os farmacêuticos na Assistência Farmacêutica pública em suas diversas possibilidades de atuação.
 

As prefeituras são entidades autônomas com o poder de fixar os vencimentos do seu pessoal, mas, como farmacêuticos, ficamos indignados com os baixíssimos salários oferecidos por alguns municípios mineiros. O Sinfarmig toma essa providência – de entrar em contato com os prefeitos das cidades - até mesmo no sentido de zelar por uma saúde pública de qualidade -porque é preciso que o farmacêutico seja remunerado dignamente para conseguir prestar serviços com tranqüilidade à população.
 

Assim, nesta semana, o Sindicato enviou ofício às prefeituras de Campanha, Juiz de Fora, Naque, Oratórios, Orizânia,  Patos de Minas,  São José da Lapa e Ubaporanga. Elas foram  alertadas sobre os irrisórios vencimentos anunciados em editais de concursos, processos seletivos ou pagos aos farmacêuticos concursados.
 

O Sinfarmig ressalta aos gestores municipais que os valores propostos não condizem com as responsabilidades e seriedade do trabalho farmacêutico porque ele é responsável pela estratégia terapêutica mais importante e recorrente em todos os serviços de saúde do município que é a terapêutica medicamentosa.
 

O Sindicato reitera mais uma vez aos prefeitos, a devida atenção e providências para se corrigir a defasagem salarial do farmacêutico nos concursos e processos seletivos para que o profissional tenha condições dignas de desempenhar suas atividades.

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